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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lego Batman: O filme


Atenção, fãs do super-heroi mais sombrio da DC: esse filme não tem nada de sombrio! Diversão garantida para toda a família (e todos os públicos), Lego Batman: O Filme (The Lego Batman Movie, 2017) é para fãs e não-fãs do Homem-Morcego. Explorando com muito bom humor o mito do heroi solitário, que luta contra o crime e faz justiça com as próprias mãos, e abusando do sarcasmo e das referências nerds, o longa já se destaca como um dos melhores filme e roteiro do ano.

Os vilões: a coisa fica ainda mais feia depois
O filme começa com ação alucinante: Batman (Will Arnett/Duda Ribeiro) precisa salvar Gotham mais uma vez do plano mirabolante do Coringa (Zach Galiafinakis/Márcio Simões) para destruí-la. E ele, sendo Batman, faz isso com o pé nas costas. Porém, como sempre, Coringa consegue fugir e Gotham está livre para sofrer mais um novo ataque dos vilões mais loucos - o seu super-heroi mais famoso (e bonito, e gostoso) estará lá para salvá-la. Mas quando ele está de volta à bat-caverna, a solidão o encontra. Não que isso seja um problema, o Batman não precisa de amigos. Não é?

Quem precisa de amigos?
O conflito interno é acionado pela presença de Bárbara Gordon (Rosario Dawson/Guilene Conte) como a nova justiceira de Gotham - dentro da lei, coisa que ele tecnicamente não é, o órfão deslumbrado Dick Grayson (Michael Cera/Andreas Avancini), os sábios conselhos de Alfred (Ralph Phienes/Júlio Chaves) e o plano maléfico final do próprio Coringa. Ele sabe da relação de interdependência entre ele o morcego, e vai arrumar um jeito insanamente mirabolante (e hilário) de provar que está certo. Bem a cara dele.

O Batman fez isso com o Coringa. É óbvio que ele não vai deixar barato
É em cima dessa brincadeira, de imaginar como seria o super-heroi mais durão enfrentando a solidão e seus maiores medos, que o longa se desenvolve. Com piadas rolando antes mesmo dos créditos iniciais começarem, o filme prende a atenção desde o início. Há muitas referências a todas as fases do Batman, à Liga da Justiça, a outros filmes da DC (sim, estamos falando de Esquadrão Suicida) e muitos vilões de outras sagas. O roteiro caprichado é incrivelmente divertido, especialmente se você capta todas as referências, e bem executado. Mesmo que não compreenda as piadas nerds, nem por isso alguém vai sair da sala sem entender ou se divertir. 

Robin quase rouba a cena com sua "fabulosidade", mas o Batman é soturnamente mais maravilhoso. Sempre.
Assistimos a versão dublada, e o elenco brasileiro deu show de interpretação. Há inclusive toques brasileiríssimos, sutis demais, mas que fazem a plateia gargalhar (duvido que a piada dos cds de forró tenha sido mais divertida no original!). Pela reação dos presentes, adultos e crianças, o filme mais do que agradou - há até aqueles que afirmaram que este é o melhor Batman de todos os tempos. Se é, eu não sei, mas garanto que foi o mais divertido! Portanto, não importa o que você fizer: não deixe de assistir essa loucura, digo, essa pérola no cinema. 

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