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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Antes de ficar sério e sombrio...

A vantagem de A Câmara Secreta sob a Pedra Filosofal é apenas uma: já conhecemos aquele universo, não é preciso perder tempo com apresentações. Focado apenas na história a narrativa é linear e com o tom de mistério e ameaça (mas nunca sombrio de mais para alguém de 12 anos), fica interessante, para dizer o mínimo!
Aproveitem, daqui para frente só piora!
 Vai começar o segundo ano de Harry (Daniel Radcliffe) em Hogwarts. E nos últimos dias de suas nada agradáveis férias em famíla, um elfo doméstico (este sim devidamente apresentado) o avisa algo ameaça a integridade dos alunos. Embora Dobby tente impedir de várias formas, o garoto acaba indo para escola, não antes de ser resgatado por seu melhor amigo Ron (Rupert Grint), e conhecer o cotidiano de uma familia verdade. Quando chega a escola, os avisos de Doby ganham fundamento quando animais e alunos aparecem petrificados. Resultado do retorno do herdeiro de Salasar Sonserina, que reabriu a tal câmara e libertou um monstro que deve caçar os nascidos trouxas (de origem não mágica). O problema é que ninguém sabe quem ele é. Quando Harry descobre um dom incomum e característico da família Sonserina, a habilidade de falar com cobras, vira o suspeito número um. É claro que isso vai resultar em uma jornada de detetive+aventura para descobrir e neutralizar o culpado.

Dobby, o elfo doméstico!
Este longa apresenta um dos personagens mais bem feitos e adoráveis da saga. Dobby (voz de Toby Jones), é fofo e incrivelmente realista, mas também é um dos primeiros sinais de assuntos mais relevantes abordados com esperteza e até leveza: o elfo é um escravo. Outro assunto sério apresentado a criançada é a discriminação. Assim como no mundo trouxa, alguns consideram pessoas diferentes inferiores, e isso causa muita injustiça.

Entretanto, são as coisas divertidas que disfarçam os temas sérios, que saltam aos olhos. O que dizer da Toca? A residência dos Weasleys parece saída diretamente da minha imaginação. Juro, que até as cores das cadeiras estão como imaginei. Falta descobrir se J. K. é detalhista demais, se o designer de produção tem uma imaginação parecida com a minha, ou se sabe fazer mágica e acertar o tom com qualquer um.

E por falar nos Weasleys, são a primeira família de verdade que Harry conhece, ainda podem fazer mágicas! A diferença na dinâmica familiar é muito divertida, o pai bonachão, que não liga para as traquinagens dos meninos, a mãe zelosa e exagerada. Mesmo um bronca da Sra.Weasley (a mais que competente Julie Walters) é mil vezes mais carinhosa que  um simples oi dos Dursleys.

Petzse, piztse paste nomen!
Falando em famílias apenas eu reparei que os Malfoys tem um jeito peculiar de se apresentar? Criticando caracteristicas das outras pessoas na sala? É assim, com falas semelhantes a de Draco (Tom Felton) no primeiro longa,que um detestavéle perfeito Lucius Malfoy, nos é apresentado. Jason Isaacs, claramente se divertindo em poder ser mal educado, enquanto carrega uma enorme cabeleira loira . Ele se divertiu quase tanto quanto Kenneth Branagh dando uma de galã. Torci para o divertido personagem aparecer novamente, ele voltou nos livros rolou, no filme não haveria tempo mesmo.

E claro, crianças aprendendo, se divertindo e vivendo aventuras que a maioria dos adultos lidariam com muita cautela. Felizmente o espíríto da juventude faz Harry Ron e Hermione mergulharem de cabeça! Carros voadores, poções mágicas, duelos, aranhas gigantes, diarios com personalidade, mais divertido impossível! Vale lembrar aqui que Hermione (Emma Watson) resolve o caso, mesmo petrificada. Girl Power puro! Como toda boa aventura, termina com a entrega clássica do plano pelo vilão (porque ainda fazem isso?), e a com mais longa salva de palmas da história do cinema, o filme acaba antes dela!

Ainda bastante lúdico (leia-se colorido), o longa é um ultimo suspiro antes da queda vertiginosa, e sem volta, nas aventuras mais sombrias. Também é o ultimo longa de Richard Harris, que se despede das telas e de Dumblerore, nos deixando uma boa lição: São nossas escolhas que revelam quem realmente somos, muito mais que nossas qualidades! 

Eu escolho continuar a aventura em Azkaban, e você?

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