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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A cura

A cura (A cure for wellness, 2017) é o novo filme de suspense de Gore Verbinski, o mesmo diretor de O chamado (2003) e dos três primeiros filmes da franquia Piratas do Caribe. A trama conta a história de um jovem ambicioso capaz de tudo para conseguir sucesso na carreira - mas uma parte de seu passado, que ele prefere esquecer, pode atrapalhar seus planos e o maravilhoso spa nas montanhas pode não ser o que parece. 


Lockhart (Dane DeHaan) é promovido na empresa graças à morte súbita de um funcionário, e logo ele é selecionado pela diretoria para recrutar um CEO que decidiu se internar num spa nos Alpes suíços. Sob várias implicações (e possíveis benefícios) nessa jogada, ele aceita a proposta. Chegando lá, ele descobre que o local é especializado em tratamento de desintoxicação por meio da água: o castelo, construído sobre um aquífero cujas águas tem propriedades medicinais, atrai ricos de idade avançada para longas temporadas. Pembroke (Harry Groener), o chefe de Lockhart, é um desses pacientes - e encontra-se relutante em voltar para Nova Iorque e todo o estresse da sua vida fora do relaxante lugar.

Hannah (Goth) e Lockhart (DeHaan): cenário deslumbrante
Incomodado com a situação, Lockhart acaba sofrendo um acidente de carro e é obrigado a ficar por mais alguns dias até que se recupere. Nesse período, ele conhece outros pacientes, como a sra. Watkins (Celia Imrie) que também suspeita de algo estranho no lugar, e Hannah (Mia Goth) - a única outra paciente jovem no castelo. Intrigado com os boatos que ouvira sobre um incêndio que ocorrera no local há 200 anos e atraído por Hannah, Lockhart decide investigar mais sobre o castelo enquanto tenta convencer Pembroke a abandonar o tratamento. Mas o doutor Volmer (Jason Isaacs, o Lucius Malfoy da saga Harry Potter) não parece muito satisfeito com as sondagens e o comportamento de Lockhart.

Lockhart (DeHaan): tratamento forçado
O longa padece do mesmo mal que a maioria dos filmes de terror: previsibilidade. Apesar da belíssima fotografia, que brinca o tempo todo com luz e sombra e enquadramentos simétricos, não espere muito mais do que isso. Para mim, que não sou muito fã de filmes de terror, eu salvaria 75% do filme pela fotografia, pelo clima de tensão, por ter fugido do susto gratuito e pela atuação de Mia Goth como a ingênua Hannah. Os outros 25% que detonaram o filme inteiro são fáceis de listar:  demora a engatar na trama principal; todas os medos clichês são explorados em cena (até dentista e a maquininha insuportável estão ali); nudez gratuita em cenas deslocadas; solução totalmente apressada; cenas nojentas desnecessárias.

Mia Goth convence como a frágil Hannah
Mas o que mais incomoda é o tempo de duração: são quase 2h30 no cinema para ver apenas mais do mesmo, um mistério que se descobre desde as primeiras cenas (que já jogou Detetive ou qualquer outra brincadeira de "siga pistas" já mata a charada assim que ele põe os pés no spa assombrado). Altamente esquecível, pode ser um tanto indigesto pelas cenas mais nojentas na água para aqueles que tem estômago fraco como eu - porém não vai ser nada demais para quem está acostumado com filmes mais hardcore.

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