3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Curiosidades de As Brumas de Avalon

As Brumas de Avalon é um filme estadunidense, tcheco e alemão, feito especialmente para a televisão.

O roteiro é baseado no llivro The Mists of Avalon, de Marion Zimmer Bradley.

O filme foi exibido no formato de minissérie pelo canal TNT em 2001.

Teve locações Praga, capital da República Tcheca.

O orçamento de As Brumas de Avalon foi de US$ 20 milhões.

Foi o último filme de Edward Jewesbury (Ambrosius).

Anjelica Huston pôde manter vários dos vestidos usados ​​no filme e várias mulheres usaram durante o batismo do sobrinho de Anjelica, Rafa (o filho de sua irmã Allegra).

Julianna Margulies é apenas nove anos mais velha que Hans Matheson, que interpretou seu filho, Mordred.

Após mais de 10 anos do lançamento o site oficial do filme ainda está no ar.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Assista As Brumas de Avalon

Com certeza ainda não está em domínio público, mas As Brumas de Avalon já está na íntegra no YouTube, com legendas em português. Então aproveite para assistir, pode não ficar disponível por muito tempo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

As Brumas de Avalon

O vencedor da votação deste mês é, na verdade, um filme para TV. Apresentado originalmente em foma de minissérie pelo canal TNT, é baseado no livro homônimo de de Marion Zimmer Bradley.

The Mists of Avalon
2001 -  República Checa, EUA, Alemanha - cor
183min. Aventura

Diretor: Uli Edel

Roteiro: Gavin Scott

Elenco: Anjelica Huston, Julianna Margulies, Joan Allen, Samantha Mathis.

Baseado em The Mists of Avalon, de Marion Zimmer Bradley.


sábado, 27 de outubro de 2012

Os historiadores que me perdoem...

Sim! Os supostos historiadores sérios que teriam encontrado a real origem do Rei Arthur que me perdoem, mas sua versão da história do mais famoso rei bretão é totalmente desprovido de carisma ou competência. Ah! E por falar nisso creio que não exista uma viva alma que "compre" esses fatos históricos.

- Chegamos em Nárnia? - Não é Winterfell!!
Garotos pagãos da grã bretanha são recrutados para lutar por Roma, e só serão livres após 15 anos de serviços prestados. O grupo de Arthur chegou ao seu último dia, mas recebe uma última missão, suicida é claro! Resgatar uma família romana instalada ao norte da muralha que delimita o fim do território de Roma na grã-bretanha, uma terra dominada por selvagens. Nessa jornada finalmente descobrem a verdadeira Roma, que os inimigos podem ser outros, e resolvem buscar a liberdade da terra que defenderam em nome de terceiros.

Norte, muralha, selvagens.... Depois que aceitei o fato de que John Snow não ia aparecer, deu para perceber: a grande defesa de roma contra o norte mais parece um gráfico de video-game de 16 bits, que uma construção sólida e indestrutível.

E nada explica o fato de uma família importante o suficiente para inspirar um resgate suicida (como o do Soldado Ryan), viver em terras tão perigosa e fora dos domínios de seu reino. Ou a relutância de seu dono de abandonar uma terra que é pura lama, neve e selvagens. Ok, eles são apenas um pretexto, vamos aos personagens principais da história.

Amigos, sim. Compreensivos, não!
Após 15 anos de luta os cavaleiros de Arthur (Clive Owen), são apenas sete: Lancelot (Ioan Gruffudd), Tristan (Mads Mikkelsen), Gawain (Joel Edgerton), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone) e Dagonet (Ray Stevenson). Deixando bastante vazia o belo cenário da mesa redonda criado apenas para uma cena. A sequencia serve apenas pontuar as diferença entre Roma e aquela parte de seu império, e para mostrar que Arthur vê seus companheiros como iguais, embora não escute ou aceite opiniões de ninguém. Nem mesmo de seu melhor amigo, Lancelot, com quem tem uma amizade expressada inteiramente por discussões. (?!) Afinal ambos, são bravos guerreiros, que carregam o pesar de várias batalhas. Dramático!!!

Se Artur e Lancelot não dividirem uma cena de camaradagem sequer é estranho, imagine uma Guinevere (Keira Knightley) guerreira. Não, ela não é uma donzela treinada nas artes da batalha para auto-defesa. Ela é uma selvagem, que após ser resgatada pelos cavaleiros se une a eles, e executa um papel crucial na batalha final. Triângulo amoroso? Não chega nem a flerte. (E olha que asssisti à versão do diretor sem cortes).
Quero de volta meu figurino de "Piratas do Caribe"!!!

Sou simplesmente mal (e barbudo).
Merlin? Um coadjuvante sem muita importância, da mesma "tribo" de Guinevere. Temos ainda o saxão incontestável e unilateralmente malvado, vivido por Stellan Skarsgård. E claro, os outros cavaleiros, o engraçado, o mudo, o cheio de filhos, e por aí vão os estereótipos.

Das várias diferentes lendas que conhecemos sobre Arthur, o roteiro faz uso apenas de uma subversão da história de Escalibur. Seguindo um roteiro raso e previsível que funcionaria do mesmo jeito se os personagens se chamassem, João, José e Maria e o impasse se passasse em uma terra medieval imaginária em uma das luas de Júpiter.

Restariam ainda as batalhas, afinal com a verba que o nome do produtor Bruckheimer atrai seria mais que suficiente para criar duelos épicos, certo? Errado! Muita fumaça (será para não mostrar o numero pequeno de figurantes?), difícil entender o que está acontecendo, ante que a batalha se acabe. Batalha essa iniciada com um discurso de encorajamento feito para apenas 5 pessoas, que conhecem o palestrante desde sempre.  Logo, não precisam de esclarecimento dos motivos da batalha.


Salva-se aí, a visualmente bela batalha sobre o lago congelado. E um ou outro momento de inspiração da direção de arte. A pouco exibida távola é bastante bonita. Apenas isso não faz jus ao mito de Arthur e seus cavaleiros. Nem mesmo descobrimos, se a criança (membro mais importante da família que deveriam resgatar), cresceu uma pessoa melhor para Roma. Caso contrário, toda busca e mortes será realmente em vão.

 Os historiadores que defendem essa versão (se é que existem), que me perdoem. Pois eu não perdoo quem cometeu esse filme.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Posteres de Rei Arthur (2004)

Lançado em 2004 em plena era eletrônica, não faltam imagens de Rei Arthur na rede. Inclusive os inúmeros posteres e imagens promocionais usados em diferentes partes do mundo. Confira alguns deles.

EUA





AUSTRÁLIA


CORÉIA DO SUL


ESPANHA

CHINA



HUNGRIA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prêmios de Rei Arthur (2004)

Saturn Award (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA)
Indicado para melhor edição especial em DVD - para a versão estendida sem censura

Empire Award
Indicado para Melhor atriz britânica - Keira Knightley

Harry Award
Indicado para o Harry Award.

Huabiao Film Awards
  • Outstanding Translated Foreign Film

Irish Film and Television Awards
  • Prêmio do público - Keira Knightley (também por Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra)
  • IFTA Award - melhor cabelo e maquiagem

Golden Reel Award (Motion Picture Sound Editors, USA)
Indicado Melhor edição de som

Teen Choice Awards
Indicado para Choice Movie Actress: Action Adventure/Thriller e Choice Breakout Movie Star - Female, ambos para Keira Knightley

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Curiosidades de Rei Arthur (2004)

O orçamento estimado de Rei Arthur foi de US$ 90 milhões.

No total, 2.500 trajes diferentes foram feitos para o filme.

No total, 300 espadas, 700 lanças e 350 machados foram feitas para o filme.

A réplica da Muralha de Adriano construída para o filme tinha um quilômetro de comprimento, cerca de 400 pés de altura, com uma passarela de 10 metros de largura na parte superior e teve um total de 300 pessoas ao longo de quatro meses para construir. O diretor Antoine Fuqua estava determinado a não usar CG para criar a parede como ele queria que os atores pudessem vê-la e ficar em pé nela.

Mais de 400 figurantes foram usados ​​como guerreiros saxões. A maioria deles nunca teve treinamento de luta

O filme conta uma história fictícia baseada em dados arqueológicos de que a lenda do Rei Arthur teria se originado em uma pessoa real, um comandante romano de nome Artur. Mistura as evidências históricas com elementos das lendas arturianas.

Apesar do tempo no filme parecer bastante frio, as filmagens de Rei Arthur ocorreram na Irlanda em uma época onde as temperaturas estavam bastante altas.

As locações utilizadas nas filmagens de Rei Arthur são praticamente as mesmas utilzadas por Excalibur (o filme de 1981 é uma das opções de nossa enquete, não deixe de votar!).

Algumas das cenas de batalha foram editadas de forma a diminuir a violência, com o objetivo de conseguir uma censura mais branda nos Estados Unidos.

A maioria das cenas de batalha principais foram filmadas usando 18 câmeras simultaneamente. Além das câmeras montadas, operadores de câmera também vestidos como extras e filmavam de dentro da ação. Câmeras também foram montados em escudos, espadas e cavalos.

De acordo com Ioan Gruffudd (Lancelot), o operador de câmera usava um capacete de moto e estava constantemente cercado por homens com escudos anti-motim por causa das cenas de ação intensas acontecendo ao seu redor.

Não há créditos de abertura, nem mesmo são citadas as empresas que produziram o filme.

Inicialmente seria Michael Bay o diretor de Rei Arthur, que deixou o projeto devido a problemas de orçamento.
Acho que não é assim Keira!

Para se preparar para viver Guinevere, Keira Knightley fez um extenso treinamento, que a fez lutar boxe, treinar com arco e flexa e luta de machado e até mesmo realizar levantamento de peso.

Em uma entrevista para o Express Magazine 24 de Julho de 2004, Keira Knightley revelou que seus seios foram digitalmente alterados nos cartazes do cinema americano para fazê-los parecer maior.

Jogo dos 7 erros? Ou seria o' antes e depois" de revistas?
De acordo com Ioan Gruffudd (Lancelot), ele levou meses para crescer a barba "rala" sports seu personagem durante o filme. Além disso, devido à sua herança celta (Gruffudd é galês), a barba foi crescendo em vermelho e teve que ser "pintada" a cada dia antes de filmar, para combinar com o cabelo castanho.

Keira Knightley supostamente quase matou um cavalo enquanto pratica seu arco e flecha para o filme.

Agora sim!
Ivano Marescotti não falava nada de Inglês quando foi escalado como Bispo Germanius, e teve que aprender a línguaao mesmo tempo que ensaiava o papel

O cavalo montado por Bors (Ray Winstone) no filme é o mesmo cavalo que foi montado por Maximus (Russell Crowe) em Gladiador.

A língua falada pelos Woads no filme é uma combinação de antigo gaélico e antigo galês, já que a verdadeira linguagem falada pelos pictos foi perdida.

domingo, 21 de outubro de 2012

Rei Arthur

A versão mais recente da lenda de Arthur para as telonas é o filme da semana no DVD, Sofá e Pipoca.

King Arthur
2004 -  EUA, cor,
180min. Drama

Diretor: Antoine Fuqua

Roteiro: David Franzoni

Musica: Moya Brennan, Patrick Cassidy, Lisa Gerrard, Hans Zimmer

Elenco: Clive Owen, Ioan Gruffudd, Mads Mikkelsen, Keira Knightley, Stellan Skarsgård.

sábado, 20 de outubro de 2012

Uma comédia involuntária


Um musical sempre é uma forma original de se contar uma história consagrada, como é o caso da lenda do Rei Arthur, e não deixa de ser curioso assistir a Camelot com essa perspectiva. Mas originalidade por si só não equivale a qualidade. Na produção de 1967, o roteiro deixa bastante a desejar, as atuações estão alguns bons tons acima do desejável, e a enorme duração do filme torna quase impossível a tarefa de encarar as canções até o final. É só para os fortes.

Desde o início fica claro que a obra pretende deixar de lado as características épicas da história. Aqui não importam muito as batalhas, as conquistas, nem a testosterona implícita em longas do tipo. Ao contrário, o romance entre Sua Majestade, vivida por Richard Harris, e Guinevere, interpretada pela belíssima Vanessa Redgrave, é declaradamente o mote principal desde o início, quando Arthur se pergunta por que ele a ama tanto. O longo flashback que dura quase toda a projeção começa com o primeiro encontro dos dois, passeia pelo casamento feliz e avança pela grande ameaça que ronda a união do casal: ameaça que tem um belo par de olhos azuis, tem sotaque francês e atende pelo nome de Lancelot Du Lac (Franco Nero). 


O triângulo amoroso não demora a se formar, e, a partir daí, tudo que acontece está relacionado à famosa traição no degrau mais alto da corte de Camelot. Esqueçam questões políticas, esqueçam cenas de ação, esqueçam tudo que faz parte do imaginário relacionado ao líder dos cavaleiros da Távola Redonda. Tudo mesmo: até mesmo uma figura fundamental como Morgana é solenemente ignorada, e Merlin (Laurence Naismith) vira figurante de luxo. Neste romance, as únicas lutas são internas: atormentados por dilemas morais e tomados por imensa covardia, os protagonistas levam adiante a farsa da boa convivência até que a situação se torna insustentável. Isso, graças ao surgimento repentino de Mordred (David Hemmings), que rapidamente adquire importância na trama e assume o posto de antagonista. E aí o circo começa a pegar fogo, não sem muito chororô e muita cantoria.

É difícil criar empatia com algum personagem, já que Arthur é retratado como um rei sem firmeza, sem convicção e sem coragem: em resumo, nem um pouco carismático. Em vez de usar a autoridade que o cargo lhe permite, gasta seu tempo se lamentando. E, no seu caso, nem cantar seus males espanta. O amor de Guinevere e Lancelot é bastante inverossímil, e o espectador só acompanha a formação do casal num videoclipe tardio e deslocado. E a Távola destruída... bom, ela não teve muita importância na história mesmo. Provavelmente por causa da herança teatral, o elenco se apoia em atuações caricatas, com movimentos exagerados e entonações quase cômicas. Aliás, se a intenção era transformar o longa numa comédia, foram uma decisão acertada. Caso contrário, tem que ver isso aí.

Muita encenação, pouca ação

Na semana "Rei Arthur" do blog, já assistimos a uma versão tradicional e inverosímel, e a uma desconstrução bem humorada da lenda. Camelot é a versão teatral/musical do mito, onde acompanhamos a ascensão e queda do ideal da távola redonda, através das relações entre seus mais notáveis membros, Arthur (Richard Harris, o primeiro Dumbledore), Guinevere (Vanessa Redgrave) e Lancelot (Franco Nero).

Arhur é rei. Afinal ele já tirou a espada da pedra, e não precisou de ajuda para isso. A não ser de Merlin, claro, aqui se mostra uma figura paterna para lá de ausente. Com seu jeito simples o jovem rei conquista sua noiva, antes inconformada com o casamento arranjado. Tudo vai bem até Arthur ter a brilhante ideia de criar  uma ordem onde os homens seriam como iguais. Com a mesa redonda inventada, chegam cavaleiros dos quatro cantos do mundo para se unir a ela. Um deles é Lancelot, belo, melhor cantor e invencível. 

O rapaz francês não inspira simpatia dos companheiros de mesa, e mesmo da rainha que até instiga outros cavaleiros contra ele. Mas não tem jeito, após a "pureza" de Sir Lancelot operar um verdadeiro milagre (!), a moça cai de amores por ele. O destituindo de sua maior virtude (o rapaz ficou impuro, ué!), e criando um impasse que arrisca tudo que Arthur construíra.Ufa! Tudo isso em 3 horas.

Confesso assim que terminei de assistir o filme, corri para o blog para conferir novamente quais prêmios a produção tinha conseguido. A maioria técnicos, fez sentido. Afinal, é uma super-produção com cenários grandiosos (dois cavalos podem caminhar tranquilamente pela távola redonda!), e figurinos de luxo (considerando que era 1967, e o estilo "medieval sujo" de O Senhor dos Anéis ainda não era regra), mas os acertos param por aí.
Mesinha nada pequena, alguém aí consegue contar as cabeças?
Super teatral, as atuações exageradas soam forçadas e não implicam carisma aos personagens. Estes vivem anos, sem envelhecer ou mesmo aprenderem algo. Arthur implora todo o tempo por respostas de Merlin à seus problemas, e parece ser incapaz de sentar em uma cadeira apropriadamente. Talvez uma tentativa de tornar o personagem mais simpático. Assim como o apelido com que o rei se refere a sua esposa. Alguém me explica como Guinevere vira Jenny?

Enquanto isso, a moça fútil a principio, se torna uma tola apaixonada inconsequente e soma seu egoísmo com o do seu amante. A dupla se rende aos desejos sem pensar nas consequências. Só é preciso um empurrãozinho de  Mordred (David Hemmings), que a exemplo de meu texto só aparece no filme muito depois do meio da projeção, para colocar em risco um sistema de governo que parecia prosperar de forma eficiente ou justa. Fica difícil torcer por eles!

Arthur, o bobo Rei
Some-se aí passagens de tempo abruptas, musicas que arrastam a narrativa ao invés de faze-la andar (esse foi o prêmio que não entendi), e algumas pontas soltas (afinal quem é Pelly? e porque a história precisa dele?), e três horas de filme parecem uma eternidade.

O Arthur de Camelot é meio bobo, quase infantil. Guinevere é a precursora das periguetes, jogando seu charme para todo lado (deve ser fácil sendo a única moça da trama). Lancelot é menos bobo, mas robótico. E não fosse a chegada do vilão ("tirado da cartola" sem mais nem menos), a história se manteria eternamente no empasse já que os personagens não tomam as grandes decisões. Mencionei que as batalhas são poucas?

Mordred
Adoro mitologia como tema. Adoro mais ainda quando personagens começam a cantar e dança sem motivo aparente. Mas eu sempre digo, "sem motivo aparente", precisa haver um motivo, explicar algo, empurrar a história para frente. As músicas aqui apenas reforçam longamente o que a cena anterior, ou que está ainda por vir, já mostram. E quanto a mitologia, é divertido quando as lendas acontecem, esta infelizmente demora muito e acontece pouco.

Diante de seus concorrentes, falta carisma, energia e coerência a esta versão de Arthur. Uma pena, pois recursos (leia-se verba) e bom elenco não faltaram!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cantando com Rei Arthur

Aqui em Duloc é tão bom viver... Oh, wait...
Fiquem tranquilos, não vou levar as intermináveis 3h de cantoria para falar sobre Camelot (Camelot, 1967). Pra começo de conversa, já deu pra notar que não curti o filme. Ok, a abordagem é totalmente diferente do que estamos acostumados a ver quando se trata de histórias sobre o Rei Arthur, mas não 'desceu redondo'. Em primeiro lugar, cadê a Morgana? Pode ser que seja retratada como uma irmã invejosa de Arthur ou uma poderosa e perigosa feiticeira, mas aqui ela simplesmente foi ignorada. Ô produção?! Vacilo! Então, comecemos (e terminemos logo) a falar sobre o filme.

Arthur (Richard Harris, que, quem diria, se tornaria um poderoso mago - tão poderoso que, dizem, era o único a pôr medo em Você-Sabe-Quem) está desolado, num campo de batalha, triste de dar dó. A alvorada se aproxima e um importante encontro o aguarda. Começamos a acompanhar as memórias do rei desde quando tudo começou até chegarmos àquele ponto crucial. Primeira canção: o rei empoleirado numa árvore canta, enquanto uma Guinevere (Vanessa Redgrave, facilmente reconhecível) que mais parecia a Feiticeira Branca de Nárnia chega também cantando. Quando se encontram, mais cantoria. E então, estão apaixonados. Casam-se - um casamento triste de dar dó, só eles, o padre e muitas velas escuras como testemunhas - e vão morar num castelo em Camelot. Um dia a lâmpada se acende na cabeça de Arthur, ele quer a paz e a prosperidade, a igualdade entre as pessoas. Nasce, então, a ideia da távola redonda (um grande mesão, onde todos poderiam sentir-se iguais). Nobres cavaleiros foram ganhos pela causa, e foram prestar os seus juramentos a Arthur. Inclusive um garboso cavaleiro francês, Sir Lancelot Dulac (Franco Nero, meio duvidoso). Lógico que ele foi introduzido no filme por cantoria. Em certos momentos, me perdoem a heresia, me lembrou Zac Efron em High School Musical. É.

Guinevere, a Feiticeira Branca. Oh, wait...
Tamanha era a empolgação de Sir Lancelot que ele quase mata o rei - literalmente. Chegando em Camelot, ele quase atropela o rei que ele tanto perseguia e por quem queria lutar e morrer. Passado o susto e tendo ambos se apresentado, Lancelot foi apresentado a Guinevere e aos outros habitantes do castelo. Num visual bem 'hippie-paz&amor', Jenny (quem botou esse apelido na Guinevere, gente?! Sério, não dá...) não dá muita bola pro cavaleiro, nem confia nele. Até torce para que ele se machuque (ou morra, ou fuja correndo) no torneio. Mas... Não é assim que a banda toca, né? Lancelot acerta o oponente num golpe acidentalmente mortal. O cavaleiro jaz, com o peito coberto de sangue, aos pés do rei, que nada pode fazer. Então Lancelot se aproxima (e muito!) e chora pelo cavaleiro. No rosto dele, quase colando os lábios numa espécie de beijo de despedida. Então o cavaleiro volta a respirar. E Guinevere, a rainha metida que até cantou pra incitar os amiguinhos cavaleiros a odiarem Lancelot, ajoelhou-se e chorou com ele, vendo com outros olhos o homem que estava na sua frente. Todo mundo sentiu o clima, mas o rei fingiu que não viu... E ali foi o começo do fim (clichê pacas isso, mas tá valendo). Apaixonado, Lancelot estava se roendo por dentro por não declarar seu amor para Guinevere (me recuso a continuar chamando-a de Jenny). Então ele se declara, e ela a ele. Essa cena é bacana, gosto do tom amargurado de Guinevere ao admitir que seus sentimentos por ele eram tão intensos quanto o que sentia pelo marido. Até então, as cantorias estilo "Hair" já tinham enchido a paciência. Ficou pior. Arthur agora cantava a dor de corno. Ele desconfiava da traição, mas achou melhor manter a mulher e o amigo. Tudo em nome do povo. Ah vá...

Era tão engraçado ver o Dumbledore cantando... Oh, wait...
Então os rumores sobre o romance e a traição já não ficavam mais entre os criados. Mordred (David Hemmings, ótimo em cena e, milagre!, não cantou nenhuma música - acho que por isso gostei mais dele) chega causando rebuliço. Quer tomar o trono de Arthur, e suas maliciosas palavras são o estopim para o que acontece a seguir. Arthur percebe a ruína de seu reinado se aproximando, a ambição do sobrinho em tomar seu trono, seus cavaleiros insatisfeitos. Todo o reino 'paz&amor' que ele planejou estava desmoronando. Os próprios cavaleiros começaram a se rebelar e a zombar de Lancelot, até que a tragédia aconteceu. Num acesso de fúria, ele mata um companheiro por ter falado abertamente do romance dele com a rainha. Tomado pela vergonha, ele foge. A távola está em polvorosa, e tudo por que Arthur lutou está desmoronando. Os cavaleiros exigem a condenação de Guinevere, e ela é condenada a morrer na fogueira. Arthur nada faz para impedir, afinal deveria ser justo. O romance deles era traição. No dia da execução, a cabisbaixa Guinevere se deixa levar para a fogueira sem resistência, enquanto um torturado Arthur se esconde no castelo pois não pode suportar ver seu amor morrer. Então Lancelot aparece, montado em seu cavalo branco (nem é clichê, né?) e salva a amada da morte. Quando os oficiais vieram avisá-lo de que Guinevere escapara, o rei suspira aliviado. Ele contava que o cavaleiro voltasse para salvá-la. Com tudo o que aconteceu, os cavaleiros perderam a confiança em Arthur e se rebelaram. Foi aí que começou o filme, o rei Arthur esperando em frente ao seu castelo para retomá-lo enquanto esperava encontrar Lancelot e Guinevere, antes da batalha começar. E como chora esse Lancelot... Tinha raptado a esposa do seu melhor amigo/comandante/rei e chora como uma carpideira por isso. Mas não abriu mão de ter a Guinevere, né? E ela, então? Depois de ter chifrado o marido com o melhor amigo dele, vai chorar no ombro do cara? Acompanhada do amante, ainda por cima? Não dá, né? Enfim, um arrasado Arthur perdoa os dois e os manda partir. Ainda se perguntando porquê valeria a pena lutar por Camelot, ele conhece um jovem rapaz, muito fã dele. E ouve as grandes histórias das quais participou e o quanto de esperança para o povo sofrido ele levou. Era por isso que lutava, era nisso que acreditava, por isso que se sacrificou. Então, estava pronto para a batalha.

O rei no trono. Oh, wait...
O filme tinha tudo para ser bom. A produção foi bem caprichada, com cenários magníficos - uma Camelot mais rústica que luxuosa, porém não menos grandiosa - e figurinos impecáveis, apesar de me irritar tantos tons pastéis (mas isso é birra minha, confesso). Os atores são fantásticos, mas nesse trabalho em específico são mal dirigidos. Há muita pose e pouca interpretação - exceto, talvez, por Mordred. As músicas são intermináveis, e pareciam muito com os clipes do Abba, só que não tão dançantes. A Guinevere de Redgrave, nos momentos de cantoria, parecia estar em Woodstock. O próprio rei estava bem descaracterizado, às vezes saltitante, às vezes sentado no trono como uma criancinha. Mas me incomodou ele ter vestido a carapuça do 'corno manso'. Ele já sabia do romance e resolveu fazer vista grossa pelo bem de Camelot, chorou aliviado que Lancelot tenha salvo Guinevere da fogueira, disse-lhes belas palavras de despedida. Aham. A intenção de fazê-lo parecer grande e bondoso com estes gestos foi falha no momento em que a interpretação foi transformada em encenação teatral. Uma pena. Só não foi um sacrifício maior porque, ao menos, a minha indignação ao ver o filme foi motivo de gargalhadas pra minha irmã. Fora as piadinhas com Arthur, Guinevere e Lancelot serem Tufão, Carminha e Max (quem não sabia quem eles eram, nem de onde vinham, com certeza na semana final da novela ficaram sabendo). Se eu tivesse visto sozinha, provavelmente eu teria desistido antes de terminar a primeira parte.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Outros "Rei Arthur"

Sir Sean Conery = Rei Arthur???
A lende do Rei Arthur e seus nobres cavaleiros da távola redonda, é uma das mais contadas e recontadas da história do cinema e da TV. Então resolvemos que além dos 4 filmes oficiais do mês e os 3 filmes da enquete deveríamos abrir espaço para falar um pouco mais de outros "Arthurs" das telas.

Um Coelho na Corte do Rei Arthur
(A Connecticut Rabbit in King Arthur's Court - 1976)
É claro que ele não ficaria de fora né! As trapalhadas do coelho Pernalonga e sua turma alcançaram até na corte de Rei Arthur, entre magos, bruxas e cavaleiros.

Uma Cavaleira em Camelot
(A Knight in Camelot - 1998)
Clássico da Sessão da Tarde. A cientista Vivien Morgan (Whoopi Goldberg) está trabalhando em uma de suas invenções, quando um erro do computador faz com que ela viaje no tempo. Vivien é transportada para Camelot, na Inglaterra medieval, onde conhece personalidades famosas, como Merlin (Ian Richardson) e o Rei Arthur (Michael York), e apronta muitas confusões.

Loucuras na Idade Média
(Black knight - 2001)
Jamal Sky Walker (Martin Lawrence) é um homem tagarela que tem grandes planos para sua vida. Mas, no momento, ele precisa se concentrar em seu trabalho em um parque temático sobre a Idade Média. Entretanto, num dia Jamal leva uma bolada na cabeça e desmaia. Ao acordar, percebe que está em pleno ano 1328, em um mundo repleto de cavaleiros em suas armaduras e donzelas a serem salvas. Jamal então resolve ajudar um ex-cavaleiro e uma bela camponesa contra um rei malvado, usando para isso seus conhecimentos do século 21 em plena Idade Média.

O Primeiro Cavaleiro
(First Knight - 1995)
Nessa releitura de Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda, Sir Lancelot (Richard Gere) está tentando roubar a jovem esposa do Rei Arthur (de verdade, Sir Sean Connery). A história é focada no triangulo amoroso, onde o velho rei não quer perder o amor nem o poder, a jovem esposa fica dividida entre a lealdade ao marido e o amor por um homem mais novo, e o jovem guerreiro que, apesar de ser leal ao seu rei, não quer perder seu verdadeiro amor.


As Aventuras de Merlin
(Merlin - 2008...)
Ok! É focada em Merlin, mas claro que tem Arthur. A série de TV conta a história de Merlin, um jovem mago que descobre seus poderes mágicos e se envolve em conflitos com Artur, quando este ainda não era rei, no reino de Albion, em Camelot.

Avalon High
(2010)
Claro que não podia faltar Arthur na escola, mesmo que não faça sentido algum. Avalon High é um Filme Original Disney Channel baseado no livro de mesmo nome da Meg Cabot. Ellie Pennington é transferida para uma escola nova, Avalon High, onde ela descobre que os seus colegas são reencarnações do Rei Arthur e sua corte.

Eis aí os Arthurs mais fáceis de se encontrar ao ligar nossas TVs nos dias de hoje. De gosto duvidoso ou não esses programas apresentam o universo da Távola Redonda a novas gerações. E aí, esquecemos de algum? 

Sei que faltaram vários, então nos conte qual seu Arthur favorito?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Prêmios Camelot

Oscar
  • Melhor direção de Arte
  • Melhor Figurino
  • Best Music, Scoring of Music, Adaptation or Treatment
Nomeado para melhor fotografia e som

Globo de Ouro
  • Best Motion Picture Actor - Musical/Comedy - Richard Harris
  • Best Original Score
  • Best Original Song - For the song "If Ever I Should Leave You"
Nomeado para melhor filme, Best Motion Picture Actress - Musical/Comedy (Vanessa Redgrave), Most Promising Newcomer - Male (Franco Nero).

Kansas City Film Critics Circle Awards
  • Best Actress - Vanessa Redgrave

Writers Guild of America, USA
Nomeado Best Written American Musical (Alan Jay Lerner)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Curiosidades de Camelot

O orçamento de Camelot foi de US$ 17 milhões.

"Camelot" foi adaptado de um musical da Broadway que estreou no Majestic Theater, em Nova York, em 03 de dezembro de 1960 e durou 873 performances. Richard Burton, Julie Andrews e Robert Goulet estavam no elenco original.


A armadura de cavaleiro usada no filme foi trazidos para Hollywood a partir de Espanha, onde tinha sido usado em El Cid. Mais tarde, foi alugado para o estúdio Disney para Bedknobs e Vassouras.

O vestido de casamento da rainha Guenevere foi feito de materiais naturais. Foi feito a partir de redes de pesca, o corpete tinha conchas pequenas costuradas e  foram costurados à mão centenas de sementes de abóbora.

Richard Harris não gostava de ter que usar uma peruca e sombra pesada como Rei Arthur (mas não incomodou com Dumbledore, né!). Ele também irritou o produtor Jack L. Warner por insistir em cantar os números musicais ao vivo, em vez de dublando.

Nos anos posteriores, Richard Harris compraria os direitos para a versão teatral de "Camelot" por US $ 1 milhão, o musical foi remodelado voltou em turnê. Isso fez dele um homem muito rico.

Julie Andrews foi convidada para reprisar seu papel no palco de Guenevere, mas havia se tornado uma estrela de cinema tão popular por nessa época que ela não pôde aceitar o papel. Ironicamente, Jack L. Warner, que produziu a versão cinematográfica de Camelot, era o mesmo homem que produziu a versão cinematográfica de My Fair Lady, e que tinha dado o papel de Eliza Dolittle a Audrey Hepburn, porque ele pensou que Julie Andrews não seria um grande nome de bilheteria suficiente.

A canção "If Ever I Would Leave You" ganhou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original mas não foi composta para o filme, e sim para o musical do teatro. Trata-se da única vez na história da premiação em que uma canção que não foi composta especialmente para um filme foi indicada nesta categoria.


Alan Jay Lerner utilizou o roteiro de Camelot , assim como sua versão original no teatro, para remontar a peça na Broadway nos anos 80.

Mordred tinha uma canção no musical original chamado "As Sete virtudes Mortais" que foi eliminado desta versão cinematográfica.

domingo, 14 de outubro de 2012

Camelot

De todas as histórias que envolvem o Rei Arthur, talvez essa seja a mais famosa: o amor do Rei pela bela Guinevere e a paixão proibida entre ela e Sir Lancelot, o mais bravo cavaleiro da Távola Redonda e braço direito do Rei. Este é o principal foco do filme da semana aqui no Dvd, Sofá e Pipoca.


Camelot
1967 -  EUA, cor,
180min. Aventura.

Diretor: Joshua Logan

Roteiro: Alan Jay Lerner.

Musica: Frederick Loewe

Elenco: Richard Harris, Vanessa Redgrave, Franco Nero, David Hemmings, Lionel Jeffries, Laurence Naismith, Pierre Olaf, Estelle Winwood, Gary Marshal, Anthony Rogers, Peter Bromilow, Sue Casey, Nicolas Beauvy.

Vencedor de 3 Oscar.