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quarta-feira, 24 de março de 2010

I'm a girl! I'm a girl! I'm a girl!

Sou uma garota! Sou uma garota! Sou uma garota!
Dois músicos endividados presenciam um massacre. Únicas testemunhas eles fogem e a única maneira que encontram para se livrar dos bandidos, é se esconder em uma banda de mulheres. Devidamente caracterizados, é claro! O problema é que não é tão fácil fingir ser uma garota. Maquiagens, saltos altos, roupas complicadas, e várias outras garotas sem nenhuma vergonha, já que estavam entre meninas. Quando Marilyn Monroe chega é que a coisa desanda de vez.

Esqueça todos os personagens que você já viu antes tentando se passar pelo sexo oposto. Ninguém é mais elegante, insano e divertido quanto Josefine e Daphne, nomes de guerra de Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon). As personagens são tão convincentes que em certo ponto parece que um deles esqueceu seu gênero verdardeiro, e a gente acha super natural. E pensar que começaram no completo oposto - "I'm a Girl! I'm a Girl! I'm a Girl!".

A divertida e escandalosa banda de meninas nos proporciona boa música, no estilo certo para o filme. Basta dar uma olhada da divertida cena da praia, onde Daphne decididamente é uma das garotas. Livres, leves e soltas brincando no mar.

Ei! Pessoas dos anos 50 faziam e assistiam a esses filmes?!? A gente se surpreende com a ousadia. Um filme dos tempos da vovó tratando de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, assim, tão numa boa, que faz graça. Divertidíssimo! Que bom que nem todos os filmes da lista são tensos ou engajados. Qual a graça de ser sério, fazer a coisa certa o tempo todo?

Aliás, fazer a coisa certa parece não estar entre os objetivos dos personagens. Desde os músicos, que ao invés de pagar as dívidas resolvem apostar os únicos casacos que tem (no inverno!); enganam a todos; tiram proveito de um milionário apaixonado... Passando pela desmiolice de Sugar Cane, que admite ser burra e resolve fisgar um milionário. Até o proprio milionário que não vê nas regras da sociedade empecilho para um casamento.

Se é divertido as pampas, a gente perdoa as falhas e aumenta a torcida. E daí se Joe está enganando Sugar, fingindo ser milionário (e mulher!)? Sugar só se interessou pelo dinheiro dele mesmo. Tomara que no final fiquem juntos - afinal, a canalhice dele e o interesse dela se merecem.

Não tem jeito. Eles são cheios de defeitos, fazem tudo errado, não valem nada, mas a gente gosta deles!

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