3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Diários de Motocicleta

Era uma vez dois amigos, jovens estudantes de medicina, que resolvem fazer uma viagem de moto pela América Latina. Uma jornada de autodescoberta e o ponto inicial da trajetória de um dos mais conhecidos líderes revolucionários das Américas.

Diários de motocicleta 
 2003 - Eua/Argentina/Brasil/Peru/Chile
126min - Cor
Drama, Biografia, Road Movie

Direção: Walter Salles

Roteiro: José Rivera.

Música: Gustavo Santaolalla

Elenco: Gael García Bernal, Rodrigo de la Serna, Mia Maestro, Mercedes Morán, Jean Pierre Noher, Facundo Espinosa.

Baseado no livro "Diários de motocicleta", de Che Guevara. Vencedor de 1 Oscar.

Mês Pé na estrada


Quem nunca teve vontade de jogar tudo pro alto, pegar uma meia dúzia de pertences e sair por aí, só pra ver onde aquela estrada termina? Os chamados road movies são história de gente assim, que um dia meteram o pé na estrada e ganharam histórias incríveis para contar. Então, quer pegar carona com a gente?

Super clipe + Baixo-Astral

Quem tem medo do Baixo-Astral?
 Super Xuxa contra o Baixo-Astral (1988) é daqueles filmes que a gente gosta porque tem uma nostalgia envolvida. No meu caso, lembro muito bem do filme por ter sido minha primeira experiência com a telona. Lembro de ter ficado impressionada com o tamanho da tela, do pavor que tive quando o Baixo-Astral (Guilherme Karan, eternamente o Baixo-Astral) apareceu e do medo que senti quando vi a Xuxa cair da árvore do conhecimento. E, lógico, que pessoa que foi criança na década de 1980 não sabe cantar a música tema do filme? Mas, como aqui a gente não tá falando de nostalgia, vamos ao que interessa: analisar um pouco melhor o filme.

Rever o filme hoje traz à nossa mente o quanto a idade e a experiência de vida influenciam numa experiência cinematográfica. Os recursos visuais toscos (que considero um charme) são incrivelmente subaproveitados e o roteiro é bem fraquinho. Baixo-Astral quer dominar o mundo, mas existe uma moça chamada Xuxa que espalha positividade por aí e está atrapalhando seus planos. Irritado, ele sequestra seu cãozinho e o leva para a escuridão de seu antro, para viver no meio da sujeira com seus ajudantes do mal. Xuxa, obviamente, não abandonaria seu amigo. Daí começa a jornada para resgatar o cachorro, e ela começa meio Poltergeist, com Xuxa entrando pela tv depois de bater um papo com a poltrona conselheira (?!). Se começou assim, a jornada só podia ficar ainda mais esquisita...

Xuxa e a burocracia: cadê o certificado
de sadomasoquismo, meu bem?
Xuxa encontra um labirinto e recebe a ajuda de uma minhoca, digamos, de aspecto curioso; atravessa um deserto que acaba num lago, onde ela recebe ajuda de um boto; depois encontra um pássaro e um macaco com roupa de gari que a confundem mais do que ajudam, até que a tartaruga a explica que ela precisa de conhecimento - sendo que ela está aos pés da árvore que dá livros; nela, Xuxa encontra pássaros esquisitos que tentam derrubá-la da árvore e quando ela cai, ela vai parar no Alto-Astral, onde tudo é lindo. De lá ela recebe um pedaço do cristal, amuleto poderoso contra as forças do Mal. Do nada ela aparece no Baixo-Astral, e tem que se virar com a burocracia: "passaporte falso, assine três vias e depois jogue fora, blablablá". Mas juro que fiquei passada quando pediram a ela até um certificado de sadomasoquismo. Como assim, minha gente?! (p.s.: já tinha achado esquisitíssima aquela minhoca que acompanha ela, depois dessa piadinha...)

Ela consegue se livrar de Morcegão (Roberto Guimarães), mas é enganada pelo Baixo-Astral disfarçado de motoqueiro, que a faz crer que seu cãozinho já está morto (interessante eles não utilizarem a palavra morte, mas sim desintegração para dizer o mesmo, já que todo o ambiente em si era bem assustador para as criancinhas). Mesmo usando do cristal para se defender, e perdoando aqueles que lhe fizeram mal - conquistando aliados para o bem, Baixo-Astral estava ganhando a disputa com o seu canhão de violência. Xuxa e seus amigos são salvos por Rafa (Jonas Torres, sumido desde a década de 1990), um personagem que não disse a que veio, e ficou completamente perdido na trama. No fim, todos cantam e são felizes.

Alto-Astral, tudo é lindo!
Nem preciso comentar aqui sobre as habilidades artísticas da Rainha dos Baixinhos, né? Os fãs que me perdoem, mas ela não sabe cantar (até hoje) e muito menos atuar. Lá na época do lançamento, eu nem reparava nisso: adorava a Xuxa e o programa dela, não perdia um. Mas hoje eu imagino o sofrimento causado à minha pobre mãezinha, que teve que aturar anos dessas músicas chicletes de Sullivan & Massadas cantadas pela apresentadora - e por mim junto, lógico - além de ter nos levado ao cinema pra ver esse super clipe, feito na medida para vender o LP do filme. A conexão dos pedaços de história com as músicas é sofrível, convenhamos. E o que falar dos merchans?! Até os lango-langos acharam espaço no deserto pra serem vendidos, minha gente! Mas uma verdade é incontestável: não há quem não se lembre do Baixo-Astral de Karan. Nojento, perverso, louco, assustador. Ganha fácil o título de pior vilão infantil brasuca - e ainda hoje é a melhor coisa do filme. Depois de revisto, fica o gostinho de nostalgia. É bacana ver como a gente era inocente naquela época e ver que, mesmo com tanta coisa "ruim", ainda havia preocupação em passar valores e lições de vida para as crianças (a gente precisa de conhecimento para crescer, não confie em estranhos, a amizade e o amor vencem o medo e o baixo-astral) e que, no fundo, a gente aprendeu com ele. Passar o resto do dia cantarolando Arco-íris é fichinha: a gente canta a música há quase 30 anos, sem errar a letra...

sábado, 29 de março de 2014

Antes era infantil, agora é um divertido Trash 80's!

Então a garotada saboreia um delicioso biscoito Triunfo, antes de montar em suas Calois e pedalar até o posto Shell mais próximo, e pintar seu muto com a mais brilhante tinta Suvinil, enquanto cantam, dançam e saboreiam aquela coca-cola geladinha. Dessa vez, não deu para ignorar toda a publicidade que eu não percebia quando assistia ao 7, 8 anos. E olha que nem mencionei, o Bob's, a Colgate, os Lango-Langos e a própria Xuxa, que era boneca, personagem de quadrinhos, roupas, sapatos, entre outras coisas!


Passada esta estranha nova impressão (de que estava sendo manipulada descaradamente), vamos à trama. Xuxa é uma apresentadora de TV "super do bem" que até tem tempo para sair por aí pintando muros, porque segundo a campanha "Vamos deixar a cidade mais colorida", é só isso que é preciso para tudo melhorar. Infelizmente toda essa felicidade irrita nosso vilão, o residente dos esgotos, Baixo Astral (Guilherme Karan, roubando o filme). Para acabar com a festa, ele decide sequestrar cãozinho Xuxo, e consequentemente acabar com o alto astral de sua dona. É claro, que a moça sai ao resgate de seu mascote, em uma aventura cheia de desafios mágicos. Enquanto isso, o vilão multitarefas, decide ainda recrutar e treinar um novo capanga cujo o potencial é descoberto por causa de uma briguinha de criança.

Também não é mais imperceptível a semelhança com Labirinto e outros longas de fantasia da época (descubra mais sobre o plágio isso aqui). Entretanto o que realmente saltou aos olhos nesta sessão duas décadas mais tarde é que esses 20 anos a mais de experiência fazer diferença, até demais. Difícil crer que com olhos infantis não reparávamos que muita coisa não faz sentido. Dá até para fazer uma listinha:
  1. Se o sofá da Xuxa podia falar como Sandra de Sá, porque não deu um alerta quando os bandidos entraram na sala. 
  2. Se Baixo Astral vive nos esgotos, porque para alcançá-lo Xuxa precisa entrar na TV, cruzar um muro, um deserto e escalar uma árvore para chegar no topo de uma montanha, que parece mais uma nuvem? 
  3. Porque existe um macaco vestido de gari da Comlurbe? (varredores de rua da empresa carioca, para quem não conhece o palavreado da área). Aliais qual a função dele, do periquito e dos pássaros que vivem na árvore do conhecimento? Ou das pulgas de Xuxo, quem fim elas tiveram.
  4. Qual é a das crianças zumbis? E que métodos estranhos Baixo Astral usa para o recrutamento de seus capangas?
  5. E o que afinal o cristal fez com o Baixo Astral?
Ainda assim existem boas sacadas. Xixa apesar de copiada (e cheia de piadas acidentais de duplo sendtido) é divertida, e até bem manipulada em comparação com outros personagens. Já Karan rouba a cena, ao simplesmente se divertir com aquele mundo nonsense, no melhor estilo malvadeza por diversão. Entratanto, impagável mesmo, é a sequencia em que Xuxa fica presa na teia da burocracia. É absurdamente realista mesmo mais de 2 décadas depois! Infelizmente, sua solução que a heroína encontrou, se aplicada na prática, além de não funcionar, provavelmente só provocaria mais burocracia. 

E por falar em atualidade! Fiquei surpresa ao ouvir de Xuxo a seguinte frase: "Baderna não faz revolução!". Globo que tal, reprisar esse trecho repetidamente para nossos revolucionários sem causa? Por outro lado ver a veterana Henriqueta Brieba proferir a pérola - "Não deixe o cágado ficar cagado!" - não foi das mais prazerosas. Mas faz parte das particularidades dos filme da era pré-politicamente correto.

Antes de super-protegermos as crianças, não era nada demais uma veterana falar a palavra "cagado" em um longa infantil. Pernas de fora não significavam nada além disso. Ou ainda um capanga cortar o próprio dedo e jogar na frigideira não levaria a pirralhada para a terapia.

O roteiro não faz muito sentido, copia descaradamente faz referências não autorizadas a várias outras produções. Entretanto Super Xuxa Contra Baixo Astral, usa e abusa do carisma de Xuxa e Karan, além da suspensão de descrença de seu público alvo. A petizada abaixo dos 10 anos, tinha sua Rainha, muita música seres esquisitos e muitas piadas, como notar as inconsistências diante de tudo isso?

Não sei se funcionaria com a criançada de hoje em dia, que mal lembra da Xuxa naqueles DVDs "Só para baixinhos". Mas se você era baixinho, e agora como altinho que desfrutar de um pouco de nostalgia e até algumas gargalhadas sinceras (por motivos completamente diferente de quando assistia na infância), reúna uma galera. Garanto vão se divertir!
Follow my blog with Bloglovin

sexta-feira, 28 de março de 2014

Super Xuxa contra Labirinto???

Se você é um cinéfilo aplicado e percebeu uma ligeira semelhança entre os filmes desta semana e da semana passada, fique sabendo, você não foi o único! Há quem diga que é mera coincidência, mas muita gente defende: Super Xuxa Contra Baixo Astral é plágio de Labirinto - A Magia do Tempo. Mas, você não precisa concordar com nenhuma das duas correntes, ao menos antes de avaliarmos as evidências.

Em Labirinto:
Sarah tem seu irmão sequestrado pelo Rei dos Duendes e precisa resgatá-lo. No caminho enfrenta desafios e faz amigos, todos eles criaturas criadas por Jim Henson.
Em Super Xuxa:
Xuxa tem seu cão sequestrado pelo Baixo Astral e precisa resgatá-lo. No caminho enfrenta desafios e faz amigos, na maioria fantoches e criaturas fantasiadas.

Em Labirinto:
Um dos primeiros desafios de Sarah é um enorme muro aparentemente sem fim, que se revela apenas uma ilusão de ótica. Desafio que ela resolve com a ajuda de um verme.
Em Super Xuxa:
Um dos primeiros desafios de Xuxa é um enorme muro aparentemente sem fim que se revela apenas uma ilusão de ótica. Desafio que ela resolve com ajuda de uma lagarta cigana.

Em Labirinto:
A aventura é intercalada por músicas escritas e interpretadas por David Bowie, astro da produção, especialmente para o filme.
Em Super Xuxa:
A aventura é intercalada por músicas escritas especialmente para produção e interpretadas por sua estrela Xuxa e convidados.

Em Labirinto:
O Rei dos Duendes quer que Sarah se una a ele em seus domínios, para isso até promove um baile que mais parece uma alucinação e dança com a moça.
Em Super Xuxa:
Baixo Astral quer que Xuxa se una a ele no lado baixo astral da força, e para isso a faz entrar em um "transe de tristeza" (?!), que inclui uma mudança para um visual macabro, e dança um tango com ela.

Ok! Esta passagem é um pouco diferente, mas acabou me lembrando de outro longa, então...

Em A Lenda:
Escuridão quer se enamorar da princesa Lily, e faz amoça dançar, literalmente, com o lado escuro da força até, transforma-la que inclui uma mudança para um visual macabro. Uma das cenas mais legais do longa de 1985.

E já que ultrapassamos as fronteiras de Labirinto, que tal dar uma esticada até as terras de Fantasia para conferir a semelhança entre dois personagens?

Em A História Sem Fim
Atreyu busca o conhecimento de Morla o ancião, que na verdade é uma tartaruga gigante. Para ficar à altura de Morla o rapaz sobe em uma árvore.
Em Super Xuxa:
Xuxa busca conhecimento de Vovó Cascadura, que na verdade é um cágado gigante. É claro, Xuxa também sobe em uma  árvore enquanto conversa com  Cascadura, ao menos ela tem um objetivo a mais, pegar livos.

Ainda nas fronteiras de fantasia, há quem enxergue semelhanças entre as sequencias de vôos do Falcor e a carona que o Golfinho dá a Rainha dos Baixinhos. Provavelmente, porque a água em que o mamífero nada, é na verdade vento!

Rola ainda uma cena estilo Poltergeist, com Xuxa, e seu visual que naturalmente lembra a pequena Carol Anne do clássico de terror, também sendo sugada pela TV. E por falar em TV, quem mais reparou que o âncora da TV Fim, fala do mesmo jeito esquisito que os garçons televisivos do Café anos 80, de De Volta para o Futuro Parte 2?

E já que chegamos tão longe, seria bobeira não mencionar o figurino da Rainha. Copiado do clipe 3D Capitain EO, o figurino da moça é muito parecido ao de Michael Jackson, jaqueta branca exageradamente adornada, sobre uma camiseta com estampa de arco-íris.

Então? Acha que rolou plágio ou apenas referências? Dê sua opinião! Lembrou de alguma outra semelhança dos filme da Rainha com outras produções? Compartilhe com a gente! 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Trilha sonora de "Super Xuxa Contra Baixo Astral"

Onze músicas compunham a trilha sonora de Super Xuxa Contra Baixo Astral, que foi lançada em LP e K7 alguns meses depois do lançamento do filme. Todas as músicas foram compostas por Michael Sullivan, Paulo Massadas e Anna Penido. Mas em Sonho e Eu quero saber, eles contaram com Paulo Guerra.

1. "Arco-Íris" - Xuxa Meneghel
2. "Flexionar" - Katita
3. "Ei Machão" - Vanessa
4. "Túnel do Terror" - Solange, Paulo Massadas
5. "Sonho" - Sandra de Sá
6. "Voar Voar" - Trem da Alegria
7. "Alto Astral" - Xuxa Meneghel
8. "Burocracia" - Tatiana
9. "Eu Quero Saber" - Xuxa Meneghel, Central Africana
10. "Somos Um Só" - Patrícia, Luciano
11. "Voar Voar (Instrumental)" - Mara Jazz




quarta-feira, 26 de março de 2014

Making of - Super Xuxa Contra Baixo Astral


Making of foi produzido para o lançamento do DVD do longa em 2001. Atualmente está disponível em duas partes no YouTube. Traz entrevistas com elenco e equipe, inclusive com Xuxa, mais de 10 anos depois da produção do filme.




terça-feira, 25 de março de 2014

Curiosidades de "Super Xuxa Contra Baixo Astral"

O filme da Xuxa levou 2.816.000 espectadores aos cinemas de todo Brasil.

Mais modesta em portugal o filme tem o título de Xuxa Contra Baixo Astral.

Foi dublado em espanhol com o título Super Xuxa contra Bajo Astral. Mas a única música que foi dublada em espanhol foi Arco-Íris, as outras músicas permaneciam em português. Xuxa, não dubla a si mesma.

No exterior (o que inclui o IMDB) e na cultura popular da Internet, o filme é erroneamente mais conhecido como Super Xuxa versus Satan.

O filme chegou a ser lançado (de forma não-autorizada) nos Estados Unidos sob o nome "Super Xuxa Vs. Satan". E nada mais é do que o filme legendado em inglês e (aparentemente) sem nenhum extra. Segundo alguns sites esse é um filme de "terror" pra crianças.


Jordanna Brewster atriz de Velozes e Furiosos, afirma ter uma participação não creditada neste longa. Com mãe brasileira Jordanna viveu no Brasil dos 6 aos 10 anos.

O filme foi produzido em 5 semanas

Antes, a capa do LP ia ser diferente, no primeiro esboço: Xuxa iria aparecer segurando o cristal e fazendo o

sinal de X em um fundo preto, enquanto o logo do filme aparece em branco. Essa capa chegou a ser editada, mas ela não foi aprovada pela produção.

Todos os artistas (exceto Xuxa) foram gentilmente cedidos pela BMG.Não se sabe o motivo, mas Vanessa, ex-integrante do Trem da Alegria, foi chamada urgentemente para gravar a música Ei, Machão no lugar de Katita (dubladora da Xixa e voz de Flexionar)

O figurino de Xuxa foi copiado do clipe 3D Capitain EO, o figurino da moça é muito parecido ao de Michael Jackson.

Os Bonecos foram manipulados por Marilda Kobackuk (Flores, Botos e Peixes) e por Cem Modos (Xixa e Xuxo).

Os bonecos Lango-Lango, vendidos no Brasil nos anos 80, aparecem no filme como personagens.

As músicas Eu Quero Saber, Voar Voar e Ei Machão tem edições diferentes do filme. Eu Quero Saber é cantada por Xuxa e Central Africana, mas a edição do filme cortou a voz da banda, e apenas Xuxa canta. Já Voar Voar teve sua música em ritmo acelerado até a voz dos integrantes da canção ficarem totalmente finas e distorcidas. E a música Ei, machão é cantada por Xixa, e não por Vanessa, do Trem da Alegria.

SPOILERS (qual é?! O filme é de 1988!)
No final do filme, Xuxa derrota Baixo Astral com a ajuda do cristal, lançando um raio de arco-íris sobre ele. Porém, depois disso, não se sabe o que aconteceu com o personagem. Mas, na contracapa do LP com a trilha sonora, o público pode ver que o personagem aparece fatiado com suas partes do corpo (como as suas unhas afiadas) espalhadas e com a sua cabeça no centro, dando a pensar que o personagem foi destruído. Entretanto, o vilão reapareceu no especial Xuxa Park - O Direito de Ser Feliz em 1996. Afinal, no final dos créditos, o personagem gritou: Eu Voltarei!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Super Xuxa Contra Baixo Astral

Para suprir nossa cota de produções nacionais!.... Brincadeira, a gente não tem cota não, rs!
Super Xuxa Contra Baixo Astral
1988 - Brasil
82 min, cor
Fantasia, Musical

Direção:Anna Penido e David Sonneschein

Roteiro: Anna Penido e Antônio Calmon

Elenco: Xuxa Meneghel, Guilherme Karan, Jonas Torres, Paolo Paceli, Roberto Guimarães
Henriqueta Brieba, Luis Carlos Tourinho



domingo, 23 de março de 2014

Quando seu filme de infância continua bom!

A primeira lembrança que tenho de Labirinto - A Magia do Tempo, é de estar apavorada durante a cena em que os duendes invadem o quarto de Tobby, enquanto minha mãe tentava me distrair para não abandonar o filme durante a cena assustadora. - Olha são bichinhos! - Ela dizia. É claro, eu tinha uns cinco anos na época. E superado este trecho, o longa de 1986, acabou se tornando um vício. Ou, em palavras mais poéticas, o filme da minha infância. Logo, sou suspeita para resenha-lo, mesmo assim tentarei da forma mais imparcial possível.

A sonhadora Sarah (Jennifer Connely) está chateada, por passar mais um fim de semana cuidando de seu irmãozinho caçula. Irritada com a choradeira do bebê, ela deseja que o Rei dos Duendes (David Bowie) o leve embora. É claro, ele leva! Imediatamente arrependida ela implora pelo irmão, e recebe uma única chance. Deve atravessar o Labirinto e chegar ao castelo além da cidade dos Duendes, para resgata-lo em 13 horas, se não....

Aventura episódica, lembra as fases e desafios de um vídeo-game, a cada nova dificuldade Sarah acumula aprendizado e aliados, enquanto conhece as mais estranhas criaturas que se pode imaginar. Um filme que pretende divertir todas as idades, apresenta diálogos que não subestimam o expectador. O mesmo vale para os desafios (ainda não entendi, como Sarah resolveu o dos sentinelas que mentem), embora alguns ainda resguardem um divertido tema inocente, como o Poço do Fedor eterno e sua aparência flatulenta.

Entre as criaturas fantásticas que a acompanham, o monstro amável Ludo. Sir. Didimus, um nobre e medroso cachorro (ou seria raposa?), que tem um cachorro como montaria. E o ambíguo Hoggle (corpo de Shari Weiser, cabeça e voz controladas por outros 5 artistas), em dúvida entre a amizade e salvar seu couro. A protagonista encontra ainda, selvagens que arrancam partes do corpo, sábios e até mãos e pedras falantes. Destaque para a Senhora do Lixo, que apenas agora percebi ser uma metáfora para a bagagem inútil que acumulamos durante a vida.

É aí, que está o grande trunfo do longa. As metáforas, e detalhes que para os pequenos passam despercebidos, mas dizem muito para os mais crescidinhos. O tema principal é a passagem para a idade adulta e aceitar as responsabilidades que vem com a idade. Mas também são postos em discussão, a lealdade, amizade, o desapego, o seu lugar no mundo e claro o tradicional "cuidado com o que deseja". Afinal, tudo que o vilão Jareth faz, pretende atender as expectativas de sua voluntariosa rival. 

E por falar no vilão como não se divertir com um astro do rock, cantando, dançando e sendo charmosamente malvado de calça coladinha. Divertido, Bowie já não era um novato nas telas e continua a flertar com elas (Fome de Viver - 1983, A última tentação de Cristo - 1988) entrega o que o papel pede. Já Jennifer se sai bem com sua primeira protagonista aos 14 anos, ela carrega o filme. Mas o trabalho impressionante mesmo é da equipe de titereiros de Jim Henson.

Titereiros são as pessoas que manipulam os fantoches, e a equipe de Henson já era responsável pelos sucessos de os Muppets e Vila Sésamo, quando decidiu embarcar nesta produção de escala gigantesca. É impressionante a variedade de bonecos de diferentes tamanhos e estilos, assim como sua veracidade. É difícil lembrar que não são vivos de verdade. Claro, alguns efeitos parecem datados, mas nenhum personagem hiper-realista em CGI dos dias de hoje, carrega o carisma e charme dos bonecos. (Alô, Yoda boneco versus Yoda digital!).

Uma produção de grande escala, bom elenco, boas músicas, idéias criativas (palmas para o passeio nas escadarias de Escher) e um design de produção incrivelmente detalhado, seja nos cenários ou no "zilhão" de criaturas. Faz ainda referência a diversas obras, e conceitos de fantasia e lendas de diversas épocas. Um trabalho enorme que curiosamente, não foi recompensado nas bilheterias. 

Se aos 5 anos eu apenas me divertia, me sentindo adulta por sobreviver a cena assustadora do início, por não estar vendo uma animação, que ainda tinha incompreensíveis músicas em inglês. Agora admiro Labirinto - A Magia do Tempo por todos estes outros motivos, que apontei nos parágrafos anteriores. E ainda conseguir me divertir com um bom filme de quase 3 décadas de idade, é apenas um adorável bônus. 

sábado, 22 de março de 2014

Enfim, a mágica que eu esperava



Sarah (Connely) e o Rei Goblin (Bowie): quer coisa mais contos de fadas que isso?
Labirinto - a magia do tempo (Labyrinth, 1986) é um filme da infância de muita gente, mas digo que não tenho a menor lembrança de ter ouvido falar dele quando criança. Que me perdoem os saudosistas, mas esta é a realidade. E o que tenho a dizer é: adorei o filme. Mesmo achando graça dos hoje toscos efeitos especiais (um chroma key tão fajuto que até o finado "Piores clipes" tinha um melhor), a história foi a mais legal até agora.

Sarah (Jennifer Connely, linda até hoje) é uma adolescente que curte uma fantasia. Hoje em dia, ela seria super hype, mas naquela época isso era coisa de CDF e Sarah não parecia ter muitos amigos. Então, ela se isolava em seu mundo fantástico, usando seus vestidos de época e recitando trechos de seu livro favorito, Labirinto, além de curtir bastante seu quarto cheio de bichinhos de pelúcia e outras coisas que a fazem viver um sonho. A realidade, aliás, é bem chatinha. Obrigada a ficar de babá de Toby (Toby Williams) quando o pai e a madrasta querem sair, a garota sente a vida passar por seus dedos enquanto tenta fazer o irmãozinho parar de chorar. Ela queria que a vida fosse diferente, que pudesse fazer parte das histórias que tanto gostava de ler.

O Rei dos Goblins e o pequeno príncipe?
Então, naquele dia, ela teve seu desenho atendido. Pedindo que seu irmãozinho fosse levado pelos goblins, ela se vê aterrorizada por perceber que ele realmente se fora. Imediatamente arrependida de seu pedido, sabendo que se deixasse o pequeno Toby ele seria transformado em um goblin para sempre pelo malvado Rei dos Goblins (David Bowie, rockstar até no reino da fantasia). Então o Rei dá a ela um prazo: em 13 horas ela deveria cruzar o labirinto e chegar na cidade e alcançar o castelo, ou então perderia o irmão para sempre. Decidida a desfazer a lambança que tinha feito, Sarah começa sua jornada.

Encontra-se com seres fantásticos, que a ajudam e atrapalham, ensinando lições bem bacanas: perder a cabeça de vez em quando pode ser divertido - mas tem que ter cuidado para não exagerar; ouvir conselhos é importante e pode nos ajudar a encontrar a saída, mas depender deles para qualquer decisão pode nos atrasar; nem sempre as amizades estão nos lugares em que a gente acha que estarão; se a gente acumula pequenas lembranças de coisas que não servem mais, podemos acabar soterrados por esse entulho. Sério, sinto falta de ver esse tipo de lição de moral em filmes para crianças hoje em dia. Raiva eterna de filmes de hoje em dia, feitos para os chamados pré-adolescentes. São tão fracos, sem imaginação e vazios de conteúdo que dá até pena. Mas, voltando ao Labirinto. Sarah enfrenta vários desafios, sempre dificultados pelo Rei dos Goblins - que a gente só descobre que se chama Jareth muito depois. No fim das contas, ela consegue derrotar o Rei e salvar o irmãozinho. Depois, decide desapegar das coisas que ainda a mantinham no mundo dos sonhos, porque ela sente que cresceu, amadureceu pela experiência. Mas, no fundo, ela sente falta dos amigos que fez. Mas ele estariam sempre com ela, sempre que ela precisasse.

Com a ajuda desses tão amigos tão diferentes, Sarah aprende o valor da verdadeira amizade
Esta acho que foi a mais bonita de todas as lições: a vida é um labirinto feito de escolhas, e dele não conseguimos sair sozinhos. Precisamos de coragem e amigos, além de um punhado de sorte. E, no fim das contas, por mais que a gente precise crescer e deixar as coisas de criança pra trás, a gente não precisa abandonar por completo os amigos que fizemos nas nossas histórias fantásticas. Afinal, quem nunca sonhou em fazer uma baita festa no quarto com os personagens que ama até altas horas?

Galeria de imagens de "Labirinto - A magia do tempo"

Imagens promocionais e de bastidores de Labirinto. O Ministério da Cinefilia informa: algumas das imagens a seguir podem estragar sua infância! Prossiga por sua conta e risco.

Imagens promocionais
Jim Henson e seus personagens.
George Lucas, David Bowie e Jim Henson
Henson e Lucas






Galeria Jennifer tirando onda!!!
Jennifer Connely
Jennifer tirando onda na divulgação do filme no Japão.
Jennifer tirando onda com Lady Di, na premiere britânica do filme! 
Jennifer tirando onda ao lado de Kermit Caco o sapo.
Tirando onda com Ludo como guarda-costas!


Bastidores




Bowie e seu dublê de bolas mãos!
Não é todo mundo que tem Bowie como babá!

Olha, como eu adoro Goblins!!!

Bastidores - parte 2: 
também conhecido como arruinando sua infância


Eram preciso 5 pessoas para dar vida a Hoggle, 4 apenas para a cabeça animatrônica.




Como cada um entende o que está fazendo???
Até a próxima!!!!