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sábado, 5 de outubro de 2013

É Psicose, precisa dizer mais?

Admita, você também ouve a música quando olha para esta foto!
Demorei muito para finalmente assistir à Psicose. Tanto que até já tinha mais pistas do que gostaria do grande trunfo da história. Isso sem falar na supra-exibida cena do chuveiro. Apenas isso poderia arruinar minha sessão, mas assistir a tudo em um contexto faz toda a diferença.

Marion Crane (Janet Leigh), vê uma saída arriscada para finalmente viver com seu amado. Ela rouba uma fortuna de seu chefe e foge para encontrar o desavisado rapaz. Isso é tudo que podemos contar sem estragar nenhuma surpresa. Embora você já deva imaginar que cedo ou tarde a moça vai resolver tomar banho.

E quando a icônica cena acontece, o filme muda. Deixa de ser sobre os problemas da moça e passa acompanhar aqueles que estão à sua busca, e os responsáveis por seu sumiço. Se a morte de Ned Stark explodiu a cabeça dos expectadores em 2011. Imagina mudar completamente o rumo do filme bem no meio da projeção, sem perder o sentido e ainda aumentando o interesse do expectador quanto ao desfecho, lá em 1960! É por isso que Psicose é Psicose.

Me disseram que eu era a protagonista! :(

E sim, assistir apenas a cena do banheiro não é suficiente. A forma como a trama nos conduz a se importar com Marion apenas para depois perde-la subitamente, e ficar obcecado em descobrir o que realmente houve, parece meticulosamente calculada. E mesmo quando, como no meu caso, você já tenha uma idéia do que ocorrera, o desfecho ainda é um mistério. Assim como diria Lisbela: "O importante não é saber o que acontece, mas como acontece e quando acontece!"

Também elaboradamente executada é a fragilidade de Norman, o tímido e retraído filhinho de mamãe, que é mais que aparenta. Embora nem ele tenha consciência disso até certo ponto da trama. Atuação brilhante de Anthony Perkins, que consegue gerar empatia mesmo quando comete atos duvidosos. Temos pena do pobre Normam. 
Trata bem a mãe, prestativo, hobbie estranho....
A escolha pelo preto e branco (na época para causar menor xoque, já que havia muito sangue no filme), concede uma atmosfera de mistério e até um certo charme para a produção. Enquanto a produção de arte simples (falta de orçamento mesmo), de certa forma torna aquele mundo mais intimista. Assim como Normam só tem o motel, a saga de Marion (ou seja a trama), é tudo que importa.

Outra coisa que aprendi assistindo à clássicos aqui no blog é que, a reputação do filme e sua expectativa podem arruinar uma sessão. Não que o filme seja ruim, mas você já ouviu tanta coisa sobre ele, que sua qualidade fica eclipsada pela sua reputação. Logo, fico feliz em dizer, que Psicose atendeu as expectativas de sua reputação e, como bônus, surpreendeu, mesmo eu já conhecendo a história.

Está na lista dos favoritos com certeza! 

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