3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Curiosidades de Um amor para recordar


- Baseado em um romance homônimo de Nicholas Sparks.

- Na obra escrita, a história se passa nos anos de 1950. No longa, a trama é situada nos anos 1990.

- Em Portugal, o filme tem o título Um momento inesquecível, única adaptação da obra do autor a não mater o nome do livro em terras lusitanas.

- Danielle Sparks Lewis, irmã do autor foi a inspiração para a personagem Jamie Sullivan. Livro e filme foram dedicados a ela.

- Seu orçamento foi de 11 milhões de dólares, e as filmagens duraram apenas 39 dias, apesar de Mandy Moore só poder trabalhar 10 horas por dia, pois na época era menor de idade.

- Havia uma cena em que Landon (Shane West) cantava a musica "Only hope" para Jamie (Mandy Moore), cortada na pós-produção por ser depressiva demais.


- A produção utilizou vários sets da série de TV Dawson's creek, como a escola, o hospital e a casa de Landon. (Tá explicada a sensação de "já vi esse lugar antes"!)

- Jessica Simpson foi considerada para o papel de Jamie (Mandy Moore).

- Shane West adorou o carro que dirigia em cena, a ponto de compraálo por apenas 5 mil dólares.

- A trilha sonora traz músicas da banda Switchfoot, que, na época, era conhecida apenas em sua cidade San Diego, em círculos de música contemporânea cristã. Depois disso a banda teve outras duas músicas em trilhas sonoras: "Meant to live", que apareceu no álbum de Homem-Aranha 2, e "This is home", em As crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian.

- Mandy Moore recebeu o MTV Movie Awards na categoria Revelação Feminina.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ah, é bonitinho, vai!

Uma das primeiras adaptações de um livro de Nicholas Sparks, uma febre entre as moçoilas românticas. Ano passado, outras duas adaptações de obras do autor chegaram as telonas. Eu sou do tipo que prefiro ler aventuras, logo não li. E provavelmente não lerei nenhum de seus livros. Que bom que existe o cinema para nos atualizar na literatura, não?

Em Um amor para recordar, Landon (Shane West), é o cara rebelde, que, em uma brincadeira sem-graça, manda um "amigo" para o hospital. Pego em flagrante, paga por sua culpa em trabalhos comunitários na escola, e participando da peça da escola. Na qual, só por aparecer, o rapaz já ganha o papel principal. Isso é que é talento!

Lá conhece Jamie (Mandy Moore), uma garota certinha (filha de pastor e tudo!) que não se importa para o que os outros pensam. Atitude que deixa qualquer adolescente "popular" com a pulga atrás da orelha. Curioso como estudantes estadunideses são tão ligados à opinião alheia, não?

"Descubra quem você é, e então seja de propósito" - Boa, essa!
Adivinhou né! É claro, que o rapaz se encanta pelo desconhecido e se apaixona pela moça, e que o sentimento é recíproco. Entretanto, todo romance precisa de uma intriga, e, como nenhuma líder de torcida loira estava disposta a atrapalhar (ao menos isso!), é Jamie que esconde um triste segredo.

Felizmente, não tenho a visão de Mandy Moore como cantora/atriz que Geisy mencionou, em sua resenha (Sério! Ela lançou CDs? Até ler o outro post eu achava que ela era apenas uma atriz que cantava quando o filme pedia). Logo sua atuação não me irrita, gosto bastante do tom forte e doce que dá ao filme. Shane West, por outro lado, parece estar com sono durante boa parte da projeção.

Não é uma história extamente original, nem uma execução brilhante. mas é um enredo que sempre devemos rever, caso precisemos repensar e valorizar nossas vidas. Além de ser muito fofo!

Quanto às jornadas dos personagens o legal, é imaginar o que acontece depois. Descobrir o que cada um acrescentou ou recebeu da experiência. E, se possível, tentar aprender algo. Mas cuidado: engajamento em excesso pode ser prejudicial.

É aí que entra a resposta ao questionamento da Geisy, que não entende por que esse filme fez tanto sucesso (pelo menos entre as amigas dela). Na minha humilde opinião, acredito que faça sucesso a partir do momento em que deixamos o engajamento na prateleira, apenas para curtir o romance que todas queriam ter vivido quando adolescentes. Com um encantamento que nem o final melancólico consegue estragar.

Mas é só um palpite!

terça-feira, 29 de março de 2011

Temperatura morna, quase fria

Um amor para recordar, já o filme...

Ok, admito. Foi com bastante má vontade que assiti a esse filme. Sempre odiei esses filmes que foram feitos uma cantora/atriz americana nos seus 20 e poucos anos, fazendo filme de colegial. O pior é que eles parecem gostar disso, e o público adolescente, mais ainda. Maior exemplo são os inúmeros filmes de Lindsay Lohan, a menininha sardentinha que cresceu, virou adolescente rebelde e depois surtou. Dado isto, e tentando ignorar minha implicância, tirei meu domingo à tarde para ver Um amor para recordar (A walk to remember, 2002). Quase me arrependi.

Sinopse: garoto rebelde (?) tem crise de consciência depois que uma brincadeira com os amigos do colégio quase mata um calouro. Dentre as punições, ele acaba fazendo praticamente todas as atividades junto com a filha do pastor (ela precisa de rehab também?). Ele não liga para ela, ela não tá muito aí pra ele não. Ele acaba indo para o núcleo de teatro (?!) e é escolhido para o papel principal (!?!) da peça. A filha do pastor fica com o papel de cantora do cabaré (essa foi demais! E o pastor nem reclamou?). Ele se esforça para se dar bem no papel, os dois se aproximam e acabam se apaixonando. Mas ainda era o meio do filme, então tinha que surgir uma complicação, certo? E ela apareceu. A jovem moça tem leucemia e já não responde ao tratamento. Começa o chororô.


É bonitinho ver o esforço de Landon para agradar a namorada, mas é tudo tão previsível...

Mas é justamente nessa altura que o longa começa a ter alguma relevância. Shane West realmente se esforça para passar sentimento, é quase comovente o desespero do rapaz ao descobrir a doença da namorada. E não vou ser hipócrita e dizer que meus olhos não marejaram quando filho e pai se reconciliam. Mas o filme é muito fraco, principalmente se comparado com outros filmes que tem amesma temática de "casais que são separados/sofrem juntos por causa da doença de um deles". Exemplos tem aos baldes, Philadelphia (1993) e Doce novembro (2001) são os primeiros que me vem à mente.

Acho que esses filmes dependem muito do carisma dos protagonistas. Nos exemplos citados, nem preciso falar o quanto Charlize Theron e Julia Roberts são carismáticas, além de talentosas. Mas... Mandy Moore convence, mas não encanta. Faltou mojo. Não que ela não seja talentosa, pelo contrário. Acho que é boa cantora, muito afinada e com voz gostosa de ouvir cantando uma balada romântica. Mas falta muito pra ser Julia Roberts... E oq eu falar das participações ridículas de Daryl Hannah e Peter Coyote? Atores como eles mereciam mais destaque. Subaproveitamento de bons atores mais casal de protagonistas não cativantes igual a filme insosso. Equação simples.


Mandy Moore: tão sem graça quanto a personagem

Sei que vai ter muita gente por aí me condenando, não entendo porque esse filme fez tanto sucesso (pelo menos entre minhas amigas). É bonitinho? Mais ou menos. O casal é fofo? Mais ou menos. Gostou do filme? Err.. Desculpa, mas não gostei.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Adaptações de Nicholas Sparks

Um amor para recordar é adaptação do romance homônimo de Nicholas Sparks. O escritor americano é especialista em dramas românticos, e seu estilo é bastante característico. Várias de suas obras já chegaram as telas grandes. É fácil reconhecê-los pela atmosfera que une as sutilezas do romance com paixões arrebatadoras.

Confira agora as outras obras de Sparks no cinema:


Uma carta de amor (Message in a bottle, 1999)
Baseado no livro Message in a bottle - As palavras que nunca te direi. A jornalista Theresa Osborne (Robin Wright), encontra uma garrafa com uma carta romântica de despedida em uma praia. Ela resolve usar seus dotes jornalísticos para descobrir quem a escreveu. Garret Blake (Kevin Costner), um viúvo precoce da Carolina do Norte a escreveu para sua esposa, Catherine (Susan Brightbill). É claro que logo nasce uma atração entre Garret e Theresa, mas, antes de viver este romance, o viúvo precisa superar a partida da esposa.




Diário de uma paixão (The Notebook - 2004) 
Baseado em  livro homônimo. Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling) se conheceram em um parque de diversões em 1940. Apaixonados, os jovens são separados pelos pais da moça, que desaprovam o relacionamento por Noah ser de familia pobre. Por anos o rapaz escreve para a moça sem resposta, enquanto ela espera ansiosamente por notícias que não chegam, uma vez que as cartas são interceptadas por sua mãe (Joan Allen). Anos mais tarde, ambos desistem da espera e Allie ficam noiva. Então o destino lhes prega uma peça e coloca novamente um na vida do outro.



Noites de tormenta (Nigths in Rodanthe - 2008)
Baseado em livro homônimo, nos apresenta Adrienne Willis (Diane Lane), que foge de sua vida caótica para a pequena cidade litorânea de Rodanthe. Lá pretende refletir sobre seus problemas com a filha adolescente e o ex-marido. O Dr. Paul Flanne (Richard Gere) também enfrenta uma crise quando chega à cidade. Com tanta coisa em comum, e uma tempestade como cenário, eles passam um fim de semana que muda suas vidas.


Querido John (Dear John - 2010)
Baseado em livro homônimo. Jonh Tyree (Channing Tatum), um soldado de licença em casa conhece Savannah Curtis (Amanda Seyfried) uma universitária em férias. Garoto conhece garota = romance. Logo as férias dos dois terminam, mas eles iniciam um relacionamento à distância. Esperando pelo final do serviço militar de John, em um ano, eles compartilham tudo por cartas. Mas o cenário político mundial sofre uma drástica mudança que afeta também os planos e, consequentemente, o relacionamento do casal.


A útima música (The last song - 2010)
Baseado em The last song - A melodia do adeus. Ronnie Miller (Miley Cyrus, estrelinha teen que também interpreta a canção tema do longa) vai passar o primeiro verão com o pai, Steve (Greg Kinnear), desde o divórcio, três anos antes. Ainda muito magoados pela separação, pai e filha se reaproximam pelo amor à música. A trama se passa na cidade praiana de Tybee Island e, além da reconciliação, ainda guarda um romace para a protagonista.


Nicholas Sparks tem outros livros publicados. Qual será a próxima adaptação?
A bend in the road, At first sight, Safe heaven, Three weeks with my brother, The choice, The guardian, The lucky one - Um homem com sorte, The rescue, The wedding, True believer - O milagre, Wokini.

domingo, 27 de março de 2011

Um amor para recordar

Um absoluto sucesso na nossa enquete, ganhou com 50% dos votos - mesmo com o segundo colocado ali na cola. Um amor para recordar, o vencedor e último filme do nosso mês em homenagem às mulheres.

A walk to remember 

EUA, 2002

Cor - 100 min

Romance

Direção: Adam Shankman

Roteiro: Karen Janszen

Música: Mervyn Warren

Elenco: Mandy Moore, Shane West, Daryl Hannah, Peter Coyote.

Baseado em livro de Nicholas Sparks.

sábado, 26 de março de 2011

Do you believe in life after love?


Ok, eu preciso desabafar: levei um susto ao ver Cher em Feitiço da lua. Eu não estava preparada para vê-la com aquele coque horroroso, os fios brancos na testa, as roupas recatadas, a sobrancelha por fazer... Mas quer saber o melhor? Sua personagem, Loretta, é a maior prova de que as aparências enganam. Com aquela cara de quietinha, fez Danny Aiello se ajoelhar e pedi-la em casamento do jeito que ela quis. Tem ou não tem moral? Orgulho!

Mas vamos combinar que esse relacionamento não era bem motivado pela paixão, né? Viúva precoce, desta vez ela queria mesmo tudo que não pôde ter no seu primeiro matrimônio: vestido branco, buquê, a companhia do pai até o altar, a festa... Porque Loretta acreditava piamente que foi a cerimônia simples no cartório, dispensando todo o ritual casamentício, que determinou sua má sorte desde então. Fica fácil entender que era um misto de carência, de solidão, de conveniência. Mas daí a gente acreditar que ela se apaixona por Ronny (Nicolas Cage) em uns vinte minutos, no máximo, e é correspondida, é um pouco demais, não? Mas isto não é the real life, é... cinema. É por isso que pode. E é por isso que é bonitinho.


Só que, nem mesmo nos filmes, o destino nos dá tudo de bandeja. Ronny, a paixão fulminante e avassaladora, vem a ser irmão do noivo. E agora, Loretta? Assumir o romance e cancelar seu compromisso (lembre-se: sua sogra está quase batendo as botas) ou manter sua palavra e viver um casamento infeliz? Hein? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... Vendido para a senhorita que votou na opção "Nenhuma das anteriores". Ela nem teve muito tempo para pensar sobre o assunto... O desfecho para esse imbróglio todo não deixa de ser engraçado, com aquele climão diante de toda a família, os silêncios constrangedores... Bom demais! Pra uma ficção, que fique bem claro. Na vida, uma situação dessas poderia causar muitos problemas, drama, drama, drama. Ainda bem que na telona as coisas podem ser mais light.

Falando assim, pode parecer até que o filme é daqueles água com açúcar em que tudo se resolve num passe de mágica. Na maior parte, é sim. Mas, além do tom de fábula, alguns personagens parecem ser mesmo de carne e osso, como a gente. A história dos pais de Loretta, que vivem um casamento de aparências, com muitas mágoas no meio do caminho, poderia acontecer com qualquer um, e é contada de um jeito tocante. Impossível não notar como a melancolia da mãe contrasta com a animação da filha, tão apaixonada que, do dia pra noite, resolveu dar um belo upgrade no visual. Aliás, essa sim é a Cher que eu conheço: poderosa!

That's amore


Este post é especial para quem, assim como eu, ficou apaixonado pela música que embala as desventuras amorosas de Loretta, num delicioso italianês :)

A canção, de Harry Warren e Jack Brooks, foi gravada originalmente em 1953 pelo ator e cantor Dean Martin. That's amore fez parte da trilha sonora do filme Sofrendo da bola (The caddy), estrelado pelo intérprete e seu parceiro, Jerry Lewis.

Versão original, com Dean Martin



Abaixo, numa pegada mais hardcore, com a banda canadense D.O.A.



Em Encantada, na voz de James "Príncipe encantado" Marsden



Na trilha sonora de Alvin e os esquilos



Nos Simpsons (17x8), como não podia deixar de ser, a música ganhou uma paródia, e virou That's immoral

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vivendo e aprendendo

Cena da ópera de Feitiço da lua

Interessante essa despretensiosa trama de Feitiço da lua (Moonstuck, 1987). Ela fala de amor e decepção amorosa, de aproveitar as oportunidades que aparecem e, ao mesmo tempo, de continuar a acreditar. Por mais que tudo desse errado na vida de Loretta (Cher, que sempre me dá a impressão de ser uma boneca Barbie falante), ela ainda teve coragem de lutar por um amor "fulminante" quando ele apareceu. Na verdade, nada demaisnada de novo. Mas é uma melhor opção para uma Sessão da Tarde preguiçosa que um filme de cachorrinho. Sem falar nos fofos velhinhos da família de Loretta, o avô e o tio, tão apaixonados pela lua. No fim das contas, eu gostei do filme. Mas não posso deixar de "destilar o veneno". em algumas coisas...

E era assim que você queria arrumar um namorado, Loretta?

Tudo bem que o filme foi rodado nos anos 80, então já temos que "dar um desconto" no figurino. Mas o que fizeram com a Cher?! Tava na cara porque ela não arrumou nenhum namorado depois do falecimento do marido. Com aquelas roupitchas e aquele cabelo... Nem com boa vontade. Então temos Danny Aielo numa participação de luxo e Nicolas Cage como seu irmão mais novo e (suposto) galã do filme. Sim, tenho implicância com Cage. Mas acho que nenhuma mulher em sã consciência ia gamar no galã deprimido. Que aliás, eu só soube que estava deprimido porque ele não parava de falar que estava - interpretação, nota: zero. Pois bem, temos um galã que não é lindo nem charmoso e uma mocinha bem maltratada. Depois de uma noite de amor, ela resolve dar uma virada na vida. Compra roupas novas e... vai ao cabeleireiro! A esperança é a última que morre, né? A minha morreu 3 takes depois. Loretta entra no salão uma senhora mal cuidada, sai de lá um poodle! Não dá, gente! E na cena final? O noivo volta para a casa da noiva depois da milagrosa recuperação da mãe moribunda, afim de terminar o noivado. Nada mais normal que ver seu irmão propor casamento, em frente à toda família dela, à sua recém-ex-noiva. Fiquei mais ou menos como o avô de Loretta, confusa.

Nicolas Cage galã assim? Então tá...

Coincidência (ou não, para quem não acredita no acaso), assistimos ao filme na semana da superlua. Se a lua cheia normal já foi capaz de tantas mudanças na vida das personagens, imagina se fosse em época de superlua?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Adeus, Liz!

Não somos um blog de notícias. Entretanto, é difícil ignorar a morte de Elizabeth Taylor. Não apenas pela mórbida coincidência (apesar da saúde frágil, a atriz ainda não estava internada quando decidimos dedicar o mês de fevereiro a ela; notícia que não acompanhamos por focar nossa pesquisa em seu legado), mas pela perda da última grande diva do cinema. Então pedimos licença a Cher, Nicolas Cage e seu Feitço da lua, para prestar mais uma homenagem a ela.

Liz Taylor faleceu durante a madrugada de insuficiência cardíaca, cercada pelos filhos. Durante seus 79 anos de vida, a atriz teve seis casamentos, cinco indicações ao Oscar (recebeu dois dos prêmios: Disque Butterfield 8, em 1960, e Quem tem medo de Virginia Woolf?, em 1966. Foi a primeira atriz a receber 1 milhão de dólares, em 1963, para dar vida à personagem título de Cleópatra, épico de alto orçamento que quase afundou os estúdios da Fox. Também apoiava diversos projetos sociais como o The Elizabeth Taylor AIDS Foundation.


Descubra mais sobre a carreira e os filmes de Elizabeth Taylor, com os textos de nosso mês dedicado a ela.

Mês Liz Taylor


Curiosidades e prêmios de Assim caminha a humanida...

Simples assim!

Personagens fictícios já deviam ter aprendido, que não se viaja logo após assumir um compromisso. Deixar o cônjuge após tomar decisão definitiva para a vida como marcar um casamento é a forma mais rápida e segura de perde-lo.

Johnny Cammareri (Danny Aiello) erra duas vezes. Além de deixar sozinha sua noiva, ainda a apresenta a seu concorrente. Loretta Castorini (Cher) fica encarregada de convencer o irmão do noivo a comparecer ao casório, terminando com a rixa de cinco anos entre os irmãos. A moça então conhece Ronny (Nicolas Cage), um homem sozinho e amargurado desde que perdeu a mão, e conseqüentemente a noiva fútil, em um acidente pelo qual ele culpa o irmão. Eis o motivo da rixa!

Se você conhece comédias românticas, deve imaginar onde essa história vai parar. Se não, deve imaginar também. Logo não considero spoiler contar que Loretta e Ronny, se apaixonam de cara. Simples assim! A pegada do cunhado faz bem à moça. Desestimulada desde a morte do primeiro marido, a jovem viúva que acredita não ter sorte alguma volta a se arrumar e se sentir bonita.
Em histórias paralelas, a família italiana intrometida de Loretta nos apresenta os outros problemas dessa complicada e nada incomum família moderna. O pai da moça está traindo a esposa, que sabe disso. Enquanto o avô tenta inutilmente aconselhar a todos.

Quando imaginamos que tudo terminaria um enorme dramalhão à italiana com gritos e choradeira, o roteiro simplifica a vida e resolve os problemas com corajosas conversas em família, com toda a família. Culminando na inusitada cena em que todos compartilham o café da manhã à espera de Johnny. Cage com cara blasé enquanto a família de Loretta estranha o intruso é impagável!

Toda a agitação ocorre sob um luar romântico e, segundo o roteiro, mágico. Viver seus melhores momentos ao luar e resolver seus problemas com conversas e apoio da família. Pena que a vida não pode ser simples assim!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Curiosidades e prêmios de Feitiço da lua

A era dos cabelões: Cage tem saudade dos dele!
- Originalmente, o filme se chamava The bride and the wolf (A noiva e o lobo).

- O autor do roteiro do filme tinha em mente a atriz Sally Field para o papel da viúva Loretta.

- Cher fez questão de contracenar com Nicolas Cage, chegou a dizer que recusaria o papel se ele não fosse o galã.

- Feitiço da lua foi o segundo filme no qual Cher e John Mahoney trabalharam juntos. O primeiro foi  Sob suspeita (1987). 

- Olympia Dukakis é apenas quinze anos mais velha que Cher, que fez o papel de sua filha.

- O diretor Norman Jewison foi advertido pelo Sindicato de Atores durante as filmagens de Feitiço da lua por não ter permitido que os atores fossem para o almoço até que conseguissem encenar com perfeição o clímax do filme.

- Feitiço da lua alcançou uma bilheteria nos EUA superior a 82,6 milhões de dólares, tornando-se o quinto filme mais rentável de 1987/1988. 

- Em 2005, a frase ‘Snap out of it’ ("Cai na real") foi considerada um dos bordões de cinema mais lembrados pelos norte-americanos. A frase foi dita por Cher ao dar uma bofetada em Nicolas Cage no filme.

Modelito discreto!
Prêmios 

Oscar
  • Melhor atriz, Cher*
  • Melhor atriz coadjuvante, Olympia Dukakis
  • Melhor roteiro original
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor ator coadjuante (Vincent Gardenia).

*Confira Cher recebendo o Oscar no YouTube. No vídeo bloqueado para incorporação, ela disputa o prêmio com a recordista Meryl Streep. A loira pula da cadeira em comemoração pela vitória de Cher! Isso é que é competição amistosa!

Globo de Ouro
  • Melhor atriz - comédia/musical, Cher
  • Melhor atriz coadjuvante - comédia/musical,  Olympia Dukakis
Indicado nas categorias melhor filme - comédia/musical, melhor ator - comédia/musical (Nicolas Cage) e melhor roteiro.


Festival de Berlim
  • recebeu o Urso de Prata 
Foi indicado ao Urso de Our


BAFTA 
  • Melhor atriz coadjuvante, Olympia Dukakis.
Indicado nas categorias de melhor atriz (Cher), melhor trilha sonora e melhor roteiro.

Prêmio David di Donatello (1988 - Itália)
  • Melhor atriz estrangeira, Cher

Academia Japonesa de Cinema  (1989)
Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Writers Guild of America (1988 - EUA)

  • Melhor roteiro escrito diretamente para o cinema.

domingo, 20 de março de 2011

Feitiço da lua


Que grata surpresa nos esperava nesse ano! Vários meses com cinco fins de semana significam... Mais um filme por mês! Para começar bem, vamos ver o segundo colocado na nossa enquete (que, aliás, foi acirradíssima). Essa semana, em cartaz, Feitiço da lua.

Moonstruck

EUA, 1987

Cor, 102 min

Comédia romântica

Direção: Norman Jewison

Roteiro: John Patrick Shanley

Música: Dick Hyman

Elenco: Cher, Nicolas Cage, Vincent Gardenia, Olympia Dukakis.

Vencedor de três Oscar.

sábado, 19 de março de 2011

Quando o destino chama

Amigas para sempre: lenço, óculos, pé na estrada!

Lembro de ter assistido a Thelma & Louise (Thelma & Louise, 1991) quando era pequena, numa Sessão da Tarde da vida. Na verdade, só lembrava mesmo da cena final, as duas já cercadas no Grand Canyon e decidindo "seguir em frente". Não lembrava de mais nada. Aí o filme começa: sotaque do interior dos Estados Unidos. Murchei um pouco. Thelma se mostra uma mocinha idiota, e eu odeio mocinhas idiotas. Murchei mais um pouco. As duas pegam a estrada e vão para o deserto. Poeira, muita poeira. Murchei mais ainda. Então o filme tinha tudo para ser ruim e eu não gostar, certo? E não é que acabei adorando o filme?!

Então aqui a gente começa sabendo como vai terminar: duas mulheres, cansadas das suas vidas entendiantes e dispostas a passar um fim de semana tranquilo, pescando, acabam se metendo em confusões em bares, assaltando mercados e sendo perseguidas pela polícia de 3 estados diferentes. Isso é o que se pode chamar de diversão, né? Ingênua até a raiz dos cabelos, Thelma (Geena Davis) é a típica mulher submissa, mas que já não aguenta mais as grosserias do marido. Então ela aceita o convite da amiga Louise (Susan Sarandon, ótima) para passar um fim de semana pescando - longe do marido, só para se divertirem e relaxarem. Ao para em um bar, Louise acaba atirando em um homem quando ele tentava estuprar Thelma no estacionamento. A partir daí, começa a fuga. Como se já não bastasse a difícil situação que estava vivendo, a pobre Louise ainda tinha que lidar com a "burrice" da amiga Thelma (juro, dava vontade de dar uns chacoalhões nela pra ver se "acordava"). O que era pra ser um fim de semana tranquilo se transforma em fuga alucinada e uma jornada de libertação e descobertas para as amigas - em especial para Thelma, que deixade agir como uma criancinha assustada para finalmente se tornar uma mulher.

Good girls gone bad!

Tudo bem, nem chega perto de ser memorável para mim, mas é bom. Tem diálogos espertos, roteiro bem amarrado (apesar de pequenos exageros; afinal, por quê por tantas viaturas na cola de duas mulheres sozinhas?, uma fotografia interessante, boas atuações da dupla Sarandon/Davis, um Brad Pitt sarado e novinho para alegrar o dia... Um filme para lembrar o quanto decaiu a qualidade dos filmes que reprisam na tv durante as tardes preguiçosas durante a semana. Prefiro ver Thelma & Louise uma vez por mês a ver 3 filmes de cachorrinhos por semana.

Outra coisa boa também foi descobrir que o filme é do Riddley Scott. Acho que ainda não vi um diretor que tenha dirigido bem filmes tão variados quanto ele. Não importa se são blockbusters, o interessante é que sempre são bons filmes. Aqui no Dvd, Sofá e Pipoca, nós já vimos um clássico, Alien - o oitavo passageiro. Também são dele Gladiador e Falcão Negro em perigo. Ou seja, ele já falou sobre alienígena assassino, duas amigas que querem diversão e se envolvem em encrencas, um gladiador romano sedento de vingança e uma ação de uma tropa do exército americano em que tudo dá errado - isso para ficar com os poucos que eu citei. São tão diferentes entre si que fica difícil identificar a mão do diretor no filme. É diferente, por exemplo, de assistir a um filme de Woody Allen ou do Hitchcock. Nem por isso eles deixam de ter personalidade. Assim como as protagonistas desse road movie, o mais legal que eu já vi até agora.

Nota da blogueira: vi poucos road movies até hoje.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mulher no volante, perigo constante

Thelma e Louise: armadas e perigosas

Já não lembro há quanto tempo eu assisti a Thelma & Louise pela primeira vez. Muita coisa eu já havia esquecido (nem lembrava do meu querido Michael Madsen no elenco), mas alguns detalhes continuavam vivos na memória: o espírito "pé na estrada", Brad Pitt novinho e lindo, e o final. Sim, aquele final é inesquecível. Talvez uns achem exagerado. Ou piegas. Ou metafórico demais. Mas eu achei bonito. Poético, eu diria. E libertador. Um desfecho perfeito para as duas amigas que pegam a estrada inadvertidamente e veem sua vida se transformarem a cada parada, a cada decisão errada, a cada ato impensado. Era uma nova vida que começava ali. Mas não havia espaço para ela no mundo real.

Thelma (Geena Davis) é a que mais mais se modifica durante a jornada. Casada com um troglodita machista e autoritário, ela leva uma vida infeliz, sem muita perspectiva. E só concorda viajar no fim de semana depois de muita insistência da amiga, Louise (Susan Sarandon). Deslumbrada com a liberdade temporária, ela perde o bom senso com facilidade e se mete numa enrascada atrás da outra. Chega a ser irritante, e eu mesma não teria paciência com ela, extremamente infantil, distraída, inocente, burra até. E isso fica mais evidente quando ela tem que tomar decisões por conta própria. Ela não está acostumada a ser dona do próprio nariz, é só uma dona de casa submissa que abriu mão da própria felicidade.

Com uma parceira dessas, Louise é quem precisa tomar a rédea da situação quando elas arrumam um problema daqueles. Perseguidas pela polícia, elas começam uma fuga desesperada, sem qualquer planejamento ou cuidado. Aos poucos, vão percebendo que não podem confiar em ninguém. Coisa que todo ser humano já deveria nascer sabendo. Adoro o ritmo que a trama vai assumindo a partir daí: a cada novo obstáculo, elas vão amadurecendo, na base da porrada. É questão de sobrevivência.

Mas tenho que dizer que adoro o personagem que representa a essência machista neste filme que é considerado por muitos um símbolo feminista (chaaaatos esses rótulos, né?): o marido de Thelma. Como disse antes, o cara é um poço de ignorância, que acha que pode tratar a mulher do jeito que quiser. Mas o "castigo" para o seu comportamento vem do jeito mais inusitado que se poderia imaginar: depois de exigir que a mulher voltasse para casa, a fim de continuar cozinhando, lavando e passando como de costume, ele descobre que as coisas não vão voltar ao que eram. Sua pobre e frágil esposa agora é uma criminosa, uma fugitiva caçada pelo FBI em não sei quantos estados e flagrada num assalto pela câmera de segurança. Quem? Sim, querido, ela mesma. Como o mundo dá voltas, não? Pra piorar, ele ainda descobre que virou corno. E não foi com qualquer um não, era o Brad Pitt. Adoro. 

Só não dá pra entender muito bem o personagem do Harvey Keitel. Por que tanto interesse em ajudá-las? E por que tantos policiais envolvidos nessa caçada, meu Deus? Não era pra tanto. Eram só duas mulheres assustadas e despreparadas, que, diante dos acontecimentos, dão lugar a duas mulheres armadas e perigosas. Ah, deve ser daí que vem o ditado, né? Mulher no volante...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Com as unhas de Thelma & Louise

É fã do espírito de superação de Thelma e Louise, mas não tem coragem, uma amiga de fé, ou mesmo o carro para embarcar em uma aventura semelhante (com final melhor, espero)? Tudo bem! Você pode assumir o estilo delas ao menos no visual.


Segundo a blogueira do Clube das Esmaltadas, os esmaltes encontrados na Argentina são de ótima qualidade. Não é para menos, inspirados em mulheres de fibra....

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pelo mundo afora!

Acho que foi por causa do cartaz que nunca assisti a Thelma & Louise. Provavelmente, culpa da foto das duas sorridentes combinada com a estrada, sempre tive a sensação de que era um road movie tipo Sessão da Tarde. Pensando bem, não me lembro deste filme ser exibido constantemente nas sessões da tarde dos anos 1990, o que torna a minha impressão ainda mais absurda. Só para variar (como se isso não acontecesse por aqui semana sim, outra também!), eu não podia estar mais enganada quanto à natureza deste longa do eclético Ridley Scott.

Não sabemos muito sobre Thelma (Geena Davis) e Louise (Susan Sarandon) quando a viagem começa. Mas temos certeza absoluta de que a "dona de casa/saco de pancada" e a garçonete sobrecarregada, respectivamente,  precisam de férias URGENTES! E é isso que elas fazem, deixa tudo para trás, por um fim de semana divertido em uma cabana de pesca. Porque pesca é o passatempo favorito das meninas! Bah! Mulheres pescando, quando ouvimos isso sabemos que elas nunca chegarão à tal cabana. E nos perguntamos porque cargas d'água  as moças escolheram atividades tão desinteressantes para elas.

Só que Thelma é uma cabecinha de vento, casada com o primeiro namorado desde os 18 anos e parece não entender o mundo que a cerca, logo arruma encrenca na primeira parada, literalmente. Depois de fazer algo que não pode ser desfeitos, as moças passam a ser procuradas pela polícia. Armam um plano para fugir para o México. Tudo corre razoavelmente bem, até o J.D. (Brad Pitt, em início de carreira), cruzar seu caminho e arruinar os planos. A partir daí, as moças precisam usar a criatividade para seguir com o plano, e acabam descobrindo serem capazes de coisas antes inimagináveis para elas.


É claro que no meio da correria, (afinal é um road movie) sobra tempo para a diversão. Aliás, ouso dizer que aqueles foram os melhores dias na vida daquelas personagens. Como a própria Thelma afirma, mesmo danto tudo errado e estando ferradas, "estão se divertindo!".

Não vou dizer que é uma jornada de libertação e autodescoberta, pois todos os filmes de estradas são (ops! eu disse!). O interessante é que elas fazem tudo isso, do lado errado da lei. Não são injustiçadas, elas realmente cometeram aqueles crimes, mesmo "sem querer", são culpadas e sabem disso. Ainda assim, torcemos por elas. E nem precisávamos saber do passado sofrido de Louise para tal. Logo nada mais natural que nos satisfazermos, com o final estilo "até as ultimas conseqüências, sem desistir". É triste, mas é a melhor escolha.

Eu já nutria um enorme respeito por Susan Sarandon. Adoro ela, sempre precisa seja qual for o papel. Mas até este filme Geena Davis, era apenas a moça que afundou filmes de piratas, enfrentou Beetle Juice, e casou com Hugh "House" Laurie para poder adotar um rato (A Ilha da Garganta Cortada, Os fantasmas se divertem e O pequeno Stuart Little). É ótimo descobrir esta incrível atuação. Nem mesmo "Baby" Pitt decepciona em uma de suas primeiras empreitadas.

A cena do caminhoneiro me lembrou porque não devemos falar sem pensar com as pessoas nas estradas. As diferentes paisagens estadunidenses, como cenário, são de tirar o fôlego. E é impossível não perceber como era difícil encontrar alguém em uma época pré-celulares e GPS. Sumir era moleza!

Entretanto, nada me impressionou mais que o esforço para capturar duas donas de casa. Era tanto carro de polícia, que um pouco daquela poeira veio parar em meu sofá. Me admira que, com tamanha habilidade e competência, ainda não tenham encontrado Osama Bin Laden. Se bem que, ocupados com donas de casa, quando vão ter tempo de procurá-lo?

Contamos para eles que Bin Laden está no ultimo posto?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Curiosidades e prêmios de Thelma & Louise

Thelma & Louise foi inteiramente rodado em locação, tendo como cenário estradas de Los Angeles e Utah;

A filmagem durou 64 dias e foi realizada em 54 locais diferentes;

Uma das maiores dificuldades foi a escolha de elenco.
O papel de Thelma foi oferecido a: Cher, Melanie Griffit, hMichelle Pfeiffer e Kathleen Turner. Tatum O'Neal fez teste, mas perdeu para Geena Davis.

Já para Louise foram consideradas Jodie Foster, Melanie Griffith, Kelly McGillis, Kim Basinger, Catherine O'Hara e Diane Keaton.

Um ator iniciante chamado George Clooney fez testes para o papel de J.D. interpretado por Brad Pitt.

Mais de 40 pessoas foram consideradas para dirigir o filme. Em certo ponto até Richard Donner estava interessado no projeto.

O DVD, Sofá e Pipoca já assistiu outro filme do diretor Ridley Scott, Alien, o 8º passageiro. Na época também publicamos uma biografia do diretor.


Foram utilizados cinco exemplares do automóvel Thunderbird 1966, utilizado durante o filme por Thelma e Louise. Um oficial, um reserva, um carro modificado especialmente para a câmera, e dois para fazer as cenas de efeitos;

Para o clímax, 24 carros de polícia e 3 helicópteros.

Thelma nasceu em 27 de Novembro de 1956, mesma data da roteirista Callie Khouri.


Prêmios
Oscar
  • Melhor roteiro original 
Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor atriz (Geena Davis e Susan Sarandon), melhor fotografia, melhor edição.

domingo, 13 de março de 2011

Thelma & Louise

Esta semana, pé na estrada na companhia de Geena Davis e Suzan Sarandon!

Thelma & Louise
1991 - EUA
Cor, 130min
Drama

Direção: Ridley Scott

Roteiro: Callie Khouri

Música: Hans Zimmer

Elenco: Susan Sarandon, Geena Davis, Harvey Keitel, Michael Madsen, Brad Pitt

Vencedor de 1 Oscar.

sábado, 12 de março de 2011

Nem tudo é como parece


Eu AMO Razão e sensibilidade. Assim, em caixa alta. Vi pela primeira vez ainda na faculdade, por indicação de uma amiga, para um trabalho qualquer sobre identidade de gênero ou coisa que o valha. O propósito era totalmente acadêmico, mas eu me apaixonei pelo filme. A história, os personagens, o drama, os conflitos, os perfis psicológicos, as críticas sociais, o elenco, os diálogos, o humor fino, o figurino, os cenários, o sotaque inglês. É tudo perfeito. Eu falei do Hugh Grant? Ai, ai. Canastrão e lindo como sempre. E ainda tem Snape e House antes de serem Snape e House ( <3 Alan Rickman e Hugh Laurie). Sei lá, tenho a impressão de que Jane Austen ficaria orgulhosa. Boa, Ang Lee.

Desde o início da trama, fica bem claro que Elinor (Emma Thompson, também roteirista do filme), a irmã Dashwood mais velha, é a Razão. Contida, polida, discreta até demais, ela se fecha no seu mundinho e guarda para si a informação de que seu amado Edward (Hugh Grant) é comprometido há bastante tempo. Por outro lado, a jovem Marianne (Kate Winslet) é Sensibilidade à flor da pele, do tipo que adora poesia e música, acredita que o amor é mais forte que tudo e é capaz de morrer por isso. Mas quebra a cara ao descobrir que o encantador Willoughby (Greg Wise) não é o príncipe encantado que ela acreditava.
À primeira vista, parece tudo muito preto no branco, mas a história oferece mais nuances do que se possa imaginar à primeira vista. Elinor não sabe expressar suas emoções e acredita mesmo que Edward seja um homem honrado por manter seu compromisso anterior. É uma atitude que hoje achamos descabida, mas ela foi educada dessa forma. E o fato de ela não demonstrar seus sentimentos com tanta facilidade não quer dizer que ela não seja capaz de amar ou de sofrer. Até mesmo Marianne a acusa de ser fria e a provoca em diversas situações. Até que, numa de minhas cenas favoritas, Elinor explode e conta à irmã o suplício que tem passado em silêncio. Não, ela não tem sangue de barata. Só não alardeou aos quatro ventos o que sentia.


Já a sempre intensa e espontânea Marianne (que Elinor julga precisar "adaptar-se ao mundo") viu seu mundo ruir diante dos olhos de toda a sociedade. Não bastasse ter sido trocada por uma jovem rica, ainda teve que aguentar o falatório dos fofoqueiros (e insensíveis) de plantão. Romântica ao extremo, ela descobriu, do modo mais duro possível, que o amor nem sempre é suficiente. E que nem todos os livros de poesia que Willoughby tivesse lido na vida o tornariam uma pessoa menos egoísta e interessado no dinheiro. Por fim, foi ao lado do apaixonado coronel Brandon (Alan Rickman), por quem nutria apenas afeição, que ela encontrou tranquilidade. A razão acabou falando mais alto.

Nessa trama cheia de idas e vindas, tão importante quanto a ótima construção das protagonistas, está tudo que as cerca e que diz respeito à sociedade da época: a importância o casamento, o alpinismo social, a valorização do status, a rígida divisão de classes... Se deixarem, fico até amanhã elogiando a história. Ainda não li o livro (é mais um que está na minha interminável lista), preciso corrigir esse lapso urgentemente. Mas atualmente estou lendo Orgulho e preconceito, é Jane Austen também, acho que conta, né?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando o amor acontece...

Um filme de romance sem um único beijo na boca? Sim, é possível.

Assisitir a um filme desses no exato dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher é mais do que uma merecida homenagem a todas nós. Sim, o nosso dia já passou, mas nem por isso foi esquecido. E depois de um carnaval tranquilo e chuvoso, nada melhor que um filme gostoso pra relaxar.

Devo dizer que Razão e Sensibilidade (Sense and sensibility, 1995) é um dos meus filmes românticos favoritos. Não tive a oportunidade de ler o livro, ainda, mas com certeza vou ler. A história é tipicamente romântica, uma moça pobre se apaixona por uma rapaz rico e a família dele é contra a união dos dois. Mas resumir a isso é deixar passar muitos pequenos e deliciosos detalhes.

As irmãs Dashwood, Elinor (Emma Thompson, brilhante) e Marianne (Kate Winslet, pré-Titanic) são muito unidas e, ao mesmo tempo, muito diferentes entre si. Após a morte do pai, a família toda (elas, mais a mãe e a irmã mais nova) tem que abandonar a confortável vida na metrópole para aceitar um aluguel mais barato no campo - não podiam gastar mais do que o que o meio-irmão (filho legítimo de seu pai) estava disposto a oferecer. Além disso, as chances de conseguirem um bom casamento praticamente desapareceram agora que tinham perdido o dote. E casamentos, naquela época, eram contratos financeiro, não uma simples questão de gostar do seu cônjuge. Deixar a casa antiga foi difícil para todas, mas mais ainda para Elinor, que havia se apaixonado por Edward Ferrars (Hugh Grant, o inglês com o sotaque mais lindo do mundo), irmão mais velho de sua cunhada - uma mulher mesquinha, interesseira, que se apossou da casa da família Dashwood antes mesmo que elas tivessem saído de lá.

Não se deixe enganar por esses sorrisos afáveis... Eles vão controlar a sua vida!

Saíram de uma vida tranquila para uma cidadezinha do interior muito bonita, mas longe de tudo - e muito perto dos vizinhos fofoqueiros, que se achavam no direito de saber tudo sobre a vida das recém-chegadas, assim como da vida de qualquer um. Lá, além de seu primo que oferecera a nova casa e a vizinha mais faladeira de todo o Reino Unido, conheceram também o elegante coronel Brandon (Alan Rickman, sempre perfeito) e o jovem e galante senhor Willoughby (Greg Wise), que aparece numa tarde chuvosa e salva Marianne - com o pé torcido e debaixo de forte chuva, não conseguiria chegar em casa sem ajuda.


Elinor e Marianne: amor com cautela, amor com paixão

Então temos duas Dashwood apaixonadas: Elinor, apaixonada por Edward (que ficou em Londres, a mando da irmã má) e Marianne, apaixonada por Willoughby, seu príncipe encantado. Enquanto uma sofre por não ter a presença de seu amado por perto, a outra parece não caber em si de tanta felicidade: passa tardes inteiras conversando e passeando de carruagem pela cidadezinha ao lado do amado. Elinor mantém suas emoções totalmente controladas, enquanto Marianne não se priva de expressá-las. Mas como todo bom romance tem que ter um triângulo amoroso, essa história tem uma complicação para cada uma. Elinor descobre que seu amado está noivo há mais de 5 anos quando conhece a srta. Sleeve (Imogen Stubbs) - a própria noiva apaixonada. E Marianne nem liga para o carinho que o coronel Brandon lhe dispensa.

Então acontece o de sempre: reviravoltas na história. Elinor, que já não tinha mais esperanças com Edward, descobre que ele está livre - sua noiva havia "transferido os seus sentimentos " para seu irmão mais novo, Robert. E Marianne fora abandonada por Willoughby, porque este decidira se casar com uam moça rica em vez de lutar pelo seu amor. Finalmente, ela aceita a atenção dada pelo coronel Brandon e eles se casam.


Não pude deixar de notar: nem no filme o "doutor House" dá um sorriso sincero

Não é um romance qualquer, um "água-com-açúcar" feito para que mulheres fragilizadas chorem rios de lágrimas com as separações ou com o final feliz. É quase um estudo do comportamento as mulheres na sociedade inglesa do século XIX. E um exemplo para nós também. Primeiro, para que fiquemos felizes com as conquistas da mulher ao longo do tempo. Segundo, para que não tenhamos medo de amar, independente da forma como demosntramos o sentimento porque não há uma forma certa de amar. Qualquer adolescente se identificaria com Marianne, sempre apaixonada, vivaz, acreditando em príncipes encantados até que eles virem sapos. E Elinor é apaixonada sim, mas com cautela - mas nem por isso deixa de se ferir, nem foge de ser feliz quando a felicidade finalmente chega. Não consigo evitar as lágrimas ao ver a reação de Elinor quando Edward lhe conta que não está casado com Lucy.

Uma história agradável, romântica até o último segundo, uma fotografia lindíssima, diálogos caprichados (que diferença faz um bom texto, né?), interpretações impecáveis e gostosas surpresas. Para mim, foi impossível não rir vendo alguns atores em cena e lembrando de seus mais famosos personagens e, de certa forma, linkando os filmes. Falando de filmes ingleses, é óbvio que veremos muitos atores que atuaram em Harry Potter - portanto nada mais normal que ver o professor Snape (Rickman) e a professora Trelawney (Thompson) tomando uma xícara de chá juntos, certo? Mas quando você iria imaginar que o doutor House (Hugh Laurie) iria se casar com Dolores Umbrigde, a diretora mais odiada de Hogwarts (Imelda Staunton)? E que a espevitada mãe de Bridget Jones (Gemma Jones) seria mãe também da mocinha mais romântica dos últimos tempos, a Rose de Titanic (Wisnlet). Inevitável fazer essas comparações, assim como é inevitável se apaixonar por essa versão do romance de Jane Austin.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Austen & cinema

Além de obras curtas e mesmo uma peça para teatro, Jane Austen teve seis grandes romances publicados: Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility - 1811), Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice - 1813), Mansfield Park (1814), Emma (1815), Northanger Abbey (1818 - póstuma) e Persuasão (Persuasion -1818 - póstuma). A maioria delas já ganhou adaptações para o cinema e TV confira algumas:

Razão e Sensibilidade teve várias outras adaptações para as telas, grandes e pequenas. São elas uma série de TV da Britânica BBC, estrelada por Joanna David, Robin Ellis e Clive Francis, em 1971. Kandukondain Kandukondain – adaptação indiana de 2000, estrelada por Tabu, Aishwarya Rai, Ajith e Mammootty.
Emma - 1996
Em 2008 a BBC repetiu a dose, dessa vez estrelada por Hattie Morahan e Charity Wakefield. E uma páródia adaptada com a co-autoria de Ben Winters em 2009.

Persuasão ganhou apenas versões para TV. A mais conhecida é de 1995 dirigida por Roger Michell. Assim como Mansfield Park e Northanger Abbey.

Emma teve duas versões para o cinema, uma tradicional outra no mínimo curiosa:
A tradicional, Emma,  de  1996, dirigido por Douglas McGrath e estrelada por Gwyneth Paltrow, James Cosmo, Alan Cumming e Toni Collette. E a versão moderna e livre (põe livre nisso), As Patricinhas de Beverly Hills, 1995, com Alícia Sylverstone e Brtitany Murphy.
Jane Austen? Difícil acreditar!!!

Orgulho e Preconceito
1940
Orgulho e Preconceito foi de longe a obra mais produtiva da autora. Tanto que selecionamos apenas as versões de maior destaque:

A primeira versão para o cinema é de 1940 dirigida por Robert Z. Leonard, com Greer Garson e Laurence Olivier no elenco. Ganhou o Oscar de melhor direção de arte.

A Noiva e o Preconceito é a versão de Bollywood do romance. Um musical dirigido por Gurinder Chadha e estrelada por Anupam Kher, Aishwarya Rai e Naveen Andrews (o Saíd de Lost) e com participação de Alexis Bledel.
Bollywood: A Noiva e o Preconceito

Orgulho e Preconceito
2005
A versão do novo milênio é de 2005, dirigida por Joe Wright. Com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Rosamund Pike, Donald Sutherland, Jena Malone e Judi Dench. Bastante fiel ao livro recebeu várias indicações ao oscar, mas não faturou nenhum.

Amor e Inocência (Becoming Jane - 2007), não adapta nenhuma obra da autora. É uma biografia, livre, de Jane Austen. Relata o suposto romance da moça com Thomas Lefroy, que teria inspirado Orgulho e Preconceito. Nos papéis principais Anne Hataway e James McAvoy. O elenco ainda conta com Maggie Smith e Julie Walters.

Por último, mas não menos importante temos uma curiosa referência, em O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary - 2001), filme baseado em um livro homônimo. O o personagem Mark Darcy (Colin Firth) tem em seu nome uma homenagem ao Sr. Darcy de Orguho e Preconceito.