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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A mulher de preto 2 - O anjo da morte

Eve (Fox): seus problemas do passado vão vir à tona com a presença sinistra
Pelo começo do filme é de se esperar que A mulher de preto 2 - Anjo da morte (The woman in black 2 - angel of death, 2015) seja um bom filme de suspense, mas o filme acaba caindo na mesma rotina de filmes de terror atuais: sustos gratuitos, som alto súbito e alguma maquiagem macabra te fazem dar pulos na poltrona - o que não quer dizer, necessariamente, que você teve genuíno medo. Existem fatores bons no filme, especialmente a fotografia e a atuação das duas atrizes principais, mas o filme ficou aquém da expectativa. Depois de um bom primeiro filme, onde há tensão provocada pelo ritmo lento e a descoberta do mistério que assombra a mansão Eel Marsh, o segundo escorrega na falta de mistério. 

As professoras e as crianças chegam à mansão
Durante a Segunda Guerra, a Inglaterra estava sendo bombardeada constantemente e os civis sofriam para tentar sobreviver. Muitas pessoas reuniam o pouco que tinham para tentar salvar ao menos os filhos, e alguns conseguiam fazer com que as crianças fossem levadas para o interior do país - que era menos atacado - sob a tutela de professoras e governantas. Assim, acompanhamos a união de um grupo de crianças nessas condições (algumas órfãs também inclusas) que embarcam em um trem junto com as professora Eve (Phoebe Fox) e Jean Hogg (Helen McCrory). Edward (Oaklee Pendergast), uma das crianças do grupo, ficou órfão recentemente e recusa-se a falar. No trem, a jovem Eve conhece o piloto Harry (Jeremy Irvine), que se interessa pela moça e oferece ajuda, caso ela precise.

Ao chegarem na cidade, ela parece estranhamente abandonada - justificada pelo que aconteceu ali há 40 anos. Ainda assim, eles conseguem chegar à mansão Eel Marsh, que lhes servirá de abrigo durante o período da guerra. As crianças são acomodadas no andar térreo e as duas mulheres no andar superior. Já na primeira noite na casa, Eve não em uma noite tranquila. Ouve vozes e passos, e as crianças também. Edward, durante uma brincadeira com os amiguinhos, acaba tendo um encontro forçado com a Mulher de Preto - e as consequências são terríveis. Aos poucos Eve vai se dando conta do perigo em que se encontra e tenta alertar Jean, mas mesmo com a ajuda de Harry, pode ser tarde demais para se evitar uma tragédia.

Inconstância entre boas cenas de suspense e clichês afeta o resultado final: uma pena
Seguindo a fórmula do primeiro, a estória começa a se agitar da metade para o final. Mesclando boas cenas de suspense com os sustos gratuitos (com mais ênfase nos sustos), o filme chega a um clímax explosivo mas não sustenta o final. Aqui eu culpo o roteiro, repleto de clichês, que insere cenas bobas - e às vezes incoerentes - somente para fazer o espectador mais desatento se assustar e deixa de fora bons ganchos. As interpretações de Fox e McCrory são o que salvam o filme do desastre, pois ambas defendem suas personagens com veracidade. No geral, deve agradar ao público que gosta de se assustar no cinema, mas não deve se tornar muito mais do que isso.

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