3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Bat-Curiosidades

- Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o oitavo filme de Batman com atores. Os demais foram Batman, O Homem-Morcego (1966), Batman (1989), Batman - O Retorno (1992), Batman Eternamente (1995), Batman & Robin (1997), Batman Begins (2005) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008). Estes dois últimos precedem o filme de 2012. 
Christopher Nolan
- Apesar da forte pressão comercial para que fizesse o filme em 3D, o diretor informou ao mercado, em outubro de 2010, que não faria uso da tecnologia. Por outro lado, o cineasta e o diretor de fotografia Wally Pfister, seu parceiro em vários títulos, sempre mostraram interesse por rodar o filme totalmente com o formato IMAX.
- Christopher Nolan se une a Sam Raimi ao time dos diretores a filmar um trilogia de super-herói completa.
 
- Christopher Nolan disse que o tema do filme é "dor". Batman Begins era sobre "medo", enquanto Cavaleiro das Trevas fala sobre "caos".

- A equipe de futebol Gotham é apelidada de Os Rogues. Este é o nome pelo qual os fãs se referem à coletânea de vilões coloridos das histórias em quadrinhos
- O elenco conta com quatro ganhadores do Oscar: Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman e Marion Cotillard. E quatro indicados: Anne Hathaway, Gary Oldman, Tom Conti e Liam Neesom.

- De acordo com Christopher Nolan, Bane foi escolhido como principal antagonista do filme "para testar Batman, tanto mental como fisicamente."

- Uma das razões pelas quais o diretor escalou Tom Hardy como Bane foi por causa de seu desempenho no filme RocknRolla. Hardy declarou que achava que ele foi escalado por causa de seu papel em Bronson. Ele chegou no set só para saber que Nolan nunca sequer tinha visto o filme.

- Para se preparar para seu papel, Hardy ganhou 30 quilos e estudou vários estilos de luta para usar no filme.

- Nos quadrinhos, Bane carrega um aparelho que contém um esteróide que amplifica sua força e capacidade de luta. No filme, o aparelho que ele carrega contém um anestésico, já que ele sofre de uma dor crônica e constante.

- Hardy descreveu Bane como um terrorista absoluto:
"Ele é brutal, mas também incrivelmente clínico no fato de que ele tem um estilo de luta orientada e baseada em resultados O estilo é mão pesada, pés pesados, é nojento Não é sobre a luta, é sobre o massacre!"

- Em janeiro de 2011, Anne Hathaway foi confirmada como Mulher-Gato, superando Jessica Biel e Kate Mara na seleção final. A personagem já foi vivida no cinema por Michelle Pfeiffer em Batman - O Retorno (1992) e por Halle Berry em Mulher-Gato (2004).

- Hathaway tinha sido escalada como Black Cat (Felicia Hardy) em The Amazing Spider-Man, em 2010, que na época estava sob a direção de Sam Raimi como "Homem-Aranha 4".

- Para se preparar para seu papel, Hathaway trabalhava cinco dias por semana em um regime que envolvia o exercício vigoroso, o treinamento de dublê e dança. Ela considerou este seu papel mais exigente fisicamente.

- Anne Hathaway baseou seu desempenho em Hedy Lamarr, que foi a inspiração original para Mulher-Gato.

- Segundo o "The Hollywood Reporter", a dublê de Anne Hathaway quebrou uma das câmeras IMAX quando bateu o Batpod nele. Isto marca a segunda vez que uma câmera IMAX foi destruída em um filme de Christopher Nolan - antes, uma foi esmagada ao filmar a perseguição do Coringa em O Cavaleiro das Trevas.

- Nolan queria tanto Marion Cotillard para o papel de Miranda Tate que ele modificou o cronograma de filmagens para acomodar a sua gravidez. Cotillard começou a filmar dois meses após o parto.

- Essa foi a quarta vez que Nolan e o ator Christian Bale trabalharam juntos. As anteriores foram Batman Begins (2005), O Grande Truque (2006) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008).

- Michael Caine e Christopher Nolan celebram aqui o quinto projeto juntos. Ou outros foram Batman Begins (2005), O Grande Truque (2006), Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008) e A Origem (2010).

- Christian Bale impôs uma condição única para reviver Bruce Wayne/Batman: a inexistência do personagem Robin na trama. A proposta foi aceita porque o próprio Nolan concordou que a presença do menino prodígio tiraria o desejado tom mais sombrio.

- Em dezembro de 2010, circularam boatos de que o falecido ator Heath Ledger teria uma participação afetiva em Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, mas a informação foi negada pelo próprio diretor.

- Em março de 2011, o presidente da Warner Bros, Jeff Robinov, anunciou interesse em finalizar essa fase do personagem neste filme. A ideia, segundo ele, será relançar o Homem-Morcego mais jovem nas próximas produções, como já fazem com o Homem-Aranha.

- No início das filmagens, em meio ao burburinho sobre a produção, foi lançada uma campanha na internet, onde as pessoas que digitavam #thefirerises no Twitter tinham sua imagem de identificação disponibilizada em um mosaico, que formava a primeira imagem do vilão Bane. O Mosaico ainda está disponível on-line aqui.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mapa de Gotham

Vai viajar? Não vá a Gotham desprevenido! É sempre bom ter um mapa à mão em cidades grandes.

Clique aqui para ampliar

Videocast Cinema em Cena: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Batman é o filme do momento. Um dos (se não o) longas mais esperado do ano. Já que não se fala em outra coisa, que tal abrir espaço no sofá para novos pontos de vista?

O crítico de cinema Pablo Villaça, é diretor do site Cinema em Cena, professor de Linguagem e Crítica Cinematográficas, e um montão de outras coisas ligadas à 7ª arte. Volta e meia ele faz videocasts, para adiantar sua análise, que geralmente é feita em textos longos complexos e que demoram a ficar prontos, sobre grandes lançamentos, ou mesmo pequenos filmes que merecem mais atenção.

Confira sua opinião sobre o ultimo filme da trilogia de Nolan, sem spoilers.

domingo, 29 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Sim, nós também amamos as poltronas da sala escura. E um filme desses, bem... A gente não podia deixar de prestigiar no cinema, né?

Batman - The Dark Knight Rises
2012 - EUA
165min, cor
policial, drama

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan

Música: Hans Zimmer

Elenco:Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman, Anne Hathaway, Tom Hardy, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Morgan Freeman.

Precedido por Batman Begins (2005), Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008). Baseado no personagem Batman da DC Comics.


sábado, 28 de julho de 2012

Revisitando a infância

A princesa e o robô tem praticamente a minha idade, e eu nunca tinha ouvido falar desse filme. Ignorância minha, claro, mas também um pecado. Porque o longa de animação já tem quase trinta anos (ops, denunciei a balzaquice) e continua sendo entretenimento dos bons para os pequenos. Cresci lendo as historinhas da Turma da Mônica, e é uma pena que eu não tenha tido essa referência na minha infância. E é uma pena maior ainda saber que uma geração inteira não tem acesso à obra porque ela não foi lançada em DVD.

O roteiro é de uma simplicidade extrema, mas as referências é que tornam tudo mais divertido. Um robozinho apaixonado entra num torneio para disputar a mão da princesa Mimi, mas é vítima de um golpe do terrível Lorde Coelhão e acaba caindo na Terra. Para conseguir se casar com seu grande amor, precisa viajar até a estrela Pulsar para encontrar um coração. Um quê de O mágico de Oz? Um embrião de Wall-E? Um misto de ficção científica com filmes de cavaleiros medievais? Um pouco de tudo isso, devidamente pontuada pelo que mais amamos na Turma da Mônica: a eterna raiva da dentucinha, a gulodice da Magali, o medo do Cebolinha, as invencionices do Franjinha...

Talvez os truques do vilão ou as lições de moral já não encham os olhos dos grandinhos: o filme é feito assumidamente para as crianças. Mas não dá pra negar que uma animação brasileira tenha seu valor, especialmente na formação de futuros cinéfilos e também de profissionais do ramo. E também não dá pra negar que a história tem seu charme. Onde já se viu o Anjinho armando um golpe para convencer a turminha a ajudar o robozinho? E o nosso protagonista sacando uma arma (de brinquedo, claro!)? E o Lorde Coelhão "torturando" a princesa Mimi com intrigas, insinuando que seu amado tinha se apaixonado por uma outra? "Ela é dentucinha como eu!", soluçava a coelhinha. Aliás, eu já contei que todo esse imbróglio se passava num planeta chamado Cenourano, povoado exclusivamente por coelhos? Ah, é divertido, vai! E faz um bem danado revisitar sua infância de vez em quando.

Iniciação à nerdice?

Voltei a assistir ao filme A Princesa e o Robô da melhor forma possível, na companhia de uma menina de quatro anos. O primeiro grande impasse? Logo após a exposição do grande conflito da trama, "encontrar um coração", ela jogou a real:
- Mas o Robozinho já tem um coração!
- Isso é só um desenho na camiseta - expliquei.
- Não! Quando aquela estrela caiu nele, ele ganhou um coração.

Precisa dizer mais? Quase 30 anos depois e o filme ainda cumpre seu propósito, divertir os pequenos. E olha que a cópia que consegui parecia reproduzida de um VHS com o som para lá de estourado.  


Na trama, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali,  Anjinho, Franjinha e Bidu, ajudam um Robozinho apaixonado a conseguir um coração e assim conquistar o direito de casar com sua amada princesa. É claro que ela tem um outro pretendente. Lorde Coelhão tem a ambição proporcionalmente inversa ao seu tamanho, e ele é muito baixinho.
Mencionei que tudo isso acontece em outro planeta? Cenourano tem forma de cenoura (dã!), desde a forma do planeta até o formato das construções, seus afrescos e adornos. Uma terra com ares medievais e tecnologia de uma nação em que a "era espacial" não é novidade ha tempos.


A trama é extremamente simples. E, sim, há falhas, como roupas que se materializam do nada, fotos que somem e reaparece. Além de, volta e meia, dar a impressão de que esqueceram de desenhar a Magali (em 1983, a comilona não era tão popular, ainda não tinha gibi próprio, vai ver é isso). E o fato de as duas naves, do vilão e da turminha, serem da mesma cor. Minha sobrinha não conseguia distinguir uma da outra. Mas também há pérolas que o "politicamente correto" não permite mais. A Mônica super-agressiva, um robozinho suicida, e a turminha dando uma de egoísta e se recusando a ajudar. 

Não posso deixar de mencionar o ar nonsense e inocente daquele universo, onde mães não sentem faltas de seus filhos.  Enquanto as crianças viajam pelo universo em uma nave em forma de coelho construída em um quintal, e com várias peças em madeira (sempre quis uma nuvem pintora!)!

Entretanto, o mais curioso é perceber que a obra faz referência a quase tudo que adoro hoje em dia. Reinos medievais, galáxias distantes, viagens inter-estelares. A busca de um coração como em O Mágico de Oz. A torcida repetitiva de Speed Racer. O vilão com visual de Darth Vader. E o visual pescoçudo do protagonista, que lembra o ET. Isso sem falar do fato de A Princesa e o Robô ser a primeira referência que me vem a mente ao assistir Wall-E. Será que a Pixar tinha uma cópia em VHS?

Difícil não pensar: será essa uma ótima obra de iniciação à nerdice? Comigo funcionou, e muito! Me pergunte os interesses de minha sobrinha daqui a uns 20 anos. E talvez tenhamos certeza!

O Brilho de um Pulsar

Turma da Mônica Jovemversão adolescente da turminha, que chegou às bancas em 2008, também fizeram sua homenagem ao clássico A Princesa e o Robo. Em 2009 a saga "O Brilho de Um Pulsar" Chegou às bancas, dividida em 3 edições (números 6, 7 e 8).

A saga acompanha a turma em uma viagem de estudos ao planeta marte (!). Onde a descoberta de tecnologia alienígena, robôs e novos perigos muda os rumos e os coloca em choque com Minirrobôs, um Robozão valente e... Ah! Confere aí um preview de cada número.

Fonte: http://www.revistaturmadamonicajovem.com.br

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Muito mais que apenas 'lindo e fofo'

A turminha e o Robô
Robôs, duelos medievais, uma busca por um coração pelo espaço sideral, dentões e coelhos. Não, não posso resumir A princesa e o robô (1983) assim... Deixa eu tentar de novo. Um Romeu e Julieta de coelhos do espaço, um Mágico de Oz tupiniquim. Não, também não...

Ainda não achei uma forma de classificar essa fofíssima animação da Turminha. Confesso que fiquei surpresa (e feliz) ao ver o resultado da nossa votação. Em meio a tantos títulos de HQ, colocamos nosso representante e, em tempos de filmes de super-heróis refinados, efeitos especiais mirabolantes etc., essa animação de 1983 (tem muito fã de Homem-Aranha e Batman, só pra citar os que estão em cartaz agora, que nem era nascido nessa época) foi a escolhida. Talvez pelo saudosismo, por querer saber 'de onde é que vocês tiraram esse filme?', da curiosidade de nunca ter ouvido falar. Não sabemos o que levou o público a escolher essa simpática história, mas me sinto agradecida.

A gente começa acompanhando o torneio no planeta Cenourion, onde o campeão vai se casar com a princesa Mimi. Mas Mimi já é apaixonada por um simpático guarda da Guarda do rei. Lorde Coelhão, um coelhinho pequeno, rabugento e com fome de poder, quer ganhar a qualquer custo e lança mão de qualquer artifício para poder ganhar o direito de se casar com Mimi - só para poder ser rei um dia. Eis que aparece o Coelho Negro, pedindo para participar do torneio. Mimi reconhece seu amado por causa do coração estampado em seu peito. Feito campeão após derrotar os outros competidores, inclusive Lorde Coelhão, o Robô é impedido de casar-se com sua amada. Lorde Coelhão inventa uma lei em que diz que só pode casar com a princesa aquele que tiver um coração de verdade. E, assim, ele é banido do planeta e despejado na Terra, onde os 'míseros terráqueos' não poderão fazer nada para ajudar. Coelhão wins. Será?

O malvado (e tampinha) Lorde Coelhão
Na Terra, Robozinho encontra a Turma da Mônica e mostra um vídeo contando sua história. Eles vibram, torcem, querem bater no Lorde Coelhão (isso veio da Mônica, claro)... Mas na hora de ir ajudá-lo (ir com ele até uma estrela Pulsar, que modifica todos aqueles que forem atingidos por uma centelha de sua luz), a turminha não aceita. Imagina quanto tempo eles iriam ficar de castigo quando as mães descobrissem que eles não voltaram pro jantar porque foram pro espaço ajudar o robô?! Anjinho é o único que fica com o Robozinho, e tenta convencer a turminha a ajudar. Quando consegue amolecer o coração da turminha, pedem ajuda ao Franjinha pra conseguir uma nave espacial e ir em busca da estrela Pulsar mais próxima. Lorde Coelhão fica sabendo dos planos do Robô por causa de seu espião Zolhudo (uma larva com asas diminutas e 2 olhos gigantescos muito esquisita e atrapalhada). Entre acertos, emboscadas, mentiras contadas e muita coragem, o grupo chega à tal estrela e conseguem um coração para o Robô, que volta à tempo de se casar com sua princesa - não, sem antes, um último duelo contra o malvado Lorde Coelhão.


Animação tradicionalíssima e de fácil entendimento para as crianças: não há grandes mudanças de plano, os cenários são simples e fazem focar nos personagens em cena. As lições de moral estão sempre ali, apesar de ser um longa da era 'antes do politicamente correto' (onde você veria num filme atual da Disney as crianças se recusarem a ajudar o robozinho perdido, por exemplo? Ou ver o personagem principal sacar uma pistola e apontar para a própria cabeça?). Faz também a criança ver que nem sempre o que parece, é. Um robô, sem coração, conseguia ter mais sentimentos que o vilão, que era um coelho de verdade. Maurício de Souza sempre teve uma forma muito particular de chegar nas crianças com suas histórias da Turma da Mônica. Ele fala coisas contundentes de forma simples e fáceis de assimilar por elas, simplesmente porque fala a linguagem delas. Em todas as gibis existe esse tom de 'moral da história', mas nunca é nada imposto. As crianças descobrem através da tentativa e erro, como acontece na maioria das vezes no mundo real. A princesa e o robô vem ensinar o valor do amor e do coração bondoso (o Coelho Negro nunca quis matar o vilão, apesar de todas as maldades que ele fez com ele), da boa vontade em ajudar o próximo, do trabalho em equipe. Um filme fofo e divertido, que merece ser lançado em dvd para que outras crianças possam se encantar com ele - assim como nós nos encantamos ontem e hoje. Não duvido nada de me encantar com ele de novo amanhã...

Um Natal Empacotado

Lançada na década de 1990, a história em quadrinhos da turminha trouxe de volta os personagens de A Princesa e o Robô para um conto de natal. Atualmente pode ser conferida na íntegra on-line, no site da Turma da Mônica.
Um Natal Empacotado
Capítulo 1

Capítulos| 01 - 02 - 03 - 04 - 05 - 06 - 07 - 08 - 09 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 |


quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Princesa, o Robô e o Omelete

Para não dizer que só as blogueiras do sofá acham que A Princesa e o Robô deveria sair em DVD, Blu Ray, 3D, 4D e tudo mais que tiver direito, vejam os cozinheiros do site Omelete defendendo a causa em um de seus programas.

O trio ainda fala um pouco sobre a animação e completa o vídeo falando de outras ótimas animações que todo cinéfilo deve ver.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Curiosidades de A Princesa e o Robô

- A Princesa e o Robô é a segunda aventura da Turma da Mônica nos cinemas. As Aventuras da Turma da Monica chegou às telas em 1982.

- É o primeiro a apresentar uma trama elaborada e longa. O anterior trazia pequenas histórias independentes.
- Assim como seu antecessor, A Princesa e o Robô também é considerado um filme "abandonado" pelo cinema brasileiro, já que não teve ainda um lançamento em DVD.
- Foi um grande sucesso de bilheteria em 1983. Chegou em VHS pela primeira vez em 1984 e foi relançado, também em VHS, em 1999.
- Em "Turma da Mônica Jovem", versão adolescente da turminha, em estilo mangá, há uma história chamada "O Brilho de um Pulsar" que é baseado em A Princesa e o Robô.
- "Um Natal Empacotado", dos quadrinhos no formato original traz de volta alguns personagens do longa. Ela pode ser vista no site da Turma da Mônica na internet.
- Também foram inspiradas nesse, e em outros filmes, as HQ "2001 - Uma Odisseia no Parque", que traz como antagonista o Lord Coelhão.

Dubladores
  • Mônica - Marli Bortoletto
  • Cebolinha - Angélica Santos
  • Magali - Elza Gonçalves
  • Cascão - Paulo Camargo
  • Lorde Coelhão - Araquem Saldanha
  • Mimi - Flora Maria Fernandes
  • Robozinho - André Luis
  • Franjinha - Orlando Vigiani Filho

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lança, Maurício!

Diante da ausência do primeiro grande longa de animação brasileiro no mercado, nós, blogueiras conscientes, resolvemos tomar uma atitude. 

O DVD, Sofá e Pipoca inicia a campanha "Lança, Maurício!". Um pedido pelo lançamento de A Turma da Mônica em A Princesa e o Robô em DVD e Blu Ray.

Esquecido pelo cinema nacional o longa de 1983 teve apenas dois lançamentos em VHS (1994 e 1999). E atualmente está inacessível para quem não tem uma dessas cópias, ou mesmo um aparelho de vídeo cassete.

É verdade, existem algumas cópias na rede. Mas além de ilegal, esta não é a forma e nem a qualidade na qual queremos assistir. Muito menos a que o filme merece. Seja você um marmanjo com grande memória afetiva, uma criança curiosa, ou um pai querendo mostrar que animação não é apenas Pixar, apoie esta campanha!

Leve os banners para seu site, blog, Facebook, Orkut, Twitter, Pinterest. Estampe camisetas, enfeite canecas, use como plano de fundo do celular... Quem sabe não trazemos esta relíquia de volta? E de quebra ainda ajudamos estimular a preservação e a produção de novas animações brasileiras!

Clique aqui para ampliar

"Tum Tum"

Exercitando a memória afetiva, e mostrando que não é só clássico Disney que tem música. Quem aí ainda lembra a letra?


Tum Tum

Nós queremos um coração!
Vamos subindo e
No espaço procurar
Pra longe, no infinito
O brilho de um pulsar[x2]
Estrelinha mais bonita
Que umedeçe
Nós pedismos e fizestes
Que nos guie e
Que nos leve com você
O que a gente quer
É só chegar pertinho
E pedir um coração
Pro Robozinho
Mas tem que pulsar
Bater Tum-tum!
Nós queremos um coração![x4]
Vamos subindo
E no espaço procurar
Pra longe, no infinito
O brilho de um pulsar[x7]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Assista ao filme A Princesa e o Robô


Considerado esquecido pelo cinema nacional, a animação A Princesa e o Robô nunca ganhou uma versão para DVD, e seus últimos VHS (teve lançamentos em 1984 e 1999) são considerados relíquias. Difíceis de encontrar. Mas nada que a internet não resolva.

Como implicar com os direitos autorais da obra, colocada inteira no YouTube, se, para a maioria, essa é a única forma para assistir?

domingo, 22 de julho de 2012

A Princesa e o Robô

Ninguém esperava, mas a nostalgia venceu a votação do mês de quadrinhos. Uma relíquia "fofa" (e esquecida) do cinema de animação nacional.

A Princesa e o Robô
1983 - Brasil,
90 min, cor.
Animação, infantil

Direção: Maurício de Souza

Roteiro: tsuo Nakashima, José Márcio Nicolosi

Música: Mauricio de Sousa, Márcio Roberto de Sousa, Leão Waisman, Lino Simão

Elenco: Marli Bortletto, Angélica Santos, Paulo Camargo, Elza Gonçalves, Araquem Saldanha, André Luís, Flora Maria Fernandes, Marthus Matias, Orlando Viggiani

Baseado nos quadrinhos da Turma da Mônica de Maurício de Souza.

sábado, 21 de julho de 2012

Por que, hein?

Por que esse filme é considerado terror? Não a ameaça assustadoramente iminente, que nos põe em estado de alerta e temor por um ou mais personagens. Muito pelo contrário, torcemos para que a ameaça torne-se real, uma vez que é um filme de vingança e o assassino também é o mocinho.


Na noite anterior ao halloween, Eric Draven (Brandon Lee) e sua noiva Shelly (Sofia Shinas) são brutalmente assassinados, por um grupo de bandidos incendiários encarregado de tornar a véspera do feriado na "Noite do Demônio". Exatamente um ano mais tarde Eric retorna, trazido por um corvo para fazer "justiça". Ele caça cada um dos agressores, durante sua principal noite de trabalho. Até chegar ao chefão que comanda a matança da "Noite do Demônio". Tudo isso intercalado por encontros com antigos conhecidos e dramáticos solos de guitarra no telhado.

O "Eric vingador", é indestrutível e pode transferir memórias para si e para outros ao tocá-los. E não está sozinho, ele tem a ajuda do sargento Albrecht (Ernie Hudson). E a amizade da pequena Sarah (Rochelle Davis). 

Sempre nas sombras, parece que é sempre noite e faltam lâmpadas na região, o filme usa e abusa da escuridão. Criando um mundo sombrio onde o medo é constante, e que nunca conseguimos compreender claramente. E claro, no escuro e na chuva as cenas de ação ficam mais perigosas, urgentes e até estilosas.

Entretanto o filme deixa o expectador cheio de "porquês". Os primeiros apenas demoram demais para apresentar as respostas. Outros ficam mal explicados, e alguns nunca são esclarecidos. 

Por quê eles foram mortos? A resposta insuficiente demora a chegar. Qual o objetivo real dos incêndios? Por que o chefão e sua "irmãzinha" colecionam olhos? Por que a polícia parece acobertar os crimes, ao ponto de rebaixar um detetive à ronda? Porque Eric começa indestrutível e de repente perde, apenas, alguns deles? Porque o corvo escolheu ele ao invés das dezenas de outras vítimas que a gangue faz anualmente?

Nada disso importa. O que importa é a saga de vingança desenfreada. Mas, embora haja torcida por Eric, falta conhecer um pouco mais quem ele era para simpatizar completamente pela causa. Mortos desde o início do filme, toda as informações que temos sobre o casal, são aquelas mencionadas por Sarah e o sargento, ou apresentadas em flasbacks relâmpago e com enquadramento incomum. 

A vontade de saber mais da história pregressa, e do sobrenatural por trás de seu macabro retorno ficam. Há aqueles que vão argumentar que as explicações estão nos quadrinhos (ou não). Mas, não se sustentar sem a obra literária seria apenas uma outra falha do filme.

Então por que continua o interesse pela história de Eric? Pelo carisma de Lee. Só não sei dizer se a simpatia é mérito próprio, ou resultado da tragédia que pôs fim a sua carreira. Lee morreu durante as filmagens. De qualquer forma é difícil entender o por que de volta e meia Hollywood perder jovens promissores. Além de tristes os episódios ofuscam as obras, e se tornam seu maior chamariz. Um desperdício não acha?


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sequências de O Corvo

O filme de 1994 ganhou quatro sequências. Os filmes são baseados na mesma premissa, mas contam com personagens e enredos diferentes. Todos baseados nos quadrinhos de James O'Barr.


O Corvo - A Cidade dos Anjos

(The Crow: City Of Angels - 1996)

Um homem e seu filho são mortos por uma gangue, após testemunharem um assassinato. Mas o pai é trazido de volta à vida por um misterioso corvo, para se vingar dos seus executores. É quando, em meio à sua cruzada, ele decide proteger uma bela tatuadora que vive em um lugar dominado pela violência.




O Corvo: A Salvação

(The Crow: Salvation - 2000)

Alex Corvis retorna ao mundo dos vivos para solucionar o caso do assassinato de uma jovem mulher, crime pelo qual ele foi injustamente acusado.




O Corvo: Vingança Maldita
(The Crow: Wicked Prayer - 2005)

Menosprezado pelos moradores de sua cidade, Jimmy planeja ir embora levando consigo Lily, sua namorada. No entanto, seus planos são alterados quando ele e Lily são assassinados pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, grupo satânico liderado por Luc e Lola. Alimentado por um incontrolável desejo de vingança, Jimmy reencarna como "O Corvo", para poder confrontar Luc em uma batalha na qual somente um sairá vencedor.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um pouco mais do ator: Brandon Lee

Brandon Lee era filho de Bruce Lee, o astro de filmes de artes marciais. Nasceu em 1965 na Carolina do Norte, EUA. Desde pequeno se interessava por atuação e estudou na High School of Dramaturgic. Queria ser conhecido por sua habilidade teatral e não pelos seus conhecimentos marciais como seu pai.

Atuou em cinco filmes e dois telefilmes. Geralmente é lembrado por seu último longa, O CorvoFoi durante as filmagens deste que Lee morreu, em 1993.


Bruce e Brandon Lee
A morte

Uma das cenas filmadas requeria que uma arma fosse carregada, engatilhada e apontada para a câmera mas, devido à curta distância do tiro, a munição carregada era verdadeira, mas sem pólvora. Após a realização desta cena, o assistente do armeiro limpou a arma para retirar as cápsulas, derrubando um dos projéteis no cano. 

A arma foi carregada com festim (que normalmente tem duas ou três vezes mais pólvora do que um projétil normal, para fazer um barulho alto). Lee entrou no set com um saco de supermercado contendo uma bolsa explosiva de sangue artificial. O projétil que estava preso no cano foi involuntariamente disparado em Lee, atravessando o saco que ele trazia, causando perfurações em seus órgãos internos e partindo sua coluna vertebral. Lee teve morte por hemorragia interna, apesar de passar por uma cirurgia de seis horas para retirar a bala. 

Rumores diziam que os negativos com a filmagem de sua morte teriam sido destruídos sem nunca serem revelados. Entretanto fontes extra-oficiais,  afirmam que a trágica cena foi incluída na edição final do filme. É consenso entre os defensores dessa tese de que a cena em questão é aquela em que Eric Draven, o personagem de Brandon, é alvejado por diversos policiais e o impacto do tiro que o matou arremessa o seu corpo para trás, fazendo com que ele atravesse a janela às suas costas. 


Incoerências de continuidade reforçam a teoria de que a cena é esta. Eric, alvejado, atravessa a janela de costas e está caindo em direção ao chão, mas, na tomada seguinte (quando os estilhaços do vidro ainda estavam caindo ao solo), ele já está ereto e se agarra ao parapeito da sacada do prédio, de frente para construção.

Em toda a sequência seguinte à cena da quebra da janela, quando Eric foge da perseguição policial, o seu rosto não é focalizado em momento algum pela câmera, exceto já quase ao final, de forma bem rápida e parcialmente encoberto, quando ele se levanta após uma queda. Em slow motion, é possível verificar que o rosto do ator que interpreta Eric Draven não possui semelhança com a fisionomia de Brandon, embora a cena não precisasse de dublês.

As consequências

Nos créditos finais do filme, os produtores incluíram uma homenagem a Lee e sua noiva, Elisa Hutton. Sobre o fundo preto, aparece escrita a frase em branco: "For Brandon and Elisa." (Para Brandon e Elisa). Eles se casariam no dia 17 de abril de 1993, no México. Brandon morreu em 31 de março daquele ano.


De acordo com a biografia de Bruce Lee, a morte de Brandon Lee foi prevista pelo seu pai Bruce Lee depois de acordar do coma. Sua morte estava prevista antes mesmo de Brandon considerar seguir a carreira de ator.


Linda Lee Cadwell, viúva de Bruce e mãe de Brandon, entrou com um processo por negligência contra o produtor Edward R. Pressman, o ator Michael Massee e 12 outras pessoas ​​pela morte de seu filho no set. O caso foi resolvido fora do tribunal, com o montante de U$ 3 milhões.

Embora não tivesse culpa pela morte de Brandon, Michael Massee tirou um ano sabático de atuar porque pois ficou traumatizado com o incidente. Ele nunca viu o filme.

As cenas seguintes foram concluídas após a morte de Brandon Lee:
  • Draven entra pela primeira vez a apartamento após sair de seu túmulo: imagens de Lee, andando por um beco na chuva foram digitalmente alteradas para a cena em que ele caminha através da porta. A tecnologia dos computadores acrescentou gotas de água à moldura da porta para fazer a água em suas costas não parecerem fora de lugar.
  • A tomada de Draven caindo da janela foi feita por composição digital do rosto de Lee (com sangue simulado) em um dublê de corpo.
  • A imagem de Draven caminhando em direção à janela com o corvo em seu ombro era um dublê com o rosto de Lee acrescentado durante relâmpagos.
  • Quando Sarah visita o apartamento, nunca vemos o rosto de Draven, pois é um dublê.

Túmulo de Brandon e do pai Bruce Lee.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Prêmios de O Corvo

Conheça as indicações e os prêmios que O Corvo recebeu.

MTV Movie Awards
  • Melhor Canção (Stone Temple Pilots)
Indicado nas categorias de Melhor Ator (Brandon Lee) e Melhor Filme.


BMI Film TV Awards
  • Music Award (Graeme Revell)
Prêmio Saturno (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
Indicado na categoria de Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Filme de Terror e Melhores Efeitos Especiais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Curiosidades de O Corvo

O Corvo é adaptação da história em quadrinhos homonima de James O'Barr.

River Phoenix e Christian Slater foram considerados para o papel de Eric Draven antes da contratação de Brandon Lee;

Já Cameron Diaz não gostou do roteiro e recusou o papel de Shelly.

O orçamento foi de US$ 6 milhões e o filme arrecadou US$ 94 milhões nas bilheterias de todo o planeta.

O diretor Alex Proyas queria que o cantor Iggy Pop fizesse parte do elenco, chegou a criar um personagem para ele. Entretanto, problemas de agenda o impediram. Iggy apareceu na sequência de 1996;

Os personagens Top Dollar, Myca e Grange não são chamados por seus nomes durante o filme inteiro,

O poema que Eric Draven recita quando entra na loja de Gideon é "The Raven", de Edgar Allan Poe;

Na versão australiana de O Corvo todas as referência à palavra "fuck" foram retiradas do filme;

O corvo teve quatro sequências que, embora sejam baseadas na mesma premissa, contam com personagens e enredos diferentes do original. Nenhuma das sequencias foi tão bem-sucedidas quanto o primeiro filme.

  • O Corvo: A Cidade dos Anjos (The Crow: City of Angels), de 1996.
  • O Corvo: A Salvação (The Crow: Salvation), de 2000.
  • O Corvo: Vingança Maldita (The Crow: Wicked Prayer), de 2005.

Um dos corvos usados neste filme, Magic, foi usado em todas os filmes seguintes.


domingo, 15 de julho de 2012

O Corvo

A história de um homem assassinado às vésperas do Halloween e que retorna do mundo dos mortos guiado por um corvo para obter vingança é o tema desse filme de terror. 

The crow
1994 - EUA,
102 min, cor.
Terror, ação.

Direção: Alex Proyas

Roteiro: David J. Schow, John Shirley

Música: Graeme Revell

Elenco: Brandon Lee, Rochelle Davis, Sophia Shinas, Ernie Hudson, Michael Wincott, Tony Todd.

Baseado na graphic novel homônima de James O'Barr.

sábado, 14 de julho de 2012

Toda a beleza de uma história trágica


Estrada para perdição é daquelas lindas histórias trágicas que não seriam lindas se não fossem trágicas. A ideia de morte é intrínseca a todos os contos que envolvem gângsters, e não seria diferente com a família de Michael Sullivan (Tom Hanks). Quando seu filho mais velho, Michael Jr. (Tyler Hoechlin), descobre os negócios em que seu pai está metido e presencia um assassinato, toda a família fica em perigo. É como uma maldição: todos com aquele sobrenome estão condenados a se sujar, mais cedo ou mais tarde, num indelével rastro de sangue. 

Mas bonito de se ver mesmo é o medo de Sullivan de que o filho herde mais do que o seu nome: seu verdadeiro pavor é de que o menino siga também sua escolha de vida, um caminho que ele, melhor do que ninguém, sabe que não tem volta. Esse sentimento, tão complexo para ele próprio, acaba criando uma relação distante entre os dois. Num diálogo interessante, em que o garoto pergunta se o pai amava mais  o caçula, Peter (Liam Aiken), Mike nega e tenta se justificar. Uma declaração de amor mais direta, um gesto mais afetuoso, tornaria a cena mais piegas e menos significativa. Aquele era o modo de um assassino demonstrar seu amor. Com poucas palavras, do jeito que ele conseguia se expressar, sincero. 

E, nas seis semanas que se seguem na estrada, a dupla consegue mais intimidade e mais cumplicidade do que nos anos em que viviam sob o mesmo teto. O menino, que até pouco tempo atrás, viu seu mundo ruir ao descobrir como seu pai ganhava a vida, aprende a respeitá-lo e admirá-lo. Tornam-se parceiros. 

Com um elenco irreparável em mãos, Sam Mendes consegue imprimir no filme com brilhantismo uma plasticidade impressionante ao contar essa história tão dura e, ao mesmo tempo, tão melancólica. Uma das sequências mais bonitas (e poéticas, eu diria) é a do acerto de contas do protagonista com seu antigo patrão, John Rooney (Paul Newman), sob uma implacável chuva. O momento em que os dois se encaram têm mais impacto do que todo o seu entorno. O resultado é sensível e de bom gosto.

Mas é possível encontrar em vários momentos do longa planos que remetem à estética dos quadrinhos como supercloses de Connor (Daniel Craig) fumando ou de Harlen Maguire (Jude Law), o excêntrico fotógrafo de defuntos, fazendo malabarismo com uma moeda entre os dedos. Já o tão aguardado reencontro entre o jovem Rooney e Mike é extremamente bem resolvida com o simples fechar de uma porta. Essa é a diferença entre um diretor habilidoso e um burocrático: Estrada para perdição seria um filme trágico se não fosse lindo.

Relações conturbadas!

Ah! O sempre confiável Tom Hanks, mesmo quando bandido, nunca é vilão. Assim é Michael Sullivan, pai de família e matador de aluguel por consequência. O protagonista de Estrada Para Perdição.

Acolhido pelo chefão irlandês ligado à Chicago de Al Capone, John Rooney (Paul Newman), desempenha o papel e serve a seu "pai" postiço sem questionar. Até que Connor (Daniel Craig), filho verdadeiro de Rooney faz uma burrada, que é assistida por acidente pelo filho de Sullivan, Michael Jr. (Tyler Hoechlin). Logo, toda a família do matador vira alvo dos "caras maus de verdade", e Sullivan vai fazer o que for preciso para salvar o que restou dela.

A primeira grande questão é: "uau, isso é mesmo baseado em quadrinhos?" Não é todo dia que encontramos esse tipo de temática na nona arte. Muito menos uma adaptação livre, e eficiente de material tão singular. 


O roteiro não foca as peculiaridades da máfia ou seu funcionamento, mas as conturbadas relações dentro delas. E como estas podem ser radicalmente alteradas com uma única ação. Assim presenciamos o afastamento de Sullivan de seu protetor Rooney, ao mesmo tempo acompanhamos sua aproximação com seu próprio filho Michael Jr. Enquanto isso, Rooney (em assustadora atuação e eficiente sem excessos de Paul Newman) sustenta seu próprio dilema. Proteger o filho, em detrimento de seu protegido, mesmo sabendo que ele é o errado na história. 

Michael Jr. é um caso a parte. Aos doze anos precisa lidar com a culpa de causar a destruição de sua família. Se acostumar com seu novo "estilo de vida". Ao mesmo tempo que passa por aquela fase em que os pais caem dos "pedestais" em que os colocamos, para talvez subir novamente, mas de forma diferente. Tudo muito bem defendido pelo jovem Tyler Hoechlin.


Mencionei que também existe um terrível assassino de aluguel em busca dos Sullivan, pai e filho? Jude Law incorpora um nojento matador, com uma queda por fotografias. Em alguns instantes um pouco caricato, especialmente na sequencia em que dirige o carro, perseguindo Michael e o filho. Admito me fez rir. Mas nem de longe este deixa de ser uma ameaça.

Ainda vale mencionar o sempre eficiente Stanley Tucci, em papel pequeno, mas marcante. E um Daniel Craig pré 007, vivendo um detestável "filhinho de papai" do submundo.

Para completar a composição ótimos, embora moderados, tiroteios. E a oscarizada fotografia, com cenas marcantes como as chegadas à Chicago, e a casa à beira mar vistas através de reflexos nas janelas. Além do supra-mencionado tiroteio na chuva.  

Não é segredo que filmes de gangsters e máfia nunca foram meus favoritos, basta ler minha resenha de O Poderoso Chefão (cuja qualidade admiro, mas o blu-ray não comprarei). Entretanto Estrada Para Perdição me agradou e muito, não é espetacular, mas já é um de meus favoritos neste gênero em particular. Será verdade que mesmo sem uma atuação brilhante, Hanks é sempre confiável?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Curiosidades de Estrada para Perdição

Em Portugal Estrada para Perdição ganhou o nome de Caminho para Perdição.

Inspirado na série japonesa em mangá "Kozure Okami", de Kazuo Koike e Kojima.

O filme é dedicado a seu diretor de fotografia Conrad L. Hall, cujo último filme foi este.


É apenas o 2º filme do diretor Sam Mendes. O anterior fora Beleza Americana, com o qual ganhou o Oscar de melhor diretor.

A produção de gastou US$ 2 milhões para dar à cidade de Geneva, em Illinois, um visual característico dos anos 30, época em que se passa a história do filme.

O ator Anthony Lapaglia foi contratado para interpretar Al Capone, tendo rodado suas cenas previstas, que acabaram ficando de fora da versão final do filme.

As fotos mostradas no apartamento de Harlen Maguire são de cenas de crime verídicos ocorridos na década de 30.

Inicialmente a previsão era que o filme fosse lançado nos cinemas norte-americanos em novembro de 2001, tendo sua estréia posteriormente adiada para julho de 2002.

Para estabelecer a iluminação de Road to Perdition, Mendes olhou as pinturas de Edward Hopper para tirar inspiração, particularmente New York Movie. Mendes e Hall tentaram transmitir iluminações atmosféricas para as cenas, aplicando o lema "menos é mais".

As fotografias mostradas no apartamento de Harlen Maguire (Jude Law) também aparecem em um livro de Luc Sante intitulado "Evidence". De acordo com Sante, as fotos são parte de uma coleção realizada pelos Arquivos Municipais da Cidade de Nova York e foram levados por membros da polícia de Nova York durante os anos 1914-1918.

A tomada de O Repórter desenhando uma arma e se aproximando do Hotel Genebra mostra uma mercearia atrás dele. Na realidade, é uma Starbucks que foi coberta e fechada por quatro dias. Era usada como área de serviço e os funcionários foram mantidos para servir café a equipe.

A tomada icônica de Sullivan dirigindo o carro em Chicago envolveu 120 carros de época em uma manhã de domingo tranquila na principal via de Chicago.

Jude Law se trabalhou com um mágico para aprender a atar uma moeda entre os dedos, um truque que ele desempenha no filme.

A metralhadora que Sullivan usa é na verdade um Thompson M1921.

Frank Nitti era um fumante inveterado de modo que Stanley Tucci tinha que superar aproximadamente 80 cigarros em um dia.

Personagem de Jude Law, Maguire, não está no romance gráfico original. Ele é uma criação do roteirista David Auto.

Contagem de corpos = 21.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Prêmios de Estrada para Perdição

Segundo o IMDB o longa recebeu 22 prêmios e 54 nomeações. confira as principais:

OSCAR
  • Melhor Fotografia -  Conrad Hall (prêmio póstumo recebido por seu filho Conrad W. Hall.)
Indicado para Melhor Ator Coadjuvante (Paul Newman), Melhor Direção de Arte (Dennis Gassner e Nancy Haigh), Melhor Trilha Sonora Original (Thomas Newman), Melhor Som (Scott Millan, Bob Beemer e John Pritchett) e Melhor Edição de Som (Scott Hecker).

BAFTA
  • Melhor Fotografia (Hall)
  • Melhor Desenho de Produção (Gassner)

American Society of Cinematographers
  • Melhor Realização em Fotografia no Cinema

Saturn Award (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA)
  • Best Action/Adventure/Thriller Film
  • Best Performance by a Younger Actor - Tyler Hoechlin

Globo de Ouro
Nomeado para Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture - Paul Newman

Em abril de 2006, a revista Empire elegeu Road to Perdition como o sexto melhor filme baseado em quadrinhos de todos os tempos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mês HQs: os concorrentes

Adaptar quadrinhos para o cinema está na moda, mas não é novidade. Logo, nada de se admirar com tantas produções. Diferentes gêneros, estilos, público alvo, a variedade é grande. E já que você precisa escolher um em nossa enquete resolvemos dar uma ajudinha e apresentar cada um deles.

Escolha seu favorito e vote em nossa enquete. (Fica no menu ali ao lado ó!)

A Princesa e o Robô
(1983)

Em um distante planeta em forma de cenoura; robôs e coelhos vivem lado a lado tranqüilamente. Até que um raio misterioso, vindo de uma distante estrela pulsar, atinge um robozinho e o torna apaixonado pela princesinha do reino, a doce Mimi. Mas há perigos, inveja e um vilão terrível para tentar atrapalhar o romance. E a Turma da Mônica entra em cena, para ajudar os dois namoradinhos, aprontando mil peripécias pelo espaço.






Anti-Herói Americano
(American Splendor - 2003)

O balconista de hospital Harvey Pekar (Paul Giamatti) deixa cair no chão alguns arquivos de óbito e encontra a ficha de um homem que trabalhou a vida inteira como balconista em Cleveland ­ um emprego burocrático, exatamente como o dele. Esse episódio, combinado com o fato de ter visto o seu amigo Robert Crumb (James Urbaniak) se tornar uma pequena celebridade em São Francisco como cartunista, o inspiram a criar a sua própria revista em quadrinhos, chamada American Splendor. A revista, publicada em 1976 com grande sucesso, retratava com realismo o cotidiano do próprio Harvey, um amante compulsivo de jazz e livros.



Do Inferno
(From Hell - 2001)

Em 1888 a cidade de Londres vive um horror sem precendentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente sequestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma "caçada" às garotas de Whitechapel, o caso logo chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia que muitas vezes usa de seus poderes psíquicos para solucionar casos. Abberline se envolve cada vez mais com o caso e aos poucos se apaixona perdidamente por Mary, mas quanto mais se aproxima da verdade mais Whitechapel fica perigosa para Abberline, Mary e suas companheiras.