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sábado, 16 de julho de 2011

O retorno de Você-Sabe-Quem

Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry potter and the Goblet of Fire, 2005) é um filme interessante: visitantes chegam a Hogwarts vindo de outras escolas de bruxaria no mundo - até então, só conhecíamos o universo do castelo britânico. Nesse encontro, que vem a ser uma competição entre as escolas, muitas coisas acontecem. Não era para ser um ano de preocupações para Harry (Daniel Radcliffe), pois sendo menor de idade ele não poderia participar do torneio. Mas nem tudo ocorre como deveria...
Desavisados, tremei! Voldemort voltou!
O filme começa promissor, com um Voldemort (Ralph Fiennes) semiencoberto por uma poltrona: pequeno e frágil, mas ainda assim perigoso e letal. O pobre jardineiro que foi ver o que acontecia que o diga! O plano era misterioso, e não poderia falhar: precisava de Harry. Então Bartô Crouch Jr. (David Tennant) era peça valiosa nesse plano. Mas... cadê ele o filme todo? Interessantíssmo acompanhar a história e nem dar falta dele. Só na hora certa a gente começa a associar uma coisa com outra e, voilà, final surpreendente. E o que parecia ser uma inocente partida de quadribol virou um acontecimento macabro - Comensais da Morte e a marca negra no céu trouxeram pânico e o medo do ressurgimento do Lorde das Trevas. É, o ano em Hogwarts não ia ser fácil... Se poderosos feitiços conseguem ser burlados e, em sala de aula, você aprende maldições proibidas, com certeza tem alguma coisa errada.


Apesar de menor de idade, o nome de Harry Potter foi aceito pelo Cálice de Fogo, o artefato mágico que seleciona qual aluno deve defender o nome da escola. Para Beubaxtons, a escola francesa de veelas, Fleur Delacour (Clémense Poésy, fraquinha) foi a escolhida. Por quê, eu não sei: sempre a última colocada em todas as tarefas, sempre me pareceu despreparada para qualquer uma delas. Só serviu mesmo pra ela conhecer Gui Wesley (que não aparece neste longa). Por Durmstrang, a escola búlgara, o ídolo de quadribol Viktor Krum (Stanislav Ianevsky) parece ser o competidor mais bem preparado. E por Hogwarts, Cedrico Diggory (Robert Pattinsoon pré-"Crepúsculo") foi o vencedor. Mas o cálice foi confundido e um novo campeão saiu por Hogwarts, causando muita discussão e muitos problemas: Harry Potter, menor de idade (e, portanto, impedido de participar do jogo) foi indicado e não poderia voltar atrás - mesmo despreparado, teria que participar e sobreviver às duras tarefas.



O torneio é tribruxo, mas foram selecionados quatro campeões

Enfrentar dragões para resgatar um ovo de ouro; ter que abri-lo embaixo d'água (a sequência de Harry na banheira com a Murta-que-geme é impagável!) e descobrir a pista da segunda prova: ficar uma hora submerso no Lago Negro para recuperar um tesouro que fora roubado. Tesouro esse, que não é material: amigos e pessoas mais queridas dos competidores estavam enfeitiçados e presos embaixo d'água, podendo cada um deles levar somente um para a superfície. Em tese, nem seria tão difícil. Mas como Harry poderia escolher entre seus dois melhores amigos e a garota por quem ele queria namorar? Missão cumprida, próxima tarefa: labirinto. Só precisa encontrar a Taça que está escondida onde somente o professor Olho-Tonto, ops!, Moody sabe onde está. Moleza, se não fosse um labirinto bruxo, cheio de feitiços, onde a ramagem toda se mexe e força a mudar de direção. Fleur fora da jogada, Krum estuporado depois de duelar com Cedrico, sobram os dois alunos de Hogwarts para chegar à Taça. Quem seria o campeão? Ora, uma mão lava a outra, então, porque não juntos?


Lembra do plano perfeito de Voldemort no início do filme? Pois é. Perfeito mesmo. Deu tudo certo - ou quase tudo. A taça era uma chave de portal, e ambos foram parar no cemitério onde Voldemort se preparava para completar o feitiço que o traria de volta à vida: para Harry, tortura e dor ao ter seu sangue tirado à força para completar o feitiço. Para Cedrico, Avada Kedrava. Foi a primeira morte em Hogwarts nos filmes. A morte dura, seca, fria, sem volta, de um jovem bonito, bem preparado, inteligente. A morte tão perto de Harry. Por capricho, Voldemort quer duelar com Harry, apesar de ele ser somente um garoto. O núcleo gêmeo de suas varinhas não permite que uma se sobressaia à outra, então Harry tem uma chance de escapar e voltar a Hogwarts e contar sobre o retorno de Você-Sabe-Quem. E Harry ainda tem que sobreviver à última cartada de Voldemort: Bartô Jr estava disfarçado de Moody, e quase termina o serviço para seu amado lorde - sorte que Dumbledore (Michael Gambon) chega a tempo de salvar Harry e resgatar o verdadeiro Olho-Tonto. O clima pesa de vez. Morte, luto, Voldemort está de volta. Hora de começar a amadurecer, Harry...


Olho-Tonto Moody: mais feio que briga de foice!

Esse filme provavelmente é mais lembrado por ser o filme em que Pattinson ainda não era um vampiro purpurinado, mas eu prefiro lembrar que esse é o filme em que vi meu sonho de consumo pela primeira vez: a penseira de Dumbledore. Interessante recurso da autora para nos deixar conhecer o passado sem ficar na lenga-lenga de conversinhas aqui e ali. Vivenciar experiências alheias é bem mais empolgante. Também lembro do ensaio para o baile de inverno. McGonagall (Maggie Smith, sempre ótima) dançando com Rony (Rupert Grint, lindinho de cabelo comprido) e os gêmeos Weasley (também lindos de cabelo comprido) tirando sarro dele... O próprio baile também foi engraçado de ver. Um pouco de leveza antes do caldo engrossar. Uma boa contribuição de Mike Newell para a saga - uma vez que seu predecessor havia sido Alfonso Cuarón, que tinha iniciado muito bem a transição de "deslumbramento com o mundo mágico" e o "agora é pra valer, Harry". Ele manteve o bom nível de fidelidade à obra literária e assinou sua obra sem danos. Ao final, fica aquele gostinho de "quero mais". Então, é só aguardar porque a coisa vai ficar feia...

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