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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jeannie é um Gênio + Beatle Juice

Junte Jeannie é um Gênio, Beatle Juice e qualquer besteirol adolescente estadunidense, e o resultado será Mulher Nota 1000. Não consigo sequer imaginar o que passava pela cabeça de John Hugues nos dois dias que ele levou para escrever o roteiro deste longa. Mas posso afirmar, não é das suas obras mais brilhantes ou charmosas. Ainda assim, é muito divertida e um prato cheio para quem curte um pouco de non-sense.

Gary Wallace (Anthony Michael Hall) e Wyatt Donnelly (Ilan Mitchell-Smith) são os típicos nerds adolescentes. O que inclui não ter namoradas, e sofrer bullying de um valentão interpretado por um Robert Downey (que ainda não tinha adotado o "Jr.") e seu comparsa não posteriormente famoso. Assistindo à Noiva de Frankstein eles tem a brilhante ideia de criar uma mulher em seu computador. É claro, que com a mágica do cinema o modelo criado em um PC dos anos 80 se transforma em uma modelo, a top-model Lisa (Kelly LeBrock). Além de linda a moça tem habilidades inexplicáveis, e faz o que for preciso para dar o que considera melhor para seus criadores.

Sim, eles criam um mulherão a partir de um computador que ainda não usava o mouse, mas tinha disquetes do tamanho de um prato. Usam como modelo, fotos arrancadas da playboy, revistas de música, livros de história, e até um poster antigo de um mágico. Provavelmente é deste último que vem as habilidade únicas da moça. Responsável pela semelhança com Jeannie é um Gênio.


Se você conseguir acreditar no paragrafo acima, comprar o resto dos absurdos é fácil. De animais andando no teto à objetos voadores não identificados.  Eis aqui a semelhança com Beatle Juice. A parte besteirol fica por conta dos instintos primitivos adolescentes, que exigem fumo, bebida e um pouco de nudez para qualquer filme ficar completo. (tá explicado porque não me lembro de assistir esse filme na sessão da tarde nos anos 90!).

O roteiro é sim bastante fraco, especialmente em apresentar personagens. As situações absurdas são jogadas na tela tão sem explicação, quanto as decisões sem sentido da moça criada por pixels. E com certeza os ensinamentos da moça não seriam aprovados pelo politicamente correto dos nossos dias. Ela os leva para beber, fumar, praticar direção perigosa, usar armas. E acreditem ou não a censura era apenas 13 anos. Mas até as falhas fazem parte do "estilo" do filme, que não é para ser levado a sério. Pretende apenas divertir.

Logo, se estiver procurando rizadas (no meu caso olhares incrédulos) imediatos. E uma Jeannie que te leve para o mal caminho (para que você aprenda a escolher seus caminhos por conta própria), tão rápido quanto Beatle Juice (ih! 3ª vez), essa é a pedida!

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