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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Aceito a carona sim, obrigada!

Nunca havia notado! Na sequência inicial de De volta para o futuro, quando somos apresentados a "traquitana" de café da manhã do Dr. Brow é possível ver entre seus inúmeros relógios, um com um homenzinho pendurado nos ponteiros. Pronto! Nó na cabeça outra vez. Como o Dr. pode ter criado uma réplica de sua aventura se esta ainda não aconteceu? Pensando melhor, para ele apenas já havia acontecido!
Mini Doc salvando o futuro!

Aí está, a beleza das aventuras do DeLorean! Não importa quantas vezes assista, sempre vai achar algo novo e nunca vai entender completamente. Entretanto, se as histórias de Marty McFly e Dr. Brown não são do seu tempo, um breve esclarecimento.

Marty McFly (Michael J. Fox) é um adolescente normal de 1985 (escola, namorada, música...) que tem uma curiosa amizade com o cientista maluco da cidade. Quando Dr. Brown (Christopher Loyd) está registrando o sucesso de sua maior invenção, uma maquina do tempo construída em um DeLorean, um incidente com terroristas líbios faz com que o Dr. seja baleado e Marty acidentalmente se torne o primeiro humano a testar a invenção. O adolescente vai parar em 1955, esbarra em seus pais, então adolescentes, e impedem que se conheçam e, consequentemente, se apaixonem. Então, ele busca a ajuda do Dr. Brown de 1955 para consertar a bagunça, que ameaça sua própria exitência, e voltar a 1985.

Eu vou junto!
É verdade. Leva um tempinho para entender o paradoxo temporal, e encontrar todas as referências do passado no futuro, uma vez que conhecemos o futuro antes. Entretanto, uma vez que este obstáculo é superado (ou abstraido, quem disse que é para entender tudo?), fica fácil se perder naquele universo e suas referências. Honestamente, são as piadas com as divergências temporais que mais me divertem: como Darth Vader do planeta Vulcano, Calvin Klain, o Rock and Roll e descobrir o que é uma reprise na TV.

Se colocar no lugar Marty também é fácil. Ver um tempo antes do seu, descobrir se seria amigo de seus pais, se as histórias que contam sobre o passado eram verdade, ter a vantagem do conhecimento futuro para ser "o cara", e até inspirar o próprio nome!  Àqueles que preferem o Dr. Brown, ter a certeza de sucesso, mesmo que distante. Aliais, ter a confirmação de uma vida além de seu tempo, e de bons companheiros de aventura. Atire o primeiro punhado de esterco quem nunca desejou ao menos uma dessas coisas.

Por um pouquinho que seja dessa aventura, topa-se passar uma semana longe de casa. Tentar capturar um raio. Enfrentar o estresse de fazer nossos pais se apaixonarem, sob o risco de não nascer e enquanto nossa mãe se apaixona por nós. Pensando melhor, essa ultima perturbaria de qualquer forma.

Para a blogueira que vos escreve De volta para o futuro sempre existiu, é com certeza minha primeira e maior referência quando se trata de viagens no tempo. Mas é quase impossível não tentar imaginar o impacto para quem assistiu o filme as cegas, pela primeira vez nos cinemas em 1985. Era muita coisa para assimilar. Além do roteiro intrigante e sem "buracos", tem a reconstrução de época impecável, a maquiagem para envelhecer, a polêmica insinuação romântica, entre mãe e filho, a trilha sonora marcante, o charme dos anos 1950 e a incrível vontade de ter um DeLorean só pra gente. Eu precisaria de uma segunda seção para entender, e quem sabe uma terceira, só para curtir.

Além das inúmeras qualidades acima o elenco não poderia ser mais acertado, aumentando ainda mais a veracidadde de uma história tão absurda. Mesmo com a maquiagem estranha (aparentemente é mais fácil fazer velinhos, que pessoas de meia idade), realmente acreditamos nas versões mais velhas dos personagens. Isso por que a atuação de Lea Thompson (Lorraine McFly) e seus colegas diferenciam completamente os gestos espressões e atitudes das diferentes idades. 

Antes de mais nada, De volta para o futuro é um filme sobre viagens no tempo, sua possibilidade e consequências. Mas está longe de se tratar apenas disso. Nos mostra que o tempo muda quase tudo, nada é mais impressionante que as diferenças na Hill Valley de 1985 e 1955. Contudo, muitas coisas não mudam sozinhas e algumas, por um motivo que não fazemos idéia, insistem em se manter intactas. (me avise quando eu não estiver fazendo sentido!).

 
Percebemos, ou lembramos, que todo adulto já foi criança um dia. E que não somos os únicos a imaginar como nossos pais eram na nossa idade, e ter uma idéia totalmente equivocada sobre isso. Que nossas perspectivas para o futuro são as mais absurdas (plutônio em cada esquina), e que coisas absurdas as vezes acontecem no futuro (Ronald Reagan? O ator? Presidente?). Completa muitas referências pop, ação, aventura, e boa música, que é atemporal, e pronto! Um clássico que não cansamos de rever.

6 comentários:

Anônimo disse...

necessita di verificare:)

Fabiane Bastos disse...

Me diga o que, e verifico com prazer!
Obrigada!

The Crow disse...

...o filme é ótimo. Mas se gosta de viajem no tempo, tente assistir "Em algum lugar do passado". Um detalhe ridículo vai bugar o seu cérebro.

Anônimo disse...

Gostei !! belo texto !!!

Fabiane Bastos disse...

Oi "The Crow", se está falando do filme com Christopher Reeve, está na minha lista. Ironicamente, só me falta tempo! rs

Que bom que gostou caro "Anônimo".

Valeu pela vista! ;)

The Crow disse...

...tem tambem o livro que é ainda mais bacana.