3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Resultado: Bolão Oscar 2011

Acabou o grande mistério! Depois de muito suspense e especulação, eis o post de entrega do Bolão Oscar 2011. Fortes concorrentes disputaram o prêmio categoria-a-categoria.

Vamos ver como se saíram!

Primeiro os concorrentes:


Matt - PipocaNet
Película CriativaPelículia Criativa

Foram 7 concorrentes oficiais. Contudo, 4 deles parecem assistir a cerimônia na Globo e palpitaram apenas nas categorias que são anunciadas por ultimo, uma vez que nunca conseguem assistir o início da cerimônia.

Não foi necessário usar os palpites do Framboesa de Ouro como quesito de desempate!

Todos, sem exceção, apostaram suas fichas em Natalie Portman, Christian Bale, e Toy Story (embora nem todos tenham votado nesta última categoria. Barbada, todos ganharam pontos por essas.

Jake Gyllenhaal estava certo em sua apresentação dos Oscar de curta-metragem, são as categorias mais difíceis de acertar em um bolão. Todos que votaram nessas categorias erraram feio!

A Giselle acertou todos os palpites, mas só votou em 7 categorias, então perdeu na contagem de acertos para quem arriscou em tudo.

E vamos aos números:

A disputa foi acirrada, o primeiro e segundo lugares se revezavam na liderança a cada categoria. Apenas dois acertos separaram o vencedor do vice.
  • 13 acertos fizeram de Matt PipocaNet o vice, o que siginifica que....

Parabéns a todos, os participantes. Vocês são cinéfilos de 1ª!

Carregeuem o selo de participação para sua página (se quiserem, se não quiserem, não podemos fazer nada mesmo). A vencedora receberá seu selo exclusivo diretamente em seu blog!

Até o Oscar 2012!!!

P.S.:Podem pedir recontagem de votos, mas é muito provável que eu fique com preguiça de contar tudo de novo!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Bonequinha de luxo

Estilo e luxo é o que traz a primeira mulher de fibra no mês da mulher no DVD, Sofá e Pipoca.

Breakfast at Tiffany's
1961 - EUA
Cor, 115min
Comédia romântica

Direção: Blake Edwards

Roteiro: George Axelrod

Música: Henry Mancini

Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Martin Balsam, Mickey Rooney

Vencedor de 2 prêmios Oscar. Baseado em livro de Truman Capote.

Março, mês da mulher!

Kathryn Bigelow, 1ª mulher a
ganhar um Oscar de melhor direção
8 de março é o dia internacional da mulher. Em um blog comandado por três cinéfilas a data não podia passar em branco. No DVD, Sofá e Pipoca março será todo dedicado a elas. Escolhemos alguns dos filmes favoritos do (suposto) sexo frágil para passar em nossos DVDs.

Mulheres de fibra, e histórias encantadoras! Verdade seja dita: são muitos os títulos. Foi muito difícil chegar a esta lista, logo é muito provável que façamos algo do gênero novamente. Por isso, não se espante se o seu favorito não estiver em nossa lista!

Enquanto isso curta esse curioso filme que lista várias das musas do cinema mundial. Abaixo o nome de todas!

Mulheres no Cinema

As beldades do vídeo:
Mary Pickford, Lillian Gish, Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Norma Shearer, Ruth Chatterton, Jean Harlow, Katharine Hepburn, Carole Lombard, Bette Davis, Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Vivien Leigh, Greer Garson, Hedy Lamarr, Rita Hayworth, Gene Tierney, Olivia de Havilland, Ingrid Bergman, Joan Crawford, Ginger Rogers, Loretta Young, Deborah Kerr, Judy Garland, Anne Baxter, Lauren Bacall, Susan Hayward, Ava Gardner, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Lana Turner, Elizabeth Taylor, Kim Novak, Audrey Hepburn, Dorothy Dandridge, Shirley MacLaine, Natalie Wood, Rita Moreno, Janet Leigh, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Ann Margret, Julie Andrews, Raquel Welch, Tuesday Weld, Jane Fonda, Julie Christie, Faye Dunaway, Catherine Deneuve, Jacqueline Bisset, Candice Bergen, Isabella Rossellini, Diane Keaton, Goldie Hawn, Meryl Streep, Susan Sarandon, Jessica Lange, Michelle Pfeiffer, Sigourney Weaver, Kathleen Turner, Holly Hunter, Jodie Foster, Angela Bassett, Demi Moore, Sharon Stone, Meg Ryan, Julia Roberts, Salma Hayek, Sandra Bullock, Julianne Moore, Diane Lane, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones, Angelina Jolie, Charlize Theron, Reese Witherspoon, Halle Berry.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Viver a vida, sem pressa!

Um grande filme! Figurativa e literalmente!
Não me levem a mal, mas porque filmes antigos tendiam a ser tão longos? As pessoas não tinham afazeres antigamente? Não que isso seja um defeito. Pelo contrário, a narrativa nada apressada, que engloba vários anos na vida de uma personage, família, ou lugar é fascinante. Mas com os dias corridos de hoje, quem tem tempo para mais de três horas de filme. Culpo sim a vida corrida do século XXI por não conhecermos obras primas como Assim caminha a humanidade.

Leslie (Liz Taylor) leva dois dias inteiros para conquistar Jordan  "Bick" Bennedict (Rock Hudson). Após o inesperado casamento, vão para a nada modesta fazenda do noivo. Nascido em berço de ouro o rapaz tem apenas 598 acres no Texas. Uma gigantesca fazenda de gado chamada Reata. Começa aí, a batalha das diferenças. Saindo dos verdes gramados do leste, de cidadãos livres de pensamentos, para a paisagem bege e deserta da fazenda, onde moram a tradição, o orgulho e o preconceito.

No Texas, empregados são tratados a mão de ferro. Imigrantes e pobres não devem ser mimados! Palavras de Jordan, brilhantemente interpretado por Hudson a ponto de esquecermos completamente o galã que luta contra o preconceito de idade, a quem ele deu vida em Tudo que o céu permite. Gerando estranhesa da parte de Leslie, e conflito quando esta tenta tratar todos como iguais.

Mais durona que o irmão Luz (Mercedes McCambrigde), rege com rédeas curtas, e não fica nada satisfeita com a chegada da forasteira. Acompanhamos a primeira luta por território dentro da mansão Leslie tenta deixar de ser uma hóspede enquanto Luz não quer perder seu lugar.

O que impressiona mais: o charme da criança, ou
o vasto lá atrás que faz um casarão ficar pequenininho?
Quando Luz morre acidentalmente, deixa uma minúscula parte de Reata para Jett Rink (James Dean - puro chame, como nunca vi nada dele antes?), empregado abusado da fazenda e interessado pela patroa. Metido a ponto de recusar uma fortuna pelo pequeno pedaço, buscando trilhar seu próprio caminho enquanto irrita o ex-patrão. Nisso ele se sai muito bem. Encontra petróleo naquele pedacinho de terra, e esfrega sua riqueza na cara de Jordan assim que possível. 

O tempo passa, o casamento sofre um pouco, mas o amor de Leslie e Jordan é sempre mais forte. Simplesmente incríveis as inúmeras cenas, que nascem de uma briga e culminam em um romance.  Mais tempo se passa, as crianças crescem e resolvem trilhar seu próprio caminho. Aí é hora de os pais aprenderem com os filhos, rever conceitos, quebrar tabus e admitir que podem apenas cria-los, não viver por eles. 

Tudo é questionado. Desde a tradição, que o filho mais velho insiste em quebrar, preferindo ser médico a comandar a fazenda. E o preconceito, tema recorrente e muito bem abordado, quando o rapaz casa-se com uma imigrante. Tudo culminado no clímax, um confronto entre os inimigos declarados, Jett e Brick. Enquanto um enriqueceu seus bolsos, terminado um amargurado e solitário pobre homem rico. O outro cresceu como, e através de, sua família, as pessoas que amam o ensinaram a ser melhor.

Então é assim que caminha a humanidade? Com passos de formiga e sem vontade (desculpe, não resisti!) O longa é lento sim, mas enfadonho nunca! A longa passagem de tempo, abordada sem pressa nos oferece um perspectiva ímpar da vida. A evolução das pessoas, do mundo a sua volta (o longa se passa na primeira metáde do século XX, mudanças pipocam em todo canto). Como não gostar de ver a vida por este ângulo?
A vida em Reata não é adoravél?
Antes de terminar uma questão não sai de minha cabeça. Se odiavam tanto os "imigrantes" porque os Bennedict nomearam duas de suas filhas de Luz, um nome latino? Será um escorregão no roteiro? Uma mensagem sutil, quase subliminar? Preciso pensar mais sobre o assunto!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Filmografia Liz Taylor

Tá chateado? O Mês Liz Taylor está acabando, mas a sua vontade de ver filmes com ela não? Tudo bem isso acontece, afinal porque acham que ela é uma diva???

Para aplacar sua tristeza, e alimentar aquele gostinho de quero mais, publicamos a filmografia de Elizabeth Taylor, para você poder conferir todos (ou só alguns), os trabalhos da musa.

Filmografia

2001 - These old broads (TV)
1999 - Visit, The
1994 - The Flintstones - O filme (The Flintstones)
1989 - Doce pássaro da juventude (Sweet bird of youth)
1988 - Young Toscanini
1987 - Poker Alice (Poker Alice) (TV)
1986 - Cenas de mulher (There must be a pony) (TV)
1985 - As colunistas do escândalo (Malice in Wonderland) (TV)
1983 - Between friends (TV)
1983 - Montgomery Cliff
1981 - Genocide
1980 - A Maldição do Espelho (The Mirror Crack'd)
1979 - Morte no inverno (Winter kills)
1978 - Return engagement (TV)
1977 - A light night music
1976 - Vitória em Entebbe (Victory at Entebbe) (TV)
1976 - O pássaro azul (Blue bird, The)
1974 - Era uma vez em Hollywood (That's entertainment!)
1974 - Driver's seat, The
1973 - Vigília nas sombras (Night watch)
1973 - Divórcio dele, divórcio dela (Divorce his, divorce hers) (TV)
1973 - Meu corpo em tuas mãos (Ash Wednesday)
1973 - Under milk wood
1972 - X, Y e Z (Z and Co.)
1972 - Unidos pelo mal (Hammersmith is out)
1970 - Jogo de Paixões (The Only Game in Town)
1969 - Ana dos mil dias (Anne of the thousand days)
1968 - Cerimônia Secreta (Secret Cerimony)
1968 - O homem que veio de longe (Boom)
1967 - O Pecado de Todos Nós (Reflections in a Golden Eye)
1967 - A megera domada (La bisbetica domata)
1967 - Os Farsantes (The Comedians)
1967 - Doutor Faustus (Doctor Faustus)
1966 - Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf?)
1965 - Love goddesses, The
1965 - Adeus às Ilusões (The Sandpiper)
1965 - Big sur, The (curta-metragem)
1963 - Gente Muito Importante (The V.I.P.s)
1963 - Cleópatra (Cleopatra)
1960 - Disque Butterfield 8 (Butterfield 8)
1960 - Scent of a mystery
1959 - De Repente, No Último Verão (Suddenly, Last Summer)
1958 - Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof)
1957 - A Árvore da Vida (Raintree County)
1956 - Assim Caminha a Humanidade (Giant)
1954 - A Última Vez Que Vi Paris (The Last Time I Saw Paris)
1954 - No Caminho dos Elefantes (Elephant Walk)
1954 - Rapsódia (Rhapsody)
1954 - O belo Brummell (Beau Brummell)
1953 - A jovem que tinha tudo (Girls who had everything, The)
1952 - O melhor é casar (Love is better than ever)
1952 - Ivanhoé, o Vingador do Rei (Ivanhoe)
1951 - Esperto contra esperto (Callaway went thataway)
1951 - Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun)
1951 - O netinho do papai (Father's little dividend)
1951 - Quo Vadis? (Quo Vadis?)
1950 - O pai da noiva (Father of the bridge)
1950 - Verdade que seduz (Big hangover, The)
1949 - Quatro Destinos (Little Women)
1949 - O traidor (Conspirator)
1948 - O príncipe encantado (A date with Judy)
1948 - Travessuras de Júlia (Julia Misbehaves)
1947 - Nossa vida com papai (Life with father)
1947 - Cynthia
1946 - Courage of Lassie
1944 - A Mocidade é Assim Mesmo (National Velvet)
1944 - White cliffs of Dover, The
1944 - Jane Eyre (Jane Eyre)
1943 - Lassie (Lassie come home)
1942 - There's one born every minute

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bolão Oscar 2011

Fevereiro é mês de Oscar! E para não dizerem que as blogueiras aqui só querem saber de filmes antigos, o DVD, sofá e pipoca aproveita para propor sua primeira blogagem coletiva: Bolão do Oscar 2011!

A brincadeira é assim: no sábado, 26 de fevereiro, véspera da cerimonia do tapete vermelho, todos os participantes devem fazer uma postagem em seus respectivos blogs com suas apostas para o Oscar 2011. Vale também apontar aqueles para quem está torcendo, e ainda palpitar nos loosers do Framboesa de Ouro.

Leve o selo da blogagem coletiva para sua página, e avise para nós, aqui mesmo nos comentários deste post, que está participando. Aquele que acertar mais palpites ganha um selinho exclusivo atestando que é o mais nerd de cinema dentre todos os concorrentes. Ok, admitimos o prêmio não é lá uma estatueta dourada, mas o que vale mesmo é a brincadeira. Então, participe!

Segue a lista de indicados da Academia e em seguida do Framboesa de Ouro, para dar uma "ajudinha" na tarefa.

Indicados ao Oscar 2011Melhor filme
  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social
  • Minhas Mães e meu Pai
  • Toy Story 3
  • 127 Horas
  • Bravura Indômita
  • Inverno da Alma
Melhor Diretor
  • Darren Aronovsky - Cisne Negro
  • David Fincher - A Rede Social
  • Tom Hooper - O Discurso do Rei
  • David O. Russell - O Vencedor
  • Joel e Ethan Coen - Bravura Indômita
Melhor ator
  • Jesse Eisenberg - A Rede Social
  • Colin Firth - O Discurso do Rei
  • James Franco - 127 Horas
  • Jeff Bridges - Bravura Indômita
  • Javier Bardem - Biutiful
Melhor Atriz
  • Nicole Kidman - Reencontrando a Felicidade
  • Jennifer Lawrence - Inverno da Alma
  • Natalie Portman - Cisne Negro
  • Michelle Williams - Blue Valentine
  • Annette Bening - Minhas Mães e meu Pai
Melhor Ator Coadjuvante
  • Christian Bale - O Vencedor
  • Jeremy Renner - Atração Perigosa
  • Geoffrey Rush - O Discurso do Rei
  • John Hawkes - Inverno da Alma
  • Mark Ruffalo - Minhas Mães e meu Pai
Melhor Atriz Coadjuvante
  • Amy Adams - O Vencedor
  • Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei
  • Jacki Weaver - Animal Kingdom
  • Melissa Leo - O Vencedor
  • Hailee Steinfeld - Bravura Indômita
Melhor roteiro original
  • Minhas Mães e meu Pai
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • O Vencedor
  • Another Year
Melhor roteiro adaptado
  • A Rede Social
  • 127 Horas
  • Toy Story 3
  • Bravura Indômita
  • Inverno da Alma
Melhor longa animado
  • Como Treinar o Seu Dragão
  • O Mágico
  • Toy Story 3
Melhor filme em lingua estrangeira
  • Biutiful
  • Fora-da-Lei
  • Dente Canino
  • Incendies
  • Em um Mundo Melhor
Melhor direção de arte
  • Alice no País das Maravilhas
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • Bravura Indômita
Melhor fotografia
  • Cisne Negro
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social
  • Bravura Indômita
Melhores efeitos visuais
  • Alice no País das Maravilhas
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte IAlém da Vida
  • A Origem
  • Homem de Ferro 2
Melhor figurino
  • Alice no País das Maravilhas
  • I am Love
  • O Discurso do Rei
  • The Tempest
  • Bravura Indômita
Melhor montagem
  • Cisne Negro
  • O Vencedor
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social
  • 127 Horas
Melhor maquiagem
  • O Lobisomem
  • Caminho da Liberdade
  • Minha Versão para o Amor
Melhor documentário
  • Lixo Extraordinário
  • Exit Through the Gift Shop
  • Trabalho Interno
  • Gasland
  • Restrepo
Melhor documentário em curta-metragem
  • Killing in the Name
  • Poster Girl
  • Strangers no More
  • Sun Come Up
  • The Warriors of Qiugang
Melhor curta-metragem
  • The Confession
  • The Crush
  • God of Love
  • Na Wewe
  • Wish 143
Melhor animação em curta-metragem
  • Day &Night
  • The Gruffalo
  • Let's Pollute
  • The Lost Thing
  • Madagascar, Carnet de Voyage
Melhor trilha sonora
  • Alexandre Desplat - O Discurso do Rei
  • John Powell - Como Treinar o seu Dragão
  • A.R. Rahman - 127 Horas
  • Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social
  • Hans Zimmer - A Origem
Melhor canção original
  • "Coming Home" - Country Strong
  • "I See the Light" - Enrolados
  • "If I Rise" - 127 Horas
  • We Belong Together - Toy Story 3
Melhor edição de som
  • A Origem
  • Toy Story 3
  • Tron - O Legado
  • Bravura Indômita
  • Incontrolável
Melhor mixagem de som
  • A Origem
  • Bravura Indômita
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social
  • Salt
Indicados ao Framboesa de Ouro 2011

Pior filme
  • Caçador de Recompensas
  • O Último Mestre do Ar
  • Sex and the City 2
  • A Saga Crepúsculo: Eclipse
  • Os Vampiros que se Mordam
Pior ator
  • Jack Black - As Viagens de Gulliver
  • Gerard Butler - Caçador de Recompensas
  • Ashton Kutcher - Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor
  • Taylor Lautner - A Saga Crepúsculo: Eclipse e Idas e Vindas do Amor
  • Robert Pattinson - A Saga Crepúsculo: Eclipse e Lembranças
Pior atriz
  • Jennifer Aniston - Caçador de Recompensas e Coincidências do Amor
  • Miley Cyrus - A Última Música
  • As quatro amigas - Sex and the City 2
  • Megan Fox - Jonah Hex
  • Kristen Stewart - A Saga Crepúsculo: Eclipse
Pior ator coadjuvante
  • Billy Ray Cyrus - Missão Quase Impossível
  • George Lopez - Marmaduke, Missão Quase Impossível e Idas e Vindas do Amor
  • Dev Patel - O Último Mestre do Ar
  • Jackson Rathbone - O Último Mestre do Ar e A Saga Crepúsculo: Eclipse
  • Rob Schneider - Gente Grande
Pior atriz coadjuvante
  • Jessica Alba - The Killer Inside Me, Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família, Machete e Idas e Vindas do Amor
  • Cher - Burlesque
  • Liza Minnelli - Sex and the City 2
  • Nicola Peltz - O Último Mestre do Ar
  • Barbra Streisand - Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família
Pior diretor
  • Jason Friedberg e Aaron Seltzer - Os Vampiros que se Mordam
  • Michael Patrick King - Sex and the City 2
  • M. Night Shyamalan - O Último Mestre do Ar
  • David Slade - A Saga Crepúsculo: Eclipse
  • Sylvester Stallone - Os Mercenários
Pior roteiro
  • O Último Mestre do Ar
  • Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família
  • Sex and the City 2
  • A Saga Crepúsculo: Eclipse
  • Os Vampiros que se Mordam
Pior casal ou elenco
  • Jennifer Aniston e Gerard Butler - Caçador de Recompensas
  • A cara de Josh Brolin e o sotaque de Megan Fox - Jonah Hex
  • O elenco de O Último Mestre do Ar
  • O elenco de Sex and the City 2
  • O elenco de A Saga Crepúsculo: Eclipse
Pior prelúdio, remake, continuação ou plágio descarado
  • Fúria de Titãs
  • Sex and the City 2
  • O Último Mestre do Ar
  • A Saga Crepúsculo: Eclipse
  • Os Vampiros que se Mordam
Pior 3-D de Arrancar os Olhos
  • Fúria de Titãs
  • O Último Mestre do Ar
  • Como Cães e Gatos 2
  • Jogos Mortais - O Final
  • Nutcracker 3-D

The Elizabeth Taylor AIDS Foundation

Já mencionamos aqui no blog que Elizabeth Taylor é pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, principlmente no combate à AIDS. 

The Elizabeth TaylorAIDS Foundation (ETAF), fundada em 1991, da suporte às organizações que oferecem serviços e cuidados a portadores a Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, a AIDS. Oferece educação sobre a doença e como preveni-la, e apoiá pesquisas de desenvolvimento de tratamento e cura para o vírus HIV.

Se quiser ajudar visite o site da Fundação -http://www.elizabethtayloraidsfoundation.org/

Indiscutível! Ela é DIVA dentro e fora das telas!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Curiosidades e prêmios de Assim caminha a humanidade

Assim Caminha a Humanidade é o último filme de James Dean.

George Stevens queria que o ator Alan Ladd interpretasse Jett Rink. Ladd estava em recuperação de uma doença e recusou o papel segundo orientações de sua esposa.

Jett Rink foi inspirado na vida de Glenn McCarthy (1908 - 1988), imigrante irlandês que se tornou um dos principais petroleiros no Texas.

Antes de Elizabeth Taylor, o papel de Leslie foi oferecido à Grace Kelly.

A estréia do filme foi atrasada em alguns meses para que Liz Taylor, grávida na época, tivesse o seu filho.

Prêmios

Oscar 
  • Melhor diretor.
Recebeu outras nove indicações, nas categorias de melhor filme, melhor ator (Rock Hudson e James Dean), melhor atriz coadjuvante (Mercedes McCambridge), melhor direção de arte - filme colorido, melhor figurino - filme colorido, melhor edição, melhor trilha sonora e melhor roteiro adaptado.

Prêmio David di Donatello 1957 (Itália)
  • Melhor produção estrangeira.

Globo de Ouro 
Indicado nas categorias de melhor filme - drama e melhor direto

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A passos lentos

É assim que caminha a humanidade segundo o filme. A passos bem lentos, aliás. Mas anda. E é isso o que importa. A história de Assim caminha a humanidade (Giant, 1956) mostra bem como funciona a sociedade texana: mesmo sabendo que as suas amadas terras foram "barganhadas" com o povo mexicano, os texanos tem orgulho de ser americanos e um preconceito enorme com os imigrantes. O que vemos aqui é que o preconceito em todos os níveis: para com os mais pobres, os imigrantes, até mesmo com os compatriotas de outros estados- quem não é texano parece não ser suficientemente americano. Mas existe uma coisa ainda maior que o preconceito: o amor incondicional que dedicamos aos nossos.

É o que Leslie Lynnton (Elizabeth Taylor) descobre após casar-se com Jordan 'Bick' Bennedict (Rock Hudson). Moça do leste, acostumada a pensar por si própria, casa-se apaixonada com Bick e vai morar em Reata, sua enorme fazenda no Texas. Além da enorme casa e das milhares cabeças de gado, só há vento, terra e a triste cidadezinha de imigrantes chamada Vintecito. A fazenda era regida pela ainda mais rígida irmã de Bick, Luz (Mercedes McCambrigde), e ela tratava a todos os empregados com o devido tratamento texano. Ao chegar em local tão inóspito, Leslie logo sente que tem que tomar o seu lugar à força ou será sempre tratada como uma hóspede, uma inútil.

A vida no Texas não é fácil para mocinhas rebeldes, Leslie...


Espaço conquistado com delicadeza e persistência, ela se sente mais à vontade para buscar o que fazer naquela imensidão de terras. Com o pai médico, era óbvio que ela tivesse um certo pendor para cuidar dos mais necessitados, independente de eles serem imigrantes ou não. Imagine o choque de um homem, texano, ao ver que sua esposa está cuidando de doentes imigrantes. Tão rebelde quanto a jovem senhora Bennedict é o faz-tudo da fazenda, protegido de Luz Benneditc - Jett Rink (James Dean, maravilhoso). Mesmo quando lhe foi oferecido em dinheiro o dobro do valor que suas terras herdadas valiam (após a morte acidental de Luz, ela deixa para o capataz um pequeno pedaço de terra, sem muita valia para os poderosos Bennedict), ele recusa a oferta e fica com a terra. E contra todos, começa a cavar a terra e se prova certo: petróleo, o ouro negro, jorra aos baldes de sua pequenina porção de terra. E qual é a primeira coisa que este novo milionário faz? Jogar na cara do ex-patrão que agora é mais rico que ele, lógico. E dentro de terras que até pouco tempo eram dele. Óbvio que não ia dar certo. E dali em diante, eram inimigos declarados - mas com uma coisa em comum: amavam a mesma mulher.

Mesmo após terem se separado por algum tempo, para evitar o desgaste, o casal se ama muito. E não conseguem ficar muito tempo longe. O amor fala mais alto. Os anos passam, os filhos crescem e os problemas aumentam: como um filho primogênito de um grande senhor de terras pode nascer sem vontade de cuidar de vacas? Como vai querer ser médico e ainda casar com uma imigrante? Como sua tão amada filha casa-se com um homem que quer ter sua própria terra, mesmo que ela nunca vá ser ao menos parecida com a que é sua por direito? E que a outra, tão nova, esteja "de paixonite" por seu maior rival? Novamente, é o amor pelos filhos que o faz sucumbir aos seus sonhos: sim, o filho pode ser médico; a outra pode ser atriz; ele pode vender suas terras para a exploração de petróleo; ele pode brigar pelo respeito com os imigrantes, sendo seus parentes ou não. A lição que fica é essa: o amor é mais forte que qualquer outra coisa. Uma bela lição, diga-se.


Dean: simplesmente perfeito.

O filme é bem longo (são 2 dvds só de filme, fora o de extras de produção) mas não é cansativo. A produção é riquíssima, os cenários são bem construídos, as tramas são bem interligadas, os temas são bem espinhosos e muito bem desenvolvidos. Uma crítica bem mordaz, mas ao mesmo tempo suave, sutil. É bem interessante, e as personagens são ricas e lindamente interpretadas - destaque para Bick e Jett, os opostos da sociedade capitalista. Um nasceu em berço de ouro e foi criado para dar continuidade ao império, o outro mal teve oportunidades na vida, mas agarrou a que lhe pareceu com unhas e dentes e conseguiu vencer - a personificação do american dream. Até a diferença de estatura entre Hudson e Dean também parece influenciar na diferença entre os personagens. Aliás, não dá para não comentar a espetacular presença de James Dean. São poucas as suas cenas, e suas falas também não são muitas. Mas é o suficiente para roubar a cena em cada momento que aparece. A sua construção de Jett, um roceiro preconceituoso que se apaixona pela senhora rica, e que faz de tudo para ser mais rico que o rival, porém não se esforça para crescer (só enriquecer, como se isso fosse a única coisa que importasse), e que no fim acaba um lorde do petróleo, bêbado, sozinho e amargurado... É perfeito, emocionante - a melhor coisa dentro deste maravilhoso filme.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Assim caminha a humanidade


E o filme vencedor da nossa primeira enquete foi Assim caminha a humanidade. Acompanhe nossa jornada!

Assim caminha a humanidade (Giant, 1956) - EUA, 201 min, drama.

Direção: George Stevens
Roteiro:Fred Guion, Ivan Moffat. Baseado na obra de Edna Ferber
Elenco: Rock Hudson, Elizabeth Taylor, James Dean, Mercedes McCambrigde, Chill Wills.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tensão do início ao fim


Direção é mesmo tudo. Foi só eu falar aqui que Gata em teto de zinco quente parecia teatro filmado que vem o filme seguinte me surpreende positivamente. Também baseado em uma peça, Quem tem medo de Virginia Woolf? é tão verborrágico quanto, mas é tenso do início ao fim e consegue prender a atenção do espectador - e não se esqueçam de que estamos falando do longa de estreia de Mike Nichols. Está certo que o casal de protagonistas é, digamos, maluco. Você faria uma visita a Martha e George às 2h30 da manhã? Eu não! É caso pra anos de terapia.

Tudo começa quando George (Richard Burton) e Martha (Elizabeth Taylor) recebem o casal Nick (George Segal) e Honey (Sandy Dennis). Nick é um professor recém-contratado pela universidade onde o pai de Martha é reitor. O que deveria ser apenas um encontro informal para criar intimidade entre eles acaba numa grande lavagem de roupa suja, em que todos os podres dos quatro vêm à tona em doses cavalares. Sério, programa da Márcia Goldschmidt perde. Só que com alguma sofisticação, se é que isso é possível.

Primeiro, temos que reconhecer que o texto de Edward Albee é um prato cheio para qualquer um, com uma certa dose de mistério, dramaticidade exarcebada, algumas pegadinhas e infinitas variações. Os personagens vão da ironia ao desespero, passando pelo sarcasmo e chegando ao alívio em questão de minutos. É trabalhoso acompanhar essa maratona emocional, mas o resultado vale a pena.


Liz Taylor, que só vi em filmes até então com a beleza intacta, está irreconhecível: envelhecida, alguns quilos acima do peso ideal e totalmente entregue. Até a voz está diferente, mais encorpada. Se o nome dela não estivesse nos créditos, poderia dizer que é outra atriz. Infinitamente melhor, diga-se de passagem. Mas seu então marido e parceiro de cena, Richard Burton, está igualmente impecável. Não sei dizer qual dos dois me perturbou mais. E nem preciso falar que George Segal e Sandy Dennis também estão ótimos: estão aí as quatro indicações ao Oscar que não me deixam mentir.

No meio daquela loucura toda, que muitas vezes parece sem propósito (onde foi que eles deixaram os modos? acaso não sabem manter a pose?), é possível ver um casal em sofrimento, em carne viva, que se consome e se destrói mutuamente. Triste, não? A revelação final, que na verdade é só uma confirmação do que a gente já suspeitava, torna tudo ainda mais profundo. E triste.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

De Virginia Woolf, não tenho medo...

Cuidado, professor/marido frustrado armado!
Com o perdão do palavreado: que diabos serviram naquele jantar que precede os acontecimentos de Quem tem medo de Virginia Woolf? Não que o jantar fosse a causa da loucura dos personagens, mas é muito provável que a bebedeira iniciada tenha sido a ultima gota necessária para romper com tudo a represa.

O casal de meia-idade George (Richard Burton) e Martha (Elizabeth Taylor) recebe em sua casa um jovem casal que conhecera na mesma noite em um jantar, Nick (George Segal) e Honey (Sandy Dennis). A reunião já começa em altas horas, e com vários drinques previamente ingeridos. A medida que a noite avança, as conversas ficam mais ácidas, complicadas, agressivas e mesmo incompreensíveis. Transformando a reunião em um encontro deprimente.

É verdade! A sinopse não é nada promissora. Quatro personagens, que já nos são apresentados em estado alterado pelo álcool discutem suas neuras e mágoas, com berros, choro, e até vômitos. Juro que pensei: ou isso é muito bom, ou vai parecer um capítulo ruim de uma novela mexicana qualquer. Felizmente fui surpreendida pela primeira opção.

Rindo de seus problemas!
Novamente, é verdade, não entendemos muita coisa das neuroses intelectuais dos personages. Mas também não conseguimos desviar os olhos da tela, mesmo quando a choradeira das personagens criam algumas passagens monótonas. Sempre em busca de uma explicação e/ou desfecho para tanto drama.

O texto afiado, que nos faz nos perder, nas questões filosóficas e nos segredos de cada um dos quatro, é afiado e completamente louco. Resultando em uma catarse coletiva que permite falas insanas como "Eu sou a mãe terra e vocês são todos bundões". Ou ainda em diálogos inspirados onde as pessoas não estão necessariamente conversando entre si, como "Eu vou morrer". "Ótimo, faça, vá em frente!".

Mérito para o quarteto de atuação, que de tão afinado e entregue aos personagens, todos foram indicados ao Oscar (apenas as moças faturaram as estatuetas). Liz Taylor, desconstruida, escandalosa e sem seu glamour, me convenceu como nunca. Talvez seja culpa dela que a Academia acredite até hoje que, se uma mulher se despe de sua beleza, é porque vai mandar bem na atuação.

Terapia em grupo, catarse coletiva, ou inauguração
de hospício: você escolhe
O que dizer de Sandy Dennis, uma desconhecida para esta blogueira até ontem, é a melhor em cena. Migrando de uma mocinha recatada (filha de pastor e tudo), para uma moça que dança como o vento. E nos fazendo perguntar quem em sã consciência deixaria essa moça sozinha por aí?

Quem tem medo de Virginia Woolf? me fez descobrir que adultos também precisam de supervisão, algumas vezes. E que em outras o implantar e vivenciar a insanidade e o caos é a melhor forma de resolver seus problemas.

Medo de Virginia Woolf, eu não tenho. Já dos personagens....

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Curiosidades e prêmios de Virginia Woolf

Foi o primeiro filme dirigido por Mike Nichols.

Batte Daves e James Mason eras os favoritos do autor da peça para os papéis principais. Ele chegou a incluir uma fala (What a dump!) para a personagem Martha, retirada do filme Beyond the Forest (1949) interpretado por Davis.

O nome da peça parodia a célebre canção infantil Quem tem medo do lobo mau? (Who's Afraid of the Big Bad Wolf?) do desenho animado da Disney, Os Três Porquinhos.

O filme foi realizado na época em que Elizabeth Taylor e Richard Burton eram casados na vida real e os rumores são de que o casal talvez tenha se inspirado nas suas brigas e bebedeiras para interpretar com maestria os protagonistas.

Elizabeth Taylor, sempre bela e glamurosa nos filmes até então, surpreendeu o público ao aparecer gorda e envelhecida, num papel escandaloso de uma megera barulhenta e furiosa. A metamorfose lhe garantiu o segundo Oscar de melhor atriz.

O personagem Nick chegou a ser oferecido ao ator Robert Redford, que recusou o papel.

O filme aparece em 67º lugar na lista dos 100 melhores filmes da AFI

Este é o 4º de 11 filmes em que Richard Burton e Elizabeth Taylor trabalham juntos. Os demais foram Cleópatra (1963), Gente Muito Importante (1963), Adeus às Ilusões (1965), A Megera Domada (1967 - vote nele aí do lado, para assistirmos semana que vem!), Dr. Faustus (1967), Os Farsantes (1967), O Homem que Veio de Longe (1968), Ana dos Mil Dias (1969), Unidos pelo Mal (1972) e Divórcio Dele, Divórcio Dela (1973).

A atriz Sandy Dennis, que estava grávida durante as filmagens de Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, teve um aborto espontâneo bem nos sets de filmagens.

Todos os integrantes do elenco de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? foram indicados ao Oscar. O único filme que repetiu esta façanha foi Trama Diabólica (1972).

Prêmios

Oscar 

  • Melhor atriz (Elizabeth Taylor)
  • Melhor atriz coadjuvante (Sandy Dennis)
  • Melhor fotografia preto-e-branco (Haskell Wexler, que foi o último vencedor dessa categoria)
  • Melhor figurino preto-e-branco 
  • Melhor direção de arte preto-e-branco.

Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor som, melhor roteiro adaptado, melhor ator (Richard Burton), melhor ator coadjuvante (George Segal), melhor montagem e melhor trilha sonora.

BAFTA

  • Melhor filme de qualquer origem
  • Melhor atriz britânica (Elizabeth Taylor)
  • Melhor ator britânico (Richard Burton).

Globo de Ouro 
Indicado nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor de cinema, melhor ator de cinema - drama (Richard Burton), melhor atriz de cinema - drama (Elizabeth Taylor), melhor roteiro, melhor ator coadjuvante (George Segal) e melhor atriz coadjuvante (Sandy Dennis)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Quem tem medo de Virginia Woolf?

O terceiro filme da nossa lista é outra adaptação de uma peça teatral

Who's afraid of Virginia Woolf?
1966, EUA
Cor, 131 min
Drama

Direção: Mike Nichols

Roteiro: Ernest Lehman

Com: Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis.

Adaptação da peça homônima de Edward Albee. Vencedor de 5 Oscar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Perdido na tradução


Sempre que vejo um filme, dou muito valor ao texto, e acredito mesmo que um roteiro bem escrito seja a garantia de 70% de um bom filme. Muitas vezes essa minha teoria se confirma, mas Gata em teto de zinco quente é a prova de que, às vezes, os outros 30% fazem muita falta. Sim, o filme tem personagens ótimos, excelentes atuações e diálogos brilhantes. Mas o resultado que se vê na tela não ultrapassa a mera tentativa de se filmar uma peça. E cinema, amigos, não é isso. Como diria a sabedoria popular, cada um no seu quadrado.

O texto de Tennessee Williams é afiado. Seja na relação nada harmoniosa entre Maggie e Brick, ou no grande ambiente familiar comandado (?) por Big Daddy, as pessoas são de uma sinceridade absurda. Mais ou menos o que seria uma festa de fim de ano, mas com roteiro, claro. E não estou falando daquelas discussõezinhas mais ou menos de Brothers and sisters ou novelas do Manoel Carlos, onde todo mundo diz o que quer, mas logo encarna o espírito natalino e resolve fazer as pazes. Como assim?

O melhor do longa de  é a quantidade de veneno despejada em cada diálogo ou mesmo no olhar. Reparem bem: o patriarca da família, à beira da morte, não suporta a esposa, não se dá bem com o filho, que se tornou um alcoólatra, e virou alvo da ambição do outro. A mulher deste vive de fazer intriga e de bisbilhotar a vida íntima da cunhada. Tudo perfeitamente crível, e com doses altíssimas de inveja, intriga, ódio, rancor, ganância, insensibilidade. A natureza humana exposta, uma beleza de se ver.

Acontece que cinema requer um pouco mais de requinte do que o filme apresenta. Loooongas sequências de diálogos podiam até ser toleráveis em 1958, mas hoje, é preciso um pouco de paciência para acompanhar esse ritmo. Ainda bem que fomos presenteados com um elenco de primeira qualidade. Elizabeth Taylor está bem convincente como a mulher determinada a salvar seu casamento, mas Paul Newman (lindo, lindo) é que faz miséria em cena. Nem tudo está perdido, ainda bem.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Casos de família

Um patriarca  em que toda uma família se apóia, uma cunhada interesseira, um prodígio frustrado, um casal de aparências, crianças irritantes. Não estou falando da minha familia, muito menos da sua, caro leitor, mas, tenho certeza, encontramos esses tipos na sua, na minha, enfim, nas melhores famílias. Esta é a base para trama de Gata em teto de zinco quente, cuja maior diferença com relação a vida real é a dramaticidade teatral exagerada, e o fato de que todos os problemas estouram ao mesmo tempo.

E agora, Big Daddy???
É festa de aniversário de Big Daddy (Burl Ives), a família é toda reunida para comemora. A interesseira esposa do primogênito do rico patriarca treina seus irritantes filhos para bajular o velho. O filho caçula Brick (Paul Newman), literalmente preso à ocasião (está com a perna quebrada), não quer saber do pai, com que nunca teve uma relação verdadeira, e nega a bela esposa Maggie (Elizabeth Taylor).

E assim como em Big Brothers e novelas de Manuel Carlos, basta criar uma convivência forçada entre os personagens, que tudo é "jogado contra o ventilador". A família precisa encarar a inevitável morte do patriarca, a briga pela herança, o alcoolismo do caçula frustrado por não poder mais jogar, entre outros probleminhas. 

Vida em família: complicaaadoooo!!!
Diferente da vida real onde toda família tem esse tipo de problemas e resolve (ou tenta) por debaixo dos panos, em Gata em teto de zinco quente, eles resolvem aos gritos, de forma dramática e teatral. Este último provavelmente resquício da origem do texto. Era uma peça antes de ganhar as telas.

Embora as interpretações de todo elenco sejam inspiradas, os atores também carregam essa carga dramática exagerada dos palcos. Liz Taylor, puro glamour em seu vestido branco esvoaçante, para Marilyn nenhuma botar defeito, só é arruindada por sua voz de 12 anos de idade. Nada que não possa ser superado após alguns minutos. 

Um pouco maçante e verborrágico demais, deixou a impressão não alcançou todo seu potencial. Especialmente quando descobri os cortes, com relação ao possível homossexualismo de Brick, (existente apenas na versão dos palcos) que Newman, charmoso mesmo mal-humorado, daria conta sem piscar. Uma pena!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Zzzzzz...


Esperava mais do casal em cena...


Ok, sei que Gata em teto de zinco quente (Cat on a hot tin roof, 1958) é uma adaptação de uma peça de Tennessee Williams, mas não precisava parecer teatro filmado. Eu me senti tão irritadiça vendo o filme quanto o próprio Brick (Paul Newman, lindo de morrer) ao ver o que se passava ao seu redor: não aguentava mais aquele falatório, aquelas picuinhas ridículas que só gente interesseira é capaz de fazer. Eu podia sentir o clima quente e abafado da casa (tava um calor horroroso no dia em que assisti o filme, e isso não ajudou em nada). Se eu fosse uma gata num teto de zinco quente, já tinha pulado fora faz tempo.

O filme não conseguiu prender minha atenção por muito tempo, só peguei o básico da história. Filho mais novo e a menina dos olhos do pai rico, Brick (Newman) é um atleta aposentado (parou de jogar após a morte do melhor amigo) casado com Maggie (Elizabeth Taylor, inspirada - mas a voz incomodou), que não quer saber de crianças - as carinhosamente chama de "monstrinhos sem pescoço". Mesmo sem ter herdeiros, e sem estar interessado na herança do pai, Brick é jogado no meio da confusão armada pelo irmão mais velho, a cunhada pentelha e filhos mais pentelhos ainda. Sem poder fugir (literalmente) por ter quebrado a perna dias antes da reunião em família, é obrigado a assistir o rebuliço causado por todos quando descobrem que o Velho está com câncer terminal. A mãe desespera porque não quer aceitar que o marido vai morrer, o filho mais velho quer controlar a herança e ter posse sobre tudo o que pertence ao pai, a cunhada grávida não pára de atiçar as crianças para que adulem o Velho, na tentativa de agradar - puro interesse.


E o filme fica nisso: é discussão sobre a herança, DR do casal Newman-Taylor, o Velho forçando o filho a encarar seus medos e dizer a verdade sobre ter abandonado o esporte, filho mais velho e esposa tentando convencer a mãe que são a melhor escolha para controlar a herança da família... Muita fala para pouca ação. uma cena engraçadíssima, logo no início do filme me enganou: quando Maggie é atingida por uma bola de sorvete arremessada por uma sobrinha e resolve revidar, eu achei que fosse ter algo mais emocionante no filme. Ok, foi tocante a cena em que Brick deixa escapar para o pai que ele está morrendo, e o Velho ainda insiste em negar. Mas... duas cenas marcantes em um filme inteiro?

Tudo bem que escrever uma peça de teatro é difícil pra caramba, e que o que dá vida à cena é o diálogo (não adianta ter o melhor ator em cena se o texto é uma bosta). O tema é interessante, a situação é bem verossímil, o texto é ótimo. mas não funcionou essa montagem para o cinema. Interpretações por demais teatrais, enquadramentos estáticos, sem vida, sem emoção, falas intermináveis. Como Brick, eu só queria sair dali.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Curiosidades de uma gata!

- Gata em teto de zinco quente é baseado em uma peça homônima de Tennesse Willians, vencedora do prêmio Pulitzer.


- O autor da peça detestou a versão para o cinema, a ponto de fazer publicidade negativa do filme quando este foi lançado.

- Na peça Gata em teto de zinco quente existem insinuações homossexuais com relação ao relacionamento de Brick e Skipper, mas na versão cinematográfica elas foram retiradas. Resultado da censura da época, que acabou transformado a personagem de Paul Newman em um problemático, em vez de alguém que luta com sua identidade sexual.

- Grace Kelly e Lana Turner estiveram cotadas para interpretar a personagem Maggie Pollitt.

- Ganhou uma refilmagem para TV norte-americana em 1984.

- Foi indicado para seis Oscar (Melhor Ator e Atriz para Paul Newman e Liz Taylor, Melhor fotografia, Diretor, Melhor filme e Roteiro adaptado), e dois Globos de Ouro (melhor drama e diretor) e três BAFTAs (filme, ator e atriz), mas saiu das três premiações sem faturar nada.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Gata em Teto de Zinco Quente

Depois de um épico, um drama com nome longo e complicado.

Cat on a Hot Tin Roof
1958 - EUA
Cor, 107min
Drama

Direção: Richard Brooks

Roteiro: Richard Brooks e James Poe

Música:Charles Wolcott

Com: Elizabeth Taylor, Paul Newman,Burl Ives, Jack Carson, Madeleine Sherwood, Larry Gates, Vaughn Taylor, Judith Anderson.

Baseado em peça teatral de Tennessee Williams.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Outras Cleópatras do cinema

Elizabeth Taylor levou a fama, mas interpretar Cleópatra já foi privilégio de várias outras atrizes. Confira abaixo a lista de quem já encarnou a poderosa Rainha do Nilo na telona.

Jeanne d'Alcy






















A francesa Charlotte Lucie Marie Adèle Stéphanie Adrienne Faës, ou simplesmente Jeanne d'Alcy, que foi casada com o pioneiro diretor George Méliès (de Viagem à Lua), interpretou a primeira Cleópatra do cinema. O curta-metragem de 1899 havia se perdido e foi encontrado apenas em 2005. Infelizmente, não achei imagens da obra para publicar aqui...

Theda Bara





















Em 1917, foi a vez da americana Theda Bara, considerada a primeira sex symbol do cinema mudo, interpretar a famosa personagem. Sex symbol, gente! Cada um com seu gosto, né?

Claudette Colbert
  





















Na versão de Cecil B. DeMille, lançada em 1934, coube a outra francesa, Claudette Colbert, assumir o trono egípcio, já num filme falado. 

Vivien Leigh






















Eterna Scarlett O'Hara, a inglesa Vivien Leigh também marca presença na lista graças ao filme César e Cleópatra, de 1945. Ela encarnou a personagem ainda no teatro, seis anos mais tarde, ao lado do marido, Laurence Olivier.

Leonor Varela























Quem disse que as latinas não têm vez? A chilena Leonor Varela abocanhou o papel no telefilme de 1999, que traz Billy Zane como Marco Antônio e Timothy Dalton como Júlio César.

Alessandra Negrini

















A paulistana Alessandra Negrini é a representante nacional da lista. A atriz interpreta Cleópatra no filme homônimo de 2007, dirigido por Júlio Bressane, trabalho que lhe rendeu vários prêmios.

Angelina Jolie






















A sra. Pitt será a próxima musa a encarnar a Rainha do Nilo no cinema. Com direção de Peter Greengrass, a produção é baseada na biografia Cleópatra: uma vida, de Stacy Schiff, e será filmada em 3D. Júlio César e Marco Antônio que se cuidem...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Muito romance e pouca História


Experimente fazer uma busca no Google sobre a vida da egípcia mais famosa que se tem notícia e qualquer um verá que Cleópatra (1963), de Joseph L. Mankiewicz, não é exatamente uma cinebiografia, mas um romance para lá de floreado, bem ao gosto de Hollywood, feito para a protagonista brilhar. E não foi à toa que Elizabeth Taylor ficou imortalizada no cinema por este papel: sua presença em cena é sempre marcante e sua beleza é espetacular. E o filme, o mais caro que já se produziu (e um tremendo prejuízo nas bilheterias, na época), é grandioso e ambicioso como não poderia deixar de ser.

Mas não dá para não ficar um tantinho decepcionada com a falta de verossimilhança na trama. Ok, os romances com Júlio Cesar e Marco Antônio são os pilares do roteiro, e as questões políticas servem apenas como pano de fundo, como de costume. Ninguém aqui está pedindo um documentário ou uma versão de quatro horas do Telecurso Segundo Grau, até porque cinema não é isso. Mas custava ser um pouco mais fiel à trajetória e à personalidade da rainha? Isso faz parte da construção da personagem.


Sim, ela era um ser humano e se apaixonou, mas também era inteligente, ardilosa, ambiciosa, amava o poder e fazia o que estava a seu alcance para consegui-lo. No filme, alguns atos estratégicos de Cleópatra, como exigir certos territórios do Império Romano, soam como capricho de uma jovem contrariada, ao descobrir que o amado havia se casado com outra. Então ela entrou para a História por causa de uma crise de ciúmes, entre outros chiliques? Acho que não. Sem contar que foram omitidos fatos importantes de sua vida, como ter se casado (conforme os costumes da época) com o irmão para governar e ter tido filhos com Marco Antônio.

Feitas estas considerações, o longa oferece tudo que um romance épico de sua proporção promete: interpretações corretas, boa direção de arte, figurinos lindos de morrer. Se lembrarmos que se trata de uma ficção, é bom entretenimento, e algumas sequências são ótimas, como a triunfal chegada da rainha a Roma. Detalhe: sem ser convidada. Sim, o filme é longo, mas vale a pena ver, nem que seja para babar pela diva e sentir o gostinho de viver, mesmo que seja de mentirinha, no Egito antigo. Um luxo!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A cara da riqueza

Cleópatra (Cleopatra, 1963) não é chamado de clássico à toa: um filme dessa magnitude não poderia passar despercebido. Impressionante é o mínimo que podemos dizer sobre ele. Os cenários são luxuosíssimos, os figurinos são impecáveis e belíssimos (as roupas de Cleópatra são lindas e realçam a beleza de Elizabeth Taylor, apesar de ser difícil de acreditar que houve uma rainha egípcia branca de olhos azuis), a quantidade de atores e figurantes em cena surpreende. A cena da entrada triunfal de Cleópatra em Roma, após se casar com o César (Rex Harrison, o melhor em cena) é de deixar qualquer um com os olhos grudados na telinha. Imagine ter que dirigir tudo isso e ainda ser fiel a uma história verídica? O filme também é um ótimo exercício de memória, me fez lembrar dos tempos de escola, quando eu estudava a história do grande Egito e as grandes civilizações. E ficava sempre aquela pulga atrás da orelha: mas foi isso mesmo que aconteceu? Bem, na verdade não. É só pesquisar no Google para ver que a história não foi bem assim. Mas, como enredo de filme, vale. Ou valeria, se fosse melhor explorado e representado.

Atuações exageradas à parte e uma certa confusão em conseguir distinguir quem é quem na história (no filme e na História em si), eu gostei do filme mas não me empolguei, nem me apaixonei. Fiquei um pouco desapontada, acho que esperava mais. Da atuação de Liz Taylor, pelo menos sim. Sua criação de uma rainha ainda muito jovem porém já bastante ambiciosa foi boa mas resvalou numa encenação teatral, ficou meio superficial. Cleópatra era jovem e boa estrategista, ela fazia o que era melhor para seu país - ela era o faraó, a encarnação da deusa Ísis, sua vontade era lei. O orgulho dela vinha disso, mas no filme, pela interpretação de Taylor, às vezes ela parecia uma criança birrenta. Só faltava fazer beicinho. E o pobre do faraó irmão dela? Sumiu logo depois do primeiro diálogo e apareceu para ser condenado à morte (praticamente), mas não disse a que veio. Nem sequer ficou claro como nem porque a irmã banida pos palácios conseguiu se manter lá após se reinfiltrar após entrar disfarçada, enrolada em um tapete (ou você seria capaz de me dizer que ela não chamou a atenção do irmão com todas as suas aias e proteção lá dentro?).


Como alguém que você não gosta se infiltra na sua casa e fica nessa mordomia sem que você perceba ou se incomode com isso?


E o que era o Marco Antônio, gente (Richard Burton)? Todo trabalhado no metal, com armaduras uma mais linda que a outra... Mas não conseguiu manter o orgulho depois que abandona a sua legião para fugir com Cleópatra. Aí o filme virou novela mexicana. Seu suicídio me lembrou a prática do harakiri dos samurais - a morte do guerreiro para recuperar ou manter sua honra e dignidade. Mas essa foi a parte mais difícil de acompanhar - o sono já quase me dominava. Um ritmo bem lento e as atuações superficiais e exageradamente dramáticas acabam cansando uma hora. Imagina depois de quase quatro horas de filme!



Depois que os dois se unem, o filme vira quase uma novela mexicana

Cleópatra foi uma rainha memorável, seja pela situação histórica que enfrentou (já na fase de declínio do Grande Egito) ou pelas suas representações dramáticas, em filmes e peças de teatro. Talvez este Cleópatra seja a mais grandiosa produção sobre ela, e Liz Taylor seja a mais bonita atriz a representá-la. Mas mesmo assim, mesmo sendo puro luxo, o filme não me conquistou. Valeu a oportunidade de ver um dos maiores filmes de todos os tempos, obrigatório na lista de qualquer pretenso cinéfilo (nosotras, inclusive) e por ser meu primeiro filme de Elizabeth Taylor. Espero que os próximos sejam mais empolgantes.