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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Filme nota 9

Wyatt e Gary: vudu eletrônico faz nascer a mulher nota 1000
Ok, ok. Eu gostei de Mulher nota 1000 (Weird science, 1985), mas não tanto quanto dos outros filmes que vi. Das coisas mais legais que já posso adiantar, foi ter visto Robert Downey Jr (ainda assinado Robert Downey) novinho, bancando o valentão que adorava atormentar a vida de Gary (Anthony Michael-Hall, hilário) e Wyatt (Ilan Mitchell-Smith). Divertido como ele vira um banana quando a musa do filme aparece. Pena que o divertimento não é constante, vem em pequenas cápsulas nesse filme. John Hugues sabia os desejos dos nerds e conseguiu resumir bem os sonhos deles - os caras eram humilhados por todo mundo, principalmente pelos bonitões descolados, e ficavam babando nas garotas bonitinhas do colégio acabam se vingando de todos quando criam uma mulher perfeita por computador. A ideia é ótima, mas não sei porque,  ficou a sensação de que faltava mais alguma coisa na realização do filme...

Coisinha nojenta...
Talvez porque esse tenha sido mais voltado para nerds-meninos, não rolou tanta identificação. Em outros filmes fica mais evidente que o diretor entendia as necessidades de toda uma geração de loosers que, futuramente, vieram a se vingar. Mas aqui, com dois amigos criando uma mulher supergostosona somente para se vingar dos colegas que os sacaneavam... O argumento ficou meio fajuto. Era mais como dois nerds se vingando do mundo, usando o mesmo artifício que os bonitões-fortões-sem-cérebro usam para diminuir os outros mortais: uma namorada gostosona. Sinceramente, achei bem bobinho isso. Não digo que não foi divertido ver os equipamentos de 'última geração' dentro do quarto de um adolescente de 16 anos, e como eles conseguiram dar vida à uma mulher inteligente e bonita, com poderes mágicos à la 'Jeannie é um gênio' e estilo Madonna-Like-a-virgin, fazendo um vudu com apenas alguns cabos eletrônicos, uma boneca Barbie e sutiãs na cabeça. O filme rende boas cenas, como Wyatt usando a calcinha de Lisa (Kelly LeBrock, a musa do filme), os avós congelados dentro do armário da cozinha e Michael-Hall roubando a cena sempre que possível. O mais divertido foi ver como ela conseguiu que os pais de Gary o liberassem para sair de noite com ela.

Um jeito eficiente de conseguir que os pais liberem seu amigo pra festa: se a moda pega...

Mas o filme é meio chato. A festa invadida por motoqueiros bárbaros, a coisa gosmenta em que Lisa  transforma o irmão de Gary... Enfim, não me pareceu tão divertido quanto eu me lembrava. E o finalzinho previsível, em que os garotos conseguem namorar as meninas que eles queriam por terem se tornado tão populares, também é meio estranho. Será que não haveria outra forma delas se apaixonarem por eles que não fosse depois que eles fossem superpopulares? Acho que tinha, mas... Dos filmes do Hugues, esse foi o que menos gostei.

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