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sábado, 6 de novembro de 2010

Cidadão do imaginário coletivo

Vai Kong, derruba eles!!!
King Kong, eis aí um cara de quem todos já ouviram falar. Não sei vocês, mas desde pequenininha  conheço o enorme primata ao ponto de reconhecer referências a ele em outras obras. O que é muito estranho, uma vez que apenas em 2005, com a nova versão do longa, que realmente conheci a história de Kong. Acredito que seja isso que significa "fazer parte do imaginário coletivo".

O Sr. Peter Jackson que me desculpe, mas quando assisti a sua versão de King Kong achei meio sonolenta. Visualmente deslumbrante, mas longo e arrastado demais para meu gosto. Faltou algo no filme de Jackson. Depois de assistir ao original esta semana, finalmente descobri: faltou charme!

Para nós, espectadores pós tecnologia de captura de movimento, Kong pode parecer meio "paradão". É exatamente aí que está o charme. Infelizmente não sei como explicar porque é tão divertido assistir ao enorme macaco, sacudir um galho cheio de homenzinhos lutando para se segurar, mas é! E sim, eu torci por Kong a maior parte do tempo! 

Colorido incomum!
Simplesmente adorei, a mistura entre a animação e parte com atores. Os trechos onde os personagens das diferentes tecnologias interagem nos faz pensar no trabalhão que deve ter dado para sincronizar tudo, com a técnologia disponível na época. Vale sempre lembrar, o filme é de 1933, na época do "cinema a lenha", sem computadores, equipamentos sofisticados ou mesmo cor. 

E por falar em cor, como o filme é daqueles difíceis de encontrar, tudo o que consegui foi a versão "colorizada", que não tem o charme do original em preto-e-branco, mas tem um tom vibrante que apenas as cores podem dar. Além disso é divertido o resultado, em que as cores ficam meio amareladas e dá a impressão de terem esquecido de "pintar" tudo que é cinza.

Querem dinossauros? Esperem Spilberg!
A música é grandiosa, intrigante e as vezes (ou melhor, sempre que necessário) assustadora. Não senti muito o amor de Kong pela atriz. A sensação era a de uma criança defendendo seu brinquedinho favorito. Mas quem foi que disse que a criança não ama aquele brinquedo? Um amor diferente, quem sabe? Já o romance dela com seu pretendente humano, surpreende pela simplicidade com que é desenvolvido.

Uma coisa passou em minha cabeça enquanto assistia à aventura na remota ilha. Dinossauros, monstro do lago Ness, insetos gigantes, tanta concorrência e os homens ambiciosos só pensavam no enorme gorila? Isso é que é carisma hein!

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