3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

domingo, 31 de maio de 2015

Crescer pode ser um problema....

...ou não.

Nunca foi segredo, Os Saltimbancos Trapalhões sempre fora meu filme favorito do quarteto. E segundo Renato Aragão, também é queridinho do público. O filme foi lançado em 1981, reprisado exaustivamente na Sessão da Tarde até meados dos anos 90, quando a sessão da tarde começou a ser influenciada pelo politicamente correto.

A questão é: esses poucos sortudos que assistiram a esta pérola do cinema nacional na época de seu lançamento, ou em uma de suas inúmeras reprises, já tiveram a oportunidade de rever o longa na idade adulta? Eu tive, e adivinha.... assisti à um filme completamente novo!

Didi, Dedé, Mussum e Zacarias trabalham no circo na nada pomposa posição de "faz tudo". Mas eles são os Trapalhões né! Logo, não demora muito para o dono do circo, o Barão, ver em sua comédia de pantomima, a salvação da companhia. Mas o sucesso dos Saltimbancos acaba incomodando o mágico antiga estrela, agora em decadência. Inclua aqui a filha idealista do Barão, que também é a mocinha da vez, seu par romântico o recém chegado trapezista, e a assistente do ilusionista do mal, que tem uma queda pelo moço, além de ser a domadora de leões. Mencionei que é um musical?

Sim é confuso. Mas o plot é simples, o Barão (Paulo Fortes) explora os artistas do circo e os Trapalhões vão combatê-lo ao lado da mocinha Karinha (Lucinha Lins). O mágico Assis Satã (interpretado por Eduardo Conde) e sua assistente Tigrana (Mila Moreira), além de ostentarem ótimos nomes, estão ali para complicar, uma vez que hora agem em dupla, hora a favor do barão, hora perseguem interesses próprios.

Tudo muito divertido, eu lembrava...

Também lembrava, que na primeira cena minha mãe sempre mencionava - Olha, filha ali é Andorinhas*, os Trapalhões gravaram aqui pertinho - Mas esta semana eu reparei, não tinha Trapalhão nenhum naquela cena, apenas dublês. Começa aqui, a derrocada das minhas memórias de infância!

Olha lá quantos animais talentosos no circo. Pena que a grande maioria sofria de maus tratos e por isso não são mais permitidos.

Os Trapalhões e Karina curtindo a liberdade, andando livres pela rua ao som de uma música poética e pra cima. Se apresentando com cobras (esse não é o Mussum de verdade adestrando a víbora). Abrindo uma caixa misteriosa sob os Arcos da Lapa, sob o olhar ansioso de muitos, pixando um muro, escapando da polícia feita de boba. Dizendo para as crianças que pra ser artista não precisa casa, documentos, dinheiro, estudo....... peraí!!! Pode isso???

Olha lá, a Tigrana descobriu onde o mocinho sequestrado está escondido, ela gosta dele, vai fazer algo útil: "Ei, cuidado Satã, está atras de você!" - Sério Capitã Óbvia! Aposto que o autor desta fala também foi responsável pela pérola: "Como você conseguiu a chave? - Satã é uma besta!"

Então o barão guarda toda sua fortuna no formato de notas, em grandes baús em um casarão velho. Isso, no ano de 1981, bem em meio a instabilidade econômica que nos fazia trocar mais de moeda que de camisa. Fico feliz, mesmo que os heróis fracassem esse vilão não vai terminar bem.

Olha a Lucinha Lins cantando aquela musica legal sobre a terra do cinema. "Tem de tudo nessa Hollywood. Vi um índio cheio de saúde!" - Pera? O que eles queriam dizer com isso???

Calma, não me levem à mal. Os Saltimbancos Trapalhões ainda é meu queridinho da trupe. E sim, eu consegui ver coisas interessantes nesta sessão pós idade adulta. Como este último detalhe sobre a situação indígena, que mencionei no parágrafo anterior.

Também reparei, o "porão" onde prendem o mocinho lembra muito uma senzala, com direito a grilhões e correntes. O Barão menciona, o passado áureo de sua família. Seria ele descendente de uma família escravagista, ainda atrelado aos conceitos da época. Isso explicaria o visual retrô que ele assume ao entrar no casarão. E o trabalho escravo ainda existe no Brasil de hoje, imagina então três décadas atrás em cidadezinhas esquecidas por deus. Será esta uma crítica intencional, acidental, ou coisa da minha cabeça? Bom, me fez pensar e isso já é o suficiente.  

Saudades de um mundo onde a única consequência de acidentalmente bater repetidamente
com uma marreta na cabeça de seu amigo, era ele ficar enterrado no chão. 
Detalhe divertido, hoje eu reconheço que a cidade grande que a trupe visita é o Rio de Janeiro, na infância eu jurava, tinha que ser São Paulo. O longa ainda mostra de forma bem interessante os bastidores do circo. Onde os artistas precisam fazer de tudo um pouco para manter aquela lona de pé. Realidade que perdura nos dias de hoje. 

Pois é,crescer pode ser um problema, já que destrói a magia de obras afetivas de infância. Mas, também pode esclarecer outros detalhes sobre elas. No final o balanço de "rever alguma coisa com outros olhos", é sempre positivo!

*Andorinhas é um bairro do municipio de Magé, onde esta blogueira que vos escreve cresceu.

sábado, 30 de maio de 2015

Bem vindo ao circo

É engraçado pensar que a maioria das crianças hoje, ao menos das grandes cidades, não tem o hábito de ir ao circo. Eu lembro que, quando o circo aparecia na praça perto de casa, era um acontecimento! E nem era um circo grande, e eu nem sou tão velha assim. O tempo passou, as coisas mudaram. O que não mudou foi a essência do circo.

O espetáculo é de entretenimento, é fazer rir e deslumbrar a plateia pelos poucos minutos em que o artista está no palco. E Os saltimbancos Trapalhões (1979) fala disso, dessa magia do circo, de se querer ser artista mesmo enfrentando tantas dificuldades. Tem patrão mau caráter, tem sabotagem de número, tem charlatão sem talento... Tem tanta coisa ruim que seria melhor até nem estar lá. Mas o sonho continua, e é isso que motiva a seguir em frente.

Confesso que não tinha visto o filme quando criança e, ao rever hoje, achei bem... Chato. Não acontece muita coisa entre as esquetes dos Trapalhões, e a trama do vilão do circo fica meio desconectada com eles, mas é tudo relevável por ter em cena Lucinha Lins cantando a música dos gatos e Mussum e Zacarias decidindo o que fazer com o almoço (piadas que hoje já não são possíveis graças ao politicamente correto). Gostei da experiência, mas me deu uma saudade enorme dos outros filmes do quarteto de palhaços mais amados do Brasil.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Workshop - O Cinema através do Oscar

Interrompemos nossa programação para divulgar uma oportunidade para cinéfilos aplicados que querem se aventurar fora do sofá!

A Absoluta Criações está oferecendo no mês de Junho, o workshop "O Cinema através do Oscar", um olhar sobre a história do cinema a partir da famosa premiação de Hollywood. Neste módulo, será abordado o período dos Anos Dourados do cinema, mais precisamente as produções realizadas entre os anos 40 e final dos anos 50, como Casablanca, E o Vento Levou, Psicose, Bonequinha de Luxo, entre outros.

O programa inclui o perfil dos principais astros e estrelas, os grandes estúdios e os grandes ganhadores do Academy Awards. Tudo com muitas imagens e cenas de filmes da época para ilustrar as aulas.

Além das aulas presenciais, os participantes serão convidados a assistir filmes indicados durante a semana para discussão em sala de aula.

O curso será ministrado pelo jornalista e crítico de cinema Filippo Pitanga, membro da ACCRJ (Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro) e editor chefe do site Almanaque Virtual.

WORKSHOP “O CINEMA ATRAVÉS DO OSCAR”
Local: Av. Franklin Roosevelt, 194 / 905 - Centro - Rio de Janeiro.
Investimento: R$ 350 - Este valor pode ser parcelado em duas vezes (metade no ato da
inscrição e metade no primeiro dia de aula).
Data: 10 de junho a 01 de julho, às quartas-feiras
Horário: 19h
Fan Page: www.facebook.com/absolutacriacoes
Informações e inscrições: absolutaproducao@gmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A trilha sonora de "Os Saltimbancos Trapalhões"

A trilha é formada por canções que integravam o musical infantil Os Saltimbancos de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque, e que teve montagem histórica no teatro Canecão com artistas como Nara Leão e Miúcha.

Confira os números utilizados no filme, muitos deles tem suas cenas disponibilizadas no YouTube.

  • Piruetas - Chico Buarque e Os Trapalhões


  • Hollywood - Lucinha Lins  Os Trapalhões


  • Alô, liberdade - Bebel Gilberto e Os Trapalhões


  • A cidade dos artistas - Elba Ramalho e Os Trapalhões


  • História de uma gata - Lucinha Lins


  • Rebichada - Chico Buarque e Os Trapalhões


  • Minha canção - Lucinha Lins


  • Meu caro barão - Chico Buarque e Os Trapalhões


  • Todos juntos - Lucinha Lins e Os Trapalhões

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Curiosidades de "Os Saltimbancos Trapalhões"

O filme de maior sucesso já lançado pelos Trapalhões. O público nos cinemas brasileiros foi de 5.218.574 pessoas.E chegou a ser comercializado para Uruguai, Argentina, Moçambique, Bulgária e Espanha.

Baseado na famosa peça, "Os Saltimbancos"de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov, adaptada para o português por Chico Buarque. A peça por sua vez é inspirada no conto popular alemão clássico "Músicos de Bremen".

Chico Buarque de Hollanda compôs todas as músicas da trilha sonora original em que este filme é baseado. "Pirueta" tornou-se um clássico e é freqüentemente associada com a cultura circense no Brasil.

Os Saltimbancos Trapalhões teve algumas de suas cenas filmadas nos Estados Unidos, mais precisamente, em Hollywood.

Durante essa aventura na terra do Tio Sam, a trupe até encontrou o Tubarão de Spilberg, cena que já postamos aqui no blog, durante a semana dedicada ao terror dos mares. Confira!

O circo Bartolo ficcional é na verdade o "Circo Irmãos Power" que ainda está em atividade. Confira o site.

Em 2014, foi lançada uma versão para o teatro, Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical

terça-feira, 26 de maio de 2015

Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical

Em 2014, foi lançada uma versão para o teatro, Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical. Este é o 34º espetáculo da dupla Möeller & Botelho. É o primeiro trabalho de Renato Aragão pela primeira vez no teatro. Dedé Santana, Lívian Aragão e Tadeus Melo também estarão no elenco da superprodução, que conta com mais de 30 atores e seis músicos.


Assim como o filme, o texto da montagem também foi inspirado no conto ‘Os Músicos de Bremen’, que deu origem à peça Os Saltimbancos, dos italianos Sergio Bardotti e Luis Enríquez. E traz de volta as canções que viraram clássicos no cinema.

O foco é na história de Didi e Dedé, dois funcionários humildes que se tornam a grande atração de um circo por conta da incrível capacidade de fazer o público rir. O sucesso desperta a ira do Barão (Guilherme), dono do circo, e do mágico Assis Satã (Nicola Lama), que passam a persegui-los. Personagens como a vilã Tigrana (Adriana Garambone) e a mocinha Karina (Gisele Prattes) ajudam a criar ainda mais confusões.

Confira a página do espetáculo no Facebook.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Os Saltimbancos Trapalhões

Sim, sabemos que estamos em falta. Em cinco anos esta é a primeira vez que os Trapalhões dão o ar de sua graça por aqui, antes tarde do que nunca....

Os Saltimbancos Trapalhões
1981 - Brasil
95 min - cor
Comédia/Musical

Direção: J. B. Tanko

Roteiro: Renato Aragão, Antonio Pedro, Gilvan Pereira, J.B. Tanko, Tereza Trautman

Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Lucinha Lins, Mário Cardoso, Maria Cláudia, Mila Moreira, Ivan Lins, Eduardo Conde, Paulo Fortes, Amauri Guarilha.

Baseado na peça Os Saltimbancos, de Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luis Bacaloy.

domingo, 24 de maio de 2015

Ah,.... o "high-tech" das antigas....

O Vingador do Futuro é o tradicional caso de "tenho certeza que vi na Sessão da Tarde, mas não lembro direito..."! Some-se aí, a confusão gerada pelo título nacional que tenta pegar carona desnecessária no sucesso de O Exterminador do Futuro, e o pelo estilo inconfundível de Verhoeven também presente em Robocop, outro hit da TV aberta. Aí veio o re-make de 2012, que não ajudou em nada.

O resultado é que eu tinha muitas expectativas, mas ideia nenhuma do que esperar. Felizmente o filme resiste ao teste do tempo e supera as expectativas.

No ano de 2084, o operário Douglas Quaid (Arnold Schwarzenegger) sofre com pesadelos em Marte, na companhia de uma mulher desconhecida. Ignorando os conselhos de seu amigo e até sua esposa (Sharon Stone), ele não consegue "deixar para lá", e resolve fazer algo em relação aos estranhos sonhos. Quaid acaba comprando um pacote de memórias, que o farão acreditar que já fez turismo no planeta vermelho e quem sabe diminuir sua obsessão. É claro, que algo da errado!

Ficção cientifica das boas, com colônia em Marte, mutações e um vilão tentando conquistar o mundo. A melhor parte, é claro, fica com os conceitos de sonho e realidade. Uma vez que memórias podem se implantadas, descobrir o que é real fica complicado. E garante reviravoltas rocambolescas. 

Tudo isso, apoiado no carisma de Schwarzenegger, no estilo de Verhoeven. Além da falta de medo, ou necessidade em "prever cientificamente" o futuro, como acontece com os filmes futuristas atuais, e de não sofre com a síndrome do "politicamente correto" Antes do CGI invadir o cinema, os efeitos práticos de revolucionários do filme ainda impressionam 25 anos depois. Nada é tão perfeito como os efeitos especiais atuais, as lutas não tem coreografias tão complexas, mas é tudo bem feito, espetacular, e muito mais realista.

Diversão absurda, inteligente, que sobreviveu ao teste do tempo. Não precisava de um re-make mas, de um relançamento no cinemas, em BluRay, HD e tudo mais!!!

P.S.: Pensando bem no Kuato e nas cabeças explodidas, uma versão em 3D pode ser um exagero!

sábado, 23 de maio de 2015

Vingador e fanfarrão

Esse filme é exatamente o oposto do que eu imaginava, o que o torna bastante peculiar em minha lista. Minha expectativa era: um motivo qualquer pro Schwarzenegger mostrar os músculos, muita cara de mau, tiro para todo lado. O que eu vi foi: uma ótima trama, efeitos especiais revolucionários (ao menos pra época, foram), e muito bom humor.

Douglas Quaid (Arnold Schwarzenegger, a.k.a. Terminator) tem uma boa vida ao lado da mulher ** (Sharon Stone, linda de morrer), mas os constantes pesadelos sobre Marte o impedem de aproveitar melhor seu incrível apartamento ou seu trabalho. Em uma certa manhã ele confessa a seu amigo que está pensando em fazer uma viagem mental para Marte ma empresa Recall. Lá eles garantem um implante de memória, sobre qualquer assunto - e havia várias opções, super detalhadas, à escolha do cliente - que garantem ser tão reais que a pessoa nem vai duvidar que não seja verdade.

Apesar do desaconselhamento do amigo, Quaid foi à Recall. Seu pedido óbvio era uma viagem a Marte, e ainda se deu ao luxo de acrescentar os detalhes que sempre sonhara: uma linda mulher morena, uma missão secreta, ele como espião. Mas algo deu errado no procedimento, e antes mesmo de o implante ser instalado, Quid começa ter alucinações fortes. Mas a agitação em torno disso era que, na verdade, ele estava reaemte se lembrando de sua estadia no planeta vermelho. Seguindo um rastro de pistas que deixou para si próprio, Quaid embarca para desvendar o mistério que se tornou sua vida: em quem ele pode acreditar se até mesmo suas lembranças podem ser mentiras?

É essa pegada aí que me encantou no roteiro. Os dilemas que o personagem enfrenta são bem interessantes e o ritmo da ação não decepciona. É interessante ver os efeitos especiais revolucionários (que hoje soam meio toscos) e até algumas invenções tecnológicas que se tornaram realidade, como a chamada telefônica com vídeos e as grandes tvs planas (que parecem janelas - no caso do filme, são usadas com esse propósito mesmo). Uma pena que as atuações de Schwarza e Stone deixam muito a desejar. Mas o filme é uma boa pedida no sábado à tarde, principalmente pelo tom divertido que permeia todo o  tenso desenrolar da ação. Divertido e inteligente, com bom argumento e piadinhas bacanas, com certeza vale a pipoca.

O remake de "O Vingador do Futuro"

Assim como na TV, no cinema nada se cria. Logo, não é surpresa a existência de um remake para o clássico de Paul Verhoeven. Também baseado no conto de Philip K. Dick (1966), "We Can Remember It for You Wholesale". Ao contrário do filme anterior, este filme não apresenta a viagem ao planeta Marte e contém um forte conteúdo político.

O Vingador do Futuro (Total Recall)
2012 - EUA
Cor - 121 min
Ficção científica/Ação

Direção: Len Wiseman

Roteiro: Kurt Wimmer, Mark Bomback

Música: Harry Gregson-Williams

Elenco: Colin Farrell, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Bryan Cranston, Bokeem Woodbine, Bill Nighy, John Cho, Will Yun Lee, Dylan Scott Smith

Sinpose: No fim do século XXI uma guerra química deixou a Terra quase inabitável. Os dois territórios viáveis à vida humana são a União Federativa da Bretanha - UFB (Europa) e a Colônia (Austrália). Diariamente operários da Colônia viajam pelo planeta através do único transporte possível, a "Queda". A viagem pelo subterrâneo do planeta dura dezessete minutos.

Douglas Quaid mora na Colônia e trabalha na UFB como operário. Infeliz com sua rotina, vai à Recall, empresa que implanta na mente memórias à escolha do cliente. Quaid escolhe ser um agente secreto, porém o procedimento dá errado e logo o local é cercado pela polícia.

Ele os elimina com uma destreza que o surpreende, assim como a tentativa de sua própria esposa de matá-lo quando ele lhe conta o ocorrido. Passa a fugir e recebe a ajuda de Melina, presente em seus sonhos recorrentes. Começa a descobrir pouco a pouco quem realmente é: Hauser, principal agente da inteligência do governo da UFB dirigido por Cohaagen. Deveria infiltrar-se no movimento da Resistência, liderada por Matthias, que luta contra a exploração dos trabalhadores da Colônia.

Leia a resenha no blog parceiro Ah! E por falar nisso...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Imagens dos bastidores de "O Vingador do Futuro"

Clique nas imagens para ampliar! E continue acompanhando os posts da nossa semana dedicada à O Vingador do Futuro.

















quinta-feira, 21 de maio de 2015

Curiosidades de "O Vingador do Futuro"

Verhoeven e Schwarzenneger
O roteiro teve mais de 40 versões diferentes.

O roteiro é baseado na história "We Can Remember It for You Wholesale", de Philip K. Dick.

Na estória de Philip K. Dick o nome do personagem principal é Douglas Quail, ao invés de Douglas Quaid. A mudança ocorreu para evitar confusões com Dan Quayle, vice-presidente dos Estados Unidos na época das filmagens.

Arnold Schwarzenegger foi originalmente escalado para o papel título em RoboCop - O Policial do Futuro (1987), mas problemas com o traje fizeram produtores a abandonar a ideia. Mais tarde Schwarzenegger assistiu "RoboCop", amou o filme e quis trabalhar com o diretor Paul Verhoeven. Quando ele e Verhoeven ouviram falar sobre "O Vingador do Futuro", eles decidiram trabalhar nele.

Este foi um dos últimos grandes blockbusters de Hollywood a fazer uso em larga escala de efeitos em miniatura em oposição ao CGI. Ele também foi um dos primeiros grandes sucessos de Hollywood para usar CGI (principalmente para as cenas envolvendo o scanner X-Ray).

Grande parte das filmagens ocorreram na Cidade do México, no Churubusco Studios e no metro da cidade.

As miniaturas usados para cenas mostrando geografia marciana foram baseados em fotografias de Marte.

No comentário do DVD, Paul Verhoeven disse que, para a cena de amor após Quaid acordar de seu pesadelo, ele queria que Sharon Stone mostrasse mais pele, mas ela se recusou a fazê-lo. Ele se aceitou rodar a cena como ele é mostrada, mas afirma que teve sua revanche em Instinto Selvagem (1992).

Toda a equipe ficou doente devido a uma intoxicação alimentar durante a produção, com exceção de Arnold Schwarzenegger e Ronald Shusett. Schwarzenegger escapou porque ele recebia sua comida vinda dos EUA. Habito criado porque, três anos antes, ele caiu doente ao beber água da torneira no México durante a produção de O Predador (1987). Quanto à Shusett, ele tomou as precauções de saúde extremas, tais como só escovar os dentes com água fervida ou engarrafada e tomar injeções semanais de vitamina B12. Shusett chegou a ser ridicularizado pela equipe, até que todos ficaram doentes.

Johnnycab e Picardo
Robert Picardo era a voz e modelo e facial para o robô "Johnnycab". Johnnycab assobia o hino nacional norueguês.

Alguns dos grandes anúncios vistos quando Quaid sai do metrô eram sinais reais situados acima da estação de metrô Insurgentes na Cidade do México, as mais visíveis são as placas da Fuji Film e Coca Cola. A da Coca Cola está ainda hoje!

Ao rodar a cena em que quebra o vidro do trem, Arnold Schwarzenegger realmente cortou a mão. Havia um pequeno explosivo no vidro que deveria tê-lo quebrado uma fração de segundo antes de Schwarzenegger tê - lo atingido, o que não aconteceu. O vidro foi quebrado pelo soco do ator.

Todos os homens que retratam guardas em Marte são fuzileiros navais e marinheiros da 32nd Street Base Naval de San Diego, Marine Corps Recruit Depot e Naval Miramar / Marine Corps Air Station (exceto os dublês).

Foram necessárias 15 pessoas para controlar a marionete de Kuato.

Durante orientação Rekall de Quaid, um monitor momentaneamente mostra uma ilustração de um marciano verde das novelas de Marte de Edgar Rice Burroughs.

Paul Verhoeven e supervisor de efeitos especiais Rob Bottin tiveram desentendimentos constantes durante as filmagens de RoboCop - O Policial do Futuro (1987), portanto, parecia improvável que eles alguma vez trabalhariam juntos novamente. No entanto, quando viram o quão bom "RoboCop" tficara , eles mudaram de ideia e Verhoeven deu à Bottin total liberdade para fazer seus próprios desenhos de criaturas marcianas.


Uma série de TV baseada no filme foi lançada em 1999, chamada Total Recall 2070.

Compositor Jerry Goldsmith considerou Total Recall uma de suas melhores trilhas de filmes.

O localizador portátil usado por Michael Champion (Helm) foi construído pela Casio.

Um crítico descreveu o filme como "Mad Max on Mars". Assitimos Mad Max recentemente, leia e compare!

Em Portugal o título do filme é Desafio Total

Contagem de corpos: 77 pessoas são mortas ao longo do filme.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Crimes Ocultos

Um elenco de peso, atuações impecáveis, uma estória densa e parte da História, cenários, fotografia e figurinos perfeitos. Crimes ocultos (Child 44, 2015) é um filmaço.

Já no letreiro inicial vem a deixa de onde o filme parte: "não há assassinatos no paraíso" era uma frase muito propagada na Rússia de Stalin, e como o ideal precisava ser perfeito para garantir que o que o governo fazia e dizia era o certo, quem pagava era justamente quem sofria: o povo. Um desses massacrados pelo ideal de perfeição, vivendo num orfanato, o adolescente fugiu de lá e procurou se alistar no exército assim que teve chance. Foi rebatizado ali como Leo (Tom Hardy, em ótima performance) e viveu em melhores condições, tendo uma boa reputação como um dos melhores investigadores. Sua missão era coletar informações e prender os acusados de traição.

As coisas começam a mudar quando ele se desentende com Vasily (Joel Kinnaman), um soldado de seu grupo. Ele, invejoso de seu status e sua vida praticamente perfeita, acaba por armar uma armadilha e se vingar dele: com uma confissão arrancada, um nome especia vai parar nas mãos do superior e este o designa a Leo. Ele agora deveria investigar sua esposa, Raissa (Noomi Rapace, excelente como sempre).

Enquanto isso, ele ainda precisa lidar com outra situação - e é daí que vem o nome original do filme e do livro que o originou. O filho de seu amigo Alexei (Fares Fares) foi encontrado morto próximo à ferrovia, mas sua morte precisava ser declarada como um acidente de trem. Tendo consciência de que o que estava dizendo a seu amigo era a maior mentira (e o próprio Alexei consciente de que o amigo lhe mentia para protegê-lo), Leo precisa enfrentar duas difíceis escolhas: investigar ou não o assassinato de seu afilhado? Denunciar ou não sua amada esposa?

Leo faz suas escolhas: para o bem do país, deixa de investigar o crime; para o bem de seu amor, que anuncia que está grávida, a inocenta (mesmo sem provas de que ela era culpada, inocentar um acusado em confissão cheirava à traição). Assim, ele é sentenciado a um rebaixamento e isolamento - vai (sobre)viver na distante cidade de Volkks, sob a guarda do Comandante (Gary Oldman, dispensa comentários).

Lá chegando, surge um novo corpo de garoto encontrado perto da ferrovia - como havia acontecido a Jora, seu afilhado. Temendo pela segurança de seu filho (ou pelo sentimento de culpa que o persegue), Leo resolve instigar o Comandante a investigar mais a fundo sobre o crime, alegando que já tinha visto algo parecido acontecer em Moscou. Pondo sua vida em risco, com a ajuda da esposa e do seu superior, ele resolve ir mais a fundo nas investigações. Mas Vasily parece não ter se esquecido de seu desafeto, mesmo ele estando tão longe...

É incrível como a estória se desenha na sua frente. A forma como o vilão é apresentado, sem rosto, a princípio, é uma boa analogia ao real vilão: o sistema político em si. Não se podia questionar a segurança que o Estado provinha ao povo, portanto os crimes não existiam. Era assim, e não havia como descordar. Viver sufocado por esse aparente bem estar é o real vilão do filme: o que levou Leo ao orfanato, o que propiciou o surgimento e longa duração dos crimes bárbaros do serial killer, a delação de amigos, a situção das mulheres... Tudo parece ter uma causa única, e as consequências são terríveis. Um primor de produção, um filme que faz a gente pensar e repensar muito, atuações brilhantes. Um filme obrigatório de 2015.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Prêmios de "O Vingador do Futuro"

Oscar
  • Special Achievement Award - For visual effects.
Indicado para Best Sound, Best Effects, Sound Effects Editing

BAFTA
Nomeado para Best Special Visual Effects

Saturn Award
  • Best Science Fiction Film
  • Best Costumes
Indicado para Best Actor - Arnold Schwarzenegger, Best Supporting Actress - Rachel Ticotin, Best Director, Best Writing, Best Music, Best Make-Up, Best Special Effects.

Award of the Japanese Academy
Nomeado para melhor filme estrangeiro;

BMI Film & TV Awards
  • BMI Film Music Award

DVD Exclusive Awards (2001)
Indicado para Best Overall New Extra Features, Best Audio Commentary, Best DVD Menu Design

Hugo Awards
Nomeado para Best Dramatic Presentation

Motion Picture Sound Editors
  • Best Sound Editing - Sound Effects
  • Best Sound Editing - Dialogue

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Vingador do Futuro

Schwarza e seus heróis "do Futuro"...

Total Recall
1990 - EUA
113 min - cor
Ação , Ficção científica

Direção: Paul Verhoeven

Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett, Gary Goldman

Música: Jerry Goldsmith

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Rachel Ticotin, Sharon Stone, Ronny Cox, Michael Ironside, Marshall Bell, Mel Johnson Jr., Michael Champion, Roy Brocksmith, Ray Baker, Rosemary Dunsmore, Robert Costanzo, Roger Cudney, Debbie Lee Carrington, Marc Alaimo, Dean Norris, Lycia Naff, Priscila Allen

Vencedor de 1 Oscar. Ganhou um remake em 2012.