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domingo, 3 de março de 2013

Em uma palavra? Clássico!

Antes de começar essa resenha, vale lembrar: quanto mais você gosta de um filme, mais difícil é resenha-lo. Afinal, é difícil apontar defeitos em algo que você gosta. E A Noviça Rebelde é um dos meus favoritos. Mesmo assim, vamos começar!

Por incrível que pareça, baseado em uma história real. Maria (Julie Andrews), uma noviça travessa, vai ser governanta de um  viúvo com sete filhos. O Capitão Von Trapp (Christopher Plummer) rege sua casa como um navio, e seus filhos como tripulantes. Mas Maria quebra o gelo, reaproxima pai e filhos, e claro, deixa os votos de lado por um romance. Tudo isso usando a música como ferramenta, em um cenário histórico tenso. Os nazistas estão chegando à Áustria.

O filme tem quase 3 horas de duração, e intervalo para trocar o rolo de filme. Sim é um longa de outra época, quando era comum se dedicar durante toda uma tarde a um só filme. Isso dá tempo para desenvolver a história de uma forma diferente da correria atual. Assim podemos conhecer Liesl, Louisa, Friedrich, Kurt, Brigitta, Marta e Gretl, ao invés de apenas um "bando genérico" de crianças. 

A única falha é a mudança do Captão Von Trapp, que leva cerca de meia música para se transformar de capitão autoritário em pai amoroso. Mas, tudo é feito com tanto charme e carisma, que a velocidade deixa de ser importante.  


Só mesmo com charme e carisma, para abordar um tema complicado como a invasão nazista, sem perder a magia. Outro dilema é vivido pela própria Maria divida entre o amor e o dever com a igreja. Apesar dos vários temas, o roteiro não deixa pontas soltas. E até se dá ao luxo de repetir canções, o que aliais ajuda na tarefa de enfrentar a tensão, sem perder a magia.

Outros pontos fortes são os cenários grandiosos, e os belos figurinos, bonitos até quando feitos de cortinas velhas. E por último, logo mais importante, a música que transcendeu a barreira da tela. Muitas delas fazem parte do imaginário coletivo.

Sim. A Noviça Rebelde é um filme de uma outra época. Quando o "fazer cinematográfico" tinham um ritmo e estilos diferentes. Ainda assim, sobrevive ao teste do tempo e ainda é divertido. Por isso é um clássico!

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