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quinta-feira, 2 de março de 2017

Logan

Logan (Logan, 2017) é um filme ótimo que encerra com perfeição - e justiça - a trajetória cinematográfica de uma lenda: Hugh Jackman como Wolverine. Um dos mais amados (se não o mais amado) mutantes teve um representante de peso desde o início, mas a saga inicial dos X-Men e a trilogia solo do personagem ficaram muito aquém do personagem. Com este Logan, os fãs podem descansar em paz.

Num futuro próximo, a raça mutante já foi exposta e está quase extinta. Wolverine (Jackman) sobrevive como um motorista de limusine sem muitas perspectivas - apenas fazendo o que tem que fazer e protegendo o maior mutante ainda vivo:Xavier (Sir Patrick Stewart). O Professor X já não é mais o mesmo, com a saúde bastante debilitada e ataques epiléticos que podem causar danos terríveis, vive isolado e protegido por Logan e Caliban (Stephen Merchant) num lugar afastado de tudo.

Tudo muda quando uma mulher procura desesperadamente por Logan em busca de ajuda. Ela tem consigo uma criança, que ela jura estar sendo procurada. Tudo o que ela precisa é que ele as leve até o ponto de referência, e ela está disposta a pagar uma grande quantia de dinheiro pelo trabalho - o que seria suficiente para ele poder largar o subemprego e fugir com seus amigos. Mas os agentes que procuravam a criança acabam por interferir nos planos de paz do mutante.

Este não é um típico filme de herói, e exatamente por isso é excelente. Há uma preocupação enorme com o personagem, um carinho explícito na forma como se mostra a decadência dele. Sim, ele pode se regenerar - mas o tempo é cruel com todos. A química entre Jackman e a pequena Laura , que interpreta Laura, é perfeita. É o paradoxo perfeito da esperança e energia da juventude contra a resignação e resiliência da experiência. A interpretação de Stewart é emocionante: a fragilidade de Xavier e sua eterna confiança no melhor das pessoas arranca lágrimas até dos mais durões.

Mas não pense que o filme se deixa levar para o drama barato! Tem muito mais sangue e violência do que já se viu em qualquer filme dos mutantes (ou de qualquer heroi) antes - e a pequena Laura/X-23 (Dafne Keen) não é nem um pouco inofensiva. Ela, aliás,é uma pérola: calada pela primeira boa metade do filme (onde é apresentada como a arma em que foi transformada), mostra que ainda é apenas uma criança no momento mais importante. Uma criança especial, que aprendeu com os melhores, da pior forma possível.

Logan é absolutamente imperdível - mesmo para aqueles que nunca viram um filme sequer dos X-Men. Os detalhes técnicos são magistralmente conduzidos por James Mangold e criam uma obra empolgante,  divertida e emocionante. No mínimo, inesquecível.

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