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quinta-feira, 9 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira


Posso dizer que Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, 2017) é surpreendente: apesar de algumas falhas e uma certa previsibilidade, a história veio bem amarradinha num roteiro enxuto; e toda a ação foi bem azeitada com a ajuda de uma fotografia excelente e um elenco estelar que deu conta do recado. A sequência inicial, situando a gente no tempo e no clima pós-guerra, já dá o tom do que virá a seguir. Com boas cenas de ação (principalmente quando o Kong se apresenta para o público), o longa de Jordan Vogt-Roberts tem tudo para ser um sucesso como reboot da franquia King Kong.

Tenente Packard (Jackson): o retrato do orgulho ferido
Logo que anunciam a retirada dos EUA na Guerra do Vietnã, o cientista Bill Randa (John Goodman) e seu assistente Houston Brooks (Corey Hawkings), ambos membros da pouco explorada agência governamental Monarch, correm contra o tempo afim de obter aprovação para uma expedição inusitada. A Ilha da Caveira é um território não mapeado que eles pretendem investigar, mas não o podem fazer sem a ajuda do governo. Obtida a autorização e apoio militar, eles partem para a expedição. Para tanto, vão precisar da ajuda de James Conrad (Tom Hiddlestone), um ex-capitão do exército britânico que tem bastante experiência em combate. A fotojornalista Mason Weaver (Brie Larson) consegue uma autorização para acompanhar a equipe, que ainda conta com a bióloga San Lin (Jing Tian) e um grupo de soldados - liderados pelo Tenente Packard (Samuel L. Jackson) - prestes a abandonar o Vietnã e voltar para casa.

A Ilha da Caveira não é para os fracos
Um grupo heterogêneo e com diversas motivações distintas acaba por conseguir entrar na quase impenetrável Ilha da Caveira, e lá descobrem mais do que estavam preparados para ver. Bom, pelo menos alguns deles. Ao se depararem com Kong - na verdade, serem quase dizimados por ele - o grupo acaba se separando. Com um prazo de apenas três dias para conseguir se reunirem novamente e chegarem ao ponto de resgate combinado, vão enfrentar perigos inesperados.

Kong está ainda mais impressionante

Esta é uma nova história do Kong, que busca explicar a mitologia dele e ampliar o universo (como sugere a cena pós-créditos). Não é absolutamente original em seu argumento, mas é bastante plausível: encaixa no espaço e no tempo onde surgiu o Kong, e mesmo com alguns exageros de CGI (às vezes imagino os produtores e criadores feito crianças com um brinquedo novo, viajando com as possibilidades mirabolantes que agora podem fazer), traz um resultado empolgante e bacana. Maior, mais jovem e mais forte, Kong nunca pareceu tão humano - mais humano até que alguns homens que foram invadir seu território. Esse questionamento de “quem é o verdadeiro monstro” é o cerne do mito Kong, e veio atualizado nesse roteiro - mesmo que toda a ação ainda se passe na década de 1970.

Reilly rouba a cena como Hank Marlow
Falando do mito, há muita homenagem ao rei da selva. A mocinha vivida por Larson não é a musa típica do Kong, embora não tenha tanta função na equipe de expedição - principalmente porque o discurso para colocá-la no navio junto com o grupo foi bastante contundente, mas a personagem perde a força durante o longa. Ainda estão lá o explorador obcecado pela fera e o aventureiro que compreende tarde demais que não era para mexer com quem estava quieto. Costurando homenagem e dando início a uma nova era Kong, A Ilha da Caveira se firma como um bom entretenimento. Credito o mérito maior ao elenco - com destaque para o paranoico Packard interpretado por Samuel L. Jackson e o sobrevivente de guerra Hank Marlow, pequena e maravilhosa participação de John C. Reilly. Vale a pipoca e a continuação.

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