3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Que tudo se realize no ano que vai nascer

Se até Dumbledore brinda 2012,
quem somos nós para ficar de fora!
2012 já está batendo à nossa porta, mas fim de ano é aquela época em que todos nos damos o direito de ficar um pouco nostálgicos, ainda mais quando as lembranças são boas. Nos últimos doze meses, foram nada menos que 58 filmes que passaram nos nossos DVDs: alguns dos nossos favoritos, que adoramos rever sempre que possível, e alguns clássicos recém-descobertos que já podem figurar nesta galeria.

Nós aqui do sofá temos sempre esta resolução de ano novo: que nos próximos meses consigamos assistir a mais filmes e dividir um pouco com vocês nossa paixão pelo cinema. Esperamos que todos tenham se divertido conosco, mas ano que vem vai ter muito mais.

Feliz 2012!


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Parou por quê???


Sentiu falta do filme da semana? Nada de ficha, curiosidades, enquete.... calma! Não abandonamos o blog não. Apenas fizemos uma pausa por uma boa causa. No momento, estamos dando uma folga para nossos teclados e muito trabalho para nossos sofás e DVDs.

Nas próximas duas semanas vamos pagar as dívidas. Correr contra o tempo para assistir aos títulos que, por um motivo ou outro, não conseguimos assistir na semana devida, e publicar suas respectivas resenhas.

Estas semanas também vão abrigar os balanços estatísticos e pessoais da experiência do projeto em 2011, a exemplo do que fizemos em 2010. E, claro, preparar o terreno e as novidades para 2012. Afinal, se este é o último ano deste mundo, melhor que seja bem aproveitado. Por aqui isso quer dizer muitos, muitos filmes!

Então, chega de perder tempo! Temos muito trabalho a fazer. Quanto a você, caro leitor, fique atento, aconchegue-se no sofá e acompanhe mais um ano do projeto para formar cinéfilas melhores.

Até o próximo post!

sábado, 24 de dezembro de 2011

De volta à Terra Média - O Hobbit

Existe maneira melhor de terminar nosso mês O Senhor dos Anéis que garantindo nossa passagem de volta para a Terra Média? Isso mesmo, o  presentão de Natal para os "Ringers" (fãs do anel) chegou mais cedo, na madrugada da última quarta, 21 de dezembro: o trailer da primeira parte da adaptação de O hobbit para o cinema.

Após algumas brigas e vai-e-vem de diretores, podemos ver o resultado do retorno de Petter Jackson à Terra Média. Com ele volta também boa parte da equipe e elenco da trilogia original. Ian Mckellen (Gandalf), Ian Holm (Bilbo), Christopher Lee (Saruman) Cate Blanchett (Galadriel), Hugo Weaving (Elrond), Elijah Wood (Frodo), Orlando Bloom (Legolas) e Andy Serkis (Sméagol) reprisam seus papéis, e Martin Freeman dá vida ao jovem Bilbo Bolseiro.

Dividida em dois longas-metragens, a produção conta as aventuras de Bilbo antes da saga do Anel. Quando este fora contratado por Gandalf e os 13 anões que formam sua companhia para uma jornada até a Montanha Solitária, onde tentarão recuperar os pertences dos anões que foram roubados pelo dragão Smaug. É durante essa jornada que Bilbo encontra o Um Anel que desencadeia a trilogia O Senhor dos Anéis.

Uma jornada inesperada estreia em 14 de dezembro de 2012, e a segunda parte, There and back again, em 13 de dezembro de 2013.

Jura que acabou?


Eu juro que não tinha me dado conta de que a história de Saruman não tinha tido um desfecho decente até assistir agora a O retorno do rei em sua versão estendida. Derrotado, depois de ser encurralado, confrontado e se recusar a se entregar ou mesmo se arrepender de todo o mal que causou, o mago branco finalmente encontra seu inevitável destino: a morte. Foi uma sequência meio rápida, e talvez até um pouco deslocada, logo no início da projeção (soube que a história se resolve de outra maneira no livro), mas, de qualquer forma, serviu como encerramento de um ciclo. Esse exemplo é perfeito para ilustrar a importância das cenas adicionais neste capítulo final da trilogia O senhor dos anéis. Mais do que extras caça-níqueis a que muitas produções recorrem, cada minuto incluído nesta nova edição acrescenta mais tons e nuances aos personagens e amarram melhor certas partes da trama.

O único momento em que senti que isso não funcionou muito bem foi a aproximação entre Éowyn e Faramir. Dois ótimos personagens, feridos fisica e emocionalmente pela batalha, que terminam juntos sem uma explicação um pouco maior. Em determinado momento, uma rápida troca de olhares que dá a entender que dali surgiria um romance soa como se o irmão de Boromir fosse apenas um prêmio de consolação para a sobrinha de Théoden, que já há algum tempo nutria uma forte paixão por Aragorn. Um romance como esse precisa de tempo para ser desenvolvido, não tem muito jeito de contar uma história de amor em poucos minutos. Mas diante de tanta coisa nova que as cenas extras nos trazem, é um escorregão mínimo.

A caminhada de Frodo e Sam até Mordor - até então ofuscada pelo fascinante Gollum, que consegue finalmente colocar uma amigos contra o outro e os leva até a temível Laracna - ganha mais espaço, como na ótima sequência em que os hobbits se disfarçam de orcs numa marcha quase suicida. Enquanto a situação deles ficava cada vez mais tensa, a sociedade do Anel também estava disposta a ir até a morte para ajudar os pequeninos a cumprirem sua missão: "Por Frodo!". De arrepiar.


E como se As duas torres não fosse grandioso o suficiente, o último filme da saga é ainda mais épico. Além de trazer momentos inesquecíveis, como a origem de Gollum, uma criatura totalmente destruída pelo anel, o longa caminha para o embate definitivo entre o bem e o mal em sequências não menos que épicas. Bonito demais ver Gandalf assumindo a liderança no campo de batalha quando ninguém mais estava disponível. É dele que parte a ordem para Pippin acender a pira de Minas Tirith, convocando os homens de bem a se juntar a eles. É ele quem comanda os poucos homens disponíveis, que temiam mais por suas vidas que pela tomada da cidade. É ele a única pessoa sensata no controle, já que o detestável Derethon, cada vez mais tomado pela própria ganância e pela própria loucura, manda o filho para a morte (numa das sequências mais lindas, poéticas e melancólicas da saga, embalada pelo canto de Pippin). 

Enquanto isso, Aragorn finalmente desiste de se esconder no papel de um simples guardião e assume o papel que lhe era destinado por herança: Rei de Gondor. De posse da espada reconstruída, ele reconquista sua autoridade e é capaz de reunir um exército de espíritos rebeldes. Sempre ficou claro que mais do que uma figura importante na batalha, ele representava a esperança de dias melhores na Terra Média. E isso é representado com uma beleza ímpar durante sua coroação, ainda mais emocionante quando ele se curva para os verdadeiros heróis da história: os pequenos hobbits, corajosos a ponto de entrarem numa guerra que aparentemente não era sua e bondosos o suficiente para perceber que não podiam dar as costas a seus companheiros.


E esse seria um lindo final para a trilogia se não fosse a insistência de se contar minuciosamente o que aconteceu com cada um daqueles personagens depois que a batalha definitiva termina. A cada fade out, a sensação era de que chegaríamos ao tão esperado fim, mas sempre surge uma nova cena com informações que, a essa altura, ninguém estava tão interessado em saber. Depois de tantas aventuras emocionantes, nós nos daríamos satisfeitos em saber que tudo termina bem. Mas, embora cansativo, esse final não tira o brilho desse projeto incrível, capitaneado por Peter Jackson, que nos levou a uma viagem inesquecível pelas terras distantes e mágicas idealizadas por J.R.R. Tolkien.

O retorno da trollagem ao Senhor dos Anéis

Porque é simplesmente irresistível fazer uma trilogia de trollagens. #trollface

Trolagem é mais velha que a internet




O Retorno do Avatar Rei???
A presonificação do mal para toda a Terra Média?
Ou a Lady Gaga participando de outra premiação?




Éowyn - "Vou lutar nessa guerra"
Hermione - "Vou ajudar a salvar o mundo mágico"
Bella - "Vou ficar deitada e deixar meu namorado brilhante resolver tudo"



Galeria "Does not simply... into Mordor"




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A maneira correta de terminar um épico

Isso tá errado! Eu juro, O retorno do rei a que assisti nos cinemas não era esse. A versão estendida da terceira parte da trilogia do anel tem tantos detalhes extras aprimorando a narrativa espalhados por toda a projeção, que a certa altura percebemos que não somos capazes de distinguir exatamente o que é novidade e o que sempre esteve lá. O que prova que os 50 (!) minutos extras não são exagero de fã, na verdade eram necessários.

O filme leva todas as narrativas para seus atos finais, garantia de muita ação. Frodo, Sam e Gollum finalmente em Mordor. O último regente de Gondor enfrentando as consequências de sua loucura causada pelo poder. Um final para Saruman. Aragorn aceitando sua posição real. E Éowyn salvando a reputação feminina no longa (faz nada hein, Arwen, vergonha!). Tudo isso a base de muitas, muitas, enormes, gigantescas, megalomaníacas batalhas.

Quem mais se beneficia dos minutos extras em meio a tantas histórias? A família regente de Gondor. Trazendo de volta até Boromir (em forma de flashback) para explicar a complicada relação entre Denethor (o mais fraco dos homens, corrompido pelo anel apenas pela menção de sua existência) e seus filhos. Aqui peço desculpas a Peter Jackson, a culpa pela versão deturpada de Faramir na trilogia dos cinemas não era dele, mas da falta de tempo.

Finalmente fica explicado os destino de Éowyn. Acho que nem todo não iniciado iria entender apenas pelo fato dela estar parada ao lado de Faramir durante a cena da coroação de Aragorn. Nada mais justo que os dois se encontrem, ele depois de tanta injustiça sofrida pelo pai (e pela versão mais curta). Ela, por ser a única representante feminina na batalha, e ainda acabar com um vilão daqueles.

Falando na coroação de Aragorn, quando disse que ele aceitou sua sina por um bem maior, quis dizer que: houvesse outra maneira ele não o faria. Ao menos essa é a sensação que fica, seja pela expressão insegura ao receber a coroa. Seja pelo figurino de gola alta que parece sufocar o rei. um figurino ruim em meio a centenas, perdoável. Afinal é impossível acertar todas.


A cena descrita acima é um dos vários finais do longa. Único ponto fraco do longa. Mescla um pouco de enrolação melancólica, com aquela sensação de não querer acabar a história e  retornar a nossa realidade nem um pouco emocionante. As frases e expressões de efeito desse trechos também soam piegas, seja nos intermináveis discursos de encorajamento frente à batalha. Ou nas declarações de amizade de Gimli e Legolas, e claro Sam e Frodo, que infelizmente pedem para um piada preconceituosa quanto à sexualidade das personagens. Basta ter a mente aberta e seguirá em frente sem grande danos.  

Entretanto, nem todo trecho sentimental traz um discurso piegas. A explanação de Gandalf sobre o mundo que nos espera após partimos é tocante. Já a canção de Pippin para Denethor, intercalada com a última batalha de Faramir, deixa um nó na garganta toda vez que vemos. 

E por falar em Pippin, o pequeno hobbit encontra um artefato curioso que pouca gente presta atenção. Ou alguém mais reparou que a palantir era o meio de comunicação mais eficiente da Terra Média? O único problema era quem estava do outro lado da linha.
Who you gonna call??


Depois de não ser indicado ao Oscar por não aparecer em tela, Andy Serkis ganhou uma cena como Sméagol, sem efeitos especiais. O momento premiação havia passado, mas a passagem nos brinda com uma interessante sequência de transformação do hobbit na criatura Gollum.


Faltou apenas falar de Frodo, que não traz neste filme a atuação mais inspirada de Elijah Wood, mas ainda sim mostra com clareza o peso, figurativo e literal (veja as marcas no pescoço de Frodo), de seu fardo. Já a lealdade e força de Sam são perfeitamente inquestionáveis.

Além disso, a impecável direção de arte, maquiagem, os efeitos especiais que dão vida a olifantes, nazguls e, claro, Gollum, presentes nos filmes anteriores retorna com o mesmo esmero neste capítulo. Colocando na balança, é um ótimo filme, ou melhor "final de". Já que vejo a trilogia como uma única produção (que é), muito longa para ser exibida de uma só vez. 

Para ficar melhor só se quarteto hobbit precisasse reconquistar o condado, como no livro. Mas aí era pedir demais não?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Saruman - o Mago Branco

Saruman é, talvez, a personagem que mais sofreu com a adaptação de Jackson sobre a obra de Tolkien. Juro que levei um certo tempo pra entender o que acontecia na tela, porque é muito diferente. Para quem não sabe, aqui vão as principais diferenças:


O que acontece no filme: Saruman (interpretado por Christopher Lee) se uniu a Sauron para dominar a Terra Média: para isso ele destrói a Floresta de Fangorn para alimentar as fornalhas em Isengard, cria os Uruk-hai (orcs, digamos, vitaminados) para que capturem Frodo (Elijah Wood) e tragam o Um Anel para ele entregar a Sauron e ser recompensado quando ele assumir o controle. Com os planos descobertos, fica preso em Orthanc logo após a revolta dos ents e morre em Isengard, apunhalado por Gríma (Brad Dourif).


No livro, Saruman quer o poder para si - quer usar o anel para combater Sauron e se tornar o novo Senhor do Escuro. Depois que Isengard é arrasada pela revolta dos ents, o mago foge de Orthanc - se refugia no Condado, e domina a região, levando o caos ao lar do hobbits que sequer sabiam do que estava acontecendo. Somente quando voltam pra casa, após toda a ação em Minas Tirith, a coroação de Aragorn e os festejos em Rohan é que os pobres hobbits ficam sabendo do horror que Saruman levou para o seu amado Condado. Numa última batalha, o Mago Branco é finalmente derrotado e morto, a paz volta a reinar na Vila dos Hobbits e, aí sim, happy end.

Bom, deu pra perceber que são destinos e intenções bem distintos, o que pode confundir muito quem leu o livro e depois viu o filme. E chateado os mais radicais também, claro. No fundo, eu sei que a intenção foi boa, mas a solução dada foi meio... esquisita. É, porque até funcionou no primeiro e no segundo filmes, mas Saruman foi absolutamente esquecido no terceiro filme - na versão estendida, há o tragico fim do vilão. Além do mais, sem o confronto final no Condado, o happy end ficou meio novela das 20h, chororô e melação desnecessária. No fim das contas, a adaptação ficou boa, mas a diferença é gritante entre o personagem do livro e o do filme. E aí, o que vocês acham?

Ainda trollando O Senhor dos Anéis

YOU SHALL NOT PASSS!!!!
Na capa da Veja!
O Senhor dos Anéis, V de Vingança, Matrix,
 Hugo Weaving é o Rei dos Nerds

Garotas com espadas - Algumas delas usam roupas de verdade
Estrelando Lebron James





Eu sou Gandalf e Magneto. Supere isso!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Emocionante, mas...

Nazgul atacando Minas Tirith: tecnologia criou cenário, monstros e batalha absolutamente perfeitos


Desde que vi a primeira versão nos cinemas, eu lembro que ficou a sensação "Cara, que filmaço! Pena que foi meio arrastado...". E o pior de tudo, é que o cansaço chega aos 45 minutos do segundo tempo. Sim, porque ação é o que não falta no terceiro longa da trilogia de Peter Jackson. Confesso que tive medo dos quase 50 minutos adicionais justamente por achar que talvez fosse enfatizar a parte enfadonha, mas tive uma grande e grata surpresa. Como era de se esperar vendo as inserções nos outros filmes, as mudanças foram muito bem adaptadas ao longa original, e deu toda uma revitalizada na história. Personagens e passagens importantes do livro foram mostradas. Especialmente na parte em que fala sobre a relação entre os irmãos Faramir (David Wenham, excelente) e Boromir (Sean Bean, que só aparece nesse filme nas sequencias inseridas) e o pai deles, Denethor (John Noble, uma aula de "como interpretar um vilão"). Essa parte, em especial, me agradou muito. Para mim, Faramir era o personagem mais injustiçado na primeira versão. Com os minutos adicionais em As duas torres e aqui, fica melhor explicada sua situação na história e, claro, seu envolvimento com Éowyn (Miranda Otto), uma das minhas heroínas favoritas. É, porque ir pra guerra desiludida de vencer, com o coração partido, ver o tio morrer e quase perder a vida ao matar um inimigo muito mais poderoso não é pra qualquer uma. Corajosa, no mínimo. E sim, sou romântica e adorei ver o casalzinho junto.


Éowyn e Faramir, o casal mais corajoso e fofo da Terra Média


O filme é muito bem balanceado, alternando importâncias entre as tramas. As cenas de batalha pela defesa de Minas Tirith já eram impressionantes, e toda a sequência de Aragorn (Viggo Mortensen, ui!), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) com o exército dos mortos são o ponto alto da ação; Frodo (Elijah Wood, com desempenho fraco), Sam (Sean Astin, perfeito) e Gollum (Andy Serkis, finalmente mostrando a cara) e a conclusão da história... Até Mordor ganha mais destaque, com a passagem dos hobbits atravessando o país devastado até chegar na Montanha da Perdição e personagens como o Boca de Sauron (coisinha horripilante, Deus do céu!) aparecendo e o Feiticeiro de Angmar, o rei que não poderia ser morto por nenhum homem, ganhando um tempinho a mais na tela e espalhando mais terror.

A Luz de Ëarendil, presente de Galadriel, salvou a vida de Frodo dentro da Toca da Laracna

O filme é ótimo, tem sequências memoráveis (minha favorita, sem dúvidas, é quando Pippin canta uma triste canção para um faminto e asqueiroso Denethor, enquanto Faramir lidera uma missão suicida para tentar resgatar Osgiliath), lições de moral a torto e a direito, a angústia de acompanhar o destino do Um Anel, as reviravoltas, os monstros espetaculares (além dos orcs nojentos, tem nazgul, olifantes e Laracna - na moral, qual é a de ter aranhas em TODOS os filmes?). Tudo muito lindo, tudo muito bom. Até...

Bem, realmente acho que Peter Jackson fez um ótimo trabalho dosando ação, humor e, porque não?, suspense (ei! o filme também é para não-iniciados na obra de Tolkien). Mas na hora fazer drama... Aí o bicho pega. É quase piegas. A bravura e amizade de Sam sofria comentários de "humm, boiola!" o tempo todo no cinema, e a despedida lacrimosa de Frodo nos Portos Cinzentos tava beirando uma novela do Manoel Carlos dirigida pelo Jayme Monjardim. Dá pra perceber nitidamente quando começa o mimimi: na coroação de Aragorn. Acompanhe. A trilha sonora muda, e todos parecem estar se movendo em câmera lenta. Os elfos se moviam assim durante a trilogia, mas era pra diferenciá-los dos outros povos, dar-lhes a atemporalidade necessária. Ok, posso (e devo) estar exagerando na implicância, mas o fato é que isso me incomodou a ponto de eu ficar enfadada (!!) assistindo. Ficava o tempo todo "ai, quanto falta pra acabar, hein?". Isso não é legal, muito menos normal, depois de dois filmes empolgantes e por ser uma das minhas histórias favoritas, tanto em livro quanto em filmes.

Mesmo lhe custando a vida, Gollum finalmente teve o Precioso de volta

Por fim, acho mais que merecido o Oscar de melhor filme para O retorno do rei. Tudo bem que os críticos provavelmente consideraram a trilogia um único filme e esperaram a conclusão da saga para homenagear a grandiosa e muito bem executada tarefa (quase hercúlea, eu diria) de adaptação da obra-prima de Tolkien. Injusto com os outros longas, mas o reconhecimento dos críticos finalmente acompanhou o dos fãs. E não, nem por essa escorregada, eu não cheguei a detestar o filme. Eu adorei. E quando a tela ficou totalmente preta e apareceu o famoso "The end", eu pensei: não, eu ainda volto a ver vocês. Desde o início.