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sábado, 25 de janeiro de 2014

Da série "podia ser um curta"

Lisbeth (Rapace): completamente perdida
Existe um problema muito grande com trilogias em geral: manter a excelência em todos os livros. Ainda não li a trilogia escrita por Stieg Larsson que deu origem aos filmes, mas o grande problema de A menina que brincava com fogo (The girl who played with fire, 2009) me parece ser estrutural. Como fazer algo diferente com um filme preso a uma história concebida para ser intermediária entre o começo promissor e um fim que corresponda à altura? 

Mantendo o elenco original da primeira parte da trilogia, o diretor Daniel Alfredson tenta tirar leite de pedra. Esse filme gira em torno de Lisbeth (Noomi Rapace, sempre excelente); mostra seu lado mais terno ao revisitar o antigo tutor já bem adoentado, uma mulher de palavra e destemida que não teme ameaçar (novamente) o novo tutor, uma garota desajustada querendo simplesmente ser deixada em paz. Então três assassinatos acontecem, incluindo o novo tutor de Lisbeth, e as suspeitas caem todas sobre ela. Bloomkvist (Michael Nyqvist) parece ser o único a acreditar na inocência da garota, e decide que quer ajudá-la. Mas ele não tem contato com Lisbeth há mas de um ano, e da primeira vez quem começou o contato foi ela. Ele só podia esperar que ela pedisse ajuda. O que ela faz, mas só aos 45 do segundo tempo.

O filme parece se arrastar ao longo do tempo, como se precisasse encher uma linguiça gigante e dar a deixa para o próximo filme. Apenas isso. A sensação que tive ao assistir foi exatamente essa. Aí entra uma cena de nudez desnecessária, uma cabeça estourada em close up, e nada realmente acontece. Até mesmo o link entre os crimes e o envolvimento de Lisbeth neles soa falso, fraco, perdido. Estranho demais. 

Como a primeira parte da história é de perder o fôlego, espero que a parte final não decepcione. Essa parte 2 deixou muito a desejar...

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