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sábado, 25 de agosto de 2012

Prazer, Mata Hari!

James Bond ficaria entediado. Apesar de ser um filme cheio de espiões e agentes duplos, ação não é o forte de Mata Hari. Aliais, passa longe. Todas as trama é baseada em intrigas e confrontos falados.

A bela, sedutora e exótica Mata Hari (Greta Garbo) tem os homens aos seus pés. Parece enfeitiça-los com sua (rápida e pouco ritmada) dança. Mas ela também é uma talentosa espiã que conspira contra a frança durante a Primeira Guerra Mundial. Até que um dia recebe a missão de seduzir o jovem e inocente Tenente Alexis Rosanoff (Ramon Novarro), para extrair informações confidenciais. É claro, que se apaixona pelo rapaz. Em um daqueles grande romances de cinema mudo, onde os amantes sacrificam tudo por sua cara-metade de forma gestualmente dramática.

O longa é de 1931, o cinema mal havia começado a falar. Logo, a atuação dura e exagerada ainda é uma realidade.   O que concede a um dos atores a pior personificação de um cego da história do cinema (sorry, não deu para acreditar mesmo considerando a época). Expressões faciais super acentuadas, falas um pouco fracas e aqueles curiosos abraços românticos em que o casal parece estar mais de frente p/ a câmera que um para o outro (nunca entendi), fazem parte do pacote.

Sim, a protagonista e forte, assume riscos, ousa. E claro tem o glamour e a presença de Garbo, acentuadas por um extravagante e exagerado figurino. Curioso observar no entanto, que o que era considerado sensual ou poderoso para uma mulher de 1930, é bastante diferente do que é considerado em 2012. E sim, como mencionado antes, para uma dançarina profissional, ela se apresenta muito pouco.

A intriga que move a trama por sua vez, é simples. As intrigas e conexões parecem mal exploradas, mantendo a trama sempre na superfície. Fidelidade histórica nunca foi um objetivo. Assim de real temos apenas a existência de uma sedutora dançarina exótica, que originalmente teria origem oriental, mas aqui ganha as feições caucasianas de Greta Garbo no auge da beleza.

Pode ser (de fato é) um marco na carreira de Garbo, mas não entrou para minha lista de favoritos. Talvez funcione melhor com a bagagem de alguém de 1930. Em todo caso, é um ótimo inicio de aprendizado sobre sua diva protagonista e da própria Mata Hari. Afinal, se alguém mexe com o imaginário coletivo ao ponto de ganhar um filme baseado na possibilidade de ela ser importante, quero saber quem realmente foi.


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