3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

terça-feira, 2 de março de 2010

Uma longa estrada de tijolos amarelos

Ops! Problemas a vista.
Quando Walt Disney lançou Branca de Neve e os Sete Anões em 1937, os outros estúdios correram para produzir filmes "familia". O Mágico de Oz foi a resposta da MGM e é o exemplo perfeito de um projeto que tinha tudo para dar errado, mas contra todas as probabilidades deu certo. Durante seus 18 meses de produção a equipe teve que resolver todo tipo de problema. A começar pela escolha do elenco.

Shirley Temple, com 10 anos na época, parecia a escolha perfeita para o papel. Mas após ouvi-la cantar os produtores decidiram que ela não tinha o necessário para dar vida à Dorothy. Já, Gale Sondergaard, a escolha original para a Bruxa malvada o Oeste, desistiu do papel. Ela não queria parecer feia. O papel ficou com Margaret Hamilton. Ray Bolger foi escalado originalmente como Homem de Lata, mas sempre se imaginou como espantalho. Bateu o pé e conseguiu o papel.

Buddy Ebsen em teste de figurino.
O caso de Buddy Ebsen, que substituiu Bolger como Homem de Lata, foi mais complicado. Ele foi envenenado pelo pó de alumínio da maquiagem e passou semanas no hospital. Quando finalmente saiu já havia sido substituído. Jack Haley, seu substituto não sabia de nada sobre o acidente de Ebsen. O pó de alumínio da maquiagem foi substituída por uma pasta. Em um episódio da série House, o médico entediado pela falta de casos propõem a seus pupilos que diagnostiquem o caso do ator.

Outro acidente grave foi o de Margaret Hamilton. A interprete da Bruxa sofreu queimaduras de 2º e 3º graus nas mãos e no rosto gravando a cena em que desaparece na fumaça laranja na cidade dos Munchkins.

Diretores, Oz teve 4! Durante a pausa para escalar um novo Homem de Lata Richard Thorpe o primeiro diretor foi substituído pois suas cenas não tinham o teor infantil necessário. George Cukor tinha tinha alguns dias livres antes de começar E o Vento Levou, e resolveu ajudar. Ele mudou o visual de todos os atores principalmente Judy Garland. Ele tirou a peruca loira e parte da maquiagem para torna-la mais parecida com uma garota do Kansas. 

Cukor deixou o caminho pronto para Victor Fleming assumir. Fleming filmou a maior parte, mas logo foi escalado para assumir as filmagens de E o Vento Levou, uma vez que Clak Gable e Cukor mal se falavam nos sets. King Victor terminou as filmagens. A maioria de suas cenas são do Kansas, incluindo a sequência de "Over the Rainbown". No final Fleming ficou com os créditos de E o Vento Levou e O Mágico de Oz.

Falando em "Over the Rainbown", a canção mais lembrada do filme quase ficou de fora após uma pré-estréia.Acreditavam que ela tornava o filme lento e seria desonroso para uma estrela da MGM ser vista cantando em um celeiro.

Como se toda a dificuldade na produção não fosse suficiente o filme foi lançado em 1939, considerado por muitos críticos o melhor ano do cinema em produção de clássicos. Logo, Oz teve que competir em público e prêmios com pesos pesados. Na lista do DVD sofá e pipoca temos outros dois filmes do mesmo ano E o Vento Levou (que já assistimos) e A Regra do Jogo.

Viu como era longa aquela estrada de tijolos?

4 comentários:

andréa andrade disse...

Adoro esse filme e gostei muito de saber que o mesmo teve que percorrer um longo caminho na estrada dos tijolos amarelos até se tornar esse clássico! Valeu po compartilhar essa informação!

Fabiane Bastos disse...

Disponha Andréa! E volte sempre.

Patricia disse...

não foi só porque a shirley não cantava o suficiente que ela não conseguiu o papel, a fox não liberou ela pra mgm, então escolheram a judy por ter feito o melhor teste :D

Fabiane Bastos disse...

Dessa não sabia!

Obrigada Patricia!