3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Prêmios de O Gigante de Ferro

BAFTA

  • BAFTA Children's Awar - Best Feature Film

Annie Awards

  • Outstanding Achievement in an Animated Theatrical Feature
  • Outstanding Individual Achievement for Character Animation - Steve Markowski
  • Outstanding Individual Achievement for Directing in an Animated Feature Production - Brad Bird
  • Outstanding Individual Achievement for Effects Animation - Allen Foster
  • Outstanding Individual Achievement for Music in an Animated Feature Production - Michael Kamen (composer)
  • Outstanding Individual Achievement for Production Design in an Animated Feature Production - Alan Bodner
  • Outstanding Individual Achievement for Storyboarding in an Animated Feature Production - Mark Andrews
  • Outstanding Individual Achievement for Voice Acting in an Animated Feature Production - Eli Marienthal - For playing "Hogarth Huges".
  • Outstanding Individual Achievement for Writing in an Animated Feature Production - Tim McCanlies (screenplay) , Brad Bird (story)

Indicado:Outstanding Individual Achievement for Character Animation - Jim Van der Keyl, Outstanding Individual Achievement for Character Animation - Dean Wellins, Outstanding Individual Achievement for Effects Animation - Michel Gagné, Outstanding Individual Achievement for Production Design in an Animated Feature Production - Mark Whiting, Outstanding Individual Achievement for Storyboarding in an Animated Feature Production - Kevin O'Brien, Outstanding Individual Achievement for Storyboarding in an Animated Feature Production - Dean Wellins

Los Angeles Film Critics Association Awards

  • Best Animation

Motion Picture Sound Editors, USA

  • Golden Reel Award - Best Sound Editing - Animated Feature

Indicado: Best Sound Editing - Music - Animation

Santa Fe Film Critics Circle Awards

  • Best Animated Film

Satellite Awards

  • Best Youth DVD (2005)

Indicado: Best Motion Picture, Animated or Mixed Media (2000)

Young Artist Awards

  • Best Performance in a Voice-Over (TV or Feature Film) - Young Actor

Indicado:Best Family Feature Film - Animated

YoungStar Awards

  • YoungStar Award Best Young Voice Over Talent - Eli Marienthal

Science Fiction and Fantasy Writers of America
Indicado: Nebula Award - Best Script

Florida Film Critics Circle Awards

  • Best Animation

Las Vegas Film Critics Society Awards

  • Sierra Award - Best Animated Film

Hugo Awards
Indicado: Best Dramatic Presentation

Saturn Award
Indicado: Best Home Video Release

Chlotrudis Awards
Indicado: Best Movie, Best Screenplay

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Um robô de estimação!


É uma pena que O gigante de ferro não tenha feito tanto sucesso quanto os trabalhos posteriores do diretor Brad Bird (afinal, todo mundo já viu ou pelo menos ouviu falar de Os incríveis, Ratatouille e Missão impossível: Protocolo fantasma). Eu mesma ignorei solemente por anos esse longa-metragem adorável, o que não é de todo ruim: só assim, sem expectativas, pude ter aquela sensação indescritível de surpresa ao me deparar com um bom filme. Cinema tem dessas coisas.

A animação parte da história clássica de um garoto que cria amizade profunda por um ser estranho, seja ele um animal selvagem ou um alienígena, como em Free Willy ou E.T. - O extraterrestre. Em geral, o menino não tem muito crédito com os pais e com os adultos em geral, que costumam menosprezar a imaginação fértil das crianças. No caso de Hogarth, não é diferente: sua mãe não acredita nem um pouco quando ele conta que encontrou um robô gigante no meio da floresta. Percebendo que se seu novo companheiro for descoberto vai ser destruído na hora, o menino resolve manter sua descoberta em segredo.

Não demora muito para o gigante mostrar que por trás de todo aquele metal também bate um coração. Como um bichinho de estimação (só que com muitas toneladas), ele se esforça para aprender o que seu "dono" lhe ensina e para obedecê-lo, na medida do possível. Mas, por ser dotado de uma certa inteligência e de boa índole, o robô e Hogarth constroem uma relação bastante fraternal. Com algumas vantagens, há que se mencionar: que criança não gostaria de ter em mãos seu foguete particular? Eu gostaria!


Além da premissa atemporal e universal, que tem 200% de chances de criar empatia com o público, o filme conta ainda com uma charmosíssima ambientação nos anos 50, quando os soviéticos eram o grande inimigo dos Estados Unidos e quando a ameaça de uma arma secreta capaz de dizimar uma nação era o pior dos pesadelos dos americanos. E é aí que entra em cena o agente do governo Kent Mansley, que chega a ser hilário de tão paranoico com a criatura. Oficialmente, ele está apenas cumprindo seu dever ao avisar às autoridades da presença ameaçadora, mas, aos poucos, deixa sua obsessão tomar conta ao querer bancar o herói da vez. Eis uma boa provocação: até que ponto ter as melhores intenções conta? Será que os mocinhos não mudam de lado com o desenvolvimento da história?

Apostando no bom e velho 2D antes da fase Disney/Pixar, Bird consegue equilibrar bem alguns toques de comédia, cenas de ação e momentos delicados neste longa cheio de carisma. Isso sem falar nas referências que tornam o conjunto ainda mais saboroso: derivado de uma HQ, o protagonista escolhe se espelhar numa figura icônica dos quadrinhos: ele não quer ser o vilão, quer ser o Super-Homem! Não dá vontade de levar pra casa? Só lamento que, como Hogarth bem observou, as pessoas não estivessem preparadas para acolher O gigante de ferro.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Curiosidades de O Gigante de Ferro

Baseado no romance The Iron Man de Ted Hughes. O sobrenome de Annie e Hogarth Hughes, é uma homenagem ao autor.

Primeiro longa-metragem animado tradicionalmente a ter um personagem importante - o personagem-título - que é totalmente gerado por computador.


Quando Hogarth mostra ao Gigante de Ferro pela primeira vez suas revistas em quadrinhos do Super-Homem, a música-tema do personagem nos anos 40 pode ser ouvida ao fundo.

O gibi que Hogarth mostra o gigante com Superman na capa é Action Comics # 188, lançado em Janeiro de de 1954.

Um dos produtores executivos de O Gigante de Ferro é Pete Townshend, da banda The Who.

Excluindo-se os gritos e gemidos, O Gigante de Ferro só fala um total de 53 palavras.

Frank Thomas e Ollie Johnston

Frank e Ollie em Os Incríveis e O Gigante de Ferro
Frank e Ollie, os dois maquinistas entrevistados por Kent, são caricaturas de dois antigos animadores dos estúdios Disney, Frank Thomas e Ollie Johnston. A dupla também deu voz aos personagens. O diretor repetiu a homenagem em outro filme seu, Os Incríveis.

Lançado diretamente em DVD no Brasil.

Foi originalmente concebido para ser um musical. Pete Townshend e Des McAnuff o desenvolveram como um musical palco, usando músicas do conceito do álbum de Pete Townshend "O Homem de Ferro" (muito parecido com o lançamento de estágio de Tommy do The Who). Des McAnuff decidiu que iria funcionar melhor como um filme de animação e sugeriu a Warner Bros

Quando Hogarth se arma para encontrar os "Invasores de Marte", uma figura do Pernalonga pode ser visto dentro de sua caixa de brinquedos.

Na parede do quarto de Hogarth há um cartaz do filme Planeta Proibido (Forbidden Planet, 1956).

Quando Hogarth se arma para encontrar os "Invasores de Marte", uma figura do Pernalonga pode ser visto dentro de sua caixa de brinquedos.

Os três tentáculos que emanam do Gigante de Ferro em forma de batalha são inspiradas no filme A Guerra dos Mundos.

A manchete de jornal que Dean McCoppin está lendo ("Disaster Seen as Catastrophe Looms") é semelhante ao título que Jim Dear está lendo em A Dama e o Vagabundo, Que Grilo Falante está lendo em Como e bom se Divertir. E que o Sr. Incrível leu em Os Incríveis.



segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Gigante de Ferro

Ficção-cientifica escolhida pelos leitores encerra nosso mês de animações off-disney.
The Iron Giant
1999 - EUA
85 min, cor.
animação, ficção-científica

Direção: Brad Bird

Roteiro: Tim McCanlies

Música: Michael Kamen

Elenco: Jennifer Aniston, Harry Connick, Jr., Vin Diesel, Eli Marienthal, Christopher McDonald, John Mahoney

Baseado no romance The Iron Man de Ted Hughes. http://www.warnervideo.com/irongiantdvd/

sábado, 25 de maio de 2013

Não é fácil, é rico!

Inicialmente Persepolis não é um filme fácil. Especialmente se você cochilou um pouco nas aulas de história. Mas não se deixe assustar pelo conturbado cenário politico do Irã, o bom texto se encarrega de te lembrar (ou explicar pela primeira vez) o que se passa, e tudo isso através dos olhos de uma criança.

Aos 9 anos Marjane presenciou o golpe de estado de 1979 que declarou a República Islâmica. Mas a revolução que levou Aiatolá Khomeini ao poder, apoiada pela população esperançosa na verdade se revelou um estado de repressão e medo ainda maior. Culminando com a guerra contra o Iraque. A menina testemunhou parte desta história em loco, outra exilada pelos próprios pais, para sua segurança. Trocando o perigo iminente pela angústia de estar segura enquanto todos que amam continuam em perigo.

O filme é baseado na grafic novel auto-biográfica de Marjane, o desenho segue os traços da publicação e é majoritariamente em preto e branco. Não. Aparentemente não é o filme mais atraente para as massas. Uma pena!

Contado pelo ponto de vista de Marjane desde a infância a situação ganha tons diferentes, dependendo da capacidade da menina de entender o que se passa. Mudando constantemente, acompanhando o amadurecimento da protagonista, compreendemos não apenas o cenário politico em que ela vive, mas os dilemas e angústias que talvez a própria Marjane não entendia.

A situação é tensa, perigosa mas o roteiro se permite apresentar várias das situações de forma bem humorada, e algumas vezes até lúdica. O que, somado ao visual estilizado (e lindo), e ao carisma da protagonista torna o filme um produto único.

O universo é estranho ao nosso cotidiano, a cultura é outra, o idioma é diferente, o periodos histórico não é o nosso, ainda assim é impossível não se importar com Marjara. Não sentir nostalgia dos nossos 8 anos, quando situações politicas pareciam misteriosas aventuras. Ou mesmo relacionar suas loucuras da adolescência, com as nossas loucuras da adolescência. Dispensável dizer que torcemos até o fim.

Verdade. Persepolis, não é um filme fácil, muito menos para crianças. Mas é rico, em conteúdo, estilo e mensagens. Um produto maduro criado em uma mídia majoritariamente infantil. Imperdível!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Prêmios de Persepolis

César
  • Melhor filme de estreia (Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi)
  • Melhor roteiro adaptado (Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi)
Indicado Melhor edição (Stéphane Roche), Melhor filme, Melhor música original (Olivier Bernet), Melhor som (Samy Bardet, Eric Chevallier e Thierry Lebon)

European Film Awards 
  • Indicado Melhor filme
Festival de Cannes 
  • Prêmio do júri
Indicado Palma de Ouro
Festival de São Paulo 
  • Prêmio da audiência - melhor filme estrangeiro
Golden Globe Awards 
Indicado Melhor filme em língua estrangeira

Oscar
Indicado Melhor filme de animação

Silver Condor
  • Best Foreign Film, Not in the Spanish Language
Sutherland Trophy
  • Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Cinemanila International Film Festival
  • Special Jury Prize (Marjane Satrapi,Vincent Paronnaud)
French Syndicate of Cinema Critics
  • Best First Film

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Curiosidades de Persepolis

Baseado no romance gráfico autobiográfico homônimo de Marjane Satrapi

O orçamento de Persépolis foi de US$ 7,3 milhões.

A versão lançada nos Estados Unidos, ganhou dublagem especial. Mastroianni e Deneuve repetiram suas personagens, enquanto Sean Penn deu voz ao pai de Marjane, Iggy Pop ao tio Anouche e Gena Rowlands à avó de Marjane. Laurie Metcalf deu voz a uma personagem secundária, a mãe de um jovem adolescente.

O governo do Irã enviou uma carta à embaixada da França em Teerã protestando contra Persépolis, além de pressionar os organizadores do Festival de Bangkok a retirá-lo de sua programação.

Wellington, Nova Zelândia - Em julho de 2008, a embaixada iraniana furiosamente protestaram contra a exibição de Persépolis, durante o 37 º Festival de Cinema de Wellington.
Marjane Satrapi insistiu que Chiara Mastroianni cantasse "Eye of the Tiger" fora do tom.

Persépolis tem uma página no MySpace

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Persepolis

Hora da frança e sua animação dramática em preto e branco.
Persepolis
2007 - França
95 min, cor.
animação, drama

Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud

Roteiro: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud

Elenco: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes Benites, François Jerosme

Baseado no romance gráfico autobiográfico homônimo de Marjane Satrapi.

domingo, 19 de maio de 2013

Saindo da zona de conforto!

Chihiro está muito aborrecida. Não quer se mudar, mas a família já está a caminho da nova casa. Ou quase! Um desvio leva a garota e seus pais à beira de um misterioso túnel. Curiosos, paí e mãe decidem investigar o que acreditam ser um parque de diversões abandonado, ignorando os saltitos, gritos e pirraça da menina, que não tem outra opção a não ser acompanha-los. É claro que nossa personagem título estava certa, a passagem leva a "outro mundo". Mundo esse cheio de magia, personagens estranhos e segredos, que a menina terá que desvendar sozinha, uma vez que seus pais viraram enormes porcos!!!

Chihiro é mimada, medrosa e tem se comportado mal por estar se mudando contra sua vontade. Entretanto, quem nunca se sentiu em seu lugar na infância, que atire a primeira pedra. Logo, fica fácil simpatizar com a menina, especialmente quando ela se encontra completamente sozinha em um mundo desconhecido. Dá medo.


Dá medo, não apenas pela situação, mas pelo universo que apesar de colorido, não é nada fofo como é quase regra do lado de cá do globo terrestre. Yubaba deve ser assustadora? Então ela é, com sua voz rouca cabeça grande, cheia de rugas. O mesmo acontece com outros personagens. Mas tudo tem dois lados. Nem todos que são horríveis são maus, nem tudo que é belo faz bem. Essa é apenas uma das muitas lições que Chihiro tem que aprender em sua jornada para a idade adulta.

Sim. A Viagem de Chihiro é uma história de amadurecimento e de encarar as mudanças, superar e aceitar a vida como ela é! De mimada fazendo birra no banco de trás do carro, Chihiro passa a ser a única responsável pelo seu bem estar (leia-se sobrevivência) e por resgatar seus pais. E do jeito mais demorado e difícil aprende a resolver seus próprios problemas, descobre o prazer em ajudar os outros e até faz alguns amigos.


Mas o filme ainda faz uma severa crítica a sociedade. Hipocritas pais de Chihiro, logo subvertem normas para fazerem o que querem, e são castigados. Mas as criticas não param por aí. A casa de banhos onde acontece a maior parte da história, é composta por funcionários anônimos (eles tem seu nome, personalidade e liberdade roubados pela chefe), bajuladores que fazem qualquer coisa por dinheiro. Os clientes por sua vez aceitam tais mimos, e mais, buscam a fartura exacerbada. O que não significa que não possam ser julgados pela aparência por esses mesmos funcionários, ou que não sejam na verdade um bom espírito por baixo de toda a sujeira.

Até aqui já foram críticas à sociedade, à falsidade das relações entre os adultos, ao consumismo exagerado, ao descaso com o meio ambiente, e ao preconceito. Mas não é só no reino dos crescidinhos que existem problemas, o bebê gigante e cheio de vontades é uma crítica às gerações criadas cheias de mordomias. As crianças estão se tornando os reis da casa, e logo ficarão tão grandes que não há Super-Nani, Babá McFee, ou Mary Poppins que dê jeito. Ao mesmo tempo que seus pais os cercam de tantos cuidados que os impedem de crescer independentes, criando os pequenos em uma bolha, ou em um quarto macio para que nunca se machuquem.

Tudo isso, com uma técnica de animação impecável, multicolorida, riquíssima em detalhes e significados. O estranhamento, não é apenas com a cultura tão diferente da nossa, mas principalmente pelas elaboradas criaturas que povoam aquele mundo.


 O ritmo é bastante diferente das animações a que estamos acostumados no ocidente. Episódico, Chihiro enfrenta dificuldades cada vez maiores em eventos intercalados, com momentos de compreensão e contemplação. Como se o expectador ganhasse um tempo para refletir, compreender, tirar algo dali, antes de partir para outra.

Há quem diga que,com esse ritmo, não é um filme para crianças. Eu digo que, com esse ritmo, também pode não ser um filme para adultos. Isso depende, do adulto, da criança, e da boa vontade de sair da suas zonas de conforto. Um conselho, aproveite! Sair da zona de conforto nem sempre é agradável, ou opcional como simplesmente escolher assistir a um filme. A própria Chihiro pode confirmar isso!   

sábado, 18 de maio de 2013

E que viagem!

Haku e Chihiro: ah, o amor...
A viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi em japonês, ou Spirited away, 2001) é um anime interessantíssimo. Orientais tem uma visão de mundo muito diferente da nossa, e a forma como eles costumam passar seus ensinamentos para as crianças me parece muito mais enfático e explícito mesmo sendo passado em forma de parábolas. Não tem medo de falar de monstros, de morte, de imagens fortes, personagens assustadores. Ao mesmo tempo em que assusta, ensina - e é um deslumbre visual. Assim como um sonho, em que não sabemos muito bem como chegamos lá, nem reparamos muito no sentido das coisas, vamos acreditando no que tá acontecendo, seguindo em frente, até o momento em que a gente acorda, se lembra de tudo o que sonhou e encontra o sentido de tudo. Quase como mágica.

Chihiro está de mudança para uma nova casa, e no meio do caminho seu pai se perde. A família vai parar em um lugar abandonado, parecendo um parque temático abandonado. Depois de sentir o cheiro irresistível da comida (mesmo não havendo ninguém ali para vender e/ou comprar), os pais de Chihiro encontram de onde vem o cheiro e não resistem à tentação: começam a comer tudo, sem parar. Então o mundo vira de cabeça para baixo: a pequena garota vê seus pais se transformarem em porcos bem na sua frente, um menino que não estava na ponte aparece do nada e diz que ela está em terrível perigo, fantasmas e outros espíritos e coisas estranhas começam a aparecer do nada no vilarejo que é o tal parque temático, o caminho por onde ela veio agora está inundado e impossível de chegar à outra margem. Sozinha, desamparada, assustada, a menina resolve aceitar a ajuda que lhe é oferecida: Haku, o menino misterioso da ponte, a explica o que está acontecendo (eles estão na passagem de um lugar de passagem, uma casa de banhos, para espíritos em trânsito) e que, se ela quiser salvar os pais, o único jeito é implorar por um trabalho por lá. Então começam os desafios: os espíritos não gostam dos humanos, pois ali não é lugar para eles. Como burlar então a lei e conseguir o emprego lá? E por quanto tempo ela teria que trabalhar até que pudesse resgatar seus pais e voltar para casa? Será que ela conseguiria encontrar a saída antes que eles fossem para o abate?

Haku (em forma de menino) protegendo Chihiro dos espíritos
Então começa a fantasia: uma bruxa descomunalmente velha, cabeçuda e feia rouba o nome da Chihiro e a transforma em Sen, uma serviçal qualquer sem lembrança de seu passado. Sua sorte é que ela conta com a ajuda de Haku que, misteriosamente, não se lembra do próprio nome, mas não esquece o de Chihiro. Ela conhece criaturas fantásticas, como Kamaji, uma espécie de homem-aranha (não, não é o Cabeça-de-Teia) multitarefas e suas simpáticas, prestativas, serelepes e um tanto dramáticas fuligens; Lin, a humana que já trabalha no lugar e que, primeiro, não parece ir muito com a cara da garota, mas que se torna sua amiga e protetora; um bebê gigante e manhoso pajeado por três cabeças pulantes (?!) e uma coruja velha (uma mistura de coruja e a velha que é a mãe dele)... Fora os próprios espíritos que circulam pela casa de banhos. Um deles em especial, afeiçoa-se de Chihiro. Sem-Face é seu nome, e ele é um espírito perigoso, mas parece não querer fazer mal à garota - uma vez que ela o ajudou, ele resolve ajudá-la também. 

Chihiro e Sem-Face: uma aliança incomum
Estranhas alianças se formam, como a de Chihiro e o espírito Sem-Face (que causa um estrago enorme quando não tem sua mais nova amiga por perto), a irmã gêmea do mal da bruxa malvada (epa!) e o dragão Haku (epa!?), sapos e espíritos a favor da Chihiro ir para casa, são e salva com seus pais. Não quero contar muito sobre o que acontece porque acredito que é uma experiência única ser fisgado por uma história que trata tão belamente de perseverança, pureza de alma e coração, amizade, consciência ambiental, prudência, lealdade, criação consciente dos filhos, perigos do excesso, etiqueta e boas maneiras, não julgar pelas aparências, fazer o bem sem olhar a quem, confiança, esperança... É muita coisa para ser absorvida ao mesmo tempo! Uma história por vezes assustadora, mas também divertida - como quando o Bebê mimado e assustador é transformado em um pequeno rato e é transportado pra lá e pra cá por uma minúscula ave preta (que mais parece um mosquito), mas que se diverte tanto experimentando o mundo pela primeira vez que dá até dó quando tem que voltar pra casa. As paisagens são tão lindas que parecem pinturas, e apesar de temas tão profundos, o filme é de uma leveza indescritível. Haku e Chihiro são um casal (prefiro chamar dupla, pra mim são duas crianças amigas pra lá da eternidade) fofo: corajosos e imprudentes à sua maneira, se ajudam e se complicam, se completam. E a metáfora mais fofa é uma já no fim do filme, mas que não estraga a surpresa eu contar agora. Chihiro recebe de presente um elástico pra prender seus cabelos, confeccionado por seus amigos, e isso era um amuleto para protegê-la contra o mal. Não é lindo?

Bebê transformado em ratinho: vivendo o grande momento de sua vida
 Se você procura por uma boa diversão e que venha recheada de emoção e lições para a vida toda, pode assistir ao filme despreocupado. E só se você tiver um coração de pedra para não se emocionar com essa história. Mas não se preocupe, o que você tem não é grave: nada que um bolinho dado por um Espírito do Rio não dê jeito...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Curiosidades de A Viagem de Chihiro

Segundo o IMDB, A Viagem de Chihiro recebeu 36 prêmios, além de outras 19 indicações. confira as principais.

OSCAR
  • Melhor Filme de Animação
BAFTA
Indicado para Melhor Filme Estrangeiro

CÉSAR
Indicado para Melhor Filme Estrangeiro



FESTIVAL DE BERLIM
  • Urso de Ouro
SATURN AWARD
  • Best Animated Film
Indicado para Best Music e Best Writing
Annie Awards
  • Outstanding Achievement in an Animated Theatrical Feature
  • Outstanding Directing in an Animated Feature Production
  • Outstanding Music in an Animated Feature Production
  • Outstanding Writing in an Animated Feature Production
Awards of the Japanese Academy
  • Best Film
  • Best Song
Blue Ribbon Awards
  • Best Film
Boston Society of Film Critics Awards
  • Special Commendation - For artistic contribution to the field of animation
Golden Satellite Award 
  • Best Motion Picture, Animated or Mixed Media

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Curiosidades de A Viagem de Chihiro

Foi o 1º longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro. A premiação ganha no Festival de Berlim foi dividida com Domingo Sangrento (2001);

Foi exibido no Anima Mundi 2002 e no Festival do Rio 2002.

O título em japonês significa literalmente "O Arrebatamento de Sen e Chijiro". Em inglês o filme ganhou o nome de Spirited Away.

O produtor executivo John Lasseter da Pixar supervisionou adublagem do filme para o Inglês.

Este é o primeiro filme a ganhar EUA $ 200 milhões em bilheterias, antes de abrir em os EUA.

Apesar de Hayao Miyazaki ter considerado se aposentar após completar Princesa Mononoke, ele se inspirou para fazer o filme depois de um amigo sombrio de sua filha de 10 anos.

A música nos créditos finais ("Itsumo Nando Demo" / "Always With Me") se destinava para um filme de Hayao Miyazaki, que nunca foi feito. Miyazaki ouvia incansavelmente ao fazer este filme e decidiu incluí-lo nos créditos finais.

A purificação do espírito do rio é baseado em um incidente da vida real na vida de Hayao Miyazaki em que participou na limpeza de um rio, retirando, entre outras coisas, uma bicicleta.

Para fazer a voz da mãe de Chihiro falar enquanto come, a atriz Yasuko Sawaguchi realmente falou de diálogo (na versão japonesa, idioma original), enquanto comia um pedaço de Kentucky Fried Chicken. Atriz Lauren Holly fez a mesma coisa na versão em Inglês, com uma maçã.

O pai de Chihiro dirige um Audi A4 sedan da primeira geração. O nível de detalhe incluído pelo diretor inclui a marca "Quattro" da Audi sistema de tração nas quatro rodas quando o pai de Chihiro decide levar o carro na floresta. Junto com o ABS (sistema de freio anti-bloqueio) que empurra o pedal do freio traseiro quando os freios pai de Chihiro difícil ver a estátua.

Este foi o primeiro filme dirigido por Hayao Miyazaki onde uma personagem criança realmente foi dublada por uma criança.

Primeiro filme Studio Ghibli produzido em processo totalmente digital com tecnologia DLP. Primeiro filme Ghibli Studio, em som Dolby Digital EX 6.1 e DTS-ES 6.1 .

Na versão em Inglês, John Ratzenberger (Aogaeru) improvisou completamente a cantiga que ele canta quando ele está exaltando as virtudes dos ricos cliente No-Face. ("Bem-vindo ao homem rico, ele é difícil para você perder ..."), canção do roteiro original foi "Bem-vindo ao homem rico - ele é muito grande, você ver / so todos se curvam para baixo e começar de joelhos."

Último filme de Suzanne Pleshette (Yubaba).

O tema não olhar para trás é uma referência ao famoso mito grego de Orfeu e Eurídice.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Viagem de Chihiro

Primeiro longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro, e também levou um Oscar!

Sen to Chihiro no Kamikakushi
2001 - Japão
125 min, cor.
animação

Direção: Hayao Miyazaki

Roteiro: Hayao Miyazaki

Elenco: Rumi Hîragi, Miyu Irino, Mari Natsuki

Vencedor de 1 Oscar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Prêmios de Paprika

Central Ohio Film Critics Association
2nd place - COFCA Award - Best Animated Film

Chlotrudis Awards
  • Best Visual Design

Fantasporto
  • Critics Choice Award (Prêmio da Crítica) - Satoshi Kon

Montréal Festival of New Cinema
  • Public's Choice Award - Satoshi Kon

Newport Beach Film Festival
  • Feature Film Award - Animation - Satoshi Kon

Indicado para:
Online Film Critics Society Awards - Best Animation
Toronto Film Critics Association Awards - Best Animated Feature
Venice Film Festival - Leão Dourado

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Paprika

Ficção ciêntifica japonesa de animação invadia sonhos de pessoas muito antes de Christopher Nolan tornar isso "cult"!
Papurika
2006 - Japão
90 min, cor.
animação

Direção: Satoshi Kon

Roteiro: Seishi Minakami, Satoshi Kon

Elenco: Megumi Hayashibara, Akio Ōtsuka, Tōru Furuya, Tōru Emori, Katsunosuke Hori, Daisuke Sakaguchi

Baseado no livro homônimo de Yasutaka Tsutsui .

sábado, 4 de maio de 2013

Mais que amigos

Mary (Whitmore): sua curiosidade sobre o mundo a fez descobrir a amizade verdadeira
Não, não estou falando de um relacionamento amoroso. Estou falando de um nível de amizade maior do que a compreensão humana, mais profundo que qualquer outro que se tenha notícia. Mary e Max - Uma amizade diferente (Mary & Max, 2009) é um filme lindíssimo e tocante; uma animação fofa e uma história forte, que toca o coração - mesmo aquele mais duro e congelado. Uma menininha australiana e um senhor obeso de Nova York, duas pessoas completamente distintas e distante como somente o mapa mundi seria capaz de separar, se complementam quando se conhecem. 

Mary Dinkle (voz de Bethany Whitmore quando criança e de Toni Collete na fase adulta) é uma criança típica, curiosa e de imaginação fértil, mas encontra dificuldades em se socializar com outras crianças. Desengonçada e com todos os problemas que tem em casa (com uma mãe alcoólatra e cleptomaníaca e um pai ausente do dia a dia da menina), com uma mancha de nascença em sua testa que faz os meninos rirem dela, Mary é uma menina estranha, fora dos padrões. E isso faz com que ela não tenha nenhum amigo. Um dia, Mary foi com a mãe nos correios e, curiosa, perguntou-se porque tinham tantos nomes estranhos e endereços em um livro de lá. Resolveu anotar um deles, aleatoriamente, e resolveu que escreveria para lá. Foi assim que ela conseguiu o endereço de Max Horowitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um senhor judeu - que tornou-se ateu - obeso e que sofria de uma doença chamada Síndrome de Asperger (um tipo de autismo), em que ele tem crises fortes e paralisantes de ansiedade e dificuldade em reconhecer expressões faciais. O que fazia de Max uma pessoa estranha, fora dos padrões. E ele também não tinha nenhum amigo - exceto seu amigo imaginário, que, depois das sessões de terapia, passou a ficar no seu cantinho lendo um livro enquanto Max tentava viver.

Max (Seymour) lendo a primeira cartinha de muitas. A influência de Mary na vida de Max é traduzida nas cores
A pergunta que Mary faz a Max em sua cartinha é a típica pergunta embaraçosa que as crianças fazem e que deixam os pais de cabelo em pé: de onde vem os bebês? Para ser simpática, ela envia também uma barra de chocolate para Max (que ele adorou, tanto que estava disposto a passar para ela sua receita exclusiva de cachorro-quente de chocolate). A simples pergunta acabou por desencadear uma crise de ansiedade em Max, mas ele ficou também tentado a responder aquela cartinha. Afinal, ele tinha três objetivos na vida: completar a sua coleção de Noblets (miniaturas de bichinhos que fazem parte de um programa de televisão, o favorito de Max e de Mary também) ,um suprimento de chocolate para a eternidade, além de ter um amigo que não fosse imaginário. Se ele respondesse à cartinha de Mary, ele poderia conseguir ter um amigo. E foi o que ele fez. Retribuiu a generosa descrição da vida de Mary em sua cartinha (em que ela falava dos Noblets, da mãe, do pai, do vizinho veterano de guerra e agorafóbico, do seu galinho de estimação) com uma descrição da sua: os encontros do programa de redução de peso, do assédio da colega de programa, seus primeiros empregos, sua doença, sua vizinha ainda mais velhinha que ele, seus bichinhos de estimação. E, claro, ele responde à pergunta de Mary sobre onde vem os bebês - e a resposta não é nada convencional.

O que não assustou a pequena Mary. Aliás, ela ficou muito feliz de ter recebido a resposta da sua cartinha, significava que ela tinha mesmo um amigo. Ainda mais um amigo que gostava de Noblets e de chocolate também. Mary então resolveu escrever outra carta, contando mais do seu dia a dia e perguntando novas coisas, sua curiosidade sobre o mundo era imensa. Max acabou tendo outra crise de ansiedade, dessa vez mais severa, quando Mary o perguntou sobre o que o excitava e ele não soube o que responder. Max precisou ser internado e ficou muito tempo sem responder à Mary. Ela acreditava que ele já não iria mais responder, que tinha se cansado dela. Em um momento de raiva, queima as cartas que seu amigo mandou. Quando Max finalmente se recupera, resolve escrever novamente para Mary. E a menina finalmente acredita que tem um amigo de verdade, e então a troca de cartas entre eles passam a ser uma constante. Além das cartas, pequenos presentes são trocados entre eles - como o vidrinho de lágrimas que Mary mandou para Max depois que ele comentou que não conseguia chorar de verdade.

Max (Seymour): velho, obeso, ateu e autista.
Mary cresce, torna-se uma adolescente complexada (sua adorável manchinha de nascença na testa era funcionava como um ímã para deboche dos meninos) e sua paixão platônica pelo vizinho grego e gago Damian Popodopoulos (voz de Eric Bana) também é relatada para Max. Um dia, Mary resolve pegar suas economias e fazer um procedimento estético para retirar a mancha. Com o novo corte de cabelo e sem a manchinha, Mary ganhou confiança o suficiente para paquerar Damian. Eles se casam e Mary não esquece de seu melhor amigo Max, sempre contando para ele de sua vida e recebendo notícias dele. Mary cresceu, casou-se com Damian, e resolveu estudar sobre doenças mentais na faculdade. Foi brilhante em sua especialização em Síndrome de Asperger, a doença de seu amigo Max. Ao contar-lhe, feliz da vida, que o livro que ela escreveu em sua homenagem, contando seu caso e enviando uma cópia dele para seu amigo, Mary não poderia adivinhar a angústia que lhe causaria. Sentindo-se traído, com raiva e uma ansiedade sem precedentes, sem saber como explicar seus sentimentos, Max simplesmente não consegue responder a Mary. Não sabe o que fazer. Então, ele arranca a letra M de sua máquina de escrever, a que ele usava para escrever à Mary, e a envia para a Austrália. Ao receber aquilo como resposta, Mary entende que Max havia terminado a amizade entre eles. Então o caos se estabelece na vida de dela: sem o amigo, os pais já haviam falecido, o marido resolve assumir sua homossexualidade e ir morar com um pastor de ovelhas. Em nome da amizade e do amor que sentia por Max, Mary destruiu todos os livros antes de irem para as lojas. Mas sem seu amigo para conversar, o mundo perdeu o sentido para ela.

Enquanto isso, Max tentava reaver a vida que tinha antes de conhecer Mary. Continuava indo ao grupo de apoio para obesos mórbidos, à terapia, comprando novos peixes quando o que tinha morria, acompanhando o resultado da loteria. Até o dia em que, finalmente, os números em que sempre apostava foram sorteados. Hora de rever suas metas: com o dinheiro, ele pode comprar os chocolates que queria para toda a vida e completou sua coleção de Noblets. Faltava o terceiro item, aquele que era o primeiro da lista. Faltava o amigo, que não era imaginário. Ele teve essa amiga, mas ele havia terminado com ela. Pensando em reativar a amizade, ele envia para ela toda sua coleção de Noblets para Mary, junto com sua carta explicando o que havia se passado, querendo que ela o perdoasse - quando ele não conseguiu fazê-lo à época. Então a amizade salva a vida dos dois mais uma vez.

As diferentes fotografias ajudam a entender as semelhanças e diferenças dos mundos
Deprimida, Mary estava prestes a se matar quando a encomenda chegou. Uma feliz coincidência fez com que o vizinho agorafóbico o fez finalmente enfrentar seu medo e ir até a casa de Mary (era só atravessar a rua) para chamá-la e avisar que a encomenda estava em sua porta. Max salvou a vida de Mary, assim como ela havia salvado a dele quase 20 anos antes, no dia em que ela mandou uma cartinha para um desconhecido perguntando de onde vem os bebês. No dia em que ela iniciou aquela amizade, eles assumiram um compromisso de cuidar um do outro, involuntariamente. Mary sobreviveu ao caos de sua vida e pode dar vida a seu bebê graças ao pedido de desculpas de Max, e suas economias agora estavam focadas para um objetivo: sumir com a distância física entre eles. Eles conheciam os rostos um do outro graças às fotos e desenhos que tinham trocado, mas pessoalmente, nunca haviam se visto. Não tinham ouvido as vozes um do outro. Um dia, Mary chega à Nova York, com o endereço do amigo querido e um bebê à tiracolo, feliz da vida por finalmente conhecer seu amigo de tantos anos. Mas Max não estava mais lá. Havia partido desta vida com  um sorriso no rosto, contemplando as cartinhas que sua única amiga, aquela que não era presente fisicamente, mas também não era imaginária, a que lhe alegrou a vida por muitos anos e que o havia trazido de volta à vida. 

O filme todo é divertido e ao mesmo tempo trata de assuntos espinhosos, pesados, numa abordagem leve e tocante. É de uma sensibilidade absurda a forma como a inusitada amizade é mostrada na tela: dois opostos que são tão próximos e tão distantes, um paradoxo tão complexo e simples de ser resolvido - eles precisavam de um amigo, e se encontraram no mundo. Os destinos trágicos desenhados, os passados traumáticos, tão vivo, tão humano, tão real pintado em tons fortes na emoção e em preto e branco e tons pastéis na tela - uma solução interessante para aproximar e distinguir as estranhas vidas desses personagens já tão queridos. Os bonequinhos são uma fofura e a produção, direção de arte, criação de miniaturas, fotografia, roteiro - tudo é um primor de acabamento, dedicação, carinho. Um filme que me tocou o coração e me fez chorar, mas que não deixou meu coração triste. Entrou fácil pra minha lista de favoritos, e foi a mais bela surpresa do ano no blog até agora.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Prêmios de Mary & Max

Primeiro filme de animação a abrir o Festival de Cinema de Sundance, Mary & Max - Uma amizade diferente não fez feio em outros festivais e premiações.

Annecy International Animated Film Festival
  • Best Feature

Asia Pacific Screen Awards
  • Best Animated Feature Film

Australian Directors Guild
  • Best Film
  • Best Original Screenplay

Berlin International Film Festival
  • Crystal Bear - Special Mention. Generation 14plus - Best Feature Film

Buenos Aires International Festival of Independent Cinema
  • Nomeado para melhor filme

Chlotrudis Awards
  • Nomeado para Buried Treasure

Film Critics Circle of Australia Awards
  • Best Director

Ottawa International Animation Festival
  • Grand Prize

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mês "off-Disney": os concorrentes!

Sim, mais uma vez pedimos ajuda a você, caro leitor, para decidir qual será o último filme que iremos assistir neste mês de animações "not-disney". Mas, claro, que vamos facilitar sua difícil tarefa apresentando adequadamente os concorrentes!

Não deixe de votar, a enquete aparece em todas as páginas do blog (bem ali ao lado ó!)

Final Fantasy
(Final Fantasy: The Spirits Within - 2001)

Em pleno ano de 2065, o caos e destruição rondam a Terra. Um meteoro atingiu o planeta e lançou ao longo de toda a superfície terrestre milhões de aliens, que têm por objetivo extinguir toda a vida do planeta. Com isso, as cidades foram abandonadas, a população foi dizimada e os poucos seres humanos que restam precisam encontrar meios para sobreviver. Um deles é a Dra. Aki Ross, uma bela e determinada cientista que foi infectada de forma mortal pelos aliens e tem a chave para descobrir o ponto fraco de seu oponente. Agora, com a orientação de seu mentor científico, Dr. Sid, e a ajuda do esquadrão militar Deep Eyes, comandado pelo capitão Gray Edwards, a Dra. Ross busca salvar não apenas o planeta Terra mas também a si mesma.




O Gigante de Ferro
(The Iron Giant - 1999)

Em plenos anos 50, vive no Maine o jovem Hogarth. Quando ele repentinamente encontra um gigantesco robô de origem desconhecida, logo um forte laço de amizade se forma entre os dois. Porém, assim que a existência do robô revelada, um agente do governo logo parte em seu encalço, no intuito de destruí-lo.



Coraline e o Mundo Secreto
(Coraline - 2009)

Entediada em sua nova casa, Caroline Jones  um dia encontra uma porta secreta. Através dela tem acesso a uma outra versão de sua própria vida, a qual aparentemente é bem parecida com a que leva. A diferença é que neste outro lado tudo parece ser melhor, inclusive as pessoas com quem convive. Caroline se empolga com a descoberta, mas logo descobre que há algo de errado quando seus pais alternativos tentam aprisioná-la neste novo mundo.