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terça-feira, 29 de março de 2011

Temperatura morna, quase fria

Um amor para recordar, já o filme...

Ok, admito. Foi com bastante má vontade que assiti a esse filme. Sempre odiei esses filmes que foram feitos uma cantora/atriz americana nos seus 20 e poucos anos, fazendo filme de colegial. O pior é que eles parecem gostar disso, e o público adolescente, mais ainda. Maior exemplo são os inúmeros filmes de Lindsay Lohan, a menininha sardentinha que cresceu, virou adolescente rebelde e depois surtou. Dado isto, e tentando ignorar minha implicância, tirei meu domingo à tarde para ver Um amor para recordar (A walk to remember, 2002). Quase me arrependi.

Sinopse: garoto rebelde (?) tem crise de consciência depois que uma brincadeira com os amigos do colégio quase mata um calouro. Dentre as punições, ele acaba fazendo praticamente todas as atividades junto com a filha do pastor (ela precisa de rehab também?). Ele não liga para ela, ela não tá muito aí pra ele não. Ele acaba indo para o núcleo de teatro (?!) e é escolhido para o papel principal (!?!) da peça. A filha do pastor fica com o papel de cantora do cabaré (essa foi demais! E o pastor nem reclamou?). Ele se esforça para se dar bem no papel, os dois se aproximam e acabam se apaixonando. Mas ainda era o meio do filme, então tinha que surgir uma complicação, certo? E ela apareceu. A jovem moça tem leucemia e já não responde ao tratamento. Começa o chororô.


É bonitinho ver o esforço de Landon para agradar a namorada, mas é tudo tão previsível...

Mas é justamente nessa altura que o longa começa a ter alguma relevância. Shane West realmente se esforça para passar sentimento, é quase comovente o desespero do rapaz ao descobrir a doença da namorada. E não vou ser hipócrita e dizer que meus olhos não marejaram quando filho e pai se reconciliam. Mas o filme é muito fraco, principalmente se comparado com outros filmes que tem amesma temática de "casais que são separados/sofrem juntos por causa da doença de um deles". Exemplos tem aos baldes, Philadelphia (1993) e Doce novembro (2001) são os primeiros que me vem à mente.

Acho que esses filmes dependem muito do carisma dos protagonistas. Nos exemplos citados, nem preciso falar o quanto Charlize Theron e Julia Roberts são carismáticas, além de talentosas. Mas... Mandy Moore convence, mas não encanta. Faltou mojo. Não que ela não seja talentosa, pelo contrário. Acho que é boa cantora, muito afinada e com voz gostosa de ouvir cantando uma balada romântica. Mas falta muito pra ser Julia Roberts... E oq eu falar das participações ridículas de Daryl Hannah e Peter Coyote? Atores como eles mereciam mais destaque. Subaproveitamento de bons atores mais casal de protagonistas não cativantes igual a filme insosso. Equação simples.


Mandy Moore: tão sem graça quanto a personagem

Sei que vai ter muita gente por aí me condenando, não entendo porque esse filme fez tanto sucesso (pelo menos entre minhas amigas). É bonitinho? Mais ou menos. O casal é fofo? Mais ou menos. Gostou do filme? Err.. Desculpa, mas não gostei.

7 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Ei! Vc tá me desanimando. Eu já tô com preguiça de assistir, kkkkkk

Silvano Vianna disse...

99% das patys amam esse filme que é muuuito fraco. Impressionante como o mal gosto pode ser contagiante e reflexo dentro de um gênero...atuações fracas, coisas forçadas bem piegas mesmo. Minha filha não vai ver se depender de mim.

Geisy Almeida disse...

Pois é, Silvano... Também não entendo a obsessão das meninas com esse filme. Existem outros filmes que abordam a mesma temática que são muito melhores... Mesmo os que são feitos para adolescentes.

Sou bastante eclética e acredito que toda história (mesmo as muito óbvias ou 'batidas') podem render se forem contadas: basta usar de bom senso e criatividade.


Obrigada pela visita, sinta-se à vontade aqui no nosso sofá. =D

Geisy Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabiane Bastos disse...

Gente, pensa comigo: se não assistirmos o que é ruim, o que vamos usar de comparação p/ saber o que é bom???

kkkk

erika disse...

falou, falou, falou e não falou nada. O filme é bom sim! ;)

Geisy Almeida disse...

Gosto não se discute, não é Erika? E ainda bem que nem todo mundo gosta das mesmas coisas, imagina que chatice seria?!

Escrevi o que acho do filme e, sinceramente, depois de tantas experiências maravilhosas, tantas surpresas agradáveis assistindo a outros filmes para este blog, "Um amor pra recordar" ficou muito aquém do que eu esperava.

Mas aqui é uma democracia, cada um fala o que bem quiser - nos posts e nos comentários.

Obrigada pela visita =D