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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Filmografia Elvis Presley

Ele era O Rei do Rock, virar soberano no cinema não é uma surpresa. A filmografia de Elvis Presley vai muito além dos 4 longas que ganharam destaque aqui no blog. E assim como as músicas servem para matar a saudade de fãs, apresenta-lo a novas gerações. Além de ser uma das formas de entender como Elvis não Morreu.

Confira todos os filmes de Elvis:

1972 - Elvis triunfal (Elvis on tour)
1970 - Elvis é assim (Elvis: That's the way it is)
1969 - Ele e as três noviças (Change of habit)
1969 - Lindas Encrencas, as Garotas (The Trouble With Girls)
1969 - Charro! (Charro!)
1968 - Viva um pouquinho, ame um pouquinho (Live a little, love a little)
1968 - O bacana do volante (Speedway)
1968 - Joe é muito vivo (Stay away, Joe)
1967 - O barco do amor (Clambake)
1967 - Canções e confusões (Double trouble)
1967 - Meu tesouro é você (Easy come, easy go)
1966 - Minhas três noivas (Spinout)
1966 - No Paraíso do Havaí (Paradise, Hawaiian Style)
1966 - Entre a loira e a ruiva (Frankie and Johnny)
1965 - Feriado no Harém (Harum Scarum)
1965 - O cavaleiro romântico (Tickle me)
1965 - Louco por garotas (Girl happy)
1964 - Carrossel de Emoções (Roustabout)
1964 - Amor a Toda Velocidade (Viva Las Vegas)
1964 - Com caipira não se brinca (Kissin' cousins)
1963 - O Seresteiro de Acapulco (Fun in Acapulco)
1963 - Loiras, Morenas e Ruivas (It Happened at World's Fair)
1962 - Garotas e mais garotas (Girls! Girls! Girls!)
1962 - Talhado para Campeão (Kid Galahad)
1962 - Em cada sonho um amor (Follow that dream)
1961 - Feitiço Havaiano (Blue Hawaii)
1961 - Coração rebelde (Wild in the country)
1960 - Estrela de Fogo (Flaming Star)
1960 - Saudades de um pracinha (G.I. Blues)
1958 - Balada Sangrenta (King Creole)
1957 - O prisioneiro do rock (Jailhouse rock)
1957 - A mulher que eu amo (Loving you)
1956 - Ama-me Com Ternura (Love Me Tender)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Curiosidades O prisioneiro do rock

"Jailhouse Rock" foi o primeiro filme de Elvis pela MGM, estúdio que ficaria conhecido por ter feito, segundo alguns, os maiores musicais da história do cinema americano.

Pode-se afirmar que a imagem de Elvis vestido com roupas de presidiário entrou para história da cultura pop e tornou-se um dos ícones mais conhecidos do cantor em Hollywood.

Um fato ocorrido durante as filmagens foi o encontro de Elvis com o coreógrafo e o diretor Richard Thorpe no dia em que iriam filmar a famosa cena em que ele cantaria o tema principal na prisão; quando os dançarinos começaram a desenvolver sua coreografia, Elvis se viu diante de um número completamente baseado no estilo de nomes como Fred Astaire, Gene Kelly, entre outros, ou seja, totalmente fora do contexto do filme, além, segundo a visão de Elvis, ser completamente ultrapassado; por isso Elvis resolveu mudar tudo e começar do zero; o cantor esperou pacientemente tudo aquilo terminar e com educação sugeriu a Thorpe que iria, ele mesmo, desenvolver um número junto com os dançarinos; o que Elvis fez naquela tarde entrou para a história do cinema; em pouco mais de um dia de ensaios, Elvis mostrou a todos como a cena deveria ser feita; procurou determinar o local onde cada dançarino deveria estar e a forma como deveria se apresentar; pela primeira vez em sua vida, Elvis estava desenvolvendo um de seus mais notórios talentos, o de dançarino.

Judy Tyler, que contracena com Elvis no filme, foi vítima, juntamente com seu marido "Gregory Lafayette", de um destino trágico; ela morreu logo após as filmagens em um acidente automobilístico próximo a cidade de "Billy The Kid", Wyoming. Ela nunca chegou a ver a estreia do longa. O fato chocou a todos, e em particular Elvis, que lamentou profundamente o ocorrido, ainda mais em se tratando de uma moça tão jovem, talentosa e com um futuro considerado à època, como promissor. Não tardou muito para que "Jailhouse Rock" entrasse na "lista negra" de Elvis; segundo alguns biógrafos, Elvis baniu o filme de sua vida e nunca mais, segundo alguns, o assistiu, tudo isso para evitar ficar deprimido. Sobre o acontecido, Elvis declarou a um repórter do "Memphis Commercial Appel": "Lembro da última vez que a vi. Eles estavam saindo de viagem. Todos nós adorávamos ela. Ela significava muito para nós. Acho que não conseguirei mais assistir o filme que fizemos juntos".

Em algumas cenas do filme, Elvis tinha de aparecer com o cabelo bem curto. Mesmo Elvis não se importando com tal situação, foram providenciadas algumas perucas para que ele as usasse nas cenas da prisão, tudo isso devido a supostos protestos de algumas fãs. Vale ressaltar que as tais perucas foram bem feitas, devido ao fato de terem passado despercebidas na época.
Segundo relatos, Elvis ajudou a apagar um incêndio elétrico no camarim de Jennifer Holden, que teria acontecido nos últimos dias de filmagens; sobre o assunto Jennifer disse: "Estava no meu camarim quando um aquecedor pequeno se incendiou. As chamas eram muito altas e eu fiquei presa num canto. Gritei muito alto e apareceram logo Harry Edwards e Elvis. Enquanto Harry apagava o fogo, Elvis levou-me no colo em segurança para fora".

Elvis protegeu Juddy Tyler da queda de uma porta de vidro durante as gravações.

Ao final das gravações, Elvis distribuiu aos 250 envolvidos nas filmagens, um envelope com um agradecimento, uma foto autografada e um pequeno presente.

Análise da revista "Picturegoer" de 25 de Janeiro de 1958 sobre o filme: "Este é o seu terceiro filme e o mais vívido certamente.(...) Embora Elvis não seja o tipo favorito de estrela de muitos, pelo menos ele agora parece ter um futuro como ator".

Segundo jornais da época, Elvis levou a soma de 250 mil dólares para estrelar o filme, mais uma porcentagem da bilheteria, estimada em 6 milhões de dólares em 21 de Novembro de 1957.

Na lista do American Film Institute "100 Years, 100 Songs" a música "Jailhouse Rock" foi eleita a # 21.

Na cena da festa do gramado, logo após Vince abraçar uma Peggy indiferente, a orquestra contratada começa um número instrumental. A música que está tocando é "All I Do Is Dream Of You", do filme de 1934 "Sadie McKee". Esta mesma melodia, com acompanhamento vocal, foi destaque em uma série de comerciais de televisão para a Bell Canada, durante meados dos anos 1970.


Banda de Elvis no filme é a sua banda na vida real, incluindo Scottie Moore na guitarra e Bill Black no stand-up bass. Ambos estiveram com Elvis desde a sua início em Memphis na Sun Records. Nas cenas de estúdio de gravação, o pianista é Mike Stoller do Lieber e Stoller equipe de composição que escreveu muitas das canções de rock de grande sucesso dos anos 50.

O filme não foi realmente filmado em widescreen. Foi convertido para Cinemascope na impressão final, depois de ter sido filmado na proporção standard.

Jerry Leiber e Mike Stoller escreveram quatro músicas ("Jailhouse Rock", "I Wanna Be Free ',' Treat Me Nice" e "Você é tão quadrada ') em 5 horas após a seu produtor musical, sob prazo, trancou-os em seu quarto de hotel.

Prêmios
ASCAP Film and Television Music Awards (1991)

  • Melhor na categoria "Most Performed Feature Film Standards" pela canção "Jailhouse Rock" 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Galeria de O prisioneiro do rock

Já que encarar as quatro paredes de uma cela de prisão pode ser extremamente entediante, que tal alguns pôsteres e imagens de seu mais ilustre condenado?

Tomara que seu companheiro de cela também curta musicais! Confira abaixo a galeria de O prisioneiro do rock.

(Clique nas imagens pra ampliar)









domingo, 27 de novembro de 2011

O prisioneiro do rock

Vocês escolheram e a passagem do Rei pela prisão encerra nosso mês Elvis Presley.

Jailhouse Rock
EUA - 1957
97 min, P&B
Musical, drama

Direção: Richard Thorpe

Roteiro: Guy Thorpe

Música: Jeff Alexander

Elenco: Elvis Presley, Judy Tyler, Mickey Shaughnessy, Vaughn Taylor...


sábado, 26 de novembro de 2011

Elvis, um latin lover?

 
Você pode até não gostar de O seresteiro de Acapulco, mas uma coisa é certa: desde o início, o filme avisa que vai ser um festival de clichês a respeito do México e o roteiro é só uma desculpa para um grande videoclipe latino de Elvis Presley. Mas se você entender que ele era um cantor que estrelava longas-metragens e não cobrar dele uma atuação convincente, até que o resultado é divertido. Seja pelas letras das músicas, forçosamente "adaptadas" à cultura local, pelo efeito risível do chroma key da época ou pelo nível de profundidade dos personagens, quase tão rasos quanto a piscina do resort onde se passa a história. Como diz a canção, Acapulco é lugar de diversão.

O grande achado do filme é o pequeno Raoul (Larry Domasin), autodenominado agente do recém-chegado  cantante americano. Carismático toda vida, ele ganha o espectador de cara com sua inocência e seu jeitinho malandro. Graças a ele, inclusive, que a gente consegue manter o interesse numa trama que demora demais a engatar e não tem a menor ideia de pra onde vai. Pensa comigo: o que um cara boa pinta e talentoso como Mike Windgren (Presley) vai fazer no México? A explicação (nada convincente, convenhamos) só vem bem mais tarde. Até lá, somos obrigados a acreditar que ele queria curtir praias, garotas e margaritas.
 
 
A coisa só fica mais interessante quando surge um triângulo amoroso entre ele, Marguerita (a linda Ursula Andress) e Dolores (Elza Cárdenas). A bem da verdade, o triângulo era mesmo um quadrilátero, se acrescentarmos à equação Moreno (Alejandro Rey), que poderia se tornar um bom antagonista, mas fica mal utilizado num papel de coadjuvante. A graça, portanto, é torcer pela loura ou pela morena. E não deixa de ser curioso como o longa endossa o comportamento mulherengo de Mike, que, em nenhum momento é obrigado a escolher uma ou outra. Tudo se resolve num passe de mágica e ele ainda sai como herói. Fui só eu que enxergou um pouco de machismo aí?

Engraçado notar também que "Bossa nova baby" é o único momento realmente Elvis Presley do filme, com direito a um número musical com o seu famoso jogo de pernas. Todas as outras canções tinham uma falsa "latinidade" (reforçada pelos infalíveis mariachis e seus sombreros) que não dá para entender. Ele não era uma atração interessante justamente porque vinha dos Estados Unidos? Como fazia sucesso imitando o que os nativos fazem bem melhor que ele? Inexplicável. O seresteiro de Acapulco é filme feito na medida para fisgar fãs de Elvis, e não pode ser levado a sério. Mas é daquelas bobagens totalmente inofensivas. Pegue sua tequila e faça boa viagem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Elvis com "pegada latina"

Mike (Elvis Presley) é um ex-trapezista que abandonou a profissão após o acidente que matou seu irmão no picadeiro. Ele consegue um emprego como cantor/salva-vidas em um hotel de luxo. Lá, luta todo dia com o medo de altura causado pelo incidente no trapézio, basta dar uma olhada para o gigantesco trampolim da piscina. Ao mesmo tempo, disputa o espaço (e uma garota) com o salva-vidas oficial do hotel. Além de se envolver com outra moça, uma toureira famosa. E fazer várias audições para alavancar sua inesperada carreira em Acapulco, onde reside com visto de turista. Ufa!

Aparentemente O seresteiro de Acapulco sofre do mesmo mal de O barco do amor: falta de foco. Primeiro achamos que voltar para casa seria o problema, já que o norte-americano Mike se encontra sem dinheiro e desempregado no México.

Então acreditamos que vai haver rivalidade entre ele e o cantor oficial do hotel, mas esta acontece com o salva-vidas, uma vez que Mike teimou em ter dois empregos apenas para ficar perto do trampolim, em uma relação meio óbvia e mal explorada da relação entre a arte circense e o salto em altura. Por que, ao invés de dar ao personagem o medo causado pelo trauma, não lhe deram o ímpeto de tentar entender o que o irmão sentiu ou pensou em seus últimos minutos? Motivo mais interessante e arriscado para pular.


Mas não é só isso. Primeiro ele se interessa pela forte, feminista e caricata toureira, apenas para depois cair de amores pela doce funcionária do hotel (Ursula Andress, uma Bond Girl). Criando uma rixa entre as moças e reforçando a já bem construída imagem de astro sedutor. E, claro, ele soluciona todos esse impasses "num pulo", literalmente.

Para completar o uso excessivo do chroma key, já que o astro não foi a Acapulco para as filmagens, torna tudo um pouco mais falso. Especialmente porque o resto do elenco gravou alumas cenas in loco, criando uma discrepância logo notada pelos nossos treinados olhos do século XXI. Uma pena saber que o rei desperdiçava uma das partes divertidas de fazer cinema, conhecer locações.

Quem salva o filme, além do inegável carisma de Elvis, é o pequeno Raoul. O empresário mirim, com saída para todos os problemas, tino para os negócios, e muitos, muitos primos. Para ficar melhor só se ele cantasse. O que, é claro, ele faz ao lado do Rei. Fofura e charme em apenas uma cena. Não é à toa que o filme foi razoavelmente bem.


E por falar na cantoria, com uma música e alguns versos em castelhano, Elvis mostra a que o filme veio. Promover o astro, como sempre. Entre erros e acertos, ao final das contas, O seresteiro de Acapulco é apenas mais uma desculpa (como se precisasse) para ver Elvis cantar. Dessa vez com uma "pegada latina".

domingo, 20 de novembro de 2011

Curiosidades de O seresteiro de Acapulco


- Os mergulhos acontecem no penhasco La Quebrada, em Acapulco.

- Elvis Presley não filmou em Acapulco, um dublê foi usado.

- Um dublê também foi utilizado nas cenas mais perigosas, pois os produtores achavam muito arriscado usar o próprio Elvis. Mesmo assim, o cantor insistiu em fazer a cena do trapézio.

- Como de costume em filmes do Elvis, um álbum com a trilha do filme foi lançado, promovendo 13 canções.

- Teri Garr fez seu primeiro filme como extra não creditada nesta produção. Ela viria a aparecer desse modo em vários filmes de Elvis Presley, antes de se tornar uma atriz completa. Entre os filmes que fez mais tarde estão O jovem Frankestein e Contatos imediatos de terceiro grau.

- O filme alcançou o Top 10 da Billboard com o hit "Bossa Nova Baby".

- Foi o último filme de Elvis antes do início da Beatlemania.


O seresteiro de Acapulco

E o Rei nos leva pra festejar em Acapulco, com mais uma comédia musical

Fun in Acapulco
EUA - 1963
97 min, colorido
Comédia

Direção: Richard Thorpe

Roteiro: Alan Weiss

Música: Joseph J, Lilley

Elenco: Elvis Presley, Ursula Andress, Elsa Cárdenas, Paul Lukas...


sábado, 19 de novembro de 2011

Quase um filme para TV!

Pobre menino rico está cansado de chamar a atenção das moças, apenas por seu carrão, suas roupas de grife e seu petróleo. Então, Scott Hayward (Elvis Presley) resolve trocar de lugar o com pobre, amigável e divertido Tom Wilson (Will Hutchins), e ambos seguem para um luxuoso hotel na califórnia. Enquanto o segundo se diverte com o dinheiro, Scott trabalha como instrutor de esqui aquático, e conhece Dianne (Shelley Fabares), uma moça que fora ao hotel com um único objetivo, casar com um homem rico.

É claro que Scott se interessa pela moça, que não dá bola ao suposto pobretão, uma vez que o famoso e endinheirado piloto de corrida de barcos, J.J. Jamison (Bill Bixby) está na área. Scott até ajuda a moça a conquistar o rapaz, mas logo se arrepende e decide lutar pela moça. E para tal resolve competir na corrida de barcos. Já que não pode usar seu dinheiro, também vai precisar consertar uma banheira velha. Enquanto isso, dá aula de esqui, canta em luaus (e em qualquer outro momento oportuno), ensina criancinhas e ronda sua pretendente.

Exemplo de momento oportuno para uma música.
Falta de foco é a palavra chave de O barco do amor. Embora seja muito simpático assitir ao Rei (já no início de sua decadência) fazer tudo aquilo, a sensação que fica é que não sobra tempo para a moça e o romance. Não que ela mereça, afinal é uma caça-dotes. Por isso nem fiquei muito irritada quando, em um retrocesso de décadas de feminismo, a moça foi comparada um troféu: "Para ganhá-la, preciso ganhar a corrida". Mentalidadezinha primitiva, hein!


O chroma key é divertido sim. Em comédias de TV de baixo orçamento, quando as famílias finalmente deixam o cenário da casa para ter uma longa viagem, cuja situação de passar horas no carro é muito mais interessante que o destino. O recurso da tela verde também é útil em algumas cenas mais complicadas. Entretanto, utilizada em quase todas as externas, é exagerado, especialmente quando sabemos que dinheiro não era exatamente o problema. Na sequência de corrida, e nas acrobacias da mocinha fica engraçado, é verdade. Mas durante o restante das cenas, não pude deixar de imaginar: o que diferencia este filme dos feitos para o Disney Channel?

Não me levem a mal. É uma "sessão da tarde" agradável, e só. Uma história extremamente simples, entrecortada por números musicais sem motivo aparente (adoro isso), com um amor complicado, uma disputa vazia e desnecessária culminando em um final feliz (criativo, devo admitir). Odeia High School Musical e afins? Olha só como começou.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quase uma 'cinderela às avessas'

Então, o que esperar de um filme com o título O barco do amor (péssima tradução para Clambake, 1967)? Juro que esperava algo bem piegas... Mas, não é o que a gente vê na tela. Achei o filme bem divertido, daqueles que animam uma tarde nublada. Não dá pra morrer de rir, e é lógico que é mais um veículo para as músicas de Elvis se tornarem conhecidas, mas é o tipo de filme fofo.

Scott (Presley), seu possante e sua gatinha
O roteiro é simples, típico de filme feito para uma estrela brilhar. Um rapaz muito rico (Elvis Presley) e herdeiro de uma fortuna milionária decide trocar de lugar com um cara pobre (Will Hutchings, divertido), mas boa praça. Enquanto Tom (o pobre) se diverte fazendo-se passar por Scott (o magnata), este acaba se apaixonando por Dianne (Shelley Fabares), uma moça, digamos, interesseira. Ela havia chegado ao hotel somente para conhecer James Jameson (Bill Bixby), um famoso e charmoso atleta. Ele estava lá para treinar para a corrida de lanchas - e, claro, namorar um poquinho. Com a ajuda de Scott, ela acaba chamando a atenção de Jameson. Começa, então, a disputa pelo amor da garota, que também vai acabar com uma disputa nas pistas. E lógico, o filme tem seu happy end. No meio disso tudo, a gente vê Elvis fazendo acrobacias aquáticas, ensinando crianças a terem autoconfiança, pulando no trampolim, consertando barco, estudando química e criando um superverniz. Coisas que só Hollywood é capaz de nos proporcionar.
Eu sempre sonhei ter um laboratório onde os líquidos borbulhavam e espumavam...
Devo dizer que adoro aqueles chromakeys horrorosos. Acho o máximo mesmo, quanto mais falso, mais divertido. E nesse filme, todas as sequencias de ação tem esse recurso - um deleite para minha pessoa. As mais legais são as das acrobacias de Dianne querendo chamar a atenção de Jameson e as da corrida em si. E o que são as passagens para os números musicais do Rei? Qualquer desculpa servia, era só emendar com a música... E o violão que aparece do nada? Eu ri muito! A sequencia mais engraçada foi a do luau, com as dançarinas rebolando loucamente e Elvis fazendo acrobacias no trampolim (ou só eu percebi que estavam tentando descaradamente esconder a barriguinha saliente dele?). Mas também não dá pra deixar passar em branco o número Elvis só para baixinhos...
E o que a gente aprendeu hoje, turminha? Autoconfiança!
O filme não é nada demais, mas é gostoso de ver. O final, em que ele conta a verdade para a amada no carro e ela desmaia é engraçado e gracioso. No fim das contas, a presença de Elvis é até dispensável para o bom andamento do filme, porém o charme e a voz dele são o tempero que faz dar gosto de ver o filme - e o que nos faz querer ver outros filmes dele também. Ainda bem que o mês ainda tá na metade...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Curiosidades de O barco do amor

- Embora este filme seja ambientado em Miami, as cenas de Elvis Presley foram todas rodadas nos arredores de Los Angeles. Todos as externas da Flórida foram filmadas em ângulos de largura, utilizando dublês para Presley.


- O carro de Elvis no filme é um esporte vermelho é um Chevrolet Corvette Stingray 1959 Racer.

- Uma das crianças no playground durante a música "Confiança" é Corbin Bernsen. A menina com medo de deslizar para baixo da rampa é Lisa Slagle. Ela tornou-se membro do Joffrey Ballet.

- Elvis Presley não queria fazer mais uma comédia musical, mas tinha tantas dívidas no início de 1967 devido à compra de uma fazenda de Memphis, que seu empresário, o coronel Tom Parker, teve que assinar o contrato para este filme apressadamente para que Elvis pudesse pegar seu cachê de um milhão de dólares. Esta foi a última vez que Elvis iria receber a mágica quantia.

- O barco do amor teve vários problemas antes mesmo de as gravações começarem, principalmente devido à falta de interesse de Elvis em fazer o filme. Deprimido por ser forçado a fazer outra comédia musical, o astro engordou muito. E a United Artists mandou que ele perdesse peso. 

- No primeiro dia agendado de gravação, Elvis escorregou na banheira e bateu a cabeça. Depois de uma reunião fechada com o empresário, o médico declarou que Elvis havia sofrido uma concussão e não poderia trabalhar. A gravação foi adiada por mais de duas semanas. 

- Cansado dos filmes, Elvis e a Máfia de Memphis faziam loucuras em cada produção. Na época da gravação de O barco do amor, o grupo parecia fora de controle. Guerra de bolos, brigas de fogos de artifício e guerra de água no set eram comuns. A MGM enviou uma carta pouco antes das gravações do filme seguinte, advertindo sobre o comportamento deles.


domingo, 13 de novembro de 2011

O barco do amor

A iniciação acabou. De coadjuvante de luxo a estrela maior e capitão de seu próprio barco...

Clambake
EUA - 1967
100 min, colorido
Comédia romântica

Direção: Arthur H. Nadel

Roteiro: Arthur Browne Jr. (argumento)

Música: Jeff Alexander

Elenco: Elvis Presley, Shelley Fabares, Will Hutchins, Bill Bixby, Gary Merrill, James Gregory, Marj Dusay


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para começar, uma boa surpresa


Ama-me com ternura passa longe do que eu esperava de um filme de Elvis Presley. Em vez das comédias românticas recheadas de músicas feitas para o galã brilhar, um filme de época com uma trama bem simples, é verdade, mas honesta. Elvis, apesar de empunhar o violão e fazer o seu famoso jogo de pernas que levavam as garotas à loucura em duas sequências, surge apenas num papel secundário, que só ganha importância mesmo da metade para o final da projeção. Personagem modesto, que consegue revelar o carisma que a gente já conhece do astro sem pretender ultrapassar as limitações de um ator pouco experiente. Uma decisão acertada, eu diria. 

O verdadeiro protagonista da história é Vance (Richard Egan), que volta para casa ao lado dos irmãos Bret (William Campbell) e Jarry (James Drury) após o fim da Guerra Civil americana. Dado como morto depois de quatro anos, ele se surpreeende ao descobrir que o caçula dos Reno, Clint (Presley), havia se casado há pouco tempo com sua antiga namorada, Cathy (Debra Paget). Apesar de abalado, ele faz de tudo para dar a impressão de que está lidando bem com a situação, apenas para não magoar o irmão. 

Até aí, o filme de Robert D. Webb não empolga muito, e a razão é que os personagens são mostrados de maneira bem rasa. É difícil criar uma ligação com eles e até torcer por um ou outro, porque o dilema é bastante suavizado. O momento mais bonito desse imbróglio é quando Elvis canta a música-título, "Love me tender", enquanto Cathy troca uns olhares furtivos com Vance. Mas no restante do tempo, tanto ele quanto ele, que continuam apaixonados um pelo outro, continuam agindo com uma maturidade e uma racionalização que nos faz pensar: "Ah, não é tão grave assim". Clint, por sua vez, jovem e inocente, acredita mesmo que todos podem viver felizes para sempre, como se nada tivesse acontecido. 


A coisa começa a complicar quando Vance, Bret e Jarry são ameaçados de ir para a cadeia por conta de um dinheiro que conseguiram durante a guerra. O irmão mais velho consegue um acordo para devolver a grana em troca da liberdade de todo o grupo, mas são vários os desencontros que acontecem antes de tudo ser resolvido. A tensão da história cresce bastante, e a situação muda de figura: influenciado pelos integrantes mais gananciosos do bando, Clint passa a duvidar das intenções do irmão e a acreditar que ele fora enganado desde o início por seu herói e pela mulher que ama. 

O que era para ser a grande virada da narrativa, no entanto, é prejudicada pela interpretação pouco convincente de Elvis. Embora ele pudesse ser o jovem inocente com tranquilidade, era exigir demais que ele desse conta dessa enorme transformação do personagem nesse momento. Soa artificial. Mas uma parcela de culpa também é do roteiro, que tenta resolver em poucas cenas e com diálogos bem razoáveis essa transição. O resultado é uma constrangedora cena de agressão em Cathy. Se ele tivesse atirado nela, não pareceria tão covarde e talvez fosse até mais verdadeiro. 

A essa altura, já deu para perceber que o longa caminha para um clássico desfecho trágico, o que aumenta muito o nível dramático da narrativa. Mas, comparando-se este terço final ao restante do filme, tem-se a impressão de um grande descompasso. Se a tensão nos conflitos fosse mais bem explorada desde o início, seria um grande filme. Apesar de honesta, ficou só na tentativa, mas foi uma boa surpresa, no fim das contas.

Bom para fãs e não iniciados

Vance (Richard Egan), Bret (William Campbell) e Jary Reno (James Drury) serviram na Guerra Civil Americana. E, apesar de terem lutado do lado perdedor, sobreviveram, e com um inesperado espólio de guerra voltam para casa. Vance é de longe o mais ansioso por finalmente desposar sua noiva, já que a espera durou quatro anos. Em casa, todos acreditavam que o mais velho dos irmãos morrera na guerra, e Cathy (Debra Paget), após tanto esperar, casou-se com o caçula da família, Clint (Elvis Presley).

A remodelagem no roteiro, para dar mais destaque ao papel de Elvis, na época um astro em ascensão, é bastante visível. Assim, a história se divide entre o triângulo amoroso Vance/Cathy/Clint e o probleminha causado pelo espólio de guerra conseguido pelos irmãos. O resultado é curioso, já que as tramas se misturam e interferem uma na outra.


As carismáticas personagens conseguem até criar uma tensão. Trabalho que sobra para Vance e Cathy, já que Clint, moço ingênuo, nem desconfia do antigo relacionamento entre o irmão e a esposa. Meio difícil de acreditar, mas desimportante diante da figura de Elvis.

O cantor se sai razoavelmente bem até a sequência da festa para a construção da escola. Clint se apresenta no palco, com o rebolado característico do Rei, e até as tietes. Moças do pós-guerra civil gritando como fãs dos Beatles. A guerra deve mesmo afetado a cabeça delas. Então, lembramos que aquele é o Elvis, e fica um pouco difícil acreditar em uma ou outra cena dramática ao longo da projeção. E especialmente com as reações exageradas e arroubos de raiva do personagem, apresentado como uma pessoa extremamente doce. Mas esta é uma falha de construção do personagem e do roteiro, não do ator.


O filme ainda carrega o jeitnho de Velho Oeste, ou seja, muitas cavalgadas, perseguições e tiroteio para definir a outra trama e dramatizar ainda mais o romance. Também dá o que fazer aos outros irmãos, que tiveram sua parte diminuída, quando o caçula ganhou espaço.

O ritmo é ágil, especialmente para um filme dos anos 50. E a trama é inteligente ao interligar o romance e a retaliação pós-guera. O final, apesar de suavizado, foi mantido a contragosto da vontade de alguns espectadores mais dedicados. É um filme agradável e até muito divertido. O que já é mais do que o esperado de um filme para atender a fãs e alavancar um artista. Gostei.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Love me tender

- O título do filme desta semana seria "The Reno Brothers", mas foi substituído para promover a música Love me tender. Embora creditada a Vera Matson (esposa de Darby), por pura jogada de marketing, na realidade foi composta por Ken Darby. É baseada na balada Aura Lee de 1861, escrita por W.W. Fosdick e George R. Poulton, uma favorita do Exército da União durante a Guerra Civil Americana.

- Um clássico romantico, a canção foi imortalizada pela voz de Elvis Presley, mas vários outros intérpretes arriscaram torná-la tão emocionante em suas próprias vozes. Confira alguns.

Versão de Norah Jones, que apresentou a canção a uma nova geração, ao se tornar trilha sonora de O diário da princesa 2.


Videoclipe para a versão do CD Viva Elvis, lançado em 2010, quando o cantor completaria 75 anos. Traz a voz do cantor em dueto com Marie-Mai.



Não podia faltar uma versão tupiniquim certo? Então Pato Fu apresenta a canção com estilo caixinha de música. Versão para o CD Música de brinquedo, gravado com instrumentos de brinquedo e miniatura.


Mês Elvis Presley: os concorrentes

A gente escolheu o tema, agora é a sua vez de dar sua opinião: qual Elvis você quer ver no nosso sofá na última semana do mês?


O prisioneiro do rock
(Jailhouse rock, 1957)

Depois de matar um homem por acidente, Vince Everett (Elvis Presley) vai parar numa prisão. Ele passa seu tempo cantando na cadeia até ser descoberto por uma  bela caçadora de talentos, que o ajuda a se tornar um astro do rock. É considerado um clássico da filmografia do cantor e sua cena mais famosa é o número de dança na prisão, coreografado por ele mesmo.


Ele e as três noviças
(Change of habit, 1969)

Último filme da carreira do nosso homenageado. Neste drama, o dr. John Carpenter (Presley) recebe a ajuda de três jovens mulheres na clínica onde trabalha e se apaixona por uma delas, Michelle Gallagher (Mary Tyler Moore), sem saber que ela é uma freira. Ela também tem sentimentos por ele, mas fica dividida entre a paixão e a vocação religiosa. E sim, o título em português é péssimo.


Amor à toda velocidade
(Viva Las Vegas, 1964)

O piloto Lucky Jackson (Presley) sonha em disputar uma corrida em Las Vegas, mas perde o dinheiro que precisaria para comprar um motor. Enquanto trabalha como garçom para ganhar uma grana, ele se envolve com Rusty Martin (Ann-Margret), uma professora de natação, que também é cortejada por um nobre italiano.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Curiosidades de Ama-me com ternura


Ama-me Com Ternura é a estréia de Elvis Presley nos cinemas.

Começou a ser produzido como um filme B, mas acabou tenho um orçamento foi de US$ 1 milhão. Que resgatou apenas com fim de semana de estréia.

Inicialmente o título seria "The Reno Brothers", foi alterado para "Love Me Tender" na intenção de dar um destaque maior à música homônima cantada por Elvis Presley no filme.

Este é o único dos filmes estrelados por Elvis Presley em que ele não aparece no topo dos créditos do elenco, é o terceiro da lista, atrás de Richard Evan e Debra Paget.

As filmagens de Elvis Presley cantando "Love Me Tender" no final foi filmado depois de audiências "de testes" reagiu mal ao destino de seu personagem. Essa cena nova criou um erro de continuidade, já que Elvis tinha tingido o cabelo de preto na época das filmagens adicionais, enquanto no resto do filme a sua cor de cabelo estava mais próxima do loiro.

Os verdadeiros musicos de apoio de Elvis não puderam participar das filmagens, pois segundo a produção não pareciam com músicos do interior.

Elvis Presley é creditado como co-escritor de quatro músicas do filme, pura jogada de marketing. Elvis revelou numa conferência de imprensa de 1968, que ele contribuiu com apenas uma linha para a canção-título, "Love Me Tender".

Cenas extras e falas foram adicionadas para o personagem de Elvis Presley, que originalmente, antes o cantor entrar na produção, deveria ser um papel menor.

Quando o filme era exibido nos cinemas, os fãs de Elvis Presley gritavam tão alto que o público não conseguia ouvir nenhuma das suas falas.

O filme foi produzido pela 20th Century-Fox, mas a estréia foi no Teatro Paramount na Broadway em New York City. Milhares de fãs estavam em frente ao prédio na noite de estréia. Um poster enorme com a imagem de Elvis Presley estava do lado de fora do edifício.


Elvis Presley posteriormente recebeu a proposta para estrelar o próximo filme do diretor Robert D. Webb, O Caminho para o ouro. Mas a 20th Century-Fox se recusou a pagar os U$ 250.000, mais 50% dos lucros, que o agente de Elvis (Fox havia oferecido 150.000 dólares, mais 50%).

A canção título, "Love Me Tender" foi tirada de uma balada Guerra Civil "Aure Lea", escrita por WW Fosdick (palavras) e George R. Poulton (música). Elaa apareceu pela primeira vez no cinema em 1936 cantada por um fazendeiro em "Come And Get It". Foi adotada, quase desde o seu início como o hino escolar da Academia Militar de West Point e foi parte da trilha sonora de "The West Point Story and _The Long Grey Lin" (1954).

Possivelmente o primeiro filme americano de usar um " Squib hit" em um ator (usando um explosivo sob a roupa com uma bolsa de sangue para simular uma bala).

domingo, 6 de novembro de 2011

Ama-me com ternura

E nada melhor que começar nosso mês dedicado a Elvis com o filme que foi sua estréia no cinema. Essa semana, em cartaz no DVD, Sofá e Pipoca, Ama-me com ternura.

Love me Tender
EUA - 1959
89min, preto e branco
Comédia romântica

Direção: Robert D. Webb

Roteiro: Robert Buckner

Música: Lionel Newman

Elenco: Elvis Presley, Richard Egan, Debra Paget, Robert Middleton, William Campell, Neville Brand, Mildred Dunnock, Brice Bennett, James Drury, Russ Conway, Ken Clark, Barry Coe.

Baseado em estória de Maurice Geraghty

Mês Elvis Presley

It's now or never!

Não teve pra ninguém - novembro aqui no nosso blog é dedicado a ele, Elvis Aaron Presley, um cara que simplesmente revolucionou uma geração inteira e mesmo depois de sua morte continua sendo referência na música e ídolo de muita gente (inclusive desta blogueira que vos escreve).

Para quem não sabia, o Rei do Rock 'n Roll também teve uma carreira no cinema e nós não poderíamos deixar de reservar um espaço no nosso sofá para ele, não é?

Além dos filmes e nossas singelas opiniões, vai ter muita curiosidade sobre Elvis: tanto dos filmes quanto da música, da vida de um dos artistas mais talentosos e um dos maiores mitos da História americana (e nesses dias de mundo globalizado, porque não dizer que também do mundo?)

Preparem os corações, o gel, o jeans e o topete. Elvis não morreu e está vindo com tudo nesse mês aqui no Dvd, Sofá e Pipoca.