3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cleópatra

Começamos nosso mês de homenagem à diva com um dos seus mais memoráveis e lembrados trabalhos em toda a sua carreira - e uma das mais marcantes caracterizações de personagens de todos os tempos.

Cleopatra
1963 - EUA/Inglaterra/Suíça
Cor, 248min
Drama

Direção: Joseph L. Mankiewicz

Roteiro: Sidney Buchman, Ranald MacDougall e Joseph L. Mankiewicz, baseado em livro de Carlo Mario Franzero

Música:Alex North

Elenco: Elizabeth Taylor, Richard Burton, Rex Harrison, Pamela Brown, Martin Landau

Vencedor de 4 prêmios Oscar.

Escolha os filmes com a gente!


O DVD, sofá e pipoca versão 2011 está cheio de novidades. A maior delas é que agora você também pode escolher os filmes resenhados pelas blogueiras. Funciona assim: na última semana de cada mês, o longa mais votado pelos leitores na nossa enquete vai encerrar nossas edições temáticas. 

Em fevereiro, vocês sabem, a diva Elizabeth Taylor vai desfilar por aqui. E as obras que vão participar da nossa primeira edição interativa são Disque Butterfield 8, A megera domada e Assim caminha a humanidade

E aí, qual você quer "assistir" com a gente? É só votar na enquete aí ao lado, na nossa página do Facebook ou no nosso perfil do Twitter. Agora, é só preparar a pipoca! ;)

Mês Liz Taylor


Sim, caros colegas de sofá! Após nossos posts de férias com a deliciosa, querida e nerdíssima trilogia futurística, começaremos a colocar em prática as mudanças do blog. No ano passado nós seguimos a lista dos 50 filmes sugeridos pelo Almanaque de Cinema do Omelete. Escolhíamos aleatoriamente qual filme ia entrar em cartaz na semana, assistíamos e comentávamos. Em 2011, as coisas vão mudar um pouquinho.

Para começar, não teremos mais um lista pré-selecionada de filmes (até segunda ordem, pelo menos; vai que...). E agora vamos escolher um tema por mês. Para começarmos com o pé direito, escolhemos o tema Mês Liz Taylor. O motivo? Fevereiro é o mês de aniversário da diva, que completará - pasmem - 79 anos.


Em 27 de fevereiro de 1932, Elizabeth Rosemond Taylor nasceu na Inglaterra, mas mudou-se ainda criança com os pais norteamericanos para os Estados Unidos. Aos 10 anos, já começou a atuar em filmes pequenos, como atriz contratada da Universal Pictures. Uma de suas primeiras aparições na telona foi no filme Lassie, de 1943. Durante sua carreira filmou obras importantes de históricas,contracenou com os maiores artistas de sua época e tornou-se querida do público e da crítica. Mundialmente conhecida como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, sua marca registrada são os inacreditavelmente lindos olhos cor de violeta (um tipo raríssimo de variação de azul). Não à toa é considerava uma das grandes divas de Hollywood, especialmente por ser uma das principais estrelas da Era de Ouro dos grandes estúdios americanos. Seu talento lhe rendeu 2 Oscar de melhor atriz e um especial (Prêmio Humanitário), 4 Globos de Ouro e um Bafta.

A vida Lady Liz Taylor (foi condecorada pela Rainha Elizabeth II em 1999) também foi marcada por seus vários casamentos (oito, no total) e por sua ajuda a causas humanitárias - a atriz foi a pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, principlmente no combate à AIDS. Sua saúde atualmente é frágil, principalmente após ter vencido um câncer no cérebro em 1997. Os anos passam e a beleza não é eterna, todos sabemos. Mas nem ele consegue apagar o brilho de uma estrela da grandeza de Elizabeth Taylor.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Não é mais do mesmo


Assim como minhas companheiras de blog, não sou fã de faroeste, mas a-d-o-r-o uma paródia. Claro que De volta para o futuro III é muito mais do que isso, mas não dá para deixar de se deliciar com as inúmeras citações e brincadeiras com o gênero. Marty McFly é franzino, meio covarde (que ele não me ouça!) e o mais perto de uma arma que ele chegou foi no videogame. Mas dá conta do recado mais uma vez. E ainda tem sangue frio para fazer o moonwalk quando estava prestes a virar peneira. Será que o verdadeiro Clint Eastwood seria capaz de tal proeza???

Se todas as autorreferências possíveis já haviam sido feitas na segunda parte da trilogia, o capítulo final da fantástica viagem de Marty e Dr. Brown precisava mesmo de uma repaginada completada. Ambientada num cenário totalmente diferente dos anteriores, que dava margem a várias sequências de ação (com muito humor, claro), finalmente o garoto tem uma desculpa realmente forte para embarcar mais uma vez no DeLorean - convenhamos que ele poderia ter evitado a prisão do filho de outras formas... Mas agora a vida do amigo estava em risco, e nada poderia detê-lo. Obviamente a tarefa não é tão fácil quanto parece, mas era justamente isso que a gente queria. Afinal, de que adiantaria o cientista vivo e brilhante no futuro sem viver um linda (e improvável) romance com Clara? Ai, o amor...


A tradicional cena do reencontro com a mãe está lá, mas desta vez a presença de Lea Thompson não é tão marcante. Na verdade, seria quase dispensável, mas não se mexe em time que está ganhando, certo? A piadinha com o Frisbee também não é tão bem sacada como os longas anteriores. Portanto, concentre-se no que interessa: McFly lutando contra o tempo para escapar de um duelo mortal e o dilema do doutor ao constatar que seria impossível continuar com a brincadeira de viajar pelo tempo sem ter que enfrentar suas consequências.

Ao se dar conta de que mudou o rumo da História quando evitou o acidente da amada, o cientista resolve destruir a máquina, que "só causou desastres". Disso a gente já sabia, mas dá uma dor no coração pensar em abrir mão de algo grande assim, não é? Mas, no fim das contas, nem doeu tanto assim. Engenhoso que só, Emmett encontrou um meio de conciliar razão e emoção. E ninguém saiu perdendo com a mudança de nome do desfiladeiro Clayton para Eastwood. Mesmo enganosa, a lenda foi mantida, e o melhor: nenhum ator de Hollywood foi ferido durante as filmagens... :)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Doubleback, ZZ Top

Achou os músicos barbudos da Feira de Hill Valley de 1885 familiares? Eles são a banda ZZ Top! Além da participação especial no longa, os músicos escreveram a musica Boubleback, para trilha sonora. É claro um video-clipe não podia faltar né!

Confira o vídeo de Doubleback!

Curiosidades de De volta para o futuro - parte III

O elenco no lançamento da trilogia em DVD, em 2010
As partes II e III da trilogia foram filmadas simultaneamente e lançadas com seis meses de diferença. Uma decisão rara e arriscada para a época, se o segundo fracassasse nas bilheterias condenaria o terceiro que não teria chances de "se pagar". Hoje em dia a desição é comum e ajuda a baixar os custos de produções grandes como O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe e Harry Potter.

O primeiro beijo em cena de Christopher Lloyd foi neste filme, na cena romantica sob as estrelas entre Dr. e Clara Clayton.

Novamente Michael J. Fox trabalhou em vários papéis no filme. Além de Marty ele deu vida a seu tataravô Seamus McFly. Tomas F. Willson também incorpora dois personagens Biff e seu antepassado Bufford Tannen.
Michael J. Fox contracenando com Michael J. Fox

Lea Thompson, interpreta Lorraine McFly e também sua tataravó Maggie McFly. Personagens sem nenhum parentesco (Lorraine nasceu Baines, McFly é nome de casada).  As explicações para a semelhanças, segundo o diretor Robert Zemeckis e produtor Bob Gale são duas: A primeira é que homens se sentem atraídos por mulheres que lhes lembrem suas mães . Assim, depois que Seamus se casou com Maggie, os homens da família McFly passaram a ter “predisposição genética” para se sentirem atraídos por mulheres com o tipo físico de Maggie ou Lea Thompson. A segunda e infinitamente mais convincente, para que a parte III, assim como suas antecessoras também tivessem uma cena “Mamãe, é você ?”.


No filme Um século em 43 minutos, Mary Steenburgen, a Clara, também se apaixona por um viajante do tempo, mas ao invés do Doc do futuro. A moça cai de amores por H. G. Wells que veio do passado em busca de Jack, o Estripador (!).


Por um Punhado de Dólares é o nome do filme que Biff assiste em seu hotel cassino no 1985 (alternativo), no qual Clint Eastwood faz um personagem que usa uma placa de metal sob seu “poncho” como colete à prova de balas. Idéia da qual Marty se apropria para sobreviver ao duelo com Tannen do velho oeste.

Os posters no Drive-in de 1955, onde Marty dirige atém 1885, são de Revenge of the Creature e The Mummy’s Curse, ambos sequências de filmes da Universal.

Nesse longa é possível ver o relógio do Dr. Brown em seu banheiro em 1955. Lembre-se foi pendurando-o que ele escorregou, bateu a cabeça e teve a visão do capacitor de fluxo, em 5 de novembro de 1955.

Em De Volta Para o Futuro, o caminhão de estrume no qual Biff bate o carro em 1955, pertence a D. Jones. Na Parte III, em 1885 a carroça de estrume em que Tannem cai pertence a A. Jones. Claramente o estrume é um negócio de familia.

Quando Bufford manda Marty dançar, ele faz o moonwalker”de Michael Jackson.

ZZ Top, participação especial
A banda que toca no Festival da Cidade é ZZ Top, que escreveu e tocou a música DoubleBack, para a trilha sonora do filme. Eles também participaram do video-clipe da canção.

A arma que Christopher Lloyd usa para Marty dar a partida no drive-in em 1955 é a mesma que ele tenta usar contra os líbios no filme original. Não ocasição em 1985 ela não funcionou, o motivo? 30 anos de pouco uso.

Antes da velocidade de aquivamento, e a facilidade da busca do Google existir, o Dr. é o primeiro a pesquisar a si mesmo, só que na biblioteca de Hill Valley. E assim como no buscador on-line descobre que os arquivos tinham coisas sobre ele das quais ele não tinha idéia.

O fotógrafo que faz a imagem de Marty e do Dr. ao lado do relógio de Hill Valley, é na verdade Dean Cuney  o diretor de fotografia da trilogia

Quando a locomotiva decola no fim do filme Marty tem duas versões da mesma foto nas mãos. Ambas tiradas em 1885. A primeira onde aparecem apenas o Dr. e o relógio roubada da biblioteca em 1955, levada para 1885 e depois para 1985. A segunda inclui Marty, no momento histórico. O adolescente segura um paradoxo nas mãos, não faz idéia e não pode mostrar a ninguém.

Genealogia dos Tannen

Porque família a gente não escolhe!

Clique na imagem para amplia-la

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Faroeste futurista

Acerto uma pulga nas costas de um cahchorro a 10 metros. Duvida?
Foi o primeiro faroeste a que realmente assisti e gostei. Não é à toa, apesar de a história se passar no inconfundível Velho Oeste americano, ainda tem romance, comédia e as complicadas teorias relativas ao continuum espaço-tempo. Além de responder a todas as perguntas do enigmático e empolgante final em aberto do segundo longa.


Para a blogueira que vos escreve, a terceira e última parte da trilogia estava apenas a uma locadora de distância, mas não consigo deixar de imaginar como deve ter sido para quem acompanhou o lançamento nos cinemas. Esperar seis meses para saber como Marty salvaria o Dr. Brown, deve ter sido tortura semelhante à esperar pelas sequências de O Senhor dos Anéis, ou ainda a segunda parte de Relíquias da Morte. Você sabe que terá um pouco mais de aventura, mas é obrigado a esperar. Tortura maior, só saber que era a última carona no DeLorean.

Marty (Michael J. Fox) precisa resgatar o Dr. Brown (Chrispiher Lloyd) no Velho Oeste estadunidense, e salvá-lo de ser morto pelo ancestral de Biff (Thomas F. Wilson). Mas, pela primeira vez, o Dr. perde o foco em suas experiências quando cai de amores à primeira vista pela professora Clara Clayton (Mary Steenburgen). E ainda tem o problema da falta de gasolina.

Usamos Frisbies para comer!
Os McFly (Lea Thompson e Michael J. Fox) ainda estão presentes, apenas para dar uma sensação de continuidade e sanar nossa curiosidade sobre as origens da família e dos maus hábitos de Marty. Mas, desta vez, a familia do adolescente é deixada em paz para que Emmett finalmente ganhe espaço. Nós, espectadores fãs do personagens, só podemos ficar felizes e torcer para que dê certo, tanto o romance quanto a parte de viagem no tempo.

Se deliciar com as referências à própria franquia e a cultura pop em geral é novamente um dos pontos fortes do longa. Eu adoraria adotar o pseudônimo Clint Eastwood, se visitasse o oeste. Usar o moonwalker para desviar de balas, mandar bem no tiro por causa de videogames, habilidades típicas de um adolescente dos anos 1980.

Eastwood em pose de ação!
Quem já viu mais de uma vez pode até brincar de encontrar os "ecos" da vida através dos tempos. Assistir a diferentes versões da mesma cena. A paquera na garagem ao lado do DeLorean, a bilhante idéia do colete  à prova de balas, alguém gritar McFly em um bar ou ainda a favotira de 11 em cada 10 viajantes do tempo: ver o bandido comer estrume. Sempre existe algo novo a descobrir.

Desta vez percebi que, embora Marty planeje acampar sob as estrelas com sua namorada Jennifer (Elisabeth Shue), desde o filme original é o Dr. que consegue seu encontro romântico com Clara. Com direito a telescópio e estrelas cadentes. Falando na Jennifer, pobre garota dormiu durante dois filmes inteiros e perdeu toda a diversão.

O DeLorean, personagem a parte, termina sua história com estilo. Vemos o carro coberto de gelo, soltando fogo pelas rodas, voando, sendo atingido por um raio, puxados por cavalos, empurrado por uma locomotiva. Melhorias de épocas distintas, que vão do ecológico Sr. Fusão, a charmosos pneus dos anos 50. E o que era aquela versão gigante do chip de circuitos de tempo em cima do capô? Impossível não se apegar e sentir aquela dorzinha no coração quando [SPOILER] ele é esmigalhado pelo trem. [fim do SPOLER]. Sinto muito, locomotiva, eu preferia o DeLorean!

É curioso quando Marty (ou Clint, se preferir)  percebe, e nos faz perceber, que tudo que nossos protagonistas fazem é correndo contra o tempo, sempre em cima da hora. Como pode? O tempo é a única coisa que eles deveriam ter a seu favor!

E para quem ainda ficou com gostinho de quero mais, restam os ensinamentos do quanto é perigoso brincar com o tempo. E que segundo o Dr. Emmett Brown: o futuro não está escrito, ele é o que você faz dele, então faça-o bem! 

Ele deve estar certo, afinal o cientista é ele!

Contudo, se a lição não for o suficiente para você, tudo bem! O Dr. já construiu outra máquina mesmo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Hill Valley através dos tempos

Nada como assistir o nascimento e desenvolvimento da cidade em que viveu a vida toda! Infelizmente a maioria de nós só pode descobrir o passado através de fotos antigas, e aguardar pacientemente o futuro virar presente. Para Doc e Marty as coisas são bem diferentes!

Com uma ajudinha do DeLorean e seu capacitor de fluxo eles conheceram a própria cidade nos tempos do velho-oeste, nos charmosos anos 50, no futurístico 2015 e até em um presente alternativo!!!

Um caprichado, e complicado, trabalho de produção transformaram a locação em um estúdio da Universal completamente durante as filmagens. Mantendo estilo, mudando visual e deixando um monte de pistas para os espectadores mais atentos.

Conheça as várias faces de Hill Valle através dos tempos nos mapas abaixo. Descubra o que sempre esteve lá, e as novidades de cada época!

As imagens são de autoria do pessoal bacana do blog BTTF, um blog inteirinho sobre a trilogia em português.




1885


1955

1985


1985 Alternativo

2015

A volta do Dr. Brown!

Em 2008, 18 anos depois do lancçamento da ultima parte da trilogia De volta para o futuro, Christopher Lloyd retorna ao papel do Dr. Emet Brown. No video-clipe da música Check your Coat de O'Neal McKnight, o astro do hip-hop viaja no tempo ao lado do cientista, com direito a DeLorean e tudo!.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meu filme favorito de faroeste

Doc e Marty... ops! Clint Eastwood!

Já falei aqui algumas vezes que faroeste não é dos meus gêneros favoritos. Mas esse De volta para o futuro - parte III (Back to the future - part III, 1990) não deixa de ser um faroeste, não é? Tem até o Clint Eastwood!

Essa é a coisa mais gostosa e cativante dessa trilogia: as referências são um dos pontos fortes dos filmes. Ver a mesma cena se repetir de forma distinta nos diferentes tempos (Marty acorda e se depara com a mãe, no passado, no futuro e no mais passado ainda!), ele dançando o moonwalk no salloon, Doc e Marty trocando as falas ("Great Scott!" / "That's heavy!"), ver como eles sugerem o nascimento da lenda das armas Colt (quem é fã de Supernatural sabe do que eu tô falando), marty segurando o seu avô ainda bebê no colo (e sendo devidamente "batizado" por ele, Doc e suas máquinas malucas de preparar o café da manhã... Mas além de tudo isso, existe um diferencial nesse filme: romance! Olha que bacana, romance no Velho Oeste com muito humor, viagem no tempo, ação e até suspense (ou você também não ficou ansioso até saber o que ia aparecer na lápide da foto? Eastwood? Brown? Buford?).

Dos 3 filmes da série, esse é o que eu menos lembrava. Adorei redescobri-lo! Depois de ver como a praça de Hill Valley ficaria no futuro e na realidade alternativa, além de ter amado como ela era na década de 1950, vê-la nascer no meio do deserto (em meio a lutas de índios e exército, com aquela vida mais simples e mais dura do meio do deserto) é muito legal. Ver que essa história de não aceitar levar desaforo pra casa na vida dos McFly e a sina dos Tanner é ser malvado e acabar indo parar no meio do esterco também são uma delícia.

Mais do que justo eles estarem presentes na inauguração do relógio: 70 anos depois eles vão danificá-lo

Nem consigo falar muito mais sobre o filme nem sobre a trilogia. Gosto tanto e tenho tanto carinho que só consigo ter vontade de ver e rever, e rir tudo de novo, e ficar encantada e descobrir novos pequenos detalhes. É um roteiro cheio de indas e vindas, do tipo "piscou, perdeu uma informação importante", vários efeitos especiais maneiríssimos, mesmo com o passar dos anos, uma viagem fantástica e divertida. O melhor jeito de se começar o ano. Que venha o futuro!

domingo, 23 de janeiro de 2011

De volta para o futuro - parte III

Terceira e última parte das aventuras do DeLoran, encerrando nosso mês de férias!

Back to the future - Part III
1990 - EUA
 cor -118min
Aventura / Ficção científica

Direção: Robert Zemeckis

Roteiro: Robert Zemecks, Bob Gale

Musica: Alan Silvestri

Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Elisabeth Shue.

Seqüência de De volta para o futuro, e De volta para o futuro - parte III.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Quando os detalhes fazem a diferença


Eu tinha uma certa dificuldade de gostar de De volta para o futuro - parte II. Acho que era porque eu era fã demais do original, e o longa não tem o charme de Marty McFly viajando pelos deliciosos anos 50 nem a coisa edipiana (ou antiedipiana?) da mãe se apaixonando pelo filho ou Doc Brown descobrindo, maravilhado, que suas invenções vão dar certo um dia. Tá, era má-vontade minha. O segundo longa, feito, obviamente, no embalo do sucesso do segundo, mas com alguns anos de diferença (o que significa que não nos enfiariam um roteiro apressado e malfeito pela goela), tem qualidades sim. Ou você acha que falar de realidade alternativa num filme pipoca nos anos 80 era coisa pouca?

Era só chutar pro gol, já que o longa anterior tinha uma deixa espetacular. As idas e vindas no tempo continuam o máximo, mas a coisa agora é mais complexa. Primeiro, uma chegadinha a um futuro onde o pequeno Elijah Wood nem sonhava em ser Frodo; depois, uma volta a um passado que não existiu; e, por fim, uma espécie de remake do original, com direito a cenas extras. É muito legal relembrar essas sequências, você acaba criando vínculo com a história. E a possibilidade de esse passado modificado sofrer nova alteração deixa você pensando uns segundos. Ponto positivo. Mas acho que o que me decepcionou um pouco foi justamente a construção do futuro. Ok, a gente está acostumado a enxurradas de ficções científicas passadas no século 21 com chutes homéricos sobre o modo de vida da época. Mas é sempre engraçado (ou chato, decidam vocês), ver que muita coisa nem periga virar realidade ainda. Não precisar de estradas de verdade ia até ser uma boa, mas até agora só mesmo de helicóptero para fugir dos engarrafamentos.

Antes que me chamem de ranzinza, preciso dizer que o grande barato da série, na minha opinião, está no cuidado de Zemeckis com os detalhes, principalmente nas referências ao primeiro filme (o que acontece também na terceira parte da trilogia), como o "encontro" com a mãe - sempre na mesma situação, com Marty delirando e achando que tudo não passou de um sonho -, Biff sempre metendo a cara no esterco, o famoso (e importante para a trama) relógio da cidade em diferentes fases... Serve um pouco como um resumo dos últimos capítulos, mas, no fundo, é um atestado de competência. Não é todo mundo que consegue fazer isso não. E se Marty e Doc já estão acostumados a transitar no tempo e no espaço, a ideia de colocar uma personagem "nova" nesta viagem também funcionou bem. No caso, Jennifer, agora interpretada por Elisabeth Shue, é que descobre que não estamos preparados para tudo.

O final, enxutinho, também deixa óbvio que os roteiros das partes II e III foram pensados de uma vez só, e isso é uma vantagem e tanto. A sacada do raio (lembra que a potência para iniciar a viagem no DeLorean era parecida com a de um?) e da carta deixada pelo doutor são ótimas. Não tem como recusar embarcar numa viagem dessas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dando voltas no tempo

Marty, Jennifer e Doc correm para salvar seu futuro filho de encrencas

No primeiro filme, Marty McFly (Michael J. Fox) volta até 1955 por acidente elá tem que encontrar o jovem Doc Brown (Christopher Lloyd) para que ele o ajude a voltar para o futuro (que era presente para ele). Nesse meio tempo ele acaba interagindo com seus futuros pais e tem que rebolar para fazer os dois se apaixonarem e ele não deixar de existir. Tudo dá certo, o raio acerta o relógio da praça e Marty volta para 1985, onde desobre que a vida agora é bem melhor do que a que ele levava antes (com sua "ajudinha", seu pai se tornou um homem mais corajoso e confiante, se tornou um escritor de sucesso e a situação em casa ficou mais tranquila). Doc ainda está vivo e embarca de novo no DeLorean, pronto para mais uma viagem, seu pai não é mais um panaca, sua namorada é linda e ele tem o carro que sempre sonhou. Em questão de minutos, Doc volta do futuro bem assustado, dizendo que Marty precisa urgentemente ir ao futuro - algo muito sério relacionado ao seu filho. Para quem viu, ficou aquela sensação de "ah, a gente queria mais...".

Pois Zemeckis não nos deixou na mão: em De volta para o futuro - parte II, partimos deste ponto da história. Chegando em 2015 (que hoje, pra nós, tá ali na esquina), finalmente Doc nos fala o que está acontecendo - Marty Jr. vai ser preso por se meter em confusão, e então toda a família McFly irá se arruinar. Para impedir que isso aconteça, Doc leva Marty para que ele se passe pelo filho e que não aceite o convite de Griff Tannen (Thomas F. Wilson) para ir a uma festa (local da confusão que o levará para a cadeia). Isso feito, o futuro infeliz dos McFly seria evitado. Quase tudo dá certo: não fosse Biff Tannen (Wilson) ter escutado sobre viagens no tempo e ter a mesma brilhante idéia de Marty (levar para o passado um guia com todos os resultados de jogos desde 1950 até o ano 2000 para apostar alto nos ganhadores e enriquecer), tudo estaria bem. Feito isso, essa mudança importa nte no passado, uma nova realidade foi criada. E nesse novo ano de 1985, Hill Valley era uma terra de ninguém, Biff é o cara e agora é padrasto de Marty - tudo estava indo de mal a pior. Desesperado, volta a se encontrar com Doc para saber o que deu errado e descobre que a única solução é ele voltar a 1955 e tirar das mãos do jovem Biff o tal almanaque.

E agora, José? O que fazer para salvar o futuro? Voltar para o passado, lógico!

Esse é o roteiro, cheio de vai-e-vem no tempo, mas que foi muito bem executado. As ligações com o filme anterior (os efeitos especiais que o inseriram em cenas já vistas dá um charme todo especial à aventura: parece que estamos tendo o mesmo dejà-vu que Marty) e os detalhes do futuro são o tempero do filme - ver atores como Billy Zane e Elijah Wood (sabe o moleque no videogame, o que acha muito sem graça jogar com as mãos? Então...), computadores hoje megaultrapassados que, na época, eram a visão do futuro, as dicas nas falas dos personagens sobre o que vai acontecer na próxima sequencia... Muitas coisas para se prestar atenção. As situações inusitadas (Marty vendo que o seu próprio filho lembra muito seu pai pré-viagem anterior, sempre humilhado por um valentão e encontrando a mãe alcoólatra e com implantes de silicone são as minhas favoritas) e a Hill Valley futurísca estilo “Os Jetsons” são a maior atração. Michael J. Fox e Christopher Lloyd dão outro show de interpretação e carisma, fazendo de Doc e Marty personagens únicos, queridos de todos os amantes de filmes - em especial, de nerds de plantão.

Sim, o pequenino de camisa vermelha é o futuro Frodo.


Essas delícias ainda vem com um bônus: uma prévia da próxima aventura. Ao queimar o almanaque e conseguir fazer o futuro (para Marty, presente, mas pra gente fica a sensação de que é passado) voltar ao normal, Doc acaba sendo enviado para sua época favorita, o Velho Oeste, quando o DeLorean que ele manobrava foi atingido por um raio. Desesperado, preso no tempo e sem ter como voltar pra casa, Marty vê um carro se aproximar, e dele descer um homem com uma carta endereçada à ele. O que acontece? To be continued...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Museu Biff Tannen

Em 1985 alternativo Biff Tannen é o dono de Hill Valley, o cara mais sortudo do mundo.  Existe até um museu em sua homenagem, entre os itens em exposição um vídeo conta a ascensão do jovem valentão à seu statud de poder. Recentemente durante as comemorações de 25 anos da trilogia o site BTTF.com recuperou o vídeo exibido no museu completo.

Conheça toda a tragetória do vilão de De volta para o futuo no mundo alternativo criado por ele mesmo assistindo ao informativo do Biff Tannen Museu.

Velharias do futuro!

Dê uma olhada nessa vitrine. A cena se passa só em 2015, mesmo assim quantos produtos já são raros de encontrar nos dias de hoje???


TV de tubo, um Mac antigo, um VHS de Tubarão, um boneco de Roger Rabbit, um abajur de lava entre muitas outras velharias relíquias dos anos 1980! A vida imitando a arte? Será que foi intencional? 

Tomara! Minhas alergias não vêem a hora de conhecer o papel repelente de poeira!

See you in the future!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

É confuso, mas faz todo sentido!

O roteiro de De volta para o futuro é brilhante, apenas por isso fazer uma continuação já seria complicado. Como superar, ou ao menos igualar, o impacto e originalidade do primeiro? Contra todas as probabilidades, na minha humilde opinião, eles conseguiram.

Começando literalmente do ponto em que paramos no primeiro, vemos o Dr. (Christopher Lloyd) arrastar Marty (Michale J. Fox) e sua namorada Jennifer (Elisabeth Shue) para o futuro, onde devem evitar um acontecimento que criaria uma reação em cadeia que destruiria todo o universo (isso na pior das hipóteses, a destruição poderia ser restrita apenas a nossa galáxia). Durante essa curta excursão pelo ano de 2015 (estamos quase lá), o DeLorean é surrupiado pelo velho Biff (Thomas F. Wilson) que entrega um almanaque com resultados esportivos à ele mesmo mais jovem, o tornando o homem mais sortudo, e poderoso, do mundo e alterando o curso da história. Dr. Brown e Marty acabam vontando para um 1985 alternativo, onde Biff é o rei. Para consertar tudo precisam voltar a 1955, quando Biff recebeu o livro e rouba-lo de volta.

O roteiro é complicado, com certeza, mas também é bem resolvido e bastante coeso. Embora todo o conceito de viagens no tempo possa transformar tudo em pura loucura, não existem pontas soltas. A impressão que tenho é antes de decidir para onde levar os personagens, todas as possibilidades foram analisadas,  pensou-se no que cada ação podia acarretar. Cada consequência foi considerada, e oportunidade, foi considerada antes de se decidir pela história. E, é claro, como todo bom episódio do meio deixa um emocionante final em aberto.

Pensa McFly, pensa!
O longa também deixa a idéia de que a história está sempre se repetindo, ao mesmo tempo se reinventando, seja na sequência estilo "deja vu" de briga no Café anos 80, que se estende para a praça da cidade, nos repetidos banhos de esterco. Ou no fato do neto de Biff atormentar McFly Jr. é incapaz de se defender, repetindo o comportamento de seus avós no passado.


A transformação da cidade em 4 tempos diferentes também é impressionante. Reconhecemos Hill Valley toda vez, embora em cada tempo ela esteja completamente diferente. O mesmo ocorre com os personagens, que sofrem alterações drásticas seja com a idade, status, social ou ainda cirurgia plástica. Confesso quando pequena não reconhecia Michael J. Fox, quando este interpreta sua filha.

Falando em Fox. Uma vez que ele roubou a cena no original (que seria um filme "de" Christopher Lloyd), resolveram dar espaço ao jovem ator que aproveitou para fazer de um tudo em frente as câmeras.

Hã? Em qual eu bato?
Entretanto é o ultimo ato que mais diverte. Quando Dr. Brow e Marty são forçados a voltar à 1955, literalmente ao primeiro filme, novamente muito bem reconstruído. Além de criar um enorme paradoxo temporal (Loucura! Existem 2 Martys, 2 Drs. e 4 DeLoreans, nesse período de tempo), dá a rara oportunidade de martar as saudades do original sem necessariamente assisti-lo e ainda apresenta novos pontos de vista e acontecimentos àquela história. Afinal os capangas Biff só não foram atrás do Marty que estava no palco porque o outro Marty impediu.

Charme e "discrição" em 1955
Admito, a parte II de De volta para o futuro é minha favorita na trilogia. Adoro o fato de poder voltar ao primeiro filme e assistir à tudo de um novo ângulo.O vislumbre de um futuro colorido, tecnológico, cheio de traquitanas que adoraríamos ter e nada apocalíptico também não é nada mal. Além da certeza de que passaremos mais um longa na companhia desses personagens que adoramos. Este também é o longa com mais viagens do DeLorean, e já deu para notar: adoro pegar essa carona!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Enfim, o futuro!

É verdade, ainda vai demorar um tempinho para termos carros voadores, e hoverboards em nossas ruas, mas cinco anos antes da data visitada por Dr. Bown e Marty na parte II da trilogia, muitas das impressionantes invenções do "futuro" já estão presentes em nosso cotidiano. Algumas igualzinhas, outras com diferentes usos e tecnologias, mas com o mesmo resultado.

Videoconferência
Webcam e banda larga a postos, e qualquer um pode conversar via videoconferência com alguém do outro lado do planeta, ou mesmo no quarto ao lado. No filme a tecnologia substituiu o telefone convencional, o que não aconteceu em "nossa realidade". Entretanto, com tantas funções que nossos celulares tem agregado as duas tecnologias vão se unir logo, logo.

Vários canais na TV
A TV dos McFly, era plana e muito fina, como as atuais LCD, LED e Plasma, e podiam transmitir mais de um canal ao mesmo tempo, coisa que as redistribuidoras de sinal já proporcionam hoje em dia.

Acionados pela voz
Quem nunca babou, ao ver aquela propaganda de celular com um homem  ao volante apenas dizendo o nome da pessoa com quem quer falar para que o telefone faça sozinho a ligação em viva-voz. Se telefones podem fazer isso, qualquer aparelho pode, não? No filme, tudo pode ser pedido em voz alta, de acender luzes a pegar uma fruta.


Video-óculos
Telas, a cada dia que passam elas ficam mais finas. Apesar de ainda não estar ao alcance do púbico, elas já podem ter a espessura de folhas de papel, logo colocá-las em forma de lentes de óculos não será dificil. Acopladas a aparelhos de pequeno porte como iPods e celulares podem exibir qualquer coisa.

Videogames sem controle
Não sabemos exatamente como era os videogames em 2015 de Hillvalley, mas sabemos graças ao então pequeno Elija "Frodo" Wood que não precisam usar as mãos. Se está falando de um videogame acionado pelo poder da mente, estamos longe. Entretando se está falando de não usar apenas as mãos... o vídeo explica tudo!

Comida re-hidratada 
Ok! Eles tinham um aparelho, parecido com um microondas que transformava um disquinho de massa em uma pizza meio a meio. Nós colocamos água quente em um copinho e ... macarrão instantâneo em um minuto!

Combustíveis alternativos
Não temos o Sr. Fusão para alimentar os carros, mas temos GNV, álcool (peraí, esse é antigo!). Uso de fontes de energia alternativa, e a busca por novas opções mais eficientes não faltam. Em prol de um mundo mais saudável.  

Leitor biométrico 
Ainda usamos chaves para entrar em casa, mas a leitura biométrica está presente no cotidiano em outras funções. Não precisamos mais borrar os dedos para colocar digitais em documentos, empresas controlam a entrada e saída de funcionários com as digitais e, pasmem, brasileiros de algumas cidades votaram em 2010 identificados por leitura biométrica!


3D nas ruas
Marty está andando na rua quando é atacado pelo Tubarão de Spielberg. Trata-se de um holograma promovendo o 19º longa do terror dos mares. Não tivemos tantas sequências do longa de 1975, mas a tecnologia 3D, que proporcionaria a mesma sensação, virou mania não apenas nos cinemas, está invadindo as casas do mundo todo. É uma questão de tempo para abolirmos os óculos e convivermos com a tecnologia até nas ruas.

Pedidos por computador
No 80's Café, fazemos o pedido a um garçom de mentira. Hoje em dia podemos comprar qualquer coisa sem  nenhum contato humano, apenas digitamos o pedido e recebemos o produto em casa. Tenho certeza de que em algum lugar por aí existe uma lanchonete no mesmo estilo.

Cadarços automáticos
Você está andando na rua, longe de casa, sem outra alternativa de transporte, cheio de sacolas, é apanhado por uma tempestade e então seu cadarço desamarra. Um dilema, arriscar um tombo e continuar ou arriscar uma gripe, e amarrar o cadarço? Por isso até 2015 teremos cadarços que se amarram sozinhos. O sonho de atolados preguiçosos e criancinhas que ainda não sabem dar nós! Duvida? A Nike já providenciou a patente.

O futuro para por aqui! Ainda não usamos duas gravatas ao mesmo tempo, nem óculos que mais parecem bloquear a visão. Também não temos previsão de roupas auto-secantes, aparelhos levitadores que dão um jeito em sua coluna, papel repelente de poeira, carros voadores ou Hoverboards. Mas garanto, não é por falta de tentativa!

P.S.: Post originalmente publicado no blog Ah! E por falar nisso...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Curiosidades e prêmios de De volta para o futuro - parte II

As partes II e III da trilogia foram filmadas simultaneamente e lançadas com seis meses de diferença. Uma decisão rara e arriscada para a época, se o segundo fracassasse nas bilheterias condenaria o terceiro que não teria chances de "se pagar". Hoje em dia a desição é comum e ajuda a baixar os custos de produções grandes como O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe e Harry Potter.

Quando foi decidido fazer uma sequencia de De volta para o futuro, a exigência de Bob Zemeckis e Bob Gale, co-roteiristas e também diretor e produtor respectivamente, foi que Christopher Lloyd e Michael J. Fox retornassem à seus papéis. Os atores aceitaram assim que souberam que Zemecks e Gale estavam envolvidos. O mesmo se reptiu com Lea Tompson (Lorraine McFly) e Tomas F. Willson (Biff Tanen).

Com Crispin Glover (George McFly), o caso foi diferente. O ator fez muitas exigências para retornar, uma delas incluia um salário ainda maior que o de Michael J. Fox. Sem entrarem em um acordo, a solução foi excluir o personagem do roteiro resultando no 1985 alternativo onde George está morto. As poucas cenas onde o personagem aparece usaram imagens gravadas para o primeiro longa  ou um sósia estratégicamente disfarçado.

Em cima Claudia Wells, embaixo Elisaberh Shue
Claudia Wells que interpretou Jeniffer no original também não pode retornar. Ela parou de atuar pois sua mãe fora diagnosticada com cancer. Elisabeth Shue em início de carreira, foi contratada para substituí-la.

De volta para o futuro II começa com a reprise da ultima sequência do filme original. A cena precisou ser refilmada com Elisabeth Shue substituindo Claudia Wells.

O velho que em 2015 deseja voltar no tempo para apostar nos Cubbies é interpretado por Charles Fleisscher, a voz de Roger Rabbit. O atoe também interpretou sua versão de 1955 um motorista de caminhão. Bob Zemeckis também dirigiu Uma Cilada para Roger Rabbit.

A cena onde os irmãos de Marty apareceriam foi cortada pois Wendie Jo Sperber, que interpretava  sua irmã, Linda, estáva grávida na época.

Video-game que usa as mãos? E onde eu carrego o anel?
O longa traz a  primeira aparição no cinema de Elijah Wood. O "Frodo" interpreta um dos garotos que esnobam um video-game no 80's Café, em 2015.

Na época da produção do primeiro De volta para o futuro, Bob Zemeckis nem pensava na possibilidade de uma sequência. Segundo ele se fosse o caso não teria colocado a Jenifer, a namorada de Marty, no DeLorean ao final do filme. Ela atrapalhava a dinâmica da continuação, sem ela poderiam colocar Marty e o Dr. em qualquer aventura. A solução foi descartar a moça assim que possível.

Já a conversão do carro para um carro voador, uma brincadeira ao fim do original, foi muito bem vinda para a sequência.

Michael J. Fox trabalhou como nunca neste longa. Além de dar vida a Marty McFly de 1985, 1955 e 2015, ele também interpretou seu filho Marty McFly Jr. e sua filha Marlene McFly. Confira o trailer com Michael J. Fox, Chrisopher Lloyd, Michael J. Fox e Michael J. Fox.

Michael J. Fox aos 22, aos 47 no longa e aos 49 de verdade, é erraram a previsão!

A ILM (Industrial Light and Magic) criou um sistema de câmeras especial para o longa. Um carrinho robótico controlado tornou possível que um ator contracenasse com ele mesmo em uma única cena. 

No jantar em 2015 onde Michael J. Fox interpreta 3 personagens, os objetos de cena eram colados na mesa, para não haver erros de posicionamento, uma vez que a maquiagem demorada fazia com que horas separassem as tomadas de cada personagem. Em uma noite entre essas gravações houve um pequeno terremoto, que poderia arruinar todo o trabalho. Felizmente pouca coisa se moveu e nenhuma cena precisou ser refeita.
Levanta a mão quem não é Michael J. fox!
Vários programas de TV dos anos 1980 são exibidos no 80's Café, em 2015, incluindo Caras e Caretas e Taxi, programas em que Michael J. Fox e Christopher Lloyd estrelavam respectivamente.

As nuvens usadas naabertura do longa foram usadas inicialmente no filme Firefox com Clint Eastwood.

No bairro de Marty em 2015 é possivel ver um dos robês de O Milagre veio do espaço (1987) levando um cachorro para passear.

Tubarão de Max Spilberg em 3D!
Um cinema do futuro anuncia o lançamento de Tubarão 19, dirigido por Max Spielberg. Steven Spielberg, um dos produtores executivos do filme, realmente tem um filho chamado Max.

A gargula do relógio que Dr. Brown quebrou em 1955 continua quebrada em 2015.

Marty McFly Jr. é mesmo muito parecido com seu pai. Entretando os mais observadores podem notar uma diferença: Jr. e sua irmã Marlene não herdaram os olhos azuis de Marty.

Em um certo ponto do filme 4 DeLoreans podem ser encontrados em 1955. O que o velho Biff rouba para dar o almanaque a si mesmo mais jovem, o que D. Brown e Marty usam para roubar o almanaque do jovem Biff, o que deve levar Marty de volta a 1985 e o que foi enterrado na mina pelo Dr. em 1885. É o não é de confundir a cabeça?

Neste longa Dr. Brown de 1985 conversa com sua versão de 1955. No primeiro De volta para o futuro é possivel ver um homem com roupas semelhantes as do Dr. de 1985 se afastando. Pura coincidência já que o roteiro da sequencia só foi escrito anos mais tarde.

A versão alternativa de Biff foi inspirada em Donald Trump enquanto Lorraine fazia referência a Tammy Faye Bakker.
Hover Board, o meu tá encomendado!

Em um documentário especial na época do lançamento o diretro, Bob Zemeckis explicou que os Hover Boards, os skates flutuantes, funcionam com força magnética. E também que eles existem a anos, mas os gupos de patentes impedem que as lojas de brinquedos os fabriquem. A brincadeira era óbvia, mesmo assim a Mattel, cujo logo aparece na prancha que Marty usa recebeu centenas de ligações perguntando quando os skates seriam produzidos.

Prêmios

Oscar (1990)
Indicado na categoria de melhores efeitos visuais.

Prêmio Saturno  (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA, 1991)

  • Venceu na categoria de melhores efeitos especiais.

Indicado nas categorias de melhor figurino, melhor maquiagem e melhor filme de ficção científica.

BAFTA  (Reino Unido 1990)

  • Venceu na categoria de melhores efeitos especiais.