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Star Trek - Sem fronteiras

Star Trek - Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016) tem tudo para agradar a fãs da série - dos mais novos aos mais antigos - e para ser uma das maiores bilheterias do ano. Efeitos especiais incríveis, trilha sonora excelente, elenco afinado e um roteiro convincente fazem de Star Trek - Sem fronteiras um filme emocionante (por vários motivos) e empolgante. Começando pouco depois do último filme (Star Trek - Além da escuridão, 2013 - o filme mais fraco dessa trilogia, até agora), o longa demonstra que a nova franquia ainda tem muito fôlego para continuar.


A missão de reconhecimento da Enterprise já está em seu segundo ano da missão de cinco, e, com poucas pausas para descanso, todos os tripulantes começam a sofrer. Capitão Kirk (Chris Pine) percebe os efeitos em si e em seus amigos, e começa a planejar sua saída do comando da nave em breve. Spock (Zachary Quinto) e a tenente Uhura (Zoe Saldanha) também sentem os efeitos de passarem tanto tempo juntos, assim como Hikaru Sulu (John Cho) percebe o sacrifício que é estar longe de sua família. Com tantas insatisfações juntas, os tripulantes não perceberam que tinham em mãos algo muito precioso.

Em sua última visita a um planeta recém-mapeado, Kirk obteve um objeto raro e tentou conciliar a paz entre duas espécies. A negociação não deu muito certo, e o objeto fora armazenado. Durante a pausa para reabastecimento e breve descanso, um chamado urgente de socorro leva Kirk a recrutar todos de volta à Enterprise: uma nave fora atacada em uma nebulosa não-mapeada e a capitã precisa de ajuda para resgatar os sobreviventes do ataque.

Sem demora, eles resolvem ajudar. Só não esperavam ser atacados com tamanha violência e eficácia. Com a nave seriamente danificada, eles descobrem ter sido pegos em uma emboscada: o objeto inofensivo que Kirk tentou negociar era exatamente o que Krall (Idris Elba) precisava para completar seu plano.

Sem ter como impedir o roubo do objeto, mal conseguindo salvar a própria pele, Kirk vê a sua amada nave cair por terra completamente destruída e sua tripulação ser capturada. Com alguns poucos membros ainda livres, como os engenheiros Scotty (Simon Pegg, que também assina o roteiro) e Checov (Anton Yelchin, morto esse ano em um bizarro acidente), Spock e Magro (Karl Urban), Kirk tenta encontrar um jeito de reunir o grupo e pedir reforços da Federação. Contando com a ajuda de Jaylah (Sofia Boutela), outra alienígena que também tenta desesperadamente fugir daquele planeta e do vilão Krall, Kirk e companhia descobrirão que os planos para o uso do artefato são ainda mais sombrios do que eles poderiam imaginavar.

O que mais gostei nesse novo Star Trek foi perceber como esse filme foi pensado e produzido com carinho. Fica evidente que roteiristas, atores, produtores, todos trabalharam em conjunto para fazer esse filme dar certo (uma coisa rara de se ver, como ficou evidente em alguns dos filmes de heróis mais recentes). Com um roteiro coeso, cheio de referências emocionantes ao passado da série original e com links para o futuro da saga nos cinemas, o longa acerta em cheio ao confirmar a boa química do trio principal (Kirk-Pine, Spock-Quinto e Magro-Urban) e combinar ação e emoção em doses iguais.

O que vemos na tela é algo bastante atual, com o apelo visual que só as modernas técnicas de efeitos são capazes de criar, com bastante ritmo e respiros cômicos realmente divertidos e muito bem pontuados. Novos personagens são introduzidos e homenagens são prestadas aos membros da tripulação que partiram dessa vida aqui, do lado de fora das telonas. A polêmica em torno do personagem Sulu ser gay cai por terra: a breve menção ao assunto é sutil, delicada, cuidadosa e, ao mesmo tempo, impactante - justamente por não interferir em absolutamente nada no produto final.

O filme agrada a quem curte o gênero sci-fi, mas também entretém quem está afim de um bom passatempo. Existem questões mais profundas a serem comentadas depois do filme acabar, o que também é uma boa sacada (afinal, quem nunca se sentiu esgotado com o ritmo de trabalho, mesmo fazendo o que ama, ou se perguntou se estava fazendo a escolha certa?). A sensação que eu tive ao subirem os créditos foi a de que eu passei o tempo todo com um sorriso no rosto, uma nostalgia gostosa de ver e compreender o carinho com que fizeram esse filme - e olha que conheço bem pouco do universo trekker! O longa tem um "jeitão" saudosista, como se buscasse voltar às raízes, mas o resultado final é superior: moderno, ousado, divertido.

Se a série começou com certas dúvidas se agradaria ao público e aos fãs mais ferrenhos (e talvez tenha precisado de um vilão de peso no segundo longa para se estabilizar), a partir deste Sem fronteiras se prova como uma franquia vitoriosa: seguindo pelo caminho trilhado, da delicadeza em abordar temas polêmicos, do respeito à saga original e aos fãs, do roteiro bem estruturado, dos efeitos especiais magníficos e sem excessos, não há fronteiras para o futuro e o sucesso.

1 comentários:

Vera Lima disse...

Essa história não é incrível, a produção não soube trazer o assunto e caracterização são impreciáveis. Mais Sofia Boutella demonstrou por que é considerada uma grande atriz. Ela sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Vi este filme por Sofia Boutella ela sempre surpreende com os seus papeis. Recentemente la vi en sua nova filme Fahrenheit 451. Na minha opinião, este foi um dos melhores filmes de ação que foi lançado mais o talento desta é muito bom. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Sempre achei o seu trabalho excepcional, demonstrou por que é considerada uma grande atriz, e a sua atuação é majestuosa.

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