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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A vida secreta dos brinquedos

Quem nunca desejou que os brinquedos ganhassem vida? A certa altura da vida eles eram seus mais fiéis companheiros, e guardavam todos os seus segredos. Não é atoa que Toy Story alcança diversas gerações desde seu lançamento. Fosse uma bola de meia, ou um caro robô super-sônico, todos tivemos um brinquedo alguma vez.

Andy é um garoto sortudo, tem ótimos brinquedos e seu aniversário vai chegar mais cedo. Sua mãe decidiu adiantar a festa em uma semana para que os coleguinhas possam comemorar com ele antes que a família se mude para uma nova casa. Para os brinquedos a situação não é tão feliz. Na verdade é critica! A cada natal e aniversário surge a ameaça de o garoto ganhar um presente mais legal, e deixar de lado seus antigos companheiros.

Não priemos cânico!!!
O boneco cowboy Wood (voz de Tom Hanks), tenta alcamar todos, afinal Andy sempre tivera espaço no coração para mais um briquedo. Ninguém seria substituído. Mas ele não contava com a era espacial e a chegada do astronauta a pilhas Buzz Ligth Year (Tim Allen), que tomou seu lugar de brinquedo favorito no topo da cama. O receio de ser substituído faz Woody cometer erros, e lançar a si mesmo e ao recém chegado (que não sabe que é um briquedo) a uma jornada pela cidade.

Sim, Toy Story é um road-movie, e o roteiro é até bem simples, mas eficiente e bem executado narrativa e visualmente. E incrivelmente sobrevive ao teste do tempo que aqui é duplo. Além de se manter atual para as novas gerações, não perde o encanto para quem já passou e muito da idade do público alvo.

Se você já viu as duas sequencias ou qualquer outra criação da Pixar, alguns detalhes como o cachorro do vizinho não parece tão perfeito quanto em 1995, mas nada que comprometa o encanto. E convenhamos, foi o primeiro filme do gênero lançado, e não havia com o que comparar. Hoje temos em Frankweenie o mesmo cão com um visual melhor (e olha que é um cão morto!), mas este não seria possível sem aquele primeiro cachorro do vizinho.

Personagens carismáticos (como não? Tem a voz do Tom Hanks!), histórias simples e sem pontas soltas, piadas e lições para as crianças. Nem precisava realizar o maior sonho dos pequenos e dar vida aos pequenos companheiros, e realizar o sonho de “11 em cada 10” crianças. Mas já que o faz, e ainda bem que o faz, como resistir a Buzz Woody e cia?


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