3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fantástico!

A cena mais famosa do filme, no massacre à população solidária aos marinheiros revoltosos


Ainda estou impressionada com o filme. Rodado em 1925, apenas 20 anos após o incidente verídico, e com forte tom comunista, Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, 1925) é um filme fantástico. Sem efeitos especiais mirabolantes e mudo, teria tudo para ser enfadonho, pelo menos na perspectiva dos filmes atuais. mas é exatamente o inverso disso.

O filme prende a atenção desde o início. Conta a história de forma quase literal através das imagens - eu assisti o filme com as (poucas) legendas em inglês e vendo as plaquinhas em russo (!!), mas dá pra entender absolutamente tudo: as interpretações, a trilha sonora e a edição contam a história por si só. Aliás, a edição merece uma homenagem à parte. Ela dá o ritmo certo à obra, mais lenta e suave quando precisa comover, mais rápida e aflitiva quando a tensão aumenta. Sensacional, e muito melhor que muita edição de filme de ação de hoje em dia.

Esse é o diferencial dos filmes bons, e é isso o que faz eles serem eternos. Não à toa Encouraçado torna-se referência para outros filmes memoráveis. As cenas são belíssimas e duras, ao mesmo tempo. É de embrulhar o estômago ver o massacre em Odessa e as condições subumanas dos marinhos no Potemkin, é de amolecer qualquer pedra ver a mãe subindo as escadas com o filho morto nos braços, de prender a respiração ver as multidão correndo tentando salvar a própria vida e aguardar os tiros de canhão dos outros navios, junto com os marinheiros encurralados. Simplesmente o máximo.

Assim que vi o nome do filme em nossa lista, não pude deixar de me lembrar de minha querida professora de história do Ensino Médio (segundo grau, para os íntimos) que vivia falando dele. Lembro da paixão com que ela falava sobre o filme, que era maravilhoso mesmo sendo em preto e branco e mudo, com legenda em russo. Lembro também que adorava quando ela não conseguia arrumar a fita VHS (sim, isso é do meu tempo) pra passar pra gente, e nós voltávamos pra aula normal. No auge de minha "sabedoria adolescente", eu só pensava em como seria chato se ela passasse o filme. Hoje me pergunto se eu seria mais crítica quanto ao cinema e à História. Fico imaginando como teria sido assistir esse filme com uma professora de História comentando. Se a experiência já foi ótima hoje...

domingo, 26 de setembro de 2010

Encouraçado Potemkin


Um relato cinematográfico de um fato histórico de 1905 - a rebelião de marinheiros russos de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares. É claro que não poderia estar fora do nosso sofá.

Bronenosets Potyomkin
, 1925, Rússia. 74 minutos, preto e branco, drama

Direção: Sergei Eisentein

Roteiro: Nina Agadzhanova e Sergei Eisenstein

Música: Edmund Meisel

Elenco: Aleksandr Antonov, Ivan Bobrov, Sergei Eisenstein, Julia Eisenstein, Beatrice Vitold, N. Poltavseva, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov, Mikhail Gomorov.

sábado, 25 de setembro de 2010

Dramalhão sem charme

Parece até Wisteria Lane
Desculpem-me as colegas de blog e as leitoras deste espaço, mas não consegui enxergar um pingo de romantismo em Tudo que o céu permite. Calma, eu não estou ficando doida, eu me explico. Desde o início do filme, com aquelas mulheres todas arrumadas com coques impecáveis e casinhas enfeitadas com cerquinhas brancas, eu me sentia assistindo a uma espécie de Desperate housewives às avessas. Eu sei que a série americana é justamente uma sátira a esse clima artificial de vida perfeita dos subúrbios e tal, mas essa é a minha referência, fazer o quê?

Reparem só: Cary (Jane Wyman) se parece muito com Bree (Marcia Cross), a dona de casa que é cheia de problemas, mas não deixa transparecer nenhuma falha a quem está a seu redor. Muito austera e conservadora, também é viúva e leva muito em conta a opinião alheia. O engraçado é que ela se envolve com o jardineiro bonitão. Na série, quem faz isso é Gabrielle (Eva Longoria)! Tá vendo como não é viagem? O longa de Douglas Sirk pode ter sido até a inspiração pra série!

Mas deixa eu explicar o que eu falei do romantismo lá em cima. Claro que tem uma história de amor, um relacionamento que vai contra as normas da sociedade, e entendemos perfeitamente o contexto. Era 1955. Mas precisava a protagonista se apaixonar em CINCO minutos pelo moço??? Tá certo que Rock Hudson era moreno, alto, bonito e sensual, mas essas coisas ofendem um pouco a minha inteligência. E o cara já se engraça todo para ela, sem a menor cerimônia, inclusive na frente das visitas. Avançadinho ele, né?

Pra vocês não dizerem que estou de má vontade: adoro comédias românticas. Ver os protagonistas se encontrando e desencontrando até saber que tudo vai dar certo no final não tem preço. Até porque não é bem assim na vida real. Mas, pra isso, é preciso sutileza. Sabe aquelas cenas bobinhas que toda menina curte, do cara fofo que fica tímido na hora da declaração, da mulher que não sabe se espera ligar ou pega o telefone? É isso que dá o charme à história. E isso falta em Tudo que o céu permite. Tudo é meio seco, bruto,  ensaiadinho, ahn, artificial. E não é só no romance, não. Ou você, quando vai jantar na casa de alguém desconhecido, pega um livro e sai lendo em voz alta? Então. É mais ou menos isso. O resto segue a cartilha direitinho, mas não foge do previsível: preconceito pela condição social, pela profissão do moço, pela diferença de idade, resistência dos filhos...  e, claro, o final feliz. No nível dramalhão, é bem melhor que uma novela mexicana, óbvio. Mas não passa disso.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Um pouco mais do ator Rock Hudson

A seção "Um pouco mais de" desta semana é, digamos, interativa. Quis o destino que o galã do nosso filme da semana tivesse uma cinebiografia sendo exibida no maior evento cinematográfico do Rio de Janeiro, o Festival do Rio. O DVD, sofá e pipoca não é um blog supersticioso nem nada, mas não poderia deixar passar batida esta coincidência. Portanto, fica a dica: Rock Hudson - belo e enigmático, de Andrew Davies e André Schäfer, está na mostra "Film Doc" e tem sessões nos dias: 27/09, às 16h e 20h (Cine Glória); 29/09, às 24h (Estação Botafogo 1); e 30/09, às 13h50 e 20h20 (Estação Vivo Gávea 1).

Segue a sinopse:

Rock Hudson, um dos astros mais sensuais que Hollywood já conheceu, era um modelo de masculinidade. Porém, quando morreu em 1985, em virtude de complicações da AIDS, trouxe à tona uma doença desconhecida, assim como a sua homossexualidade. Extensos materiais de arquivo, trechos de filmes, fotografias e filmagens de seu acervo pessoal, assim como entrevistas com amigos de infância e profissionais próximos, permitem conhecer melhor o astro que viveu dividido entre o mundo heterossexual das vedetes masculinas e o tecido de mentiras para esconder sua sexualidade.


Gostou da dica? Pois o Festival do Rio tem várias outras atrações. É só conferir no site http://www.festivaldorio.com.br/.

P.S.: O blog não ganha nada com a propaganda gratuita, mas a comunidade cinéfila adora um espaço dedicado à sétima arte. Cultura é fundamental, certo? :)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Adorável filme de mulherzinha

Uma coisa me veio à cabeça logo após assistir a Tudo que o céu permite foi: que bom que evoluímos. E olha que coloquei na balança todos os problemas gerados pelos inúmeros casamentos e re-casamentos que nosso tempo e sociedade bagunçada permitem.

Cary Scott (Jane Wyman, propositalmente sem brilho) é uma jovem viúva que anda meio sem ter o que fazer, uma vez que os filhos estão em fase de abandonar o ninho e ela se recusa a ter uma TV. Sua única distração são as festas da sociedade cheia de regras, onde seus “amigos” tentam empurrar novos pretendentes a ela. Chato, né? Não é de se admirar que ela se encante por seu interessante e charmoso, e muito mais novo, paisagista. Ron Kirby (Rock Hudson, também com beleza propositalmente ampliada) troca duas palavras com a moça, pronto ela já se interessou!

Alguns encontros depois o casal, já está perdidamente apaixonado, mas nada pronto para encarar a preconceituosa classe média alta (ou seria apenas classe alta?). É aí que descobrimos os verdadeiros amigos, e Cary não tinha nenhum. Nem mesmo apoio dos filhos ela conseguiu. Presos ao pensamento mesquinho e limitado da sociedade de 1955. Até a filha irritantemente inteligente e idealista pôs empecilhos para o romance. Em contraponto os amigos de Ron recebem Cary calorosamente, de braços abertos. Depois os pobres é que são mal educados!

Cary descobre uma vida nova ao conhecer Ron e mergulha de cabeça. Mas acaba se assustando e abrindo mão de tudo pelos filhos. Sua prole, porém é egoísta e hipócrita, e logo a faz se arrepender e correr de volta ao seu admirável mundo novo.

Um delicioso “filme de mulherzinha”, sem sobras no roteiro, cenas ou personagens desnecessários. E todo melodrama que as moças adoram, principalmente acompanhado de uma caixa de chocolates. Bonito visualmente com ângulos e iluminação que propositalmente deixavam Hudson mais bonito, e Wyman mais comum. Seria uma crítica à alta sociedade? Mostrando que a vida dos menos afortunado, ainda sim, era mais bela e interessante que a mesmice dos ricos. Poético isso!

Uma história simples e muito bem contada. Só ainda não “pesquei” o que na comum e sem brilho, Cary, encantou tanto Ron!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

É o amooooor....

Ele mais novo, ela viúva: que escândalo!

Olha que eu gosto de filmes românticos, daqueles em que tudo dá errado para a protagonista e termina com o "happy end". Tenho lá minha veia latina, que não me deixa ser tão cética e realista quanto eu gostaria. Mas Tudo o que o céu permite (All that heavens allow, 1955) é de dar inveja a qualquer novela mexicana.

Conhecemos Cary (Jane Wyman, que eu não conhecia, mas achei linda e boa atriz), uma jovem senhora que acabara de ficar viúva. Seus filhos adolescentes já estão na faculdade e vem visitá-la de vez em quando. Tudo acontece quando ela se apaixona pelo seu jardineiro (será que vem daí o mito da traição das madames com o jardineiro? isso é coisa bem típica de filmes americanos...), Ron (Rock Hudson), bem mais jovem que ela. O que era só flerte, acaba se tornando um sentimento maior, mais forte. E ela decide, a muito custo se dar uma segunda chance.

Porém, nem todos entendem. A sociedade a julga antes mesmo de saber se é verdade, e só pioram as cobranças após o relacionamento assumido. Em seu refúgio, na casa de Ron, afastados dos outros, eles vivem momentos maravilhosos. Mas voltar para casa não é tão fácil. Enfrentar seus filhos desgostosos e a língua ferina das falsas amigas é um tormento. O que fazer?

Cary decide ficar com os filhos. Cedeu à pressão. Vive infeliz, mas pelo menos não deixa ninguém mais infeliz (exceto o pobre Ron, que ainda aguarda seu retorno). E num desencontro, quando ele menos esperava que ela aparecesse, ele sofre um acidente. Como negar agora que é ao lado dele que ela gostaria de ficar? Como evitar ficar longe do amado quando ele mais precisa dela ao seu lado? Não, não dá. Nem mesmo a mais covarde das criaturas seria capaz de negar ajuda a alguém que precise - e agora Cary já não se sentia covarde. A única coisa que importava era o bem-estar do seu amado. E como ele estava fraco, era ela quem deveria ser forte para sustentar a relação.

Um visual de tirar o fôlego, uma atriz impecável, um galã que faz jus ao título, a obra de Douglas Sirk é uma ode ao amor. A lição que aprendi? Não adianta fugir, quando a felicidade bate à sua porta é bobeira resistir. Todos merecemos uma segunda chance, e não é porque os outros vão falar mal que devemos nos envergonhar ou acovardar diante da situação. Até porque, se o céu nos permite a felicidade, quem somos nós para dispensá-la?

domingo, 19 de setembro de 2010

Tudo que o céu permite

Tudo que o céu permite

All that heaven allows - 1955 - EUA

89 min - colorido

Drama

Direção: Douglas Sirk

Roteiro: Peg Fenwick e Edna L. Lee

Com: Jane Wyman, Rock Hudson, Agnes Moorehead, Conrad Nagel, Virginia Grey, Gloria Talbott, William Reynolds, Charles Drake, Hayden Rorke.

sábado, 18 de setembro de 2010

'O bandido da luz vermelha' versão 2.0


O clássico de Rogério Sganzerla ganhou uma sequência em 2010: Luz nas trevas - A volta do bandido da luz vermelha, escrita e dirigida por Helena Ignez (viúva do diretor e a atriz que interpretou Janete Jane no original) e Ícaro Martins. No longa, o cantor Ney Matogrosso encarna o protagonista trinta anos depois do primeiro filme. Djin Sganzerla, filha de Rogério e Ignez, também está no elenco.

A continuação era um sonho antigo de Sganzerla, que morreu de câncer em 2004, sem concluir o projeto. Mas o diretor deixou o roteiro pronto: na nova história, o bandido está preso e conhece o filho, fruto de uma aventura com uma mulher que o visitou na cadeia. Luz Vermelha rejeita o jovem, que resolve seguir os passos do pai, um criminoso que roubava mansões munido com uma lanterna, na São Paulo dos anos 60.


O filme recebeu o prêmio da crítica independente do Festival de Locarno, na Suíça, em agosto, e ainda não tem data de exibição no circuito brasileiro.

Assista a um trecho do filme:

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma grata surpresa

  
O desafio proposto por este blog - assistir a 50 filmes em um ano - já me reservou algumas surpresas, mas ouso dizer que O bandido da luz vermelha foi o filme que mais superou minhas expectativas até agora. Não que eu esperasse uma porcaria, mas sou obrigada a admitir minha completa ignorância em relação ao cinema nacional. Sou da geração da chamada retomada, que começou, se não me engano, com Central do Brasil, em 1998. E foi preciso uma indicação ao Oscar para os cineastas tupiniquins conquistarem o respeito do público brasileiro. O que foi produzido antes disso eu desconhecia. É um defeito grave para qualquer cinéfilo, eu sei, mas pretendo corrigir isso a partir de agora. E o clássico de Sganzerla é um ótimo ponto de partida.

Para começar, o filme tem 42 anos, mas corpinho de 20. Sério, não é aquele velho clichê do "ainda soa tão atual". O clima é de 1968, o que fica claro nos penteados armados das mulheres, nos carros conversíveis e na reação das pessoas ao que hoje chega a ser banal: Janete Jane (Helena Ignez) é tachada de "traficante de maconha" como se fosse o pior crime possível. Dá pra imaginar isso hoje em dia? Chega a ser engraçado, numa época em que o crack já deve estar até ultrapassado. Ou a descrição do perigoso Bandido da luz vermelha (Paulo Villaça): entre outras coisas, ficamos sabendo que ele é "dono de um imenso repertório de palavrões". Realmente, devia ser chocante.


Mas o que me impressionou mesmo foi a direção de Sganzerla. Sabe aquele papo de filme arrastado demais, que a gente costuma associar aos filmes mais antigos, especialmente os nacionais? Não se encaixa nesse caso. O filme, preto e branco, tem uma fotografia incrível, uma edição ágil, vários planos abertos e movimentos de câmera. Isso sem falar nos ótimos recursos do letreiro luminoso e da narração pseudojornalística que se repetem ao longo da projeção. Foge do óbvio e dá um efeito bem interessante à história, que, por si só, já é sensacional. E o mais impressionante é que o diretor tinha apenas 22 anos quando rodou o longa. Sinal de que a experiência pode até ser importante, mas cinema também precisa de frescor.

O bandido não se resume a uma cinebiografia tradicional, não condena nem absolve. Apenas mostra várias facetas de um personagem ambíguo, contraditório e intrigante. Ora chamado de "Zorro dos pobres" ou de "muito religioso", ele era também um criminoso da pior espécie: além de roubar, estuprava e matava suas vítimas sem clemência. E depois ia curtir, como se nada tivesse acontecido. Está tudo lá, mas sem recorrer aos manjados recursos de sempre. Ora, nem tudo está perdido...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O verdadeiro Bandido da Luz Vermelha


O Bandido da Luz Vermelha, personagem título do filme desta semana no DVD, sofá e pipoca, realmente existiu. O longa de 1968 foi inspirado na vida de João Acácio Pereira da Costa.

João Acácio nasceu em 1942 em Joinville, Santa Catarina e ficou órfão aos quatro anos. Foi então que iniciou sua vida criminosa, para sobreviver. Chegou ao estado de São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticara em Santa Catarina. Foi morar em Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço. 

Levava uma vida pacata praticando seus roubos em São Paulo e retornando para Santos, para gastar seus "ganhos" com mulheres e boates. Cometia os crimes nas últimas horas da madrugada, principalmente em mansões. Cortava a energia da residência e usava um lenço para cobrir o rosto (meio western, não?), e carregava uma lanterna com bocal vermelho. Eis o motivo para o apelido dado a ele pela imprensa, "Bandido da Luz Vermelha", que também era uma referência ao criminoso estadunidense Caryl Chessman, que receberam a mesma alcunha anteriormente.

Foram preciso seis anos para a polícia conseguir identificá-lo. O que foi possível por impressões digitais deixadas em uma janela após um de seus "trabalhos". Em 8 de agosto de 1967, foi preso no Paraná, onde estava foragido, sob a acusação de quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos. Apesar dos boatos de estupro de algumas vítimas, ele não foi acusado por estes crimes.


Foi condenado a 351 anos, 9 meses e 3 dias de prisão. Após cumprir os 30 anos previstos pela lei brasileira, foi libertado na noite de 26 de agosto de 1997 e voltou para Joinville. Tinha obsessão por roupas vermelhas e (pasmem!) dava autógrafos. Sempre que alguém pedia sua assinatura em um papel ele simplesmente escrevia a palavra "autógrafo".

O fim da vida do Bandido no longa é bastante diferente da vida real. Enquanto a personagem de Paulo Villa comete suicídio, João foi preso, cumpriu toda a pena e, quatro meses e vinte dias após ganhar a liberdade, foi assassinado com um tiro de espingarda. Ele morreu dia 5 de Janeiro de 1998 durante uma briga com um pescador de Joinville. O pescador Nelson Pinzegher foi a julgamento pelo assassinato de João em 2004 e foi absolvido por unanimidade.

Em 2006, a vida de João Acácio Pereira da Costa também foi tema do programa Linha Direta - Justiça, da Rede Globo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Eu sou um boçal"

Paulo Villaça demonstra toda a "boçalidade" do bandido: força, terror e nenhum remorso

A princípio, eu não sabia nada sobre esse filme (adoro o clima de suspense, do 'vamos ver que bicho vai dar'). E fiquei meio perdida com tanta informação: a locução dividida entre um homem e uma mulher, que completam as frases uns dos outros; a sequencia de imagens, o letreiro luminoso. Confesso que fiquei perdida. Mas depois foi tudo se encaixando.

Acompanhamos a história do famoso (e perigoso) Bandido da Luz Vermelha. (representado magistralmente por Paulo Villaça) O enfoque? A vida, quase severina, do bandido. O ponto de vista? O da manchetes de jornal e, ao mesmo tempo, o relato do próprio bandido. Enquanto para um ele é perigoso, monstro cruel que não perdoa suas vítimas, "não se deixem levar pela genialidade desde homem"; ele mesmo se define como "um boçal", "um pobre com cara de coitado".

Ele nunca teve maiores perspectivas na vida, só vivia de assalto e morte, às vezes de um favor dos amigos. Mal havia aprendido a escrever (aliás, hilário ele escrevendo bilhetes desafiando a polícia). Era um coitado. Como mesmo afirma, "nem pra se matar ele prestava". Que vida uma pessoa pode querer ter se ela não faz idéia do que quer? Não é nem conformismo o que ele sente, é um vazio. E isso fica evidente nas suas decisões, nas suas atitudes, no olhar vago e calmo de quem sabe que não tem ada a perder - e, portanto, não tem medo de arriscar.

Inspirado nos métodos de roubo utilizados por um famoso ladrão de casas de São Paulo na década de 1960, João Acácio Pereira da Costa, o filme é intenso. As emoções são todas controladas de acordo com o humor do bandido: se ele quer papo com as vítimas, então tem papo; se não quer, um tiro e o problema está resolvido. Até ele se apaixonar. As feministas que me perdoem, mas sim, as mulheres são a perdição para alguns homens.


Janete Jane (Helena Ignez): o começo do fim


E foi assim que o famoso bandido termina sua história: envolvido por Janete Jane (Helena Ignez, ótima), envolve-se com políticos da região e acaba sendo traído. Com o orgulho ferido e a decisão de acabar com a própria vida, antes resolve acertar as contas com Janete. Mata-a com um tiro seco, sem dó nem piedade - pois esses sentimentos não existiam naquele ser. Então, se mata. Mas não de forma tradicional, ele precisava de atenção. Resolve se eletrocutrar, enrolado por fios e mais fios. Não conseguiu o reconhecimento que esperava (chega a ser comovente a cena em que ele aguarda os policiais com uma mala, com as provas de seus crimes, querendo ser pego antes de se matar - mesmo que só para ser reconhecido) e acabou matando delegado que tentava prendê-lo há tempos. De um jeito ou de outro, ele conseguiu a notoriedade que tanto queria. Mas nunca deixou de ser um boçal.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Curiosidades de 'O bandido da luz vermelha'


- "O bandido da luz vermelha" é considerado o maior representante do cinema marginal. O roteiro, de autoria do próprio diretor, é livremente baseado na história de João Acácio Pereira da Costa, bandido catarinense que, em 1967, atormentou a polícia paulista.

- O diretor Rogério Sganzerla foi homenageado no Dia Nacional da Cultura e do Cinema Brasileiro, em 5 de novembro de 2003, com a exibição do longa-metragem.

- Sganzerla tinha apenas 22 anos quando realizou o filme.

- Os atores que interpretam os locutores de rádio receberam instruções de Rogério e de Silvio Renoldi, responsável pela montagem do filme para "carregar no tom debochado" de narração policial sensacionalista. Os locutores de rádio acompanham o filme e são ouvidos pelos espectadores, mas não pelos personagens. Eles falam como jograis, numa paródia de programa policial popular de rádio, com as informações dramatizadas pela ênfase das entonações

- No Festival de Brasília, em 1968, venceu nas categorias de melhor figurino, melhor diretor, melhor montagem e melhor filme.

- Além do longa a vida de João Acácio Pereira da Costa também foi tema de um epsódio do programa   Linha Direta Justiça da Rede Globo.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Bandido da Luz Vermelha

Cinema nacional marcando espaço em nossa lista!

O Bandido da Luz Vermelha
O Bandido da Luz Vermelha- 1968- Brasil
92min - preto e branco
Policial

Direção: Rogério Sganzerla

Roteiro: Rogério Sganzerla

Música: Rogério Sganzerla

Com: Helena Ignez, Paulo Villaça, Pagano Sobrinho, Luiz Linhares, Hélio Aguiar, Luís Alberto, Armando Barreto, Lenoir Bittencourt, Sônia Braga, Lola Brah, Júlio Calasso, Ozualdo Candeias, Maurice Capovila, Renato Consorte, Neville de Almeida.

Baseado na vida do criminoso real, João Acácio Pereira da Costa.

sábado, 11 de setembro de 2010

Um pouco mais do diretor: James Cameron

Globo de Ouro 2010
Números grandes, esse é o estilo de James Cameron! Canadense nascido em 1954 e formado em física tem uma filmografia curta, (apenas 11 filmes) mas impactante. Em 1994 com True Lies ele foi o primeiro cineasta a produzir e dirigir um filme com custo superior a 100 milhões de dólares. As duas maiores bilheterias do são de filmes seus (Titanic, 1997 e Avatar, 2009). Conhecido por trazer mulheres fortes como protagonistas é considerado um dos maiores cineastas a trabalhar com efeitos especiais, dirigiu clássicos da Ficção Científica.

No cinema começou trabalhando com Roger Corman e a seguir passou a trabalhar com efeitos especiais, direção de arte e fotografia em filmes como Fuga de Nova York (de John Carpenter). Co-escreveu seu primeiro trabalho de direção, Piranha II, e escreveu o roteiro de Rambo II.

Cameron dirigindo Linda Hamilton
Seu segundo filme foi bem recebido pelo público e pela crítica, uma implacável história de perseguição através do tempo. Aliens - O Resgate, continuação do filme antes dirigido por Ridley Scott, não deveu nada ao original e também ao seu trabalho anterior.

Nos dois primeiros filmes da franquia de O Exterminador do Futuro, chamou atenção por usar bons efeitos especiais em prol de um da narrativa. O segundo longa é considerado um marco na evolução dos efeitos especiais, com o aperecimento do ciborgue computadorizado capaz de "se derreter" em qualquer forma.

Contudo os verdadeiros destaques de sua carreira são também, as duas maiores bilheterias do cinema. Curiosamente nenhum dos dois entrou em nossa lista.

"Eu sou o Rei do Mundo!"
Titanic
Em 1997 o diretor arrastou multidões para ver a tragédia real do navio que dá nome ao filme, devidamente adornado pelo romance fictício de Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio). Com cerca de 3 horas de duração o longa misturava imagens reais do navio afundado, cenários grandiosos, reprodução histórica impecáveis e efeitos especiais. Sucesso de público e crítica, o longa faturou aproximadamente 1,8 bilhões de dólares em todo o mundo, além de 11 Oscar.

Por 12 anos foi o filme mais lucrativo da história do cinema, em 2009 Titanic deixou o topo da lista, mas Cameron não.

Avatar
Desde 1994 na gaveta de Cameron o roteiro de Avatar esperava apenas que a tecnologia alcançasse a evolução necessária para criar o mundo imaginado pelo diretor. O longa chegou em 2009 aos cinemas, apresentado Pandora ao público. Um mundo com características próprias e deslumbrantes que ficavam mais vívidas com a nova tecnologia 3D.

A febre 3D começou azul
Apesar de a história, explorador versus colonizado, não ser muito original,  o longa virou febre. Tornou-se a maior bilheteria do cinema, monopolizou as salas 3D do país, além de tornar regra o lançamento de grandes filmes com essa tecnologia. Sua sequencia já está em produção com previsão de chegar as salas em 2013.

Nas premiações o longa não foi tão bem quanto a saga do transatlântico. Levou apenas 3 Oscars, técnicos. Curioso ou não Guerra ao Terror, filme que desbancou Avatar na cerimônia de 2010 foi dirigido pela ex-mulher de Cameron. Quem mandou ele ensinar?

Para alguém que gasta muitos dígitos para fazer seus filmes e consegue muitos mais bilheterias, Cameno é modesto em quantidade de filmes como diretor. Confira!

Filmogradia de Cameron

Cameron e seus Oscars
  • Xenogenesis (1978) curta-metragem
  • Piranha II: The Spawning (1981)
  • O Exterminador do Futuro (1984)
  • Aliens - O Resgate (1986)
  • The Abyss (1989)
  • Exterminador do Futuro 2: Dia de Jugamento (1991)
  • True Lies (1994)
  • Titanic (1997)
  • Aliens of the Deep (2005) (Curta-metragem)
  • Battle Angel (2009) (Longa-metragem) 
  • Avatar (2009) filme em 3-D[1]

Prêmios de Câmeron

  • Oscar - Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Edição por Titanic
  • Globo de Ouro - Melhor Diretor por Titanic, Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor por Avatar.
  • Framboesa de Ouro - Pior Roteiro -por Rambo II - A Missão
  • Amerincan Cinema Editors - Golden Eddie Editor por Titanic, e Golden Eddie Filmmaker of the Year - 2000

James Cameron o "Rei do Mundo" no cinema!!!

Exterminador do Futuro 2: A Òpera

Não, você não leu errado existe mesmo!
Terminator 2: The Opera (Arnold Schwarzenegger), é um daqueles achados do YouTube. 

Na canção "To Kill Someone Again", o exterminador lamenta não poder matar ninguém em O Exterminador do Futuro 2, por ordem de um garoto de 10 anos.


Music and Lyrics by Jon and Al Kaplan (Conan the Barbarian: The Musical; Silence! The Musical)
Contains Brad Fiedel's opening Terminator rhythm.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não é um clássico à toa

O início de O exterminador do futuro 2 é um dos menos inspirados que eu já vi na vida. Ou alguém fica com vontade de assistir a um filme que começa dizendo que tudo que aconteceu antes vai se repetir? Fala sério, né, James Cameron! Mas a gente perdoa o deslize porque o clima de déja vu não se concretiza, e o que vem a seguir é um filme de ação muito do bem feito, com humor na medida certa, diálogos impagáveis e até uma mensagem bonita e pertinente, que passa longe do blablablá apocalíptico que toma conta de muitas ficções científicas que adoram jogar os homens contra as máquinas, mas só sabem dizer o óbvio.

Vou te dizer que é muito legal acompanhar a transformação da heroína Sarah Connor (Linda Hamilton), antes uma simples garçonete, em uma guerrilheira de primeira, mas fiquei emocionada mesmo ao ver que ela se livrou do penteado cafonérrimo do primeiro longa. A gente adora os anos 80 e tal, mas, convenhamos, não se pode aproveitar nada da moda daquela época. E quer coisa mais década de 90 que ouvir "You could be mine", do Guns? Falem o que quiser de John Connor, mas ele tinha bom gosto. Aliás, Cameron não podia ter tido mais feliz na escalação do ator mirim Edward Furlong: apesar de ser só um moleque, dá pra reconhecer perfeitamente no jovem rebelde (com causa) a personalidade de um futuro líder. Muita responsabilidade para alguém tão jovem, e ele se sai muito bem.


Muito boa também a sacada de o protetor do menino ser a cara do terminator mau do original: garante alguns bons momentos de tensão até a gente descobrir que o vilão agora é o T-1000 (Robert Patrick). Mas melhor ainda é ver o ciborgue programado para matar antes e perguntar depois virar um cara legal. Ele aprendendo a falar de um jeito mais cool com John é de chorar de rir. E nunca pensei que um simples sorriso pudesse ser tão difícil (e, no caso dele, tão assustador). Mas adoro também suas frases quase monossilábicas, as melhores de todo o filme. Saca só: depois de jurar que não vai assassinar todo mundo, ele atira sem dó nem piedade nos pés do segurança e manda um "Ele vai viver". Sensacional! Claro que isso deve ao, hã, show de interpretação de Arnold Schwarzenegger. Ninguém mais perfeito para o papel, talvez só Ricardo Macchi.


Sobre as cenas de ação, até eu que não sou muito fã de sequências intermináveis de tiros, perseguições e explosões, tenho que dar o braço a torcer. Tudo irretocável, desde os incríveis efeitos especiais, moderníssimos para a época, até a espetacular fuga de Sarah do sanatório. É preciso reconhecer, Hollywood também acerta de vez em quando. Ainda mais quando um filme não se resume só a pólvora: claro que não estaremos subjugados por uma inteligência artificial em 2029, mas que há muito que se pensar sobre os rumos que vamos dando à nossa tecnologia, isso há. E não existe verdade maior do que a dita no filme: "É da natureza dos seres humanos destruírem uns aos outros". É por essas e outras que eu faço uma proposta ao diretor, agora um ecochato, que só tem olhos para a fantasiosa Pandora: caro Cameron, por que não abandonar os smurfs matrixianos e voltar para os exterminadores? Eles são muito mais legais.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Exterminando a curiosidade

Eu sei, eu sei. O trocadilho do título é péssimo, mas as curiosidades são boas. Prometo!

Com esse cachê aprendi a sorrir rapidinho!
US$ 15 milhões, foi quanto Arnold Schwarzenegger recebeu para atuar em O Exterminador do Futuro 2. Além de um texto de mais de 700 palavras em diálogos de seu personagem, e olha que ele fazia o tipo caladão hein!

A escolha por Robert Patrick para ser o andróide T-1000 foi feita devido ao seu porte físico completamente diferente de Schwarzenegger. A intenção de James Cameron era mostrar um contraste entre os dois, não apenas de poderes, mas também de físico.

Não sou o Schwarza mas, também
sou fortão! Vai encarar?
Um dos trailers promocionais do filme inclui cenas da construção do andróide T-800, que não aparecem em O Exterminador do Futuro 2

Quando o andróide T-1000 imita Sarah Connor, quem atua no filme Leslie Hamilton Gearren, irmã gêmea de Linda Hamilton.

Durante as filmagens de T2, Schwarzenegger declaroi que nunca mais faria um vilão nas telonas. Anos depois quebrou sua promessa ao interpretar Mr. Freeze o vilão do controverso Batman & Robin, aquele com George Clooney e mamilos na fantasia.

A evolução nos efeitos especiais só foi possível graças ao patrocinio da Pepsi. O investimento foi transformado em marketing em algumas cenas do filme.
Morphing, uso todo dia!

A tecnologia de computação utilizada no filme e criada pela empresa Pacific Data Images, também foi utilizada no videoclip  da música Black or White de Michael Jackson. O efeito morphing, ou metarmorfose aparecia na cena onde 15 pessoas de nacionalidades distintas se transformam umas nas outras, e na cena onde o cantor se transforma em uma pantera. Um espanto para a época!

Prêmios de Exterminador do Futuro 2

Oscar

  • Melhores Efeitos Especiais
  • Melhores Efeitos Sonoros
  • Melhor Som
  • Melhor Maquiagem

Recebeu indicações de melhor Fotografia e Edição

Bafta

No MTV Movie Awards
  • Melhor Som
  • Melhores Efeitos Especiais

MTV Movie Awards

  • Melhor Filme
  • Melhor Ator para Arnold Schwazenegger
  • Melhor Atriz para Linda Hamilton
  • Revelaçao para Edward Furlong
  • Melhor Cena de Ação


Escolha seu modelo!

O Exterminador (ou Terminator, em inglês) é um ciborgue assassino especializado em infiltração. Segundo Kyle Reese, após a criação da resistência humana a SkyNet, desenvolveu robôs semelhantes aos humanos para assassiná-los.

A maioria tem uma queda por roupas de couro, gostam de frases de efeito e óculos escuros. Todos tem a habilidade de falar naturalmente, reconhecer escrita manual e copiar a voz de outras pessoas.Além de força e resistência sobre-humanas, justificada pela estrutura pesada do endoesqueleto e a força os motores hidráulicos que o impulsionam. Não sentem dor, mas percebem onde foram danificados, uma vez programados buscam seu objetivo sem descanso. Entretanto não parecem ser muito eficientes como exterminadores, uma vez que conseguem matar todos menos, seu alvo principal. Já como protetores se mostram mais eficientes.

Confira agora os modelos mais populares do mercado!

T-1, é o primeiro modelo criado pela Cyberdine com o objetivo de batalhar a avor do EUA. Entretanto com o domínio da Skynet os androides tiveram seus objetivos alterados, para o exterminio dos humanos, assim foram chamados de Exterminadores. Antiquados tem esteiras como pés e metralhadoras no lugar dos braços Aparece em T3.

T-600,  humanóides tinham pele de borracha e eram fáceis de identificar, especialmente depois que a pele era derretida na batalha. Armas enormes, e ameaçadores olhos vermelhos brilhantes acompanham o modelo. Aparecem na série de TV e em T4



T-800/850/101, variações do mesmo modelo, o T-800 é o exterminador! O Modelo tem a cara do governador da califórnia,  tecido vivo sobre endoesqueleto metálico e diversas ações que o tornavam mais humano (suor, mau hálito, sangue). Ótima babá, adora aprender com crianças. Aparece nos quatro filmes da franquia.
T-1000 é feito de metal líquido e também portador de células, porém de células cybernéticas. Com toda flexibilidade, ele pode se derreter e mudar sua forma e aparência para quase tudo e todos! Poder ser seu melhor amigo, uma arma letal ou o piso xadrez da sua cozinha. Aparece em T2 e ná série de TV.

T-X, Endo esqueleto blindado é coberto de uma mistura de célula cybernética e organica, herdou tecnologia do T-100, mas é mais avançada que seu antecessor e é do gênero feminino! Estilosa, além de um conjunto de couro vermelho, tem cabelo e maquiagem sempre impecáveis. Aparece em T3.

TOK715, outra moça no páreo e essa tem nome e sobrenome, Cameron Philips. Mais avançada que o T-800, por ser capaz de imitar humanos de forma mais convincente, ela pode chorar e se alimentar. Ótima irmã postiça frequenta a escola com você, seu banco de dados pode ajudar na hora daquela prova difícil! Com visual adolescente, é a protetora dos Connor na série de TV


T-888 - é o modelo que persegue os Connor na série de TV possui algumas vairiações. E é tão eficiente quanto os outros na tarefa de exterminar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Exterminador de Estimação

Eu queria um exterminador de estimação e você?
Está em nossa natureza nos destruirmos. Na vida real ainda não conseguimos (falta pouco), mas no cinema a coisa é bem mais fácil. Não é de se admirar a enorme quantia de filmes onde nós mesmos causamos o apocalipse. Dentre a enorme filmografia de destruição, admito, a franquia O Exterminador do Futuro é uma de minhas favoritas. O Christian Bale que me desculpe, mas o segundo capítulo da série, com o péssimo subtítulo O Julgamento Final (sério, quem escolhe esses nomes?) é desde sempre meu favorito.

O futuro líder da resistência humana já nasceu, mas é apenas um menino desprotegido. Uma vez que as autoridades o afastaram da mãe, vista como louca por acreditar em robôs do futuro e criar John como um lider militar. Mais uma vez as máquinas enviam um exterminador para acabar com seu maior inimigo agora enquanto ele é vulnerável. É claro, que os humanos também mandam seu representante, não mais um soldado, agora um exterminador reprogramado.

Ninguém acredita em mim, mas salvo geral assim mesmo!
Sara Connor, já aceitou o futuro apocalíptico e sua tarefa no mundo proteger nosso "salvador". Ela literalmente carrega o peso da humanidade nas costas, e está disposta a fazer qualquer coisa, até ir contra a sua natureza pelos humanos. Impressionante o crescimento da personagem neste longa. Todo o dilema pessoal, da incapacidade de proteger o filho enquanto presa no sanatório. À disposição para ir a guerra e fazer o que for preciso, tudo extremamente bem colocado e lindamente interpretado por Linda (péssimo trocadilho, eu sei!)

Treinando para ser lider!
Finalmente conhecemos, John Connor nosso futuro lider. E apesar de parecer apenas um moleque malcriado já mostra sinais de quão grande pode ser. Desde a proibição de matar que impõe ao exterminador, até a cena de compreensão e conforto a Sara, quando ela percebe que está fora de controle. Contudo o mais divertido ainda é ver um garoto de 10 anos mandando no grandalhão governador da Califórnia. 

Falando nisso, agora a ação não está apenas em fugir alucinadamente da máquina de matar. É também aprender a lidar com ela. Para Sara é aprender a confiar, para John descobrir o que ela é capaz de fazer. Essa é a melhor parte do longa!

Entendendo a maquina!
Ainda tem os exterminadores, um deles uma impressionante evolução de efeitos especias. Quem não ficava (ou ainda fica) boquiaberto cada vez que a coisa se derrete e começa a caçar novamente? No outro a transformação de um vilão implacável, em um mocinho para-la de carismático. Se essas coisas estivessem a venda não sobraria um na prateleira. Eu compraria!

E ainda tem toda a trama futurista de evitar o dia do juizo final. Tentar alterar o futuro é tão empolgante que enquanto acompanhamos a explosão dos computadores, chegamos a esquecer que o exterminador de metal liquido ainda está a caça dos protagonistas. É otimo quando percebemos que depois de tanta explosão ainda há um gran-finale!

Ok! Quando assistia nos anos 90, eu não prestava tanta atenção a tudo isso que descrevi nos parágrafos anteriores eu apenas curtia a ação ininterrupta e o cara que se derretia em qualquer forma diante de nossos olhos. Gargalhava com a cara de paspalho do psicólogo de Sara. E 'pirava' tentando entender o conceito de viagens no tempo.

Nooossaa!!! Como ele fez isso????
É por isso tudo que O Exterminador do Futuro 2 é clássico da ficção científica, e da sessão da tarde. Impossível  não me perguntar porque condenamos as crianças de hoje a assistir cães que jogam basquete e filmes sobre buylling escolar, quando temos títulos como esses na gaveta? É provavel que nenhum cinéfilo nasça dessa geração alimentada apenas a base de High School Musical.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

T, T2, T3, T4...

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento final, é o segundo de uma franquia milionária criada por James Cameron (Titanic, Avatar). Muitos efeitos especiais, e um argumento original e apocalíptico marcam os títulos da série.

T1
O Exterminador do Futuro
(The Terminator, 1984)
O original poderia ter sido apenas mais um filme de ação esquecível dos anos 80. Mas, o toque de mídas de Cameron somado a ótimos efeitos especiais (que servem a história e não o contrário) e um argumento original o tranformaram em um clássico da ficção cientifica, lançaram o atual governador da califórnia, Arnold Schwarzenegger, ao estrelato e abriu espaço para as seqüências.

Sinopse: No futuro foi declarada uma guerra entre humanos e máquinas. Usando tecnologia as m´quinas conseguem criar uma máquina do tempo e enviar ao passado um exterminador (Arnold Schwarzenegger) com a missão de matar Sara Connor (Linda Hamilton). A mulher seria a mãe daquele que se tornaria o lider dos humanos na guerra contra as maquinas. Os humanos contra-atacam e conseguem enviar um representante do futuro, Kyle Reese (Michael Biehl), para proteger a moça.



T3
O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas

(Terminator 3: Rise of the Machines, 2003)
O primeiro longa da franquia que não foi dirigido por Cameron, Jonathan Mostow assumiu a direção. Não foi tão bem sucedido quanto T2. Também é primeiro sem a participação de Linda Hamilton.

Sinopse: Apesar de todos os esforços de Sara Connor, a batalha entre humanos e máquinas está prestes a acontecer.  Um novo exterminador, dessa vez uma figura feminina (Kristanna Loken), é enviado pela maquinas para eliminar John Connor (Nick Stahl), agora adulto. Enquanto a aliança rebelde envia novamente o T-800 (Arnold Schwarzenegger).

T4
O Exterminador do Futuro: A Salvação
(Terminator Salvation, 2009)
Sob a direção de McG, o quarto longa bem que poderia se chamar " O Exterminador no Futuro", uma vez que agora a história se passa em 2018, no tão alardeado futuro apocalíptico em meio a guerra entre humanos e máquinas.  Schwarzenegger não participou deste, embora um dublê digital dê vida a seu personagem em uma cena.

Sinopse: John Connor (Christian Bale) ainda não é o grande lider da resistência humana. No momento sua tarefa é liderar um grupo de rebeldes. Connor descobre que Kyle Reese (Anton Yelchin), um adolescente civil, é o nº1 na lista de procurados da Skynet. Enquanto isso Marcus Wright (Sam Worthington), um condenado a morte em 2003 acorda em 2018, sem entender a confusão em que o mundo se tornou, como chegou ali e por que ainda está vivo. Connor precisa descobir quem Marcus realmente e salvar seu futuro pai.



Exterminador na TV
O Exterminador do Futuro: Crônicas de Sarah Connor

(Terminator: The Sarah Connor Chronicles, 2008-2009)
Criada por Josh Friedman, conta a história de Sara e John Connor a partir dos acontecimentos de T2. Divergente da franquia cinematográfica, na série o dia do julgamento não acontece em 2004. Em 1999 Sara e John (com 15 anos) vivem como fugitivos, um novo exterminador é enviado para eliminar John, mas dessa vez, com a ajuda de uma exterminadora (também com visual adolescente), mãe e filho fogem em uma viagem no tempo para 2007,  onde a série se desenrrola.



Elenco próprio: Sara, John
e a exterminadora Cameron
Sinopse: Querendo respostas sobre a volta dos exterminadores em suas vidas, Sarah (Lena Headey) e John (Thomas Dekker) decidem parar de fugir e deter o criador da Skynet. Eles são auxiliados por Derek (Brian Austin Green), tio de John, e Cameron (Summer Glau), uma exterminadora que se passa por irmã de John, tem como missão protegê-lo. Entretanto, o agente James Ellison (Richard T. Jones) procura a família Connor com a convicção de que Sarah está louca. Com o desenrolar da trama, eles precisam evitar que a Skynet seja criada por Catherine Weaver (Shirley Manson), uma T-1001 infiltrada em uma empresa de alta tecnologia.

Um pouco mais do ator: Arnold Schwarzenegger

Você pode até se perguntar se um ator mediano deveria receber um post especial aqui no Dvd, Sofá e Pipoca - já que, nesse espaço, a gente vinha dando espaço para falar de outros atores e diretores mais, digamos, renomados. E, convenhamos, Schwarzenegger não é um ator lá muito brilhante. Mas é inegável que sua carreira seja um sucesso e que ele seja uma figura muito popular em todo o mundo. Para quem não sabe, ele começou a carreira como fisiculturista e, por causa de seu físico, foi convidado a atuar em filmes de ação. Anos depois, torna-se empresário e político, atualmente servindo como o 38º governador do estado da Califórnia. E, embora o papel de 'exterminador' não tenha sido o primeiro, foi graças a ele que o ator austro-americano se firmou como um dos grandes nomes do cinema de ação - ao lado de estrelas como Sylvester Stallone e Bruce Willis.


Schwarzenegger iniciou seu treinamento físico aos quinze anos de idade. Foi premiado com o título de Mister Universo aos 22 e venceu o concurso Mr. Olympia um total de sete vezes. Permaneceu uma personalidade proeminente no fisiculturismo, mesmo após sua aposentadoria, e escreveu vários livros e inúmeros artigos sobre o esporte.


Ganhou fama internacional, tornando-se um ícone de filmes de ação de Hollywood, notável pelos papéis principais em filmes como Conan, o Bárbaro (Conan - The Barbarian, 1982) e O Exterminador do Futuro (Terminator, 1984). Mas nem só de muitos músculos e poucas falas se resume a carreira hollywoodiana de Schwarzenegger: ele já participou de comédias como Irmãos gêmeos (Twins, 1988), em que ele descobria ser irmão gêmeo de Danny De Vitto (!), Um tira no jardim de infância (Kindergarten Cop, 1990); Júnior (Junior, 1994), em que aparece grávido (!!); além de já ter encarnado Mr. Freeze, um dos vilões do Batman de George Clooney em Batman & Robin (Batman & Robin, 1997).


Apesar de seus respeitáveis mais de 60 anos, o ator sempre manteve a boa forma e isso lhe rendeu aguns apelidos. Foi chamado de "Carvalho Austríaco" e "Carvalho Estírio" em seus dias de fisiculturista, e de "Arnold Strong" e "Arnie" durante sua carreira cinematográfica. Mais recentemente, por causa de seu caro político, foi chamado de "Governator" - uma mistura de Governor (governador, em português) e Terminator (exterminador, em português), uma referência clara ao seu papel mais famoso. Filiado ao Partido Republicano, foi eleito pela primeira vez em 2003, para um curto mandato e reeleito em 2006 para servir um mandato completo como governador. Em maio de 2004 e 2007, foi nomeado como uma das 100 pessoas que ajudaram a moldar o mundo, pela revista Time. Perdoem o trocadilho, mas ele não é fraco não.


Ainda assim, não consigo desassociá-lo do terminator. Olha que eu já vi filme dele salvando o mundo, destruindo o mundo, céus! até "grávido" eu já o vi. Definitivamente, pelo menos para mim, Schwarzenegger sempre vai ser a máquina que veio do futuro programada para matar, mas que aprendeu a conviver com humanos. Hum... Será que se eu vir Conan, o bárbaro eu mudo a referência? Acho difícil...