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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Motim

Ninguém segura esse bebê!
Um carrinho de bebê (com um bebê dentro) descendo alucinadamente uma escadaria imensa. Era a imagem que vinha a minha mente quando ouvia o nome “Encouraçado Potemkim”. Também me lembrava de não ter gostado muito do filme, quando o assisti ainda na época da escola.

Entretanto tenho consciência de que nossa percepção do mundo, bem como nossos gostos mudam com o passar dos tempos. Logo, fui animada assistir ao filme desta semana. Dessa vez eu iria gostar.

O que gosto de ver em filmes antigos é o ambiente. As pessoas, as roupas, objetos, tudo parece tão distante da nossa realidade que é difícil acreditar que tudo era assim décadas atrás. Inacreditável também é a revolta em si.

Baseado em um massacre real, é de assustar a crueldade com que os oficiais lidam com a revolta, “uma guerra permitida”. O motim, uma vez que se inicia no mar, mesmo após aportar tem proporções tão pequenas que a alcunha de manifestação lhe cairia bem melhor, que revolta ou revolução.

Nas seqüências de ação (se é que posso chamá-las assim), a montagem é rápida e surpreendente. Como nas seqüência em que três estátuas de leões, com expressões diferentes nos levam a enteder o estado de espírito da população, da calma a histeria. Intercalar imagens diferentes para melhorar a comunicação de uma idéia. Se hoje em dia é comum foi graças a “Encouraçado”.

Apesar de compreender melhor a qualidade e importância da obra, infelizmente ainda não gostei de verdade. Não me levem a mal, mas parece que meu cérebro, criado à base de vídeo-clips, não acompanha bem o ritmo do filme. A montagem que permite observar a noite tormentosa por cinco minutos faz com que eu me distraia e me encontre perdida em meus pensamentos quando a cartela seguinte aparece.

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