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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Prêmios de "X-Men: O Filme"


Para um gênero que não costuma ganhar prêmios, até que a produção de 200 não fez feio. Segundo o IMDB, foram 11 prêmios e 33 indicações. Confira alguns:

Academy of Science Fiction, Fantasy &Horror Films
  • Best Science Fiction Film
  • Best Actor - Hugh Jackman
  • Best Supporting Actress - Rebecca Romijn
  • Best Director
  • Best Writing
  • Best Costumes
Indicado para Best Supporting Actor - Patrick Stewart, Best Performance by a Younger Actor - Anna Paquin, Best Make-Up, Best Special Effects

Blockbuster Entertainment Awards
  • Favorite Supporting Actress - Science Fiction - Rebecca Romijn
  • Favorite Supporting Actor - Science Fiction - James Marsden
Indicado Favorite Actress - Science Fiction - Anna Paquin, Favorite Actor - Science Fiction - Patrick Stewart, Favorite Villain (Internet Only)Ian McKellen, Favorite Supporting Actress - Science Fiction - Famke Janssen, - Favorite Male - Newcomer - Hugh Jackman

Costume Designers Guild Awards
Nomeado Excellence in Contemporary Film

Empire Awards
  • Best Director

Hugo Awards
Indicado Best Dramatic Presentation

Kids' Choice Awards
Indicada Favorite Movie Actress - Halle Berry

MTV Movie Awards
Indicado Best Movie, Best On-Screen Team - Halle Berry - Hugh Jackman - James Marsden - Anna Paquin, Breakthrough Male Performance - Hugh Jackman

Motion Picture Sound Editors
Nomeado Best Sound Editing - Sound Effects & Foley, Domestic Feature Film

terça-feira, 29 de abril de 2014

Curiosidades de "X-Men: O Filme"

Este é o único longa dos X-Men que possui um roteiro original, todos os seguintes são baseados em tramas das HQs.
O diretor Brian Singer e o capacete de Magneto
A data de estréia do filme foi antecipada pelos executivos da Fox em quase 6 meses, o que fez com que o filme apenas fosse concluído poucas semanas antes da estréia oficial nos cinemas americanos. Além disso, as 500 cenas que utilizaram efeitos especiais foram encomendadas entre várias empresas, para que tudo ficasse pronto a tempo do lançamento.

X-Men - O Filme arrecadou US$ 55 milhões apenas em seu fim de semana de estréia nos Estados Unidos. No Brasil, o filme levou aos cinemas mais de 550 mil pessoas em seu primeiro fim de semana, tornando-se a 2ª melhor estréia da Fox no Brasil e a 3ª melhor estréia na história do cinema no Brasil.

A primeira cena rodada para o filme foi a cena da Cúpula Mundial sobre a Liberty Island, onde os representantes de cada país são recebidos. Dois dos convidados (identificadas por Bryan Singer como rei e rainha da Polônia) são vividos pelo pai e madrasta de Bryan Singer.

As últimas cenas a serem filmadas foram as onde o senador Kelly (Bruce Davison) emerge da água (em Santa Monica, Califórnia). Elas foram filmadas no início de maio, eo filme foi lançado nos últimos dias de julho.

É o primeiro filme com personagens Marvel, onde Stan Lee faz participação especial.
Hoje em dia eu já grito no meio da sala de cinema mesmo:"STAN LEE!!!!"

Patrick Stewart foi o primeiro ator a ser escalado como um mutante, e na verdade tinha sido um favorito dos fãs para o papel de Professor X desde os anos 1990.

Ian McKellen estava relutante em aceitar o papel de Magneto, mas foi convencido quando viu o traje de Magneto.

Pouco depois de aceitar o papel de Magneto, Ian McKellen recebeu a oferta para o papel de Gandalf em O Senhor dos Anéis, que inicialmente teve que declinar. Ele falou com Bryan Singer sobre o seu interesse em fazer a saga do anel e diretor concordou em reorganizar cronograma de filmagem de X-Men para que McKellen terminasse suas cenas até o final de 1999, libertando-o para viajar para a Nova Zelândia, em janeiro de 2000, onde O Senhor dos Anéis estava em produção desde outubro de 1999.

A primeira escolha de Bryan Singer jogar Wolverine foi Russell Crowe, mas ele recusou quando lhe foi negado um cachê mais alto. Dougray Scott (Para Sempre Cinderela) foi contratado, mas ele teve que abandonar o projeto ao quebrar o braço durante as filmagens Missão Impossível 2 (2000). Finalmente um ator relativamente desconhecido, Hugh Jackman, foi escalado como Wolverine.

Físico de Hugh Jackman parece um pouco diferente em diferentes cenas, porque ele foi escalado 1 mês e meio após a fotografia principal começar e continuou trabalhando extensivamente  em seu físico durante as filmagens.

Este é o único filme onde Tempestade tem seu sotaque Africano das histórias em quadrinhos.

A cena na estação de trem, onde um jovem garoto sorri para Cyclops e ele sorri de volta não foi planejada. O menino era um grande fã dos X-Men, Ciclope e era o seu favorito. A cena originalmente pedia para Cyclops apenas olhar para a programação dos trems, mas de acordo com Bryan Singer o menino não conseguia parar de sorrir para James Marsden. Finalmente, durante um cena, Marsden apenas olhou para ele e sorriu, para a alegria do menino. Bryan Singer gostou tanto da idéia, que manteve no filme, e disse à atriz que interpreta a mãe do menino para reagir da maneira que ela fez.

A composição de Rebecca Romijn como Mística consistia em 110 próteses de design personalizado, que cobriam 60% de seu corpo e levavam nove horas para aplicar. Ela não podia beber vinho, usar cremes para a pele, ou voar um dia antes de filmar, porque isso poderia causar mudanças na química do seu corpo, fazendo com que a prótese caísse.

A fim de manter seu visual um segredo, Rebecca Romijn teve que fica isolada, em uma sala sem janelas quando não era necessária para a filmagem.

Havia três tipos de garras de Wolverine - plástico, madeira e aço - e mais de 700 lâminas de garras individuais foram usados ​​por Hugh Jackman e seus quatro dublês.

Dez trajes Wolverine foram construídos de couro grosso e PVC, e foram projetados para levar uma surra. Todos eles foram destruídos, até certo ponto durante as filmagens.

Hugh Jackman teve que passar por treinamento de um especialista em combate corpo-a-corpo para aprender a lidar com as garras de Wolverine.

Nos quadrinhos, os X-Men usavam um uniformes azul e dourado, mas os cineastas revisaram o uniforme para couro preto. Tom DeSanto explicou que os projetos de teste de X-Men em seus trajes azul-ouro não tiveram sucesso, e Bryan Singer observou que o couro preto durável fazia mais sentido para os X-Men como roupas de proteção. Apesar do apoio de Stan Lee e Chris Claremont, muitos fãs ficaram chateados com a mudança, de modo que Bryan Singer acrescentou diálogo referindo-se a questão - "O que você prefere, um colant amarelo?", quando Wolverine reclama dos uniformes. Os uniformes azul-ouro apareceram no prequel X-Men: Primeira Classe (2011).

Vampira nunca teve um nome nos quadrinhos desde sua estréia em 1981, mas neste filme ela recebe o nome humano de Marie. Em X-Men 2 (2003) seu nome completo é revelado como Marie D'Ancato.

Nem Sir Patrick Stewart ou Sir Ian McKellen sabiam jogar xadrez durante as filmagens.

Hugh Jackman tomava chuveradas geladas todas as manhãs das filmagens, a fim de ajudar a entrar no personagem. Esta tradição começou quando entrou no chuveiro às 5 da manhã, antes de perceber que não havia água quente. Chocado, acordado, mas não querendo acordar a esposa, ele cerrou os dentes e se segurou, antes de perceber que essa mentalidade - querendo gritar e lançar-se em alguma coisa, mas ter que se segurar - é a mentalidade constante de Wolverine. Ele tomou banhos frios para cada filme em que viveu Wolverine desde então.


James Marsden, apesar de 1,78m  de altura, tinha que usar sapatos de plataforma para parecer mais alto do que Hugh Jackman (1,88m) estes sapatos de plataforma pode ser vistos claramente quando Ciclope escala o muro na Liberty Island. Ele também teve que ficar em uma caixa de maçã para parecer mais alto ao lado de um dos rapazes na estação de trem; como uma brincadeira, Tyler Mane, o Dentes de Sabre,  pregou uma peça no colega deixando uma caixa de maçã no banheiro do trailer de Marsden com um bilhete: "Isso é para que você possa chegar a sua pia"

A maioria dos efeitos oculares foram alcançados pelos atores usando lentes de contato especiais. No entanto, o elenco descobriu que lentes eram desconfortáveis e perigosas: Rebecca Romijn só poderia usar suas lentes Mística por uma hora de cada vez, e tinha a visão de apenas 10%; Tyler Mane manteve suas lentes em Sabretooth por muito tempo, e acabou ficando cego por um dia; e Halle Berry usou suas lentes de tempestade brancas opacas apenas uma vez, achou-as insuportável, e insistiu em CGI para os olhos.

Para comemorar seu último dia no set, Rebecca Romijn trouxe uma garrafa de tequila para dividir com elenco e equipe durante uma pausa nas filmagens. Infelizmente, nesse dia ela precisava filmar cena de luta entre Wolverine e Mística, o resultado foi vômito azul (a partir de produtos químicos em sua composição) em Hugh Jackman.

A mansão usada como escola Xavier, é a mesma Billy e sua família viviam em em Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão (1995) e como a Mansão Luthor na série Smallville: As Aventuras do Superboy (2001). Atualmente é a residência da família Queen na série Arrow (sobre o Arqueiro Verde). É o Castelo Hatley, em Victoria, na Colúmbia Britânica, no Canadá.

Muitos dos X-Men dos quadrinhos que não têm papéis importantes no filme aparecem como personagens secundários na escola. Entre elas estão: Jubileu, Kitty Pryde, Colossus, Homem de Gelo e Pyro. Kitty, Homem de Gelo, Colossus e Pyro têm papéis importantes nas sequencias.

Sapo era originalmente um corcunda, mas isso foi alterado de modo a não interferir com habilidades de artes marciais de Ray Park.

É irônico que Sir Ian McKellen, que interpreta o personagem judeu Magneto, já havia desempenhado um nazista em O Aprendiz (1998).

Depois que o filme foi concluído, a cadeira de rodas que o Professor Xavier caráter usava foi vendida em um leilão para o advogado de Patrick Stewart, e depois alugado de volta pela empresa de produção de X-Men 2 (2003).

O policial esfaqueado por Sabertooth em frente à Estátua da Liberdade foi interpretado por DB Sweeney, que é um fã dos X-Men e fez testes para o papel de Ciclope.

A maioria do elenco, especialmente James Marsden e Sir Patrick Stewart, se prepararam para seus papeis apenas lendo quadrinhos dos "X-Men".

segunda-feira, 28 de abril de 2014

X-Men: O Filme

Adaptado a sua época, ao mesmo tempo fiel aos quadrinhos. Além de começar a trajetória mutante no cinema, este filme apresentou us mutantes para novas gerações e ainda teve boa recepção de público e crítica.

X-Men
2000 - EUA
104min - Cor
Ação, Aventura, Ficção Ciêntífica

Direção: Brian Singer

Roteiro: David Hayter

Música: Michael Kamen

Elenco: Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin, Bruce Davison, Rebecca Romijn-Stamos, Tyler Mane, Ray Park

Inspirados nos quadrinhos da Marvel criados por Stan Lee e Jack Kirby.


Mês Mutante!

Está feliz com a enxurrada de quadrinhos bem sucedidos nas telas? Seu lado nerd fica em polvorosa quando vê a super equipe da Marvel, detonando Nova York?

Muita gente dá ao Homem-Aranha de Sam Raimi o crédito pelo bom retorno e consequentemente, boa fase das HQs nas telas. Mas o crédito é na verdade de outra franquia da Marvel (ou da Fox, dependendo do ponto de vista, mas isto é assunto para outro post).

Foram os X-Men de Brian Singer, em 2000 que trouxeram os super-heróis de volta às telonas. E com uma produção bastante modesta, se comparada às aventuras dos heróis atuais. E lá se vão 15 anos, e os mutantes de Xavier ainda estão por aqui salvando o mundo, enquanto usam metáforas sobre discriminação, preconceito, minorias, limites.

Quer aprender mais sobre a jornada nos cinemas da super-equipe criada por Stan Lee e Jack Kirby? Então una-se a nós na, Academia para Cinéfilos Superdotados, ou seja, nosso sofá mesmo!


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Here Comes The Mayo


O vídeo oficial da música para a canção tema do longa, "Here Comes The Mayo", inclui outtakes do filme. Incluindo cenas deletadas da versão teatral.


A canção é de Molotov, e o vídeo, claro, está disponível no YouTube.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um pouco mais do gênero: Road Movies

Em bom português "Filme de estrada", é um gênero onde a trama se desenrola durante uma viagem. No formato, geralmente os personagem tem um objetivo final, mas são constantemente interrompidos por várias situações-problema que são resolvidas conforme e história transcorre. Estas consequentemente alteram a perspectivas de nossos heróis sobre algo, ou mesmo tudo.
Pequena Miss Sunshine - 2006
Na Estrada - 2012
Suas raízes vem de contos falados e escritos de grandes jornadas como a Odisséia. Geralmente protagonizados por personagens, que buscam ou precisam de novas perspectivas, é "Bildungsroman", uma história em que o herói muda, cresce ou melhora ao longo da jornada.

Apesar de ter nascido junto com o cinema, o estilo se tornou popular e ganhou status de gênero após a 2ª Guerra Mundial. Refletindo o crescimento da produção de automóveis, e da cultura jovem. Afinal adolescentes e jovens adultos à caminho do amadurecimento são os melhores candidatos para por o "pé na estrada".

Priscilla, A Rainha do Deserto - 1994
Mas não se engane, nunca é tarde para embarcar em uma jornada de auto-conhecimento, e o gênero não está restrito á modernidade da segunda metade do século XX em diante. Aliais nem mesmo é obrigatório o uso de um carro, ou uma estrada pavimentada. Tudo o que é preciso, é um personagem com disposição, um ponto de partida, um de chegada e o caminho entre eles (que na maioria das vezes não é uma linha reta).

Central do Brasil - 1999
Dito isso, basta prestar um pouco mais de atenção para descobrir os mais inusitados Road Movies "oficiais" ou não. Em nossa lista por exemplo, temos o clássico Thelma & Louise, além dos 4 títulos deste mês especialmente dedicado ao gênero: Diários de MotocicletaNa Natureza SelvagemQuase FamososE Sua Mãe Também.

O Mágico de Oz - 1939
Mas também achamos que podem figurar nesta lista títulos como: Conta Comigo, O Senhor dos Anéis, Toy Story, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte I, O Mágico de Oz. Afinal, esse pessoal andou a beça, para ver um cadáver, destruir o Um Anel, voltar para o Andy, colecionar Horcruxes, ou chegar à Cidade das Esmeraldas, este último literalmente com o "pé na estrada de tijolos amarelos"!
Conta Comigo - 1986
Quais os seus Road Movies favoritos? E quais títulos você acha que também podem ser "filmes de estrada" apesar de seus gêneros principais serem outros?

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Prêmios de "E Sua Mãe Também"

Segundo o IMDB E Sua Mãe Também recebeu nada menos que 39 prêmios e outras 31 indicações. Confira alguns deles:

OSCAR
Indicado para Melhor Roteiro Original

BAFTA
Indicado para Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Roteiro Original

PRÊMIO BODIL
Indicado Melhor Filme Não Americano

Havana Film Festival
  • Prêmio FIPRESCI - Alfonso Cuarón

Independent Spirit Awards
  • Best Foreign Film

London Critics Circle Film Awards
  • Foreign Language Film of the Year

Mexican Cinema Journalists
  • Special Silver Goddess

GLOBO DE OURO
Indicado Melhor Filme Estrangeiro

GRAMMY
Indicado Melhor Trilha Sonora

INDEPENDENT SPIRITS AWARDS
  • Melhor Filme Estrangeiro

MTV MOVIE AWARDS - América Latina
  • Melhor Insulto - Diego Luna x Gael García Bernal e vice versa
  • Melhor Beijo - Diego Luna e Maribel Verdú
  • Melhor Filme
Indicado para Melhor Beijo - Gael García Bernal e Diego Luna, Melhor Beijo - Gael García Bernal e Maribel Verdú, Melhor Canção Original - "Here Comes The Mayo", Garota Mais Quente - Salma Hayek (apesar de não fazer parte do elenco, mas ter inspirado uma sequência com Diego Luna e Gael Garcia Bernal), Garota Mais Quente - Maribel Verdú, Pior Mãe - Diana Bracho

SATELLITE AWARDS
Indicado Melhor DVD

FESTIVAL DE VENEZA
  • Melhor Roteiro
  • Prêmio Marcello Mastroianni Award - Gael García Bernal e Diego Luna
Indicado Melhor Filme - Leão de Ouro

Glitter Awards
  • Best Feature - US Film Festivals
  • Best Feature - International Gay Film Festivals

Veja a lista completa aqui.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Curiosidades de "E Sua Mãe Também"

A frase "Y tu mama tambien", por si só, não é ofensiva, mas se você colocar uma ofensa antes dela ou responder a uma ofensa com ela, é uma das frases mais ofensivas em espanhol mexicano. Por si só, significa "E sua mãe também".

O orçamento estimado foi de US$ 5 milhões;

Quebrou recordes de bilheteria mexicanos no dia 8 de junho de 2001, arrecadando US $ 2,2 milhões em sua primeira semana, a maior estréia de um filme mexicano.

Foi exibido no Festival do Rio BR 2001, na mostra Panorama Latina;

"Tenoch" é o nome do lendário fundador do México Tenochtitlán, a capital do império asteca.

Os últimos nomes de todos os personagens principais (Zapata, Iturbide, Carranza, etc) são as de figuras importantes na história mexicana. O último nome de um personagem espanhol - Cortés - é o do conquistador espanhol que conquistou grande parte do México para a Espanha.

Na parede de seu quarto, Julio tem um pôster do filme Ensina-me a Viver (1971), outro filme sobre um jovem que tem um romance com uma mulher mais velha.

Á exceção da música tocada por rádios, aparelhos de som e outros dispositivos de música em cena, não há música de fundo no filme.

Um operador de Steadicam foi contratado para o filme, mas o Steadicam nunca foi usado. O homem que foi contratado usou seu tempo no set para ajudar com outras coisas sobre a produção.

Isaac Sánchez foi escalado para o papel de Tenoch Iturbide, mas foi decidido que um ator mais velho faria o papel, devido às fortes cenas de sexo e por Sánchez ter apenas 16 anos na época.

Em uma entrevista, Gael García Bernal revelou que algumas gotas de uma famosa marca de xampu foram usados ​​como sêmen na cena em que Julio Zapata e Tenoch Iturbide se masturbam na piscina.

Diego Luna usava um pénis protético para parecer circuncidado. Na vida real, ele não é circuncidado.

A cena final onde eles falam enquanto toma um café foi a primeira filmada.

O vídeo da música para a canção título de Molotov: "Aí vem o Mayo", inclui outtakes do filme, incluindo cenas deletadas da versão teatral. Essas cenas estavam também disponíveis na página oficial da web.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

E Sua Mãe Também

Mais adolescentes amadurecendo em um clássico mexicano que colocou Cuarón no mapa cinematográfico.

Y tu mamá también
2001 - México
105min - Cor
Drama, Road Movie

Direção: Alfonso Cuarón

Roteiro: Alfonso Cuarón, Carlos Cuarón

Elenco: Maribel Verdú, Diego Luna, Gael García Bernal, Ana López Mercado, Nathan Grinberg, Verónica Langer, María Aura, Giselle Audirac, Arturo Ríos, Andrés Almeida, Diana Bracho, Emilio Echevarría, Marta Aura, Juan Carlos Remolina, Liboria Rodríguez




Aprendendo a ser cool

Descobrindo um tesouro
 Quase famosos (Almost famous, 2000) é um filme quase profético: foi a partir desse filme que muita gente boa começou a ser vista em Hollywood, e o caso mais emblemático é o de Kate Hudson - que interpreta a doce e doida Penny Lane. É estranho só ver esse filme agora, quase quinze anos depois de ele ter sido lançado, e ver que vários atores estavam começando a despontar ali. Tirando Frances McDormand (sempre brilhante), Philip Seymour-Hoffman (que se foi tão repentinamente, ainda é difícil de acreditar) e Billy Crudup (nem tão famoso por essas bandas de cá), havia muita gente querendo uma boa chance de ser famoso. Mas vamos pro filme!

Mãe é mãe, né?
William Miller (Patrick Fugit) é um adolescente superdotado que, influenciado pela irmã mais velha, acaba se tornando um grande fã de rock. Anita (Zoey Deschanel, big blue eyes reconhecíveis em qualquer lugar) saiu de casa muito cedo tentando fugir da mãe megacontroladora, Elaine (McDormand), mas William ainda tinha uma relação sadia com ela. Tudo começa a mudar quando ele, já tremendamente conhecedor de rock, acaba encontrando o crítico de rock Lester Bangs (Seymour-Hoffman) e quando tenta entrevistar a banda Black Sabbath quando eles fazem um show em sua cidade. Ali ele conhece Penny Lane (Hudson) e as band-aids (um trocadilho ótimo), as groupies que são fiéis a um ideal: o que elas fazem é música, de uma forma ou de outra. Barrado no backstage e sem conseguir a ajuda das moças, ele acaba por conseguir se enturmar com a banda de abertura, os caras do Stillwater. 

Stillwater: fictícia, mas parece tão real...
Atrás de informações para a revista local para a qual trabalhava, a Creem, acaba conseguindo muito mais que isso: o editor da Rolling Stones oferece uma matéria completa, basta que ele siga com o grupo em turnê e entregue a matéria no prazo. Nem precisaria se preocupar com os custos, tudo pago pela revista. Ah, sim, e ele ainda receberia uma graninha pela matéria. Essa é a vida que todo adolescente poderia pedir aos deuses do rock, certo? E apesar de tudo o que estava acontecendo com ele, William ainda parecia não acreditar que era verdade: ele, o garoto esquisito, sempre renegado pelos mais legais por ser mais inteligente, descolado, estava ali em meio a rockstars, curtindo uma viagem de ônibus pelos EUA, conquistando garotas. Tava bom demais para ser verdade.

William (Fugit) e Penny Lane (Hudson): "Esta é sua casa"
A gente acaba ficando como William: deslumbrado. É gostoso acompanhar a estrada com o a banda, ter a sensação de não saber onde vai dar, descobrir a vida junto com o garoto. Mas, no fim das contas, William descobriu do jeito mais difícil que o mundo não é bolinho. Com as máscaras caindo, as responsabilidades aumentando, as drogas aparecendo, o jovem percebe que esse é um mundo feito para os fortes, e não havia espaço para sua inocência ali. Apesar do meio hostil, William ainda era essencialmente infantil - desde o início ele era assim, quando a irmã xingava a mãe e ele não entendia, quando os garotos da turma dele o sacaneavam por não ter pelos, quando as garotas se insinuaram para ele. O mundo maravilhoso que estava se abrindo para os Stillwater não era o mundo para William, e essa queda na realidade foi dura para ambos lados. Apesar de tudo, de uma coisa ele tinha certeza: aquele foi o melhor momento da vida dele, e provavelmente foi o da banda também. Sorte nossa, que pudemos acompanhar esse relato semibiográfico do diretor.

domingo, 20 de abril de 2014

Honesto e impiedoso, mas nem tanto

Seja honesto e impiedoso, é o conselho que o garoto William Miller (Patrick Fugit) recebe do experiente Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman), pouco antes de tirar a sorte grande e ter seus textos notados pela revista Rolling Stone. É claro, que depois de contratado pela publicação e viajando com um grupo de rock para produzir uma matéria, ele esquece de tal conselho, assim como o aviso para não fazer amizade com astros de rock. Ao menos ele escuta sua mãe, e não usa drogas.

Inspirado na experiência real que o diretor Cameron Crowe, teve aos 16 anos quando acompanhou diversas bandas em turnê para a revista Rolling Stone, Quase Famosos cria um alter-ego que cresceu amando rock apresentado pela irmã "rebelde", escondido da reguladora mãe, e que mantêm o entusiasmo e o deslumbre de qualquer adolescente amante de música. É com este olhar, que descobre mais do que julga, que William, e Crowe, nos apresentam o mundo do rock.

Escute "Tommy" com uma vela acesa e você verá todo o seu futuro!

Ligar para Mãe - vale a pena quebrar!
Não usar drogas - não vale a pena!
Na estrada com a banda fictícia Stillwater, o garoto concilia uma viagem de auto-descoberta (como todo bom road-movie), com a descoberta do mundo do rock. Mostrando seus astros fora do pedestal, nos momentos bons e ruins. Junto com ele, conhecemos pessoas incríveis, coisas brilhantes e idiotices que podem fazer, quebramos "nossas primeiras regras" e também tomamos consciência de quais delas valem a pena de ser quebradas. Enfrentamos a responsabilidade de nossos atos e compromissos, vivemos um amor platônico. Tudo isso, claro, com muito rock'n'roll.

Adorável Penny Lane, rendeu um Globo de ouro e uma
indicação ao Oscar para Hudson.
E como o inexperiente protagonista ignora alguns conselhos profissionais, Crowe curiosamente decide contar esta jornada de uma forma leve. Sim, há sexo, drogas e rock'n'roll, mas os dramas nunca chegam ao extremo deprimente, comum em longas sobre astros de rock. Mesmo a trama mais complexa, da apaixonante "tiete" Penny Lanne (Kate Hudson), que é de certa forma "usada" pela banda e em algum momento é traída por seus ídolos, é resolvida com uma seriedade singela e, até, otimista.

O elenco embora bem afinado, sofre de um mal comum de filmes de rock, o excesso. Astros de rock, empresários, equipe, tietes, é muita gente para decorarmos os nomes. Por outro lado, oferece vislumbres de fases curiosas da carreira de vários nomes conhecidos atualmente, desde Hoffman, passando por Anna Paquin, Jay Baruchel, Jason Lee, Michael Angarano, Zooey Deschanel e Jimmy Fallon.

Quase Famosos é honesto do ponto de vista de seu protagonista, mas apenas pontualmente impiedoso com seus astros de rock de egos inflados, e cheio de excessos. É um bom filme de auto-descoberta, e sobre rock, que ainda deixa qualquer jornalista, blogueiro e/ou aficionado por música com inveja de William/Crowe e seu início de carreira dos sonhos.

Ahhh! Rolling Stone porque nunca me contrataram para uma aventura dessas?

sábado, 19 de abril de 2014

Stillwater | Fever Dog - vídeo oficial

Confira o clipe oficial da canção Fever Dog, do grupo fictício Stillwater. Trilha sonora de Quase Famosos.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Kate Hudson recebendo o Globo de Ouro por "Quase Famosos"

Kate Hudson foi indicada a vários prêmios por seu papel em Quase Famosos. O mais notório deles foi provavelmente o Golden Globe de melhor atriz coadjuvante, esta foi a única indicação da moça ao prêmio até hoje. vitória foi anunciada por um muito atrapalhado Tom Cruise, que quase esqueceu de anunciar as indicadas.

Kate concorreu com Judi Dench (Chocolate), Frances McDormand (Quase Famosos) Julie Walters (Billy Elliot) e Catherine Zeta-Jones (Traffic).




quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cameron Crowe recebendo o Oscar por "Quase Famosos"

Quase Famosos recebeu um Oscar de Melhor Roteiro original, que foi para o roteirista e diretor Cameron Crowe. Em seu quinto filme, Crow já havia sido indicado por Jerry Maguire (1996) em duas categorias, Direção e Roteiro.

Quase Famosos também foi indicado pela academia aos prêmios de Melhor Edição e Melhor Atriz Coadjuvante para Frances McDormand e Kate Hudson.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Prêmios de "Quase Famosos"

Quase famosos tem uma lista de prêmios para lá, de extensa. Além de 1 Oscar, tem outros 50 prêmios e outras 80 indicações. Confira os principais:

OSCAR
  • Melhor Roteiro Original
Indicações para Melhor Atriz Coadjuvante - Frances McDormand e Kate Hudson, Melhor Edição

GLOBO DE OURO
  • Melhor Filme - Comédia/Musical
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Kate Hudson
Indicações para Melhor Atriz Coadjuvante - Frances McDormand e Melhor Roteiro

BAFTA
  • Melhor Roteiro Original
  • Melhor Som
Indicado para Melhor Filme, Melhor Atriz - Kate Hudson, Melhor Atriz Coadjuvante - Frances McDormand

Screen Actors Guild Awards
Indicado para Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role - Kate Hudson, Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role - Frances McDormand Outstanding Performance by the Cast of a Theatrical Motion Picture

AFI Awards
  • Movie of the Year

American Cinema Editors
  • Best Edited Feature Film - Comedy or Musical

Blockbuster Entertainment Awards
  • Favorite Supporting Actress - Drama/Romance - Frances McDormand
  • Favorite Female - Newcomer - Kate Hudson
Indicado Favorite Supporting Actress - Drama/Romance - Fairuza Balk, Favorite Supporting Actor - Drama/Romance - Philip Seymour Hoffman, Favorite Supporting Actor - Drama/Romance - Jason Lee, Favorite Male - Newcomer - Patrick Fugit

Cairo International Film Festival
  • Best Screenplay
Nomeado para o Golden Pyramid

Grammy Awards
  • Best Compilation Soundtrack Album for a Motion Picture, Television or other Visual Media

MTV Movie Awards
Indicado Best Female Performance - Kate Hudson, Breakthrough Male Performance - Patrick Fugit, Best Line from a Movie - Billy Crudup For "I am a Golden God!!!", Best Dressed - Kate Hudson, Best Music Moment - The "Tiny Dancer" bus scene.

Satellite Awards
  • Best Performance by an Actress in a Supporting Role, Comedy or Musical - Kate Hudson
Indicado para Best Performance by an Actress in a Supporting Role, Comedy or Musical - Frances McDormand, Best Performance by an Actor in a Supporting Role, Comedy or Musical - Philip Seymour Hoffman, Best Motion Picture, Comedy or Musical, Best Director, Best Screenplay, Original

Confira a lista completa no IMDB.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Curiosidades de "Quase Famosos"

O filme é o relato semi-autobiográfico do diretor Cameron Crowe da época que era um jovem repórter daRolling Stone.

Crowe estave em um acidente de avião quase fatal, enquanto viaja com o The Who.

O grupo real com que Crowe seguiu pela primeira vez em turnê foi o Allman Brothers Band. Gregg Allman desconfiava dele, e ficava perguntando se ele era um agente da narcóticos. No longa há váriuas referências a The Allman Brothers Band:
  • Um ticket de um concerto Allman Brothers é brevemente visível na cena de abertura,
  • A foto em preto-e-branco da banda fictícia Stillwater ecoa famoso "Live at the Fillmore East" capa do álbum dos Allman Brothers '
  • O personagem Red Dog é nomeado após um dos roadies famosos os Allman Brothers, Joseph L. Campbell (aka The Legendary Red Dog)
  • Música Allman Brothers toca no ônibus da turnê
  • No final do filme, quando Russell está no quarto de William, ele está na frente de um cartaz de "Live at the Fillmore East" capa do álbum dos Allman Brothers.

O personagem de Russell Hammond é baseada em Glenn Frey dos Eagles.

A maioria dos filmes têm orçamentos de música de menos de US $ 1,5 milhão. Este filme contou com mais de 50 músicas, com um orçamento de música de $ 3,5 milhões.

Produzido em 92 dias.

Havia realmente uma banda chamada Stillwater na década de 70 embora a banda descrita aqui não seja deles. Eles concordaram com o uso de seu nome depois de ler o roteiro.
Michael Angarano, que interpreta o jovem William Miller, e Patrick Fugit, que estrela como o 
William Miller de 15 anos, posam com o escritor/diretor/produtor Cameron Crowe no set
Quando a mãe de Cameron Crowe apareceu no set para uma participação, Crowe fez todos os esforços para mantê-la longe de Frances McDormand, que interpretava a personagem inspirada nela, para que a convivência não influenciasse sua interpretação. Mas ele deixou o set por alguns minutos no primeiro dia de filmagem, ele quando voltou encontrou McDormand e sua mãe almoçando juntas.

Para parecer uma banda de rock de verdade, os quatro atores em Stillwater ensaiaram durante quatro horas por noite, cinco noites por semana, durante seis semanas.

Cronograma de Philip Seymour Hoffman só permitiu que ele estivesse no set por quatro dias. Ele esteve resfriado o todo tempo.

Penny Lane pede William se ele gostaria de ir para o Marrocos com ela. Ele diz: "Sim ... me pergunte novamente." De acordo com Cameron Crowe, o "me pergunte novamente" era na verade Patrick Fugit saindo do personagem e pedindo Kate Hudson repetir suas falas para um outro take. Crowe gostou da tomada como está e manteve-o no corte final.

Jason Lee disse que ele emulado os movimentos de Paul Rodgers, vocalista do Livre e Bad Company, para retratar com precisão estrela do rock Jeff Bebe. Seu objetivo era "não ser uma paródia".

As canções de Stillwater foram escritas por Peter Frampton (que também teve um pequeno papel no filme), Cameron Crowe, e sua esposa Nancy Wilson da banda de rock Coração um fato indicado no início dos créditos.Mas os créditos finais trazem Russell Hammond e Stillwater como se fossem verdadeiros autores e intérpretes.

A escrita a mão no bloco de notas durante os créditos de abertura pertence a Cameron Crowe.

O aviso legal no final do filme (que, para a maioria dos filmes, se limita a afirmar que todos os personagens e eventos são fictícios, com alguma semelhança da vida real ser coincidência), observa que a personagem de Penny Lane era "vagamente baseada" em um indivíduo real. Cameron Crowe afirmou que Penny Lane é baseada em sua amiga na vida real, Pennie Trumble, que atende pelo nome de "Pennie pista". Ela mora em Portland, Oregon, e está envolvida na indústria da música.

O personagem interpretado por Phillip Seymour Hoffman também é verídico: o crítico Lester Bangs, que faleceu em 1982, e é considerado até hoje como um dos "papas" do jornalismo musical estadunidense.

Outro personagem verídico no filme é Ben Fong-Torres, editor da revista Rolling Stones que contrata William para escrever sobre o grupo Stillwater. Torres trabalhou na revista até 1981.

A cena em que o guitarrista Russell Hammond, interpretado por Billy Crudup, após tomar LSD grita em cima de um telhado "Eu sou um deus dourado" foi protagonizada na verdade por Robert Plant, cantor do Led Zeppelin, no topo de um hotel de Los Angeles.

Quando o avião de turismo atinge turbulência, Russell começa a cantar "Peggy Sue", uma referência ao Buddy Holly, que morreu em um acidente de avião durante a turnê. Russell então continua "bebê Whoa!", Uma referência ao The Big Bopper, que morreu no mesmo acidente.

Lawrence Kasdan recebe "agradecimentos especiais" nos crédito. Kasdan incentivou Cameron Crowe para reviver seu projeto pessoal freqüentemente discutido e conseguir o filme feito.

Os papéis de Russell Hammond e Penny Lane foram originalmente escritas para Brad Pitt e Sarah Polley, respectivamente. Polley desistiu de trabalhar em seu próprio projeto, o filme canadense de baixo orçamento Uma Possibilidade Para o Amor (2000). De acordo com Crowe, Pitt trabalhou com Crowe por meses antes de finalmente admitir: "Eu só não entendo o suficiente para fazê-lo." Kate Hudson foi originalmente escalada como irmã de William.

Estréia no cinema de Eric Stonestreet.

É o primeiro de dois filmes em que o diretor Cameron Crowe e o ator Patrick Fugit trabalharam juntos. O posterior foi Compramos um Zoológico (2011).

'Frank Barsalona', que é referido várias vezes no filme, foi um dos primeiros grandes promotores de passeios banda de rock. Sua 'Talent Agency Premier' foi responsável por ajudar a lançar as carreiras em turnê de Jimi Hendrix, Bruce Springsteen e The Talking Heads, entre outros.

Cameron, Philip Seymour Hoffman & Patrick Fugit

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quase Famosos

O sonho de qualquer jovem, fã de rock, jornalista, blogueiro (incluindo as 3 que escrevem por aqui), acompanhar a turnê de uma banda e ainda ser pago por isso. 

Almost Famous
 2000 - Eua
1228min - Cor
Drama, Musical Road Movie

Direção: Cameron Crowe

Roteiro: Cameron Crowe

Música: Nancy Wilson

Elenco: Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson, Jason Lee, Patrick Fugit, Zooey Deschanel, Michael Angarano, Anna Paquin, Fairuza Balk, Noah Taylor, John Fedevich, Mark Kozelek, Philip Seymour Hoffman

Semi-autobiográfico inspirado pela experiência do roteirista e diretor Cameron Crowe. Vencedor de 1 Oscar.


sábado, 12 de abril de 2014

A diferença entre sozinho e solitário!

É irônico que assim que chega ao socialmente isolado Alasca, Alex Supertramp (Emile Hirsch) tenha encontrado refúgio em um ônibus. Afinal, o "coletivo" é um perfeito símbolo da vida em sociedade. E Alex, defendia um irrefutável discursos sobre os males da sociedade e sonhava com uma vida purista Na Natureza Selvagem.


Alex, nasceu Christopher McCandless, filho de uma família de classe média alta. Mas ao terminar a faculdade aos 22 anos, abandonou tudo em busca de uma vida longe dos males da sociedade, como consumismo, hipocrisia e a mentira. Não é que ele não gostasse das pessoas, apenas achava a natureza infinitamente mais interessante.

É esta jornada de mais de descoberta do mundo, que de auto-descoberta que acompanhamos. Alex conhece todo tipo de pessoas, aprende, convive e modifica suas vidas. Mas nada do que encontra sequer chega a colocar dúvidas sobre suas convicções sobre os males do mundo. Conceitos criados a partir da infância recheada de erros dos tradicionais pais burgueses (com sua felicidade de fachada), e de dezenas de livros que carregou consigo em boa parte da jornada.

Ao mesmo tempo conhecemos, através dos olhos da irmã (sempre competente Jena Malone), o desespero dos pais, ao não ter notícias do filho por anos. Castigo grande demais para um pai, não importa o quanto eles tenham errado. Força que fica evidente, embora Alex não pareça notar, ao conhecermos a história da hippie Jan (Catherine Keener).

Road movie típico do gênero, que se não causa tantas reflexões para seu protagonista (ou ao menos as reflexões que gostaríamos), coloca questões de sobra na mente do expectador. A cada nova parada, novos exemplos/possibilidades de relações humanas são apresentadas. Difícil não se encantar com o velinho que embora viva sozinho tem certeza que todo mundo o ama. Em contrasta com otutro, que com medo de amar e perder novamente, se fechou para a vida.


Histórias suportadas por boas interpretações, especialmente de Hal Holbrook (o tal velinho que se fechou para a vida), e Jena Malone, quase são vemos a irmã de Christopher, mas a moça se faz presente através de pontais e emotivas narraçoes durante toda a projeção. Temos até uma Kristen Stewart, pré Crepúsculo, quando era apontada como um talento promissor. Contudo o trabalho pesado fica mesmo com Hirsche, que trabalha bem com o resto do elenco, mas também carrega bem longos momentos sozinho em cena.

Mas é um road movie, então também apresenta as mais diferentes paisagens "estadunidenses" com uma bela fotografia que aos poucos incorpora o protagonista ao mundo ao seu redor. Alex termina "fazendo parte da paisagem", como se sempre pertencesse a ela.

É um ótimo filme. O que me incomodou foi mesmo a história (real vale lembrar). Para alguém que almejava tanto a vida natural Christopher parecia saber muito pouco sobre ela. Com todo respeito à família McCandless, longe de julgamentos preconceituosos. O abandono radical da família e amigos, até da irmã que em suas palavras, "era a única capaz de realmente compreendê-lo", soa mais como uma revolta de um jovem mimado burgês. Egoísta ao queimar todo seu dinheiro em uma ato meramente simbólico. Quando podia em outro ato simbólico, mais condizente com sua buscar por um mundo melhor, usá-lo dinheiro para ajudar quem precisa.

E mesmo diante de uma incível jornada que deveria fazê-lo se encontrar, e preencher esses vazios, Alex, parece só compreender toda a sabedoria que adquiriu em quilômetros de caminhada quando já é tarde demais para aproveita-la. É só no fim que o rapaz percebe, que a felicidade só é verdadeira se compartilhada. Transformando seu outrora entusiasmado "sozinho Na Natureza Selvagem", se apenas "solitário"!