3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dois deliciosos clássicos!

Após anos sem que nada que não seja doce passe pelos portões de sua fábrica. O Excêntrico Willy Wonka resolve presentear 5 sortudas crianças com um bilhete que dá acesso a sua Fantástica Fábrica de Chocolates. É claro que com um nome desses a jornada pela fábrica não seria como observar garrafas de coca-cola serem cheias em um programa de "como se faz" Discovery Channel. As crianças, inclusive o pobre Charlie, descobrem um lugar mágico, ao mesmo tempo que aprendem algumas coisinhas.

Reavendo ao clássico da sessão da tarde, a versão de 1971, é difícil não se espantar com novos detalhes que ainda podemos descobrir. Como a, hoje estranha insistência de Charlie (Peter Ostrum) e sua mãe para que o Vovô Joe (Jack Albertson) guarde o dinheiro do fumo. Epa! Se apoiar o fumo de um senhor idoso preso a cama, já soa estranho, imagina quando o dinheiro gasto com ele poderia ser usado para coisas mais importantes, como comer e beber!

Entre as coisas interessantes e divertidas, todo o humor por trás da onda de desperdício causado pela promoção dos bilhetes dourados. Antes mesmo da crítica a má criação, vem a crítica a sociedade consumista, em que ainda vivemos.

O Willy Wonka de Gene Wilder, parece uma mistura de sábio e louco. Apesar de suas afirmações e ações não fazerem sentido ele mantém aquela expressão de que sabe exatamente o que está, e vai, acontecer. Provavlemente ele sabe.

Tem suas falhas, como o fato de Charlie não ser desclassificado por ser curioso e descumprir as regras. Ou elevador de vidro ter mais metal que vidro. Para quem já viu a nova versão a cachoeira de chocolate passa a sensação de ser apenas água marrom. Nada que arranhe a memória afetida criada ao longo de anos por um bom filme de infância. Elenco afiado, inclusive o infantil, e uma ótima direção de arte e canções divertidas,  completam este adorável musical.


A nova versão não é um musical, mas tem músicas. Quase todas interpretadas pelos raros Oompa-loompas. Os moradores da Loompalândia são alguns dos pontos altos da versão de 2005. Em parte pelas ótimas canções que abrangem vários gêneros musicais, por finalmente conhecermos sua origem e por todos serem Deep Roy. 

Referências para todos os gostos incluem até uma homenagem explicita a Kurbrick. Outra boa piada relacionada à música é a apresentação da fábrica semelhante, as fábricas de chocolate que costumamos visitar em parques de diversão. Quem nunca se decepcionou por nunca encontrar chocolates dentro delas?

Wonka (Johny Deep), aqui tem uma história de origem para explicar sua excentricidade. Nada sábio quanto seu antecessor, mas ainda aparentando saber o que está por vir. A diferença é que ele não parece se importar com isso, completamente alienado de qualquer coisa que não seja chocolate. Nem com o esforçado elenco mirim, e o alegre vovô Joe.

Adaptado aos nossos tempos, o filme ainda mantém as lições do livro. Apesar de Mike TV, não ser apenas um viciado em TV, mas um raker gênio, ele ainda precisa aprender a mesma lição. Também responde algumas perguntas que antes eram tarefa da nossa imaginação. A mais interessante a vida das personagens pós visita. Sejam as crianças "descartadas", e sua saída memorável, ou a mudança de vida de Charlie e Wonka.

A escolha de Tim Burton, e a equipe que o cineasta carrega para seus filmes, foi perfeita para o tom do filme. Meio sombrio, meio exageradamente colorido, tem direção de arte impecável. Dá aos Oompa-loompas uniformes diferentes para cada setor da fábrica, Augustos Gloop uma maquiagem de o faz parecer um enorme doce alemão. E aumenta a glicose de quem observa a apetitosa sala do chocolate.

A sequência poderia ter criado uma revolução anti-nova versão por parte dos fãs. Felizmente o resultado, foi o completo oposto e agora temos dois clássicos para amar!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Será que ainda gostam de chocolate?

Quando cresceu Peter Ostrum, intérprete de Charlie Bucket, tornou-se veterinário.   A Fantástica fábrica de chocolates de 1971 foi o único filme em que trabalhou. Do elenco infantil apenas Julie Dawn Cole, a Veruca Salt continuou na carreira artística. Mesmo assim não vemos Cole em produções conhecidas.

Confira como ficaram os cinco sortudos ganhadores do bilhete dourado depois de crescidos.

Clique para ampliar

Peter Ostrum (Charlie Bucket) e Denise Nickerson (Violet Beauregarde), nas fotos maiores. Michael Bollner (Augustus Gloop), Julie Dawn Cole (Veruca Salt) e Paris Themmen (Mike Teavee) nas menores.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sabedoria Wonka

Wili Wonka de Gene Wilder, aparenta ser um homem sábio, embora de idéias estranhas. Nada expressa melhor essa característica que suas inspiradas frases. A maioria citações de personalidades conhecidas.

Entre as falas Wonka estão as seguintes citações (em tradução livre):

"É minha alma que me chama pelo meu nome?"
Romeu e Julieta, William Shakespeare

"Tudo que eu peço é um navio alto e uma estrela para orientar ela por"
Fever Sea poema de JohnMasefield ,

"Uma coisa de beleza é uma alegria eterna"
Um Romance Poético de Endymion John Keats

" Volta ao mundo e casa de novo, essa é a maneira do marinheiro!"
Homeward Bound de William Allingham

"Nós somos os fabricantes de música ..." e "movers and shakers"
Ode de Arthur O'Shaughnessy

"Where is fancy bred..." e "Então, brilha uma boa ação ..."
O Mercador de Veneza de William Shakespeare.

Os trechos da Musica Pure Imagination
"Sweet lovers love the spring time... "
 As You Like It de William Shakespeare

"Candy is dandy, but liquor is quicker"
Reflections on Ice Breaking de Ogden Nash

"O suspense é terrível, eu espero que dure"
  The Importance of Being Earnest de Oscar Wilde

Estas citações literárias não estavam no script original de Roald Dahl. Elas foram adicionados por uma razão ou outra por David Seltzer, quando ele re-escreveu o roteiro

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O elevador de vidro de Willy Wonka

Ele é o meio de transporte mais eficaz da Fábrica Wonka, quiçá do mundo. O super-resistente elevador de vidro pode andar para cima, para baixo, para frente, para trás, para os lados, em diagonal e qualquer outra direção que você pode imaginar. Um veículo incrível cujo unico problema, ocorre quando se esquece onde o estacionou.

Centenas de botões em seu painel transparente oferecem os mais variados e curiosos destinos. Veja onde levam alguns dos botões.

Aviso: Não conseguimos traduzir todas, e não nos responsabilizamos se nenhuma alguma não fizer sentido.
  • Incompetent Fools - Tolos incompetentes
  • T-Bone Steak Jell-O - T-Bone Bife de gelatina
  • Secretarial Poodles - Poodles de secretariado
  • Cocoa Cats - Gatos de cacau
  • Mechanical Clouds - Nuvens mecânicas
  • Stars in their Pies - Estrelas em suas Tortas
  • Nice Plums - Ameixas agradáveis
  • Up And Out - Auto e avante
  • Fragile Ego - Egos frágeis
  • Black Box of Frogs - Caixa Preta de râs
  • Weird Lollipops - Pirulitos estranhos
  • Mighty Jam Monitor - Monitor de doces poderosos
  • Creative Dog Flip - Inversão de cães criativa
  • Elastic Forest - Floresta elástica
  • Leaky Canes - Bengalas com vazamento
  • Dessert Island - Ilha de sobremesa
  • People Poo - pessoas de Poo
  • Pie Cream - Creme de torta
  • Spewed Vegetables - Legumes expelidos
  • Naffy Taffy
  • Lickety Split Peas - Lickety ervilhas partidas
  • Honeycombs and Brushes - Favos de mel e Escovas
  • Old Sneezes and Smells Dept. - Espirros de velho e Departamento de Cheiros
  • Spewed Dumplings - Bolinhos expelidos
  • Television Room - Sala de TV
  • Whizzdoodles  
  • Chocolate Lip Rookies- Lábios Novatos de chocolate
  • Blackberry Sausages - Salsichas de amora
  • Yankee- Doodles
  • Orange Egg Flip - Virar ovos Laranja
  • Root Beer Goggles - raiz Óculos de Cerveja
  • Pastry Room - Sala de pastelaria
  • Heart Shaped Lungs - Pulmões em forma de coração
  • Projection Room - Sala de projeção

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Curiosidades de A fantástica fábrica de chocolate (2005)

Este longa é mais fiel ao livro que seu antecessor de 1971. Entre as mudanças que não foram adotadas no filme de 2005 estão a morte do pai de Charlie. A bebida flutuante que charlie e o avô nunca tomaram no livro.

Uma diferença que ambos os filmes adotaram o foi número de acompanhantes, o livro as crianças podem levar dois adultos, nos filmes apenas um.

Steve Martin, Robin Williams, Christopher Walken, Nicolas Cage, Will Smith, Brad Pitt, Mike Myers, Ben Stiller, Dwayne Johnson, Bill Murray, Leslie Nielsen, Patrick Stewart, John Cleese, Eric Idle, Michael Palin, Rowan Atkinson, Robert De Niro and Michael Keaton foram cosiderados para o papel deWilly Wonka. Marilyn Manson também queria o papel.

Johnny Depp usou apresentadores de game show, assim como de programas infantis de televisão,como inspiração para seu desempenho como Willy Wonka. Ele também disse em entrevistas que Willy Wonka seria parte o diretor Howard Hughes em fase de reclusão, parte estros de rock dos anos 70.

A voz de canto dos Oompa-Loompas é de Danny Elfman. O compositor redublou suas vozes dezenas de vezes.

A letra de quatro dos cinco números musicais no filme foram escritos pelo próprio Roald Dahl.

Para sua surpresa, Deep Roy desempenhou todos os Oompa-Loompa, repetindo os mesmos movimentos várias vezes. Enquanto montados digitalmente, cada Oompa-Loompa representa um desempenho separado de Roy. Em reconhecimento seu salário foi aumentado.

Deep Roy é literalmente toda a população Oompa-loompa
Na audição para o papel do Oompa-Loompas , Roy dançou e dublou a música "It's Not Unusual" de Tom Jones, sem saber que Burton havia usado a música em Marte Ataca!.

Muitas das coisas de chocolate, como árvores, flores etc que aparecem no filme foram criados pela loja de chocolate Choccywoccydoodah em Brighton, Reino Unido. A loja exibiu e vendeu algumas das criações na loja após o lançamento do filme.

Quarenta esquilos foram treinados para a cena em que eles saltam sobre Veruca Salt.

O roteirista John August nunca tinham visto Willy Wonka & the Chocolate Factory quando solicitado por Tim Burton para escrever o roteiro. Depois de terminar , ele finalmente viu a versão de 1971, apenas para ser surpreso com o quanto mais escura o "filme família" se comparado com o seu próprio.

Freddie Highmore
Johnny Depp ficou tão impressionado com o desempenho Freddie Highmore em Em busca da terra do nunca que ele recomendou que Tim Burton observá-lo para o papel de Charlie Bucket.

781,927.83 litros de chocolate falso foram feitos para a área do rio. Enquanto 145,474.96 litros foram feitas para a cachoeira. O total geral de todo o chocolate falso usado no palco foi de 927,403.1 litros.

110 mil barras de plástico foram feitas e embrulhadas em embalagens Nestlé.

Nestlé forneceu 1850 barras de chocolate de verdade.

Os pirulitos nas árvores, os canudos de açúcar cor de rosa gigante, eram de verdade.

No mesmo quarto que a máquina que faz a "refeição de três pratos" Goma, há grandes tambores rotativos que se parecem com taças cheias de bolas coloridas. Estas são máquinas reais que fazem Jawbreakers grande, ou Gobstoppers, que são vendidos sob a marca Willy Wonka.

No quarto de Charlie, há embalagens de cada bar Wonka que ele já comeu presos na parede.

Anna Sophia Robb
Anna Sophia Robb diz que ela teve um monte de câimbras na mandíbula, ao mastigarsua goma. Seu pai lhe disse para não mastigar goma todo o tempo , mas os produtores lhe disseram o contrário.

A localização da fábrica Wonka no filme é ambígua, foi projetada para parecer um cruzamento entre Reino Unido e EUA. Tem arquitetura, layouts de rua e os acentos de Londres, mas os estilos de roupas, caixas de correio e hidrantes. norte-americanos.

No início de 2003, foi oferecido o papel de vovô Joe a Gregory Peck . Ele disse a Warner Bros que ele consideraria. Entretanto morreu antes que pudesse lhes dar uma resposta. Sua família já disse em entrevistas que ele só lhes disse que como ele não queria parecer desesperado, ele estava realmente ansioso para jogar vovô Joe.

Quando o Veruca Salt se apresenta, de Willy Wonka diz: "Eu sempre pensei que uma Verruca era um tipo de verruga que nasce na sola do pé" - De fato, "plantar Verruga" é uma verruga dolorosa causada pelo papilomavírus humano e ocorre na sola ou dedos do pé.


Bengala colorida de Willy Wonka é de fato cheio de doces Nerds, que são vendidos sob a marca Willy Wonka.

O flash-back sobre a infância de Willy Wonka e ele ser obrigado a usar um enorme aparelho dental não são do livro original. É uma referência à própria infância do diretor Tim Burton.

O papel do doutor Wonka (Christopher Lee) foi escrito especialmente para o filme para dar a personagem de de Willy Wonka um pouco de história familiar.

Liz Smith, que interpreta a vovó Georgina, declarou em uma entrevista a AskMen.com que leu os scripts para ambas as avós e escolheu a única que tinha a beijar Johnny Depp ("e foi adorável").

Curiosidades de A fantástica fábrica de chocolate (1971)

Foi lançado originalmente nos cinemas americano pela Paramount Pictures. Entretanto todas as exibições posteriores do filme seja ela na TV, em vídeo ou nos próprios cinemas, foram realizadas pela Warner Bros.

O filme foi originalmente financiado pela Quaker Oats Company, que esperava para ligaá-lo a uma nova barra de chocolate. Quando o filme foi lançado, a empresa começou a comercializar seu "Wonka" barras de chocolate. Infelizmente, um erro na fórmula fez com que as barras derretessem com muita facilidade, mesmo na prateleira, e elas foram retirados do mercado. A Quaker vendeu a marca para St. Louis com base Sunline, Inc. (que mais tarde se tornou parte da Nestlé via Rowntree). Sunline foi capaz de tornar a marca um sucesso, e com a marca de doces Wonka (a maioria sem chocolate) ainda está disponível nos EUA.

O longa foi um fracasso nas bilheterias, mas um dos filmes mais populares no home-vídeo nos anos de 1980. No Brasil é um clássico do "Cinema em casa" (a seção da tarde do SBT)

Roald Dahl escreveu um esboço para uma futura adaptação de seu livro para o cinema, mas David Seltzer reescreveu o roteiro para o filme de Mel Stuart. Dahl odiou o tratamento, que negou não apenas a venda dos direitos da sequencia Charlie and the Great Glass Elevator (Charlie e o Grande Elevador de Vidro), mas para qualquer outra adaptação. A adaptação de 2005 só foi possível após sua morte, autorizado por sua viuva.

A seqüência dos créditos de abertura foi filmada em uma fábrica de chocolate real (a Tobler) na Suíça

A cena em que Augustus Gloop foi entrevistado por ser o primeiro a encontrar o Bilhete Dourado foi filmado em um restaurante alemão de verdade. A maioria dos membros do elenco foi lá para almoçar durante o período que o filme estava sendo feito.

No filme Veruca é "descartada" por ser um ovo ruim, no livro ela é considerada uma noz ruim. 

Muitos dos objetos e plantas do filme eram mesmo comestíveis, inclusive os pirulitos gigantes. Já a flor-xícara que Wonka saboreia após beber seu conteúdo era de cera.Gene Wilder, mastugou pedaços de cena até o fim do take.

A maioria das barras de chocolate eram feitas de madeira.

Este é o único filme em que Peter Ostrum, intérprete de Charlie Bucket, atuou. Quando cresceu ele tornou-se veterinário. De todas as crianças deste longa a única que continuou atuando foi Julie Dawn Cole, a Veruca Salt.

Joel Grey foi a primeira escolha para o papel de Willy Wonka, mas não foi considerado fisicamente imponente o suficiente. O papel foi, então, oferecido a Ron Moody, que recusou. Escolha original de Roald Dahl para interpretar Willy Wonka foi Spike Milligan. Jon Pertwee teve que rejeitar o papel porque ele estava com a agenda apertada em Doctor Who na época. Todos os seis membros do Monty Python (Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones e Michael Palin) tinha manifestado grande interesse em desempenhar o papel, mas eles não eram considerados nomes grandes o suficiente para uma audiência internacional.

Depois de ler o roteiro, Gene Wilder disse que iria fazer o filme sob uma condição: que ele seria permitido fazer uma cambalhota na cena quando ele encontra pela primeira vez as crianças. Quando perguntado por que, Gene Wilder respondeu que, ver Willy Wonka começar mancando e acabar dando cambalhotas iria definir o tom para o personagem. Ele queria retratá-lo como alguém cujas ações eram completamente imprevisíveis.

Este filme foi rodado em Munique, na Alemanha, mas os produtores tiveram que sair da Alemanha para recrutar mais Oompa Loompas.

Muitas das pessoas elenco como Oompa Loompas não falavam, por isso que alguns parecem não saber a letra das músicas durante os números musicais.

Denise Nickerson (Violet Beauregard) e Julie Dawn Cole (Veruca Salt) tinham uma queda por Peter Ostrum (Charlie Bucket) na época das filmagens. As meninas alternavam os dias para passar tempo com o protgaonista. No dia em que não ficavam com ele, gastavam tempo com Bob Roe (um dos colegas de classe de Charlie), por quem também tinham uma queda. Crianças!

Julie Dawn Cole (Veruca Salt) odiava chocolate.

Julie Dawn Cole guardou vários objetos do filme (mesmo não sendo permitido). Entre eles, o bilhete dourado, e o chiclete que durava para sempre.

A cena da "partida" de Veruca foi filmada no dia de aniversário da atriz. Julie Dawn Cole completava 13 anos.

A reação das crianças ao verem a sala cachoeira de chocolate foi real, era a primeira vez que viam o cenário.

As abelhas que foram usadas ​​na máquina de goma eram na verdade vespas. Paris Themmen (o Mike Tevee), um encrenqueiro notório no set, aparentemente, deixou as sair de sua redoma e foi picado no rosto.

Peter Ostrum estava entrando na puberdade durante o filme. Sua voz é alta durante o dueto de "I have a Golden Ticket", e é muito mais grave no final do filme.

A música que Wonka canta no barco "There's no earthly way of knowing... " é a única retirada do livro. As outras fora escritas especificamente para o filme.

A maioria das barras de chocolate eram feitas de madeira.

A imagem realizada pelo apresentador do Paraguai anunciando o localizador último do bilhete dourado é do capanga nazista Martin Bormann.

Ernst Ziegler, que interpretou vovô George, estava quase cego, e assim foi orientado a olhar para uma luz vermelha para guiá-lo quando seu personagem devia olhar em uma certa direção.

O rosto do túnel psicodélico no filme é o de Walon Green, amigo do diretor Mel Stuart e roteirista de The Wild Bunch. De acordo com as memórias de Stuart, Green é a única pessoa que concordaria em deixar uma centopéia rastejar sobre o seu rosto por causa de um filme infantil.

O código musical para entrar no salão da cachoeira, é a introdução de "Marriage of Figaro" sw Mozart


Augustus Gloop é de Dusselheim, Alemanha, Violet Beauregarde é de Miles City, Montana, e Teevee Mike é de Marble Falls, Arizona. Dessas cidades, a única que não é ficcional é Miles City, Montana. As cidades natais Charlie Bucket e Veruca Salt não são mencionados ao longo do filme.

A razão para todos os objetos no escritório de Wonka serem cortados ao meio, é que seria chato assistir a um escritório comum após tantos cenários criativos no filme.

O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, e ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical para Gene Wilder.

domingo, 25 de setembro de 2011

A fantástica fábrica de chocolate

Engorda só de olhar, e tem Oonpa-loompas! Guloseimas a vontade na última semana do mês de remakes.


Willy Wonka the Chocolate Factory 

EUA, 1971
98 min - cor
Fantasia/aventura/infantil

Direção: Mel Stuart

Roteiro: Roald Dahl

Música: Walter Scharft

Elenco: Gene Wilder, Jack Albertson, Peter Ostrum, Roy Kinnear.….


Charlie and the Chocolate Factory 

EUA, 2005
106 min - cor
Aventura/fantasia/infantil

Direção: Tim Burton

Roteiro: John August

Música: Danny Elfman

Elenco: Johnny Depp, Freddie Highmore, Christopher Lee, Helena Bonham Carter....
Baseados no livro Charlie and the Chocolate Factory de Roald Dahl.



sábado, 24 de setembro de 2011

E não é que o remake é melhor?


Assistindo às duas versões de O jardim secreto para o cinema, dá para perceber umas ligeiras alterações na história aqui e ali. Como não li o livro, não posso dizer qual filme é mais fiel à história clássica de Frances Hodgson Burnett (embora eu não seja do time dos radicais, acho que fidelidade é fundamental numa adaptação, respeitando, claro, as diferenças entre literatura e cinema). Mas devo confessar que a primeira, embora tenha algumas qualidades, não me emocionou tanto quanto o remake.

No longa de 1949, o destaque vai para Margaret O'Brien como a mimada Mary. Depois de perder os pais, a garota de 10 anos deixa a Índia, onde morava, para viver no casarão de um tio na Inglaterra. O lugar, tão enorme quanto assustador, não é nem um pouco agradável até a inesperada descoberta de um jardim abandonado há dez anos. Com a ajuda de Dickon (Brian Roper), ela decide recuperar o lugar, que se tornaria um lugar de refúgio para a dupla. Ao mesmo tempo, Mary conhece e se aproxima cada vez mais do primo Colin (Dean Stockwell), que vive isolado em seu quarto por não poder andar. Além de não ter a atenção que gostaria do pai, vive chantageando e maltratando os empregados da casa. Tão arrogante quanto o menino, a prima é a única que tem coragem de enfrentá-lo e também a única a entender o que ele está sentindo. 

Os embates entre os dois são ótimos, principalmente por serem crianças gritando umas verdades que muitos adultos não teriam a capacidade de sussurrar. Mas o filme tem um tom bem sombrio que, no fim, não se sustenta. Como eu não conhecia a história, fiquei esperando bem mais do tal jardim e da morte misteriosa da mãe de Colin. E a solução para a trama do garoto, que passa a sair de casa com a ajuda dos amigos, é bastante apressada. O recurso da cor, utilizada apenas no jardim secreto dá um ar mágico à história, como o encantamento de Dorothy ao deduzir que ela e Totó não estão mais no Kansas em O mágico de Oz. Mas aqui não há uma longa estrada de tijolos amarelos a ser percorrida. Tudo se resolve rapidamente, como se não houvesse mais tempo para terminar de contar a história. Decepcionante.


Já na versão mais recente, é justamente a relação entre Mary (Kate Maberly) e Colin (Heydon Prowse) que nos cativa desde o primeiro momento, graças à fluidez do roteiro de Caroline Thompson e à sensibilidade da direção de Agnieszka Holland. O menino se sente tão órfão quanto ela, já que não tem a companhia e o carinho do pai. Mas agora Colin não é tão detestável e Mary, apesar do ar autoritário, é bem mais doce e compreensiva. E o tal jardim aqui representa a vida que ele não consegue ter devido à sua doença. O elenco infantil é novamente um acerto. É bem bonito acompanhar os dois e Dickon (Andrew Knott) - aqui num papel bem mais secundário que no original - tornando-se amigos. E é emocionante o reencontro, tão esperado e tão desejado, do sr. Craven com o filho. Como se vê, não basta ter uma boa história em mãos, é preciso saber contá-la.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Metáforas para crianças (e adultos)

Mary Lennox vivia na Índia cercada por ayas e sem receber muita atenção de seus pais. Após a morte deles é mandada para Inglaterra, para viver com seu tio, Lord Craven, na enorme, fria e intimidadora mansão Misselthwaite. Assim como seus pais o tio, amargurado desde morte da esposa, não deseja vê-la. A educação da menina fica a cargo da rígida Sra. Medlock. Negligenciada e entediada a menina decide explorar a propriedade e acaba descobrindo velhas feridas, e boas surpresas que vão mudar a rotina da casa. Desta vez o roteiro é praticamente idêntico em nossa dupla de original e remakes. O que não siginifica que os filmes sejam iguais.

Em preto e branco, o longa de 1949 tem uma narrativa um pouco brusca, tavez por causa dos vários temas que tenta abordar. Adaptação de Mary, o mistéio em relação a morte da Sr. Craven, o jardim, o primo doente, as atitudes mal humoradas do tio. Com muito falatório as informações são jogadas as pressas, sem muito tempo para assimilação.

A metáfora em relação as cores no jardim, hoje parece repetida, mas não devia ser em 1949. Além disso é nela que reside a grande surpresa e o charme do filme. Já a mimada protagonista Mary (Margaret O'Brien, talentosa), custa a nos conquistar, mas a empatia é criada em apenas uma cena. Ao conhecer o tio a câmera coloca o expectador na posição na menina.A sombra o grande e intimidador Lord Craven (Herbert Marshall), percebemos o quão frágil e assustada está a menina, então começamos a torcer por ela.

Marta (Elsa Lanchester) e Dickon (Brian Roper), os amigáveis criados da propriedade, tentam soar engraçados e únicos, mas parecem estar altos. O rechudo Colin (Dean Stockwell), não lembra nem de longe um menino que nunca viu a luz do sol. Enquanto a Sr. Medlock (Gladys Cooper), soa ainda mais assutadora ao caminhar pelos corredores propositalmente escuros do castelo.

O filme carrega os estilo meio exagerado de atuação da época. As crianças são extremamente eloquentes, e embora tenham talento ao interpretar suas gigantescas falas, soam meio falsas. Impossível não imaginar que crianças não falam assim. Não acredito que seja um defeito do filme, mas uma característica da época, e a evidência de que o cinema mudou e muito desde então.


Logo de início o argumento da versão de 1993 é mais verossímil. Mary (Kate Marbely) sobrevivera a um terremoto que vitimara seus pais (na versão anterior, ela fora a única da casa que não contraíra cólera). Ignorada pelos pais, a menina é fria e duramente criticada pelos companheiros de viagem. Nem é preciso a indiferença do tio (John Lynch) para torcermos por ela.

Mais focado na adaptação de Mary  à vida em Liverpool, e as mudanças que ela causa por lá, a narrativa corre mais naturalmente. Também sobra mais tempo para incrementar os mistério, assim vamos descobrindo lentamente os segredos da mansão.

Marta (Laura Crossley) e Dickon (Andrew Knott) aqui ainda parecem meio estranho, mas dessa vez aparentam ter uma sabedoria que seus ricos senhores nunca entenderiam, combinado a pouca idade das personagens os tornam surperendentes e adoráveis. Desta vez Colin (Heydon Prowse) é pálido e magricela, mais compatível com seu "estado de saúde". Enquanto a amargura de Lord Craven, é sentida no seu andar pesado, e na expressão sofrida. Claramente vemos um homem condenado por uma corcunda, que teve um vislumbre de felicidade com a esposa, e não superou perdê-la tão cedo.

Sra. Medlock (Maggie Smith), merece destaque. A personagem, antes apenas mera vilã, aqui é uma mulher que lida com um fardo grande demais para ela. Ainda sim faz o melhor que pode, mesmo que equivocada. A atuação da sempre ótima Maggie Smith (a Prof. McGonagal, de Harry Potter), confere nobreza a personagem, que deixamos de odiar para compreender.

Em cores, a produção de arte teria de se superar para criar a "mágica do jardim", sem a saída fácil de apenas adicionar cores a ele. O resultado foi espetacular, dos figurinos aos grandiosos cenários do frio e castelo em contraste com o lindo jardim plantado especialmente para o filme.

Em cores ou em tons de cinza, O Jardim Secreto, é uma metáfora para a maneira de encarar a vida. Superar os problemas, buscar um objetivo na vida, crescer. Seja no romance ou na tela grande vários níveis de compreensão e identificação estão lá. Ouso dizer que a cada fase da vida, podemos aprender uma nova lição com a história. E isso já e muito para um filme infantil, não?


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Curiosidades de O jardim secreto

Baseado na obra de Frances Hodgson Burnett, é uma produção de Francis Ford Coppola.

John Lynch foi escalado na última hora depois que o ator que foi originalmente escalado como Lord Craven desistiu.

Elijah Wood não aceitou o papel de Colin.

O figurino é tão detalhado que as iniciais "ML" (Mary Lennox) podem ser vistas bordadas nas meias de Mary durante uma fração de segundo, enquanto Ayah Maria está a vesti-la.

O corredor que leva ao quarto de Colin eo interior da sala são decorados com tapeçarias representando Edward VI, um rei menino doente que morreu jovem, aos 16anos de idade.

As tapeçarias no quarto de Mary compõem um ciclo conhecido como "The Hunt for the Unicorn". Neste ciclo, o unicórnio é atraído na natureza e em uma nova vida por uma jovem virgem, prenunciando o papel de Mary na história. A produção de Harry Potter também uso uma réplica de um ciclo desta tapeçaria em A Ordem da Fênix, nas cenas da sala Precisa.

Porções de várias estruturas foram utilizadas para representar Misselthwaite a Mansão. O exterior é basicamente do século 16 Hall o Fountains em Yorkshire e algumas partes de Allerton House em Yorkshire. O cenário da cozinha foi construído em uma sala de aula no Eton College. O escritório de Lord Craven fica em Harrow School. A escadaria principal em em St. Pancras Chambers. O interior dos quartos foram filmados no galpão 'A' em Pinewood Studios. Os exteriores foram filmados em Allerton Park, em North Yorkshire e algumas partes de Luton Hoo em Hertfordshire, bem como em Pinewood Studios, em Buckinghamshire.

O maior desafio para o designer de produção, Stuart Craig, foi o jardim. Construído a partir do zero para evitar o pesadelo logístico de controle da multidão que teria sido necessário para filmar em um jardim existente.

Maggie Smith
Prêmios


BAFTA
Indicado para melhor atriz coadjuvante Maggie Smith

London Critics Circle Film Awards
  • Special Achievement Award para Kate Marbely.

Los Angeles Film Critics Association Awards
  • Melhor música - Zbigniew Preisner

Young Artist Awards
Indicações para Kate Marbely, Heydon Prowse, Andrew Kontt e de melhor filme - Drama.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vários jardins!

O Jardim Secreto é um livro infantil de Frances Hodgson Burnett, publicado completo pela primeira vez em 1911. É considerado a obra mais importante da autora, que também escreveu O Pequeno Lorde e A Princesinha.

Apresenta a história de Mary Lenox, que precisa mudar da Índia para Inglaterra após a morte de seus pais. Sob os cuidados indiferentes do tio ela explora a propriedade  e descobre seus segredos. Entre eles um jardim trancado a dez anos. 

Não demorou muito para aparecer a primeira versão para o cinema da história. Desde então, várias versões da história chegaram as telas (grandes e pequenas). 

A mais antiga encontrada data de antes do cinema aprender a falar, 1919. Uma produção dos Estados Unidos, dirigida por Gustav von Seyffertitz, com Lila Lee no papel principal. Seguida pela versão de 1949, em cartaz essa semana aqui no DVD, Sofá e Pipoca.

1949
Em 1975 a história foi recontada por uma série de TV britânica, que durou apenas uma temporada. Produzida pela BBC trazia Sarah Hollis Andrews, no papel de Mary Lenox. Colin Firth participou de uma versão para TV britânica de 1987, dirigida por Alan Grint e com Gennie James como protagonista.

1994
A versão seguinte é a de 1993, também em cartaz essa semana aqui no DVD, Sofá e Pipoca. Uma produção de Francis Ford Coppola, com Kate Marbely, e Maggie Smith. Como não poderia faltar uma animação, em 1994, a ABC produziu uma, com direção de Dave Edwards.

Em 2001, chegou a sequência De volta ao jardim secreto foi produzida. Direção de Michael Tuchner, e com Camilla Belle no elenco, chegou em terras brasileiras apenas em DVD. Não é para menos, uma vez que o longa cria uma sequência mais que dispensável, para a história de Burnett.

1975
1987
2001
1993

Vídeos
* Os trailers das versões de 1949 e 1993 podem ser vistos na  ficha dos filmes.

1987
Trailer provided by Video Detective


1975
série pode ser encontrada divididas em partes no You tube



2001

domingo, 18 de setembro de 2011

O jardim secreto

Uma das mais antigas e a mais recente das várias adaptações do livro homônimo de Frances Hodgson Burnett, autora de A princesinha e O Pequeno Lorde.


The secret gardem (1949)

EUA, 1949
92 min - cor
Fantasia/infantil

Direção: Fred M; Wilcox

Roteiro: Robert Adrey

Música: Bronislau Kaper

Elenco: Margaret O'Brien, Herbert Marshall, Dean Stockwell, Gladys Cooper, Elsa Lanchester, Brian Roper….


The secret garden (1993)

EUA, 1993
101 min - cor
Aventura/drama

Direção: Agnieszka Holland

Roteiro: Caroline Thompson

Música: Zbigniew Preisner

Elenco: Kate Maberly, Heydon Prowse, Andrew Knott, Maggie Smith...


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1 ideia 2 propósitos!

Passei os primeiro dez minutos, após o final de Asas do desejo absorta. Congelada, encarando a tela, tentando entender o que achei do longa. Estranho, sem dúvida, mas não detestável ou desinteressante. Damiel (Bruno Ganz) passou a eternidade observando nosso mundo, nosso cotidiano, ouvindo nossos pensamentos. Depois de tanto tempo o anjo decidiu que quer mais que sua existência eterna podia lhe dar. Queria, as atividades cotidianas, os problemas, as oscilações da nossa vidinha cotidiana e efêmera.

Enquanto isso nós aqui embaixo, pensamos muito, muito mesmo! Presos egoisticamente a nossos problemas terrenos. E se considerarmos que o filme se passa na Berlin ainda dividida, o panorama não melhora muito. Ouvir os pensamentos e preocupações cotidianas daquelas pessoas, sejam elas realmente complicadas ou não, é uma forma diferente e delicada de retratar uma época.

E apesar da vida ser como era, Damiel ainda prefere viver aqui. Sua escolha rende a melhor sequencia do filme. Uma inigualável cena de "descoberta do mundo", onde cores, e sensações simples como frio ou o gosto do café, são as melhores coisas da vida. Admirável e divertidíssimo acompanha-lo nessas novas sensações.

Asas do desejo, é estranho! É como uma daquelas poesias complicadas da aula de literatura. Você sabe que é importante, consegue perceber sobre o que se trata, mas continua com aquela sensação de que não compreendeu tudo. Agora troque a roupagem política pelo romance impossível, a linguagem rebuscada pela fórmula tradicional de romances dramáticos hollywoodianos, o que sobra?


Cidade dos anjos conta a história do romance impossível entre o anjo Seth (Nicolas Cage), e a cirurgiã Maggie (Meg Ryan). Em comum com Asas do desejo, a condição de existência dos anjos, que aqui além de nos observar e ouvir, também são encarregados por nos levar quando deixamos a vida. Além, é claro, de algumas referências que fazem valer apena assistir os filmes em sequencia. A mais evidente delas, o anjo caído que ensina a Seth como se tornar um de nós.

Infinitamente mais fácil de acompanhar e entender, afinal segue todas as formas tradicionais da narrativa estrategicamente pensadas para te emocionar. Funcionaria melhor não fosse a terrível cara de "paisagem angelical" de Cage. E o final triste forçado, que faz a maioria chorar aos baldes, mas nesta blogueira que vos escreve da apenas a sensação de "Ah! é sério isso?".

A relação ente Seth ser um "anjo da morte" e Maggie alguém que luta pela vida, é até interessante, mas pouco explorada.  É abandonada assim que o romance entra em cena. Salva-se a boa trilha sonora que na época do lançamento vendeu muitos CDs.

Eis aqui uma coisa que os seres celestiais de ambos os longas anotariam em seus caderninhos de "coisas interessantes dos humanos": a capacidade de usarmos uma mesma ideia para contar histórias distintas. Se uma delas é melhor, ou mais importante que a outra, vai depender da opinião de cada um.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sons da cidade dos anjos

A trilha sonora de Cidade dos Anjos é uma atração à parte. Com o trabalho de Gabriel Yared, responsável pela trilha instrumental, possui ainda músicas de Alanis Morissette, U2, Peter Gabriel, John Lee Hooker e Jimmy Hendrix.

Confira a lista:

  1. "If God will send his angels" - U2
  2. "Uninvited" - Alanis Morissette
  3. "Red house" - Jimi Hendrix
  4. "Feelin' love" - Paula Cole
  5. "Mama, you got a daughter!" - John Lee Hooker
  6. "Angel" - Sarah McLachlan
  7. "Iris" - Goo Goo Dolls
  8. "I grieve" - Peter Gabriel
  9. "I know" - Jude (singer)
  10. "Further on up the road" - Eric Clapton
  11. "Angel falls" - Gabriel Yared
  12. "Unfeeling kiss" - Gabriel Yared
  13. "Spreading wings" - Gabriel Yared
  14. "City of Angels" - Gabriel Yared
Iris - Goo Goo Dolls