3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quarta-feira, 31 de março de 2010

As aulas do professor Jones

É o clássico da "Sessão da tarde" para quem, assim como a blogueira que vos escreve, cresceu nos anos 80 e 90. Tumbas, armadilhas, bandidos muito malvados, animais ameaçadores, romance, lugares exóticos e artefatos sobrenaturais muito valiosos. Vai dizer que esse filme não tem tudo que precisa? É diversão na certa!

O arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) precisa encontrar a Arca da Aliança, poderoso artefato místico, antes dos nazistas, uma vez que, segundo a lenda, o exército que o possuir será invencível. Além de descobrir a verdadeira localização da arca, ele ainda precisa enfrentar os bandidos e acertar as contas com um romance antigo.

Eu não sei vocês, mas eu fui criada a base de aventuras como esta, que flertam constantemente com o perigo, mas que nunca é tão sério que não se possa fazer uma piada. Como na cena onde Toht (Ronald Lacey, com timing perfeito) parece montar um instrumento de tortura muito perigoso: acuados os outros personagens se encolhem, e ele pendura seu casaco. Ufa, era só um cabide!

Existe cabidofobia???
O ritmo constante e alucinante só diminui quando o professor Jones precisa nos informar o que é a arca, e porque tem que encontrá-la. O que é compensado pelo mistério da história e do artefato em si. As cenas de perseguição e brigas rápidas no estilo "piscou, perdeu", e, com muito humor, conseguem interessar o espectador de uma forma que faz inveja a muito filme de ação.

Vibramos a cada vilão caído, seja ele importante ou um mero figurante. E tudo sem culpa, já que, uma vez que servem a Hitler, podemos odiar sem dó nem piedade (isso é uma regra não oficial do cinema? Gente, aqueles caras são filhos de alguém!). Além de rirmos muito da burrice dos caras. Não adianta ter a arma mais poderosa do mundo se não sabem usar! Tem que ler o manual, não importa em que língua está escrito. O que me faz pensar: imagina se o oficial nazista tivesse convencido Belloq a levar a arca diretamente a Hitler, sem todo o ritual na ilha deserta? Teria apagado um dos episódios mais sangrentos da história da humanidade!

Do macaco à Sallah (John 'Glimi' Rhys-Davies), todos acertaram no tom da atuação. Os tipos caricatos que o estilo de filme exige, poderia tornar os personagens falsos se feitos de forma equivocada. O mesmo aconteceria com a mocinha Marion (Karen Allen), que, além de alternar entre vítima e mocinha decidida, ainda precisa nos provar ser digna de Jones. Suas sucessoras não conseguiram.

Também temos o privilégio de ver o que realmente existe dentro da arca. Coisa que nenhum personagem vivo conseguiu. Pergunta: só eu morro de curiosidade de saber o que guardam as outras milhares de caixas daquele depósito do fim do filme?

Mais que a aventura e os personagens marcantes, o que prende a plateia é o carisma do herói, no caso Indy (sentiu a intimidade?). O arqueólogo parece ter a incrível habilidade de se meter em confusões impossíveis de se safar e também, a ainda mais incrível, de se livrar delas no último segundo de um jeito espetacular. E tudo de forma bastante divertida, ao menos para nós aqui do sofá.

Aventura, romance, segredos, explosões, aprendizado, coloca pipoca e refri junto. Vai dizer que não é um programão? E se assistirmos enquanto crianças, as lições recebidas são ótimas. Aprendemos a não colocar a mão em metal quente. A não confiar em macacos desconhecidos. Que é possível se dependurar em baixo de um caminhão em movimento. Que cobras odeiam fogo (problemão no set, os bichinhos faziam o oposto, aparentemente elas gostam de se aquecer). Sempre devemos jogar a comida para o alto, caso esteja envenenada: um amigo terá tempo de te salvar. Crianças são melhores defesas que coletes a prova de balas. É possível ir até o Egito e não ver nenhuma pirâmide. E o melhor remédio para uma bebedeira é uma mudança súbita na trama.

Eu sou aluna confessa do professor Henry Jones Jr. E você???

terça-feira, 30 de março de 2010

Curiosidades de Indiana

Spilberg, Lucas e Indy versão South Park
A idéia de George Lucas e Steven Spilberg ao criar Indiana Jones era homenagear os seriados de aventura dos anos de 1930 e 1940.

Toda a trama de os Caçadores foi criada em uma conversa de 3 dias entre Steven Spilberg, George Lucas e o roteirista Lawrence Kasdan. Eles gravaram tudo em áudio e depois Kasdan só precisou transformar as idéias em um roteiro.

Indiana era o nome do cachorro de Lucas. O mascote também serviu de base para o visual do Wookie Chewbacca. O  nome de batismo do arqueólogo é Henry Jones Jr, Indiana é apelido.

Magnun Jones!
O nome original do herói era Indiana Smith mas, Spilberg mão gostou, queria algo mais marcante. Lucas sugeriu Jones, agradou!

Marion Ravenwood, nome da personagem de Karen Allen, é junção dos nomes da rua Ravenwood e da bisavó da esposa de um dos roteiristas, Marion.

Tom Selek, era a escolha original para dar vida ao arqueólogo, mas já estava comprometido com o seriado Magnum.

Já o papel de John Rhys-Davies (o anão Glimi, de o Senhor dos Anéis), Sallah, seria de Danny DeVito.

Inicio da aventura, algum lugar na América do Sul, um guia passa a perna em Indy. Reconheceu o cara??? É Alfred Molina (o Dr. Octopus de Homem Aranha 2) em seu primeiro trabalho na tela grande.
Dr. Octupus? Eu?!

Achou realista a cena onde Marion da um soco no arqueólogo em seu bar? É porque ela errou a mão e acertou alguns socos de verdade em Harison Ford.

As cenas do Egito foram na verdade gravadas na Tunísia, onde Lucas rodara Star Wars, anos antes.

O calor na Tunísia era tanto, que vários membros da equipe tiveram problemas digestivos. Spilberg escapou, o diretor consumia apenas comida enlatada.

A cena no mercado onde Indy atira no malabarista da espada seria mais longa, Mas com parte da equipe passando mal, inclusive Harison eles queriam acabar logo. Então Harison sugeriu "porque eu simplesmente não atiro logo nele?".
Aquela ao fundo é a bandeira do Brasil?!!

A cena da tenda onde Marion esconde uma faca em suas roupas e tenta escapar foi toda improvisada. Eles precisavam inventar um motivo para ela por o vestido.

Apesar de ter achado injusto filmar a cena das cobras com as pernas de fora e apenas um sapato, enquanto Harrison tinha calças compridas e pesadas botas, Karem ainda achou esta cena mais fácil que aquela em que ela é cercada por esqueletos falsos. Vai entender!

Durante uma cena as rodas de uma avião passaram em cima da perna de Harrison Ford. Ao invés de ir ao médico (na Tunísia) ele enfaixou, colocou gelo e continuou filmando.

'Prefiro cobras vivas a esqueletos de mentira!"
A marcante trilha sonora na verdade é formada por duas músicas. O compositor John Williams ofereceu duas opções a Spilberg, ele gostou de ambas então as musicas foram unidas.

Além dos 3 longas seguintes ( Indiana Jones e o Templo da Perdição de 1984, Indiana Jones e a Última Cruzada de 1989 e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal de 2008) o personagem ainda inspirou um jogo de videogame, Indiana Jones e a Tumba do Imperador, a série de tv Crônicas do Jovem Indiana Jones e o livro Indiana Jones e os Sete Véus.

Para tirar o jeito de "roupa nova" das 10 jaquetas que compunham o figurino de Indy a figurinista usou uma escova de aço e um canivete de Harison Ford (ninguem no setor de figurino tinha um?).

Ao contrário do que muita gente pensa o chapéu original de Indiana não foi produzido no Brasil. Ele foi produzido na Grã-Bretanha por um chapeleiro chamado Herbert Johnson, e depois foi surrado pela produção, para parecer um chapéu bastante usado.

O ídolo que Indiana substitui por um saco de areia no início do filme foi inspirado em uma estátua inca da fertilidade.

6 metros de diâmetro, era quanto media a enorme bola de pedra, que na verdade era feita de fibra de vidro.. A equipe achou o efeito tão legal que a fuga da enorme bola ganhou uns 15 metros a mais que o planejado.

Como não tinham computadores para ajudar, a equipe de produção precisou retirar cerca de 300 antenas para cena da varanda onde aparecem os telhados do Cairo.

A supra-citada arca aparece novamente de relance durante a quarta aventura da franquia. Em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) ela aparece em um depósito na Área 51. 

Nanananana, você não me pega!
9 mil cobras não venenosas foram recrutada por toda a Europa para ocupar a câmara da arca. As najas chegaram mais tarde e tratadas com muito respeito, afinal são mortais.

Observadores mais atentos podem ver o reflexo no vidro que separa Harison da naja na cena em que Indy encara a cobra. 

O submarino usado no filme foi alugado de outra produção, O Barco - Inferno no Mar de Wolfganga Petersen.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tantanrantaaaaan... Tantaraaaaannn...

Vai dizer que essa não é a primeira coisa que vêm à sua cabeça quando o assunto é Indiana Jones?!


Convenhamos: Indiana Jones (Harrison Ford) é o cara. Ele era pra ser um cara normal... Pelo menos a gente tem a impressão de que arqueólogos e professores universitários são pessoas normais. Mas não o ilustríssimo (e famosíssimo) Sr. Jones. Ele se mete em tudo que é buraco - literalmente - em busca de tesouros amaldiçoados, apesar de morrer de medo de cobras, adora dar uma de Tarzan, usa o chicote como se tivesse nascido num circo e ainda sabe atirar. Onde foi que ele aprendeu isso tudo? Pra completar, nosso anti-herói sempre se dá mal: passa por todos os perrengues, mas acaba levando o ouro e a glória é o seu rival Belloq (Paul Freeman). Ah, e nisso ele ainda arruma tempo pra ter um revival com uma ex-namorada bem, digamos, "arretada" (rapidinho, vamos fazer umas contas? ela é mais nova que ele, e disse que era muito nova quando se envolveram... quantos anos eles tinham quando se encontraram pela primeira vez?)

O filme vai em ritmo alucinante do início ao fim. Começa com uma expedição na América do Sul (mais genérico, impossível) e mostra Indy acompanhado de alguns exporadores locais atrás de um ídolo de ouro. Após passar por traições e se livrar de diversas armadilhas (a cena horrorosa dos dois homens cobertos de aranhas caranguejeiras e a clássica fuga da bola de pedra), ele perde seu troféu para o inescrupuloso Belloc. Voltando para a universidade, Jones é convocado para uma reunião com dois agentes do FBI e descobre que um de seus amigos está supostamente envolvido com os nazistas. Deduz que o füher está atrás da Arca Perdida, uma arma mortal (qualquer exército que a possuir será invencível). Começa a corrida contra o tempo para chegar à Arca antes dos agentes de Hitler. Até chegar à Arca, Indy passa por poucas e boas.

O filme é cheio de participações que, para mim, são especiais. Fora a atuação perfeita de Harrison Ford, ver Alfred Molina logo no início do filme, quase como um figurante, realmente me surpreendeu. Afinal, ver o Dr. Octopus uns bons 15 anos mais jovem e ainda passando a perna em Indiana Jones era uma coisa impensável pra mim. OUtra surpresa, essa ainda maior, foi reconhecer John Rhys-Davies. E reconheci só pela voz: foi ele falar a primeira frase e eu ofeguei "é o Gimli, o anão de 'O Senhor dos Anéis'!" Também, com tanta maquiagem e efeito especial no filme de Peter Jackson, só mesmo pela voz para reconhecer o ator. Sua personagem é ótima, grande amigo de Indy e super prestativo. Mas perde em carisma para o miquinho do mercado. Coisinha mais fofinha e arisca! Tremendo amigo-da-onça, pulando em cima do balaio onde a mocinha se esconde pra dizer onde ela se escondeu; depois tava lá, confortanto o Indy quando ele achou que ela tinha morrido na explosão do caminhão. No fundo, confesso, fiquei com pena quando ele morreu por comer as tâmaras envenenadas.

Resolvendo a situação, à la Indiana

Várias cenas estão entre as minhas favoritas. As do mercado em Cairo, com Indy batendo em vários homens ao mesmo tempo (acho difícil derrubar 3 homens com um soco só, ainda mais se você não tem um físico nem o treinamento de um lutador de jiu-jitsu); a dele enfrentando o cara com um sabre (depois de esperar um pouco pelos malabarismos com a adaga, dá um tiro muito desleixadamente e mata o oponente); a corrida para roubar o caminhão com a Arca (ele leva um tiro no braço, mas consegue se segurar em um caminhão em movimento e não ser atropelado, passar por baixo dele e voltar pra acertar o soldado que dirigia o caminhão e retomar a direção)... Só ele para conseguir isso. Mas também, com uma história criada por George Lucas, direção de Steven Spiberg, trilha sonora de John Williams e Harrison Ford no auge da carreira, era muito fácil apostar que "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" seria o ótimo filme que é e que viria entrar fácil, fácil em qualquer boa lista de "melhores filmes de todos os tempos". Quero ver o Belloq tirar essa dele...

domingo, 28 de março de 2010

Os Caçadores da Arca Perdida

Separe sapatos confortáveis, chapéu e chicote. Dr. Henry Jones Jr vem aí!

Os Caçadores da Arca Perdida
Raiders of the Lost Ark - 1981 - EUA
115min. - Colorido - Livre
Aventura

Direção: Steven Spielberg

Roteiro: George Lucas, Philip Kaufman, Lawrence Kasdan

Música: John Williams

Com: Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, Ronald Lacey, John Rhys-Davies, Denholm Elliott, Alfred Molina, Wolf Kahler, Anthony Higgins, Vic Tablian, Don Fellows, William Hootkins, Bill Reimbold, Fred Sorenson, Patrick Durkin

Vencedor de 5 Oscar. Teve 3 sequencias Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008).

sábado, 27 de março de 2010

DVD, sofá e pipoca de cara nova

Adeus blog velho....
Vocês já devem ter reparado que o DVD, sofá e pipoca está de cara nova, né? Tudo para agradar vocês, queridos leitores! O crédito vai para a Fabi, que é a mais entendida no assunto entre as blogueiras. Depois de vários testes, podemos dizer que gostamos bastante do resultado.

O blog manteve as principais características do layout anterior, mas ganhou uma cara de revista: agora, as postagens mais recentes ficam em destaque lá em cima. Além disso, ficou mais fácil visualizar os posts, em versão resumida, na nossa página inicial. Assim fica mais fácil saber o que está rolando por aqui.

Notou o menu lá em cima? É só clicar em "Sobre" para saber um pouco mais sobre o projeto que deu início ao DVD. No link "Contato", você pode mandar suas mensagens, críticas, sugestões (e elogios também, viu?) pra gente. Em "Blogs", você descobre onde mais as blogueiras-cinéfilas escrevem. Vale a visita! E para seguir o DVD, sofá e pipoca e ficar atualizado sobre nossas resenhas e outras notícias do mundo do cinema, basta clicar em "Twitter"  

Ali ao lado você continua com as informações de praxe e ainda tem acesso ao nosso poderoso arquivo: um filme clássico por semana, sempre com muitas curiosidades. Gostou do conteúdo? Lá embaixo você pode seguir o DVD no Google Friend, tornar-se fã no Facebook ou virar nosso amigo no Dihitt. E não deixe de comentar sempre que nos visitar para sabermos o que você achou do blog. 

E aí, o que acharam das mudanças?

A culpada por eles preferirem as loiras

Os homens preferem as loiras, e a culpa é dela. Mas tudo bem ela também ensinou que os diamantes são os melhores amigos de uma garota! Sinonimo de beleza, sensualidade e glamour Marilyn Monroe é um ícone, e um mito da história do cinema. Não há quem nunca tenha ouvido falar do furacão loiro. Contudo atualmente poucos tem ideia de quão agitada foi sua curta vida.

Norma Jean Los Angeles nasceu em 1 de junho de 1926. Cresceu em casas de família e orfanatos até 1937, quando mudou-se para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa leste, e o casal não tinha condições financeiras para levar Norma Jean, na época com dezesseis anos. A moça tinha então duas opções: voltar para o orfanato ou se casar.

Ela casou com Jimmy Dougherty, de 21 anos, a quem namorava há seis meses no dia 19 de julho de 1942 Viveram felizes até ele entrar para a marinha e ser transferido para o Pacífico Sul, em 1944. Após sua partida Norma começou a trabalhar na fábrica Radio Plane Munition, em Burbank, na Califórnia.

O foi quando o fotógrafo Davis Conover, tirava fotos de mulheres que ajudavam no esforço de guerra, que Norma foi descoberta. Ela posou para uma seção de fotos e Davis começou a lhe enviar propostas para trabalhar como modelo. E em dois anos ela tornou-se uma modelo respeitável e estampou seu rosto em várias capas de revistas. A partir daí ela estudou o trabalho das atrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro. Quando o marido Jimmy retornou em 1946, Norma precisou novamente escolher, dessa vez entre seu casamento e sua carreira.

Norma Jean e Jimmy divorciaram-se em junho de 1946 e ela assinou seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto do mesmo ano. Recebia 125 dólares por semana. Depois disso não demorou muito para ela tingir o cabelo de loiro e mudar seu nome para Marilyn Monroe, sobrenome da sua avó materna.



Olha o ventinho!
O primeiro papel da então Marilyn no cinema foi uma participação não creditada em Sua Alteza, a Secretária (The Shocking Miss Pilgrim, 1947) de George Seaton. Contracenou rapidamente com Groucho Marx em Loucos de Amor (Love Happy, 1950), de David Miller. Nesse mesmo ano conseguiu um pequeno mas influente papel no thriller de John Huston, O Segredo das Joias (The Asphalt Jungle) e o papel de Claudia Caswell em A Malvada (All About Eve), estrelado por Bette Davis e dirigido por Joseph L. Mankiewicz, pelo qual recebeu muitos elogios. Participou de filmes como Sempre Jovem (As Young As You Fell, 1951), de Harmon Jones, O Inventor da Mocidade (Monkey Business, 1952), de Howard Hawks e Almas Desesperadas (Don't Bother to Knock, 1952), de Roy Baker.

Contudo foi apenas com sua performance em Torrentes de Paixão (Niagara, 1953), de Henry Hathaway, que se tornou conhecida. Marilyn fez o papel de Rose Loomis, uma jovem e bela esposa que planeja matar seu velho e ciumento marido, personagem de Joseph Cotten.

O sucesso neste filme lhe proporciomou ainda em 1953 os papéis principais em Os Homens Preferem as Louras (Gentlemen Prefer Blondes), de Howard Hawks, que contou com a participação de Jane Russell, e Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire), de Jean Negulesco, com participação de Lauren Bacall e Betty Grable. A revista Photoplay votou Marilyn como melhor atriz iniciante de 1953 e, aos 27 anos de idade, ela já era sem dúvida a loira mais amada de Hollywood.

No dia 14 de janeiro de 1954, Marilyn casou com o jogador de baseball Joe DiMaggio, em São Francisco, na Califórnia. Eles namoravam há dois anos quando Joe pediu a seu agente que organizasse um encontro para os dois jantarem e a pediu em casamento. - "Eu não sei se estou apaixonada por ele ainda", - disse Marilyn à imprensa logo no início de seu relacionamento- "mas eu sei que eu gosto dele mais do que qualquer homem que já conheci".



Se apresentanto para as tropas.

Durante sua lua de mel em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que serviam na Coreia. A sua presença causou quase um motim, e Joe se mostrava claramente incomodado com aqueles milhares de homens desejando sua mulher. Logo sua fama de simbolo sexual se tronou um problema em seu casamento. Marilyn e Joe se divorciaram apenas nove meses após o casamento em outubro de 1954. Segundo o casal o problema foi "conflitos entre carreiras".

Em 1955, Marilyn estava pronta para livrar-se da imagem de furacão loiro. Ela queria seguir com seriedade a carreira de atriz. Ela mudou-se de Hollywood para Nova York, para estudar na escola de atores de Lee Strasberg.
Em 1956, Marilyn abriu sua própria produtora, Marilyn Monroe Productions. A empresa produziu os filmes Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956), de Joshua Logan e O Príncipe Encantado, (The Prince and the Showgirl, 1957), dirigido e coestrelado por Sir Laurence Olivier. Ambos serviram para Marilyn mostrar seu talento e versatilidade como atriz.




Quanto Mais Quente Melhor
Em 1959, Marilyn brilhou em Quanto Mais Quente Melhor, (Some Like It Hot), de Billy Wilder, e teve seu trabalho reconhecido ao vencer o Globo de Ouro de "Melhor Atriz em Comédia".

Seu terceiro casamento aconteceu em junho de 1956. Ela conheceu o dramaturgo Arthur Miller através de Lee Strasberg, e amigos disseram que ela o deixava de "joelhos bambos". Enquanto eles estavam casados, em 1961, Arthur escreveu o papel de "Roslyn Taber" de Os Desajustados, (The Misfits), especialmente para Marilyn. Dirigido por John Huston e coestrelado por Clark Gable e Montgomery Clift, este foi o último filme completo de Marilyn e a despedida das telas de Gable.




Diamonds are a girl's best friends!
Depois de dois casamentos mal sucedidos a musa já estava experiente com o assédio da mídia. Ela realizou seu terceiro no México, e escolheu o dia 20 de Janeiro de 1961, dia da posse do presidente John F. Kenned. O objetivo despistar a impresa. Não funcionou.

Seu caso mais famoso com Kennedy teve início depois de seu divórcio com Vitor Baggio e continuou, esporadicamente, enquanto ela esteve casada com Miller. O romance foi alvo de espionagens e material de chantagem, e ameaçava a carreira do presidente. Antes de deixa-la os dois viveram o ultimo, e mais famoso momento juntos. O mítico aniversário de Kenney, onde Marilyn teria candatado um "Feliz aniversário, senhor presidente", para lá de especial. Usando um vestido que o diplomata Adlai Stevenson descreveu como feito de - "pele e pérolas. Só que não vi as pérolas."

Voltando a sua carreira no Globo de Ouro de 1962, Marilyn foi nomeada a "personalidade feminina favorita de todo cinema mundial", provando mais uma vez que era mundialmente adorada.

Na manha de 5 de agosto de 1962, Marilyn morre misteriosamente enquanto dormia em sua casa em Brentwood, na Califórnia, aos 36 anos. Deixando um filme incabado, deixou por terminar Something's Got to Give. A notícia foi super explorada pela mídia especialmente pelo carater misterioso da causa da morte, oficialmente um overdose pela ingestão de barbitúricos.




Marilyn em um selo alemão (!)
Rumores da visita de um helicóptero, uma ambulância durante aquela noite, o desaparecimento de evidências e do relatório da autópsia e ameaças recebidas pelos amigos de Marilyn que tentaram investigar o que acontecera apenas aumentaram o burburinho e o mito que a loira se tornara anos antes.

Três casamentos, três divócios, um presidente, 2 Globos de ouro, 30 filmes terminados, uma obra inacabada e muitos boatos, rumores e lendas, em apenas 36 anos. Para nós expectadores muito bem vividos. tornatam Norma Jean em uma das grandes musas da sétima arte.

Isso é que é vida agitada!

Confira na lista de reprodução a famosa cena do metrô, o "Feliz aniversário, senhor presidente"e uma cena de Os Homens Preferem as Loiras.
Fonte:Wikikpédia

Josephine e Daphne versão LEGO

Encontrei a imagem enquanto buscava imagens para minha resenha e não resisti!

Repara na desenvoltura de Josephine e Daphne com seus instrumentos na versão feita de blocos Lego. Essas duas tem classe até quando são de plástico!

Josephine (Tony Curtis) e Daphne (Jack Lemmon) em versão LEGO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma obra-prima



Marilyn Monroe que me desculpe, mas nunca houve mulheres como Tony Curtis e Jack Lemmon: Josephine e Daphne é que roubam a cena em Quanto mais quente melhor. Nunca é demais ver a dupla sofrendo para aprender a se equilibrar num salto e andar com elegância. Ou se esforçando ao máximo para cobrir as mentiras que inventaram com muito improviso e novas histórias furadas. Mas o melhor de tudo é ver dois marmanjos obrigados a manter o disfarce para sobreviver quando têm a chance de entrar para uma nova banda e passam a conviver só com mulheres. É como Jerry/Daphne diz na sequência do trem: ele se sente como um menino trancado em uma loja de doces. Mas sem poder aproveitar! Pobrezinhos...

Como não simpatizar com Sugar Cane, uma cantora que não é lá muito inteligente, e vive se metendo em problemas com bebidas e homens? Marilyn, apesar de um pouco velha para o papel (a personagem tinha 24 anos; a atriz, 33), é afetada na medida certa e até comove. Com toda a ambição da moça, que sonha em se casar com um milionário, não dá para não ter pena quando ela pensa ter sido abandonada e finge ser durona ao telefone, mas logo se entrega ao álcool. Não, eu não errei de filme, isso não é um dramalhão. Mas quem foi que disse que comédia tem que ser descerebrada? Eu não fui.

Mas é mesmo nas infinitas trocas de papéis de Josephine e Daphne que está a maior graça do filme. A coisa é tão doida que no início do filme Joe faz de tudo para convencer o amigo de que ele é uma garota para não cair em tentação. Mas, depois de um tempo (e de algumas cantadas do impagável sr. Osgood), Jerry já está discutindo até sua lua de mel com o ricaço! Haja terapia!

E se Billy Wilder deve ter agradecido a Deus por ter lhe dado um elenco tão espetacular, nós, cinéfilos, devemos erguer as mãos para os céus por ele ter nos brindado com esta obra-prima. Do início, uma sátira aos filmes de gângster na Chicago de 1929, ao final com um dos casais mais improváveis da história do cinema (e um diálogo brilhante), o filme é uma comédia absolutamente deliciosa. O roteiro é um primor: tão mirabolante e ao mesmo tempo tão bem amarrado, criando as situações perfeitas para Curtis e Lemmon brilharem. Entrou para a lista dos meus favoritos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Curiosidades quentes

Some Like It Hot (no Brasil, Quanto Mais Quente Melhor) é considerado pelo diretor Billy Wilder sua obra-prima.

A escolha inicial do diretor Billy Wilder para a personagem "Sugar Cane" não foi Marilyn Monroe, mas sim Mitzi Gaynor.

A idéia inicial era que Frank Sinatra interpretasse o personagem "Jerry/Daphne"

Marilyn Monroe queria que o longa fosse rodado a cores, já que seu contrato estipulava que todos os seus filmes deveriam coloridos. Monroe somente concordou com que o filme fosse rodado em preto e branco após ser convencida por Billy Wilder. O diretor usou como argumento o fato de que a maquiagem utilizada por Jack Lemmon e Tony Curtis ao se travestirem de mulher deixava suas peles com um tom esverdeado.

Foram necessárias 47 tomadas para que a cena em que a personagem de Marilyn Monroe diz a fala "It's me, Sugar" ficasse pronta. A atriz sempre trocava a fala ou para "Sugar, it's me" ou para "It's Sugar, me". Após a 30ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever em um quadro-negro a fala correta, para que a atriz parasse de se confundir.

Outra cena que precisou de um grande número de tomadas foi quando a personagem de Marilyn Monroe procurava em várias gavetas e precisava dizer "Where's the bourbon?". A atriz trocava sempre a fala para "Where's the whiskey?", "Where's the bottle?" ou "Where's the bonbon?" e, após a 40ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever dentro de uma das gavetas a frase correta. Como ainda assim Monroe se confundia, pois se esquecia em qual gaveta estava a fala que precisava dizer, Wilder escreveu "Where's the bourbon?" dentro de todas as gavetas as quais a atriz precisaria abrir. Esta cena precisou ser rodada 59 vezes até que ficasse na forma correta.

Após várias tomadas de uma cena em que precisava beijar Marilyn Monroe, o ator Tony Curtis comparou a sensação de beijar a atriz como sendo idêntico a beijar Adolph Hitler. - Não pude evitar pensar: "Quando ele beijou Hitler?"

Em uma pré-estréia de teste, o público riu tanto na cena em que Jack Lemmon anunciava seu noivado que muitos diálogos não foram acompanhados pelo público. O diretor resolveu então rodar novamente a cena, colocando algumas pausas entre as falas e adicionando o movimento dos chocalhos, feito por Lemmon.

O assassinato em massa presenciado pelos músicos no início do longa, foi a representação de um crime de verdade. O Massacre do Dia de São Valentim, é o nome que ficou conhecido o assassinato de sete pessoas ocorrido em 14 de fevereiro de 1929, durante a Era da Lei Seca nos Estados Unidos. Causado por um conflito entre duas poderosas quadrilhas de Chicago, Illinois. As quadrilhas eram a Gangue do Lado Sul, liderada pelo ítalo-americano Al Capone e a Gangue do Lado Norte, cujo chefão era o polaco-irlandês Bugs Moran. Membros da Egan's Rats também foram suspeitos de terem participado do massacre, do lado de Capone.

O Massacre também foi retratado no filme de Roger Corman de 1967 The St. Valentine's Day Massacre que mistura evidências históricas com ficção. E em The Untouchables: Capone Rising. Além de fazer parte de uma cena do filme Scarface de 1932

Em meio a tantos romances armações e perseguições ainda sobra tempo para músical. Afinal os personagens são musicos. Confira as apresentações da banda de garotas com Marilyn nos vocais.

quarta-feira, 24 de março de 2010

I'm a girl! I'm a girl! I'm a girl!

Sou uma garota! Sou uma garota! Sou uma garota!
Dois músicos endividados presenciam um massacre. Únicas testemunhas eles fogem e a única maneira que encontram para se livrar dos bandidos, é se esconder em uma banda de mulheres. Devidamente caracterizados, é claro! O problema é que não é tão fácil fingir ser uma garota. Maquiagens, saltos altos, roupas complicadas, e várias outras garotas sem nenhuma vergonha, já que estavam entre meninas. Quando Marilyn Monroe chega é que a coisa desanda de vez.

Esqueça todos os personagens que você já viu antes tentando se passar pelo sexo oposto. Ninguém é mais elegante, insano e divertido quanto Josefine e Daphne, nomes de guerra de Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon). As personagens são tão convincentes que em certo ponto parece que um deles esqueceu seu gênero verdardeiro, e a gente acha super natural. E pensar que começaram no completo oposto - "I'm a Girl! I'm a Girl! I'm a Girl!".

A divertida e escandalosa banda de meninas nos proporciona boa música, no estilo certo para o filme. Basta dar uma olhada da divertida cena da praia, onde Daphne decididamente é uma das garotas. Livres, leves e soltas brincando no mar.

Ei! Pessoas dos anos 50 faziam e assistiam a esses filmes?!? A gente se surpreende com a ousadia. Um filme dos tempos da vovó tratando de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, assim, tão numa boa, que faz graça. Divertidíssimo! Que bom que nem todos os filmes da lista são tensos ou engajados. Qual a graça de ser sério, fazer a coisa certa o tempo todo?

Aliás, fazer a coisa certa parece não estar entre os objetivos dos personagens. Desde os músicos, que ao invés de pagar as dívidas resolvem apostar os únicos casacos que tem (no inverno!); enganam a todos; tiram proveito de um milionário apaixonado... Passando pela desmiolice de Sugar Cane, que admite ser burra e resolve fisgar um milionário. Até o proprio milionário que não vê nas regras da sociedade empecilho para um casamento.

Se é divertido as pampas, a gente perdoa as falhas e aumenta a torcida. E daí se Joe está enganando Sugar, fingindo ser milionário (e mulher!)? Sugar só se interessou pelo dinheiro dele mesmo. Tomara que no final fiquem juntos - afinal, a canalhice dele e o interesse dela se merecem.

Não tem jeito. Eles são cheios de defeitos, fazem tudo errado, não valem nada, mas a gente gosta deles!

terça-feira, 23 de março de 2010

Travestidos

Duas mocinhas elegantes!
Tony Curtis e Jack Lemmon foram extremamente bem sucedidos ao dar vida a suas versões femininas. Josefine e Daphne são com certeza as mais elegantes, estilosas e divertidas senhoritas da sétima arte, mas não são as únicas.

Se esconder, fazer algo proibido em condições normais, se aproximar de alguém. Os motivos para se travestir podem ser os mais variados, e a mudança na maioria das vezes é uma péssima idéia. Mesmo assim, algumas personagens não pensam duas vezes antes de "mudar de time" para alcançar seus objetivos. Eis algumas delas:

Vítor ou Vitória? (Victor/Victoria, 1982)

Paris, 1934. Victoria Grant (Julie Andrews) é uma cantora lírica desempregada que conhece Carroll Todd (Robert Preston), um cantor homossexual que tinha sido recentemente demitido. Juntos eles articulam um plano, no qual ela se faz passar por um homem, Conde Victor Grezhinski, que é um transformista. Mas surge um problema quando ela se apaixona por King Marchand (James Garner), um gângster: se ela se declarar, terá que assumir ser uma farsa.

Tootsie (Tootsie, 1982)

Desesperado em busca de emprego, um ator (Dustin Hoffman) resolve se vestir de mulher para disputar um papel feminino em uma telenovela. O que ele não esperava era obter tanto sucesso com seu papel. Agora manter a farsa será cada dia mais complicado.


Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, EUA, 1993)

Ao ser proibido pela ex-esposa de passar o tempo que deseja com seus filhos, um pai amoroso (Robin Willians) transforma-se em uma simpática senhora para cuidar das crianças. O clássico da "Sessão da tarde" impressiona pela minuciosa maquiagem que transforma Robin Willians em uma doce velinha.




Vovó... Zona (Big Momma's House, 2000)
Vovó... Zona 2 (Big Momma's House 2, 2006)

Agente especial (Martin Laurence) arma tocaia para prender um fugitivo da prisão. Para não levantar suspeitas, seu disfarce obedece à descrição física da proprietária da casa em que se instalou, uma senhora muito gorda. Mas cuja neta, linda, atrai todas as atenções do policial. Na segunda parte Martin Lawrence volta ao personagem do agente do FBI Malcolm Turner, que tem uma nova missão e novamente se disfarça na velha e gorducha vovó. Dessa vez ele se disfarça de babá para poder se infiltrar na família do suspeito que está sob sua investigação.

Todos os Homens da Rainha (All the Queen's Men, 2001)

Durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas alemãs se comunicavam usando um código gerado por um dispositivo chamado Enigma. Por diversas vezes as forças aliadas tentaram, sem sucesso roubar o Enigma para interceptar e decifrar este código secreto. Os Britânicos resolvem então, enviar um grupo de elite das forças especiais à Alemanha para que se infiltrem na fábrica onde o Enigma é produzido, e assim possam roubá-lo. O grande problema é que na fábrica só trabalham mulheres, e por isso além de todos os perigos que uma missão como essa representa, o grupo terá que aprender a se vestir, agir e falar como mulher, única maneira de obter sucesso e enganar os nazistas. Com Matt 'Joey Tribbiani' LeBlanc.

Curvas Perigosas (Sorority Boys, 2002)

Acostumado com a careca de Michael "Lex Luthor" Rosenbaum em Smallville? Então vai se suprender com sua versão feminina e cabeluda, neste longa, em que três garotos (Rosenbaum, Barry Watson e Harland Williams) são expulsos de um alojamento masculino da universidade, perdendo seus quartos, suas refeições e outras regalias. Desesperados, eles dormem no alojamento feminino enquanto pensam num jeito de voltar para os quartos dos meninos. Para não serem descobertos, os três se transformam em garotas com maquiagem, salto alto e outros aparatos femininos. Caso esteja curioso, o Lex é a loira de top verde.

As Branquelas (White Chicks, 2004)

Nesta pérola do cinema besteirol produzido pelos Irmãos Wayans, dois policiais negros (Marlon e Shawn Wayans) decidem se disfarçar de duas moças brancas, afim de investigar uma denúncia de seqüestro e, assim, tentar salvar seus empregos.


Ela é o Cara (She's the Man, 2006)

Inspirado no romance de William Shakespeare, Noite de Reis. Quando a adolescente Viola (Amanda Bynes) descobre que o time feminino de futebol é cortado de sua escola, ela resolve se disfarçar de seu irmão gêmeo para jogar no time masculino da escola dele. Só que ela acaba se apaixonando pelo colega de quarto do irmão, Duke (Channing Tatum), ao mesmo tempo em que começa a ser assediada por Olivia (Laura Ramsey), a garota por quem Duke é apaixonado. As coisas ficam mais complicadas ainda quando o verdadeiro irmão gêmeo de Viola, Sebastian (James Kirk), aparece.

E aí? Lembrou de algum? Conte para nós! Deixe um comentário ou nos envie um e-mail.

Quanto Mais Prêmios Melhor

Considerado o filme americano mais engraçado de todos os tempos segundo o American Film Insitute. A Comédia com Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon, recebeu alguns prêmios em 1960.

Oscar

  • Venceu na categoria de melhor figurino - preto e branco.

  • Recebeu mais cinco indicações, nas categorias de melhor diretor, melhor ator (Jack Lemmon), melhor direção de arte - preto e branco, melhor fotografia - preto e branco e melhor roteiro adaptado.

Quanto Mais Quente Melhor recebeu o Oscar de Melhor Figurino - Preto e Branco, em 1960. Ficou confuso?

A gente explica!
De 1948, quando o prêmio foi entregue da primeira vez, até 1967, haviam duas sub-categorias para premiar os modelitos do filme: melhor figurino preto-e-branco e melhor figurino colorido. Durante o período de 19 anos apenas em 1957 e 1958, essa distinção não foi feita. Confira todos os vendedores da categoria dupla aqui.

Globo de Ouro

  • Venceu nas categorias de melhor filme - comédia/musical

  • Melhor ator - comédia/musical (Jack Lemmon)

  • Melhor atriz - comédia/musical (Marilyn Monroe).

BAFTA

  • Venceu na categoria de melhor ator estrangeiro (Jack Lemmon).

  • Indicado na categoria de melhor filme de qualquer origem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Comédia charmosa

E o povo morre de rir vendo "As branquelas"... Sou mais Curtis e Lemon vestidos de mulher

Como é bom ver que Hollywood sabia fazer comédias! Dos filmes antigos que a gente já viu, a maioria é drama. E essa é uma comédia deliciosa, perfeita para um sábado à tarde (daqueles bem preguiçosos). Nada como genuínas gargalhadas e um roteiro esperto para levantar o astral. E é exatamente isso que o filme é.

O roteiro é super bem amarrado: dois músicos desempregados testemunham um acerto de contas entre mafiosos e acabam de disfarçando de mulher para fugir dos bandidos. Embarcam em uma viagem para a Flórida com uma banda de mulheres, e um deles se apaixona pela guitarrista. Para conquistar seu coração, ele finge ser um milionário, mas os mafiosos chegam para uma convenção no hotel onde a banda se apresentaria e os planos tem que ser modificados.

Dá pra perceber que o filme é um veículo para Marilyn brilhar e mostrar seus dotes (duvidosos, aliás: ela canta afinadinho, mas sua interpretação não é das mais memoráveis - apesar de ser convincente como a sonhadora e burra menina do interior), mas ela não é a única a brilhar. Aliás, para mim, ela ficou meio apagada com as atuações impagáveis de Tony Curtis (Joe/Josefine) e Jack Lemon (Jerry/Daphne). Curtis faz de sua Josephine uma lady, completamente concentrado em fugir dos mafiosos, enquanto a atrapalhada e divertida Daphne de Lemon é uma das interpretações mais hilárias que eu já vi. Joe E. Brown também está ótimo como o milionário fanfarrão Sr. Osgood.

A sonhadora e burra Sugar Cane (seria uma ironia com a própria Marilyn Monroe?)

Minhas cenas preferidas: a do início, da perseguição policial; a descoberta da casa noturna movimentadíssima que funcinava escondida, disfaçada numa casa funerária; a das "meninas" chegando à estação de trem; a festa supostamente secreta no trem (como Sweet Sue e Beinstock não acordaram com tamanha algazarra?); a sequencia de sedução do "pobre herdeiro da companhia de petróleo" (as mentiras que ele conta e a chantagem emocional são ótimas, só perdem pra burrice da própria Sugar, que cai feito um patinho) e o tango de Daphne e Sr. Osgood ("Daphne, querida... Você está levando de novo..." hilário!); a manhã seguinte e o noivado dos dançarinos e, claro, a cena final de fuga. Das personagens, fico com Daphne, o Sr. Osgood e o funcionário do hotel, cheio de amor pra dar à pobre Josephine.

O mais legal é que as personagens estão fazendo tudo errado, mas você torce para que dê tudo certo. Eles enganam todo mundo, desde o início -eles salvaram a própria pele logo na primeira batida policial, mas não avisaram ninguém. São uns enganadores profissionais, principalmente o saxofonista, que faz de tudo um pouco: promete encontros românticos para a secretária só para conseguir um emprego e que aposta os poucos trocados que ganha com o amigo (bem como seus únicos casacos em pleno inverno) em vez de pagar suas dívidas e o pior de tudo, usa os sonhos, as confidências e se aproveita da burrice assumida de Sugar para conquistá-la. Mas, no fim das contas, você quer que eles consigam se safar e que Joe termine com Sugar. Bem, como diz o Sr. Osgood no último diálogo do filme: nem todo mundo é perfeito.

Os melhores em minha cena favorita: Joe E. Brown e Jack Lemon dançando tango

domingo, 21 de março de 2010

Quanto Mais Quente Melhor

Esquentando as coisas por aqui no DVD, sofá e pipoca.
Pipoca quentinha é melhor, com certeza.

Quanto Mais Quente Melhor
Some Like It Hot - 1959 - EUA
122min. - Preto e Branco
Comédia

Direção:  Billy Wilder

Roteiro: I.A.L. Diamond e Billy Wilder

Musica: Adolph Deutsch

Com: Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon, George Raft, Pat O'Brien, Joe E. Brown, Nehemiah Persoff, Joan Shawlee, Billy Gray, George E. Stone, Dave Berry. 

Baseado em história de M. Logan e Robert Thoeren. Vencedor do Oscar na categoria Melhor Figurino - Preto e Branco.

sábado, 20 de março de 2010

A curiosidade não matou o gato

Imagina só: você está em um planeta desconhecido e encontra uma criatura (aparentemente viva) que você não faz ideia do que seja. O que você faz: sai correndo, pede ajuda ou se aproxima sem tomar o menor cuidado? Pois é, o que seriam dos filmes se não fossem as pessoas curiosas, não é mesmo? Só que o cara nem cientista era! O que ele estava fazendo lá então? O pessoal não estava só interessado no dinheiro? Deixasse o ETzinho pra lá! Enquanto isso, o cientista de verdade estava bem seguro dentro da nave. Bonito isso.

Ok, brincadeiras à parte, devo confessar em primeiro lugar que ficções cientificas do tipo Alien nunca foram das minhas favoritas. Tenho uma certa implicância mesmo (vocês já sabem que não sou fã de filmes do estilo "resta um"), talvez seja por isso que até hoje nunca tivesse parado para assistir ao longa, mesmo ele tendo sido exibido umas quatrocentas vezes na TV. Não que eu considere o gênero menor, mas o grande destaque vai mesmo para a maquiagem, efeitos especiais, cenografia... Tá bom, é divertido ver Sigourney Weaver com cara de garotinha, mas não dá para esperar grandes viradas no roteiro ou interpretações espetaculares, né?

O barato então fica por conta das cenas de suspense: você fica esperando quando vai levar o próximo susto, e, às vezes, é inevitável "conversar" um pouco com os personagens. Ou sou só eu que fico dizendo "sai daí", "não faz isso"? Pelo menos é engraçado. Mas não consigo ver filmes como esse como mais do que só entretenimento. Claro que tem muita gente que gosta, tanto que o original ganhou várias continuações. E claro que o longa de Ridley Scott tem seus méritos, só não faz o meu tipo. Foi mal aê.

p.s.: Ah, e o título deste post é só uma brincadeira com a cena do gatinho, tá? Não podia perder a piada!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um alien para chamar de seu

Na era do consumo, é obrigação de todo ícone da cultura pop se transformar nos mais variados produtos para fãs e colecionadores. Não importa o quão perigoso, desagradável ou nojento o brinquedinho seja, o pessoal não pensa duas vezes antes de levar os produtos para seu lar.

Eis aqui alguns brinquedinhos vindos direto da Nostromo para você!

Começando pela estrela. Senhoras e Senhores o Alien. A estátua produzida pela Neca mede 45,7 cm, é uma réplica perfeita do monstro do filme de 1979

Ficou com medo? Tudo bem, você pode levar os tripulantes da Nostromo para te proteger. Os bonecos da Hot Toys medem 30 cm de altura e tem mais de 20 pontos de articulação. Os dois aí da foto são Captão Dallas e o Oficial Kane em trajes espaciais. Se não forem bons protetores, você ainda pode atira-los no Alien e aproveitar a distração para correr para o outro lado!

Gosta de dormir agarradinho com um bichinho de pelúcia? Este aqui vai agarrar você! O Alien Facehugger Pillow de pelúcia da ThinkGeek, é fofo! Custa cerca de 30 dólares e tem um esqueleto de metal nos dedos para agarrar onde você quiser.

Curte brincar com os blocos de Lego mas está cansado de montar casinhas sem graça? Seus problemas acabaram, graças aos dois modelos a sequir.

O artista de LEGO Arvo, criou a versão em blocos da criatura. E aí? Quer tentar??


Este de autor desconhecido mostra a cena mais aterrorizante e lembrada do longa. Alien despedindo-se de seu parasita.


Não é só de bonecos que vivem os fãs de Alien. Para os mais intelectuais sempre temos tabuleiros de xadrez

Aliens Deluxe Chess Set da SOTA Toys, tem 46 com de largura e é inspirado em Aliens - O Resgate, segundo filme da série. De um lado de um lado os Aliens e do outro os Marines.



Contra Aliens humanos parecem sempre estar em desvantagem, e ninguém quer jogar com as peças mais fracas do tabuleiro? Tudo bem! Todo mundo pode ser monstrengo no tabuleiro inspirado em Aliens vs Predador. Uma edição limitada da SOTA Toys.


Quer ter uma lembrança do filme mas os brinquedinhos anteriores estão além do seu orçamento? Sem problemas! Vá ao site NiceBunny, de Brian Castleforte, criador dos incríveis bonecos de papel HedKase, baixe e monte seu próprio Alien. É de graça!



O Blog de Brinquedo, fonte deste post, tem vários outros brinquedos da série Alien e de outros ícones pop. Além de oferecer dicas, preços e locais de compras dos brinquedos mais legais da web. Passa-la!