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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Você não é terrível, Muriel!

Alguém devia lembrar isso à protagonista do longa desta semana, de vez em sempre, já que sua "adorável" irmã faz questão de iniciar toda e qualquer conversa com Muriel com a sentença: "Você é tão terrível, Muriel!". Por aí já dá para perceber que a vida dessa candidata a noiva não é nenhum mar, ou sequer um buquê, de rosas.

Muriel (Toni Collete, perfeita) não se saiu muito bem na vida. Acima do peso, fora de moda, insegura e constantemente chamada de inútil por seu também "adorável" pai, a moça não consegue emprego, e gasta seus dias no quarto ouvindo músicas do grupo Abba e sonhando com casamento. Seus irmãos, assim como ela são parasitas, e sua mãe tem problemas mentais, dificultando ainda mais a vida de todos.

Depois de ser presa ao usar um vestido que sua mãe roubou (não intencionalmente, a mulher não batia bem), e de ser dispensada pelas "amigas", que a achavam inadequada. Muriel surta, dá um desfalque no pai e vai curtir as férias, das quais as "amigas" a dispensaram. Lá Muriel encontra Rhonda (Rachel Griffiths), uma antiga amiga de escola.

Curtindo a vida adoidado, com Rhonda, Muriel e Abba!!!
Livre como um passarinho, a moça ensina Muriel a seguir com a vida. Contudo, não adianta tirar a garota da cidadezinha se você não consegue tirar a cidadezinha da garota. E nossa protagonista leva a intimidação da cidade pequena com ela para Sidney. Ela acredita que para evoluir tem que se tornar outra pessoa, com direito a mudança de nome e tudo. Mas as mentiras que cria apenas as transformam naquilo que ela mais odiava em sua terra natal.

Nesse meio tempo nós, no sofá, assistimos, a moça se tornar "the dancing queen", conquistar independência financeira, curtir muito e iniciar sua vida amorosa. Este último estranhamente em uma ótima cena cômica que inicia uma parte trágica no filme. Hã???

Feliz feito pinto no lixo!
Com reviralvoltas de deixar qualquer novela mexicana com inveja, tudo bem amarrado e regado a músicas do Abba. Ainda acontecem trágicas doenças, reencontros triunfantes, muito drama familiar e, claro, um casamento. Muriel consegue o noivo dos sonhos de forma nada convencional. É na cena do casamento, com a noiva radiante e um noivo entorpecido, que percebemos um dos erros da moça. Ela queria o glamour de ser noiva, não o romance. Amor então? Quem precisa?

Também me incomodou muito a pesença das "pseudo-amigas" como madrinhas, e a cara de contentamento de Muriel, ao ouvi-las exaltando a amizade e os predicados da moça. #vergonha alheia Muriel! 

É claro, esta é uma comédia romântica, logo, depois de cometer vários erros Muriel percebe que tomara o caminho errado e consegue reparar a maioria. A lição a se aprender? Você não é terrível, mas pode facilmente agir como tal.

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