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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A vida em preto e branco

Marji é uma dessas pessoas que  nascem para se destacar, para fazer a diferença
Que a vida não é cor-de-rosa, todo mundo sabe. E quando se fala em cinema em preto e branco é fácil se associar ao glamour da era de ouro de Hollywood. Mas o preto e branco que retratam a vida de Marjane Satrapi (Chiara Mastroianni) também não tem nada de glamouroso. A guerra consegue tirar quase todos os tons coloridos da vida, mas nem por isso ela deixa de ter sua graça, seu encanto. Persépolis (Persepolis, 2007) conta as memórias de Marjane, uma mulher iraniana que acaba expatriada e se pega em busca de sua identidade.

A guerra revolução chega e a pequena Marji se vê em questionamentos sobre o que é certo, religião e política, quem  faz o bem?, como sobreviver em outro mundo diferente do que o que ela estava acostumada a viver. O Irã estava em processo de revolução e Marji estava crescendo, descobrindo o mundo e as agruras de ser uma estrangeira em sua própria terra - e depois, uma incompreendida forasteira em um mundo dito civilizado. O filme é denso e uma forte crítica social, mais atual que nunca. O quanto nós somos rotulados pelas nossas escolhas, pelo que somos? O quanto isso afeta nossa vida? Passamos tão atribulados pela nossa existência que poucas vezes paramos para nos questionar isso - mas no caso de alguns grupos "fora do padrão", isso é a constante deles. Por que não me encaixo na sociedade? Será tão errado assim sermos quem nós somos, não o que os outros esperam da gente? Afinal, não somos todos humanos? Importante reflexão para a vida, apesar de entrar na minha lista de favoritos desse ano.

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