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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nem melhor, nem pior: apenas Ed Wood


Edward D. Wood, Jr. foi um tremendo oportunista. Aproveitou todas as oportunidades que lhe apareceram na frente, de qualquer jeito. E quem poderia julgá-lo? Afinal, não é todo dia que se tem uma chance em Hollywood. Ed Wood (Ed Wood, 1994) narra a história de um cara meio esquisito, mas que adoraria contar suas ideias para o mundo - e olha que o que não lhe faltava era uma ideia.

Ok, nenhuma era lá um primor. Mas, sob momentos de pressão, porque não arriscar adaptar uma coisa ou outra? E por que não aproveitar a presença de um grande - porém já debilitado e esquecido - ator como Bela Lugosi (interpretado magistralmente por Martin Landau) para dar um certo prestígio? Pois foi exatamente o que ele fez.

Excêntrico e sonhador, Edward (Johnny Depp) arruma um jeito de ajudar ao decadente ator - que vem a se tornar um queridíssimo amigo - e conseguir sua chance de contar ao mundo sua história, mesmo que de um jeito bastante distorcido. É delicioso ver como ele se mete em diversas enrascadas e como acaba saindo de todas elas. O elenco afinado e o clima noir em preto e branco só enfatizam a comicidade de certas situações e dão o clima sombrio e melancólico quando necessário.

Uma boa pipoca num sábado à tarde, uma estória única, um visual bacana. Divertido e pretensioso - no sentido de fazer jus a um homem que lutou pelos seus sonhos da forma como dava, e acabou tendo-os realizados. Ele pode até ter conquistado uma fama obscura e tardia, e não é nada elogioso ser considerado o pior cineasta do mundo, mas não podemos negar que ele realizou muito mais do que muita gente melhor que ele por aí. E é exatamente essa homenagem que Tim Burton tentou - e conseguiu - fazer.

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