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segunda-feira, 29 de março de 2010

Tantanrantaaaaan... Tantaraaaaannn...

Vai dizer que essa não é a primeira coisa que vêm à sua cabeça quando o assunto é Indiana Jones?!


Convenhamos: Indiana Jones (Harrison Ford) é o cara. Ele era pra ser um cara normal... Pelo menos a gente tem a impressão de que arqueólogos e professores universitários são pessoas normais. Mas não o ilustríssimo (e famosíssimo) Sr. Jones. Ele se mete em tudo que é buraco - literalmente - em busca de tesouros amaldiçoados, apesar de morrer de medo de cobras, adora dar uma de Tarzan, usa o chicote como se tivesse nascido num circo e ainda sabe atirar. Onde foi que ele aprendeu isso tudo? Pra completar, nosso anti-herói sempre se dá mal: passa por todos os perrengues, mas acaba levando o ouro e a glória é o seu rival Belloq (Paul Freeman). Ah, e nisso ele ainda arruma tempo pra ter um revival com uma ex-namorada bem, digamos, "arretada" (rapidinho, vamos fazer umas contas? ela é mais nova que ele, e disse que era muito nova quando se envolveram... quantos anos eles tinham quando se encontraram pela primeira vez?)

O filme vai em ritmo alucinante do início ao fim. Começa com uma expedição na América do Sul (mais genérico, impossível) e mostra Indy acompanhado de alguns exporadores locais atrás de um ídolo de ouro. Após passar por traições e se livrar de diversas armadilhas (a cena horrorosa dos dois homens cobertos de aranhas caranguejeiras e a clássica fuga da bola de pedra), ele perde seu troféu para o inescrupuloso Belloc. Voltando para a universidade, Jones é convocado para uma reunião com dois agentes do FBI e descobre que um de seus amigos está supostamente envolvido com os nazistas. Deduz que o füher está atrás da Arca Perdida, uma arma mortal (qualquer exército que a possuir será invencível). Começa a corrida contra o tempo para chegar à Arca antes dos agentes de Hitler. Até chegar à Arca, Indy passa por poucas e boas.

O filme é cheio de participações que, para mim, são especiais. Fora a atuação perfeita de Harrison Ford, ver Alfred Molina logo no início do filme, quase como um figurante, realmente me surpreendeu. Afinal, ver o Dr. Octopus uns bons 15 anos mais jovem e ainda passando a perna em Indiana Jones era uma coisa impensável pra mim. OUtra surpresa, essa ainda maior, foi reconhecer John Rhys-Davies. E reconheci só pela voz: foi ele falar a primeira frase e eu ofeguei "é o Gimli, o anão de 'O Senhor dos Anéis'!" Também, com tanta maquiagem e efeito especial no filme de Peter Jackson, só mesmo pela voz para reconhecer o ator. Sua personagem é ótima, grande amigo de Indy e super prestativo. Mas perde em carisma para o miquinho do mercado. Coisinha mais fofinha e arisca! Tremendo amigo-da-onça, pulando em cima do balaio onde a mocinha se esconde pra dizer onde ela se escondeu; depois tava lá, confortanto o Indy quando ele achou que ela tinha morrido na explosão do caminhão. No fundo, confesso, fiquei com pena quando ele morreu por comer as tâmaras envenenadas.

Resolvendo a situação, à la Indiana

Várias cenas estão entre as minhas favoritas. As do mercado em Cairo, com Indy batendo em vários homens ao mesmo tempo (acho difícil derrubar 3 homens com um soco só, ainda mais se você não tem um físico nem o treinamento de um lutador de jiu-jitsu); a dele enfrentando o cara com um sabre (depois de esperar um pouco pelos malabarismos com a adaga, dá um tiro muito desleixadamente e mata o oponente); a corrida para roubar o caminhão com a Arca (ele leva um tiro no braço, mas consegue se segurar em um caminhão em movimento e não ser atropelado, passar por baixo dele e voltar pra acertar o soldado que dirigia o caminhão e retomar a direção)... Só ele para conseguir isso. Mas também, com uma história criada por George Lucas, direção de Steven Spiberg, trilha sonora de John Williams e Harrison Ford no auge da carreira, era muito fácil apostar que "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" seria o ótimo filme que é e que viria entrar fácil, fácil em qualquer boa lista de "melhores filmes de todos os tempos". Quero ver o Belloq tirar essa dele...

1 comentários:

Fabiane Bastos disse...

AMEI o título! Eita menina criativa.

Se entendi direito, Marion deveria ser adolescente na primeira vez que encontrou Jones. Papa anjo ele!