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sábado, 1 de novembro de 2014

Introdução ao terror para os bem pequenos

Ser criança nos anos de 1980,1990 era ótimo. Se achasse um mapa no sótão, com certeza encontraria o tesouro. Livros eram altamente interativos. Bruxas malvadas existiam aos montes e caçavam criancinhas por esporte.

Mas, a Grande Rainha das Bruxas da Inglaterra, Eva Ernst (nome que só descobri esta semana, ao rever o filme), não estava satisfeita com o trabalho de suas súditas. Por isso, na convenção anual de 1990, ela apresentou um grande plano. Uma poção colocada em doces para ser distribuídos de graça que dizimariam a população de crianças da terra da rainha.

Antes de ser Mr. Bean
É claro, algumas pessoas sabem que existem, e podem reconhecê-las por baixo de seu disfarce de gente comum, A avó de Luke é uma delas, e instruiu muito bem o menino vivido por Jasen Fisher, que depois de enfeitiçado resolve ir à forra. Tudo isso hotel comandado por Rowan "Mr. Bean" Atkinson.

Protagonista, Fisher não é o melhor dos intérpretes. Mas, tudo bem, pois em grande parte do filme Luke é um rato. Aí sim, a colaboração entre animais, e animatrônicos rouba a cena. Muito antes de Baby, o porquinho impressionar com sua fala digital. Os ratinhos de Convenção das Bruxas surpreendiam pelo realismo dos fofos mascotes. E pasmem, o efeito especial ainda funciona muito bem em 2014. Não se pode dizer o mesmo de Baby.


Quem também chama atenção é Anjelica Huston, que aparentemente decidiu se divertir, e exagerar ao máximo sua caricata rainha das bruxas. A mulher chega à tremes de emoção ao fazer maldades. Mas, provavelmente você vai prestar mais atenção na caprichada maquiagem para transforma-la na bruxa mais horrenda que você já viu. Que inclui ainda uma máscara extra a de "Anjelica Huston".
Nem por toda essa grana querida, eu chego a 5m de você!
Agora vamos ao roteiro, como lembrava das sessões do "Cinema em Casa" (sinal que o SBT não fatiava as produções como sua emissora rival, mas isso é assunto para outro post). E ao mesmo completamente diferente.

Pode passear sozinho num hotel cheio
de bruxas querido, vou tirar uma soneca
Isso é porque quando eu era criança não percebia o quão negligente era a avó de Luke. Que as informações sobre sua diabetes estão meio equivocadas. Ou que o personagem Bruno, não faz quase nada. Assim como a espetacular cena do carrinho de bebê também não faz muito sentido (referência à O Encouraçado Potemkin???).

Embora nada supere o plano nonsense e o universo das bruxas em si. Matar todas crianças ok, e depois fazer o que? Esperar a próxima geração, e eliminar também? Até chegar ao ponto de acabar com a humanidade, aí sim elas ficariam entediadas! Além disso não posso evitar pensar, de onde as malvadas vem. Não foram crianças com certeza. Brotaram da terra? Foram transmutadas quando adultas?

Não importa! O importante é que sem perder tempo para explicar esses mínimos detalhes, o longa parte logo para aquelas aventuras que apenas crianças dos anos 80 e 90 podiam viver. Diverte, dá medo (se você tiver uns 7 anos), e tem bons efeitos especiais e maquiagem. E tinha até gancho para uma sequencia, à caça das bruxas da América. Embora eu, achasse muito mais interessante descobrir o que aconteceu antes. Como a avò de Luke seu tornou uma caçadora de bruxas, e as lutas que travou, que lhe custaram um dedo!

Uma ótima introdução ao terror para os bem pequenos. Que vão crescer muito mais resistentes à outras malévolas por aí. E se forem como a blogueira que vos escreve, quando adultos ainda terão arrepios quanto à história que introduz os personagens. Crianças aprisionadas por bruxas em quadros, ainda é assustador, e explicaria muita coisa!

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