3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Curiosidades de uma noiva grega

- Casamento grego foi escrito por Nia Vardalos, que também dá vida à protagonista.

- Originalmente, o texto era um show solo de Nia para o teatro. A esposa de Tom Hanks, Rita Wilson, assistiu e sugeriu ao marido que produzisse a versão para o cinema. Ele topou a ideia.

- Nia Vardalos comentou em uma entrevista que quando Hanks lhe telefonou, ela desligou o telefone. Achou que era um impostor.

- Em Portugal Casamento grego é conhecido por Viram-se gregos para casar

- O orçamento de Casamento grego foi de US$ 5 milhões. O filme arrecadou mais de US$ 241 milhões apenas nas bilheterias americanas, ficando entre as cem maiores bilheterias de todos os tempos nos Estados Unidos.

- O marido de Nia Vardalos na vida real se chama Ian Gomez. Ele participa do filme como o melhor amigo do Ian da ficção, Mike.

- Depois de Casamento grego, Nia, voltou a explorar sua ascendência grega no longa Falando grego (My life in ruins, 2009). Já a parceria com John Corbett se repetiu em Eu odeio dia dos namorados (I hate valentine's day, 2009). Nenhum deles chegou perto do sucesso de Toula e cia.

Premiações

Oscar
Indicado - Melhor Roteiro Original;

Globo de Ouro
Indicado - Melhor Atriz Comédia ou Musical (Nia Vardalos);
Indicado - Melhor Comédia ou Musical (John Corbett);

Independent Spirit Award
  • Vencedor - Melhor Performance de Estreia (Nia Vardalos);
Writers Guild of America
Indicado - Melhor Roteiro Original;

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Yassa!!

Se você acha que sua vida está uma droga, que você nunca vai ser amada, que sua família é a mais louca da face da Terra, assista Casamento grego (My big fat Greek wedding, 2002) e console-se. Se horrorosa como era, com uma família louca daquela, ela conseguiu ser feliz e ter seu happy end, então ainda há uma chance!


É delicioso acompanhar essa história de patinho feio com tempero grego. Todas as situações ridículas por que Toula (Nia Vardalos) passa quando criança, enquanto tenta ser uma pessoa "normal" só pioram quando ela cresce. Juro que sinto uma dor no peito cada vez que falam pra ela que ela já está velha pra se casar... Como se fosse uma maldição, uma doença. Coitada! E quando ela apresenta o noiva à família, vem outra pedrada: "você está noiva! Nunca achei que esse dia chegaria, nunca!" Isso é bullying!

Gosto de filmes em que a protagonista é forte, que descobre o que quer da vida e luta por esse sonho. Toula não queria ser mais bonita para que o homem de sua vida a percebesse. A mudança ocorreu antes de ele entrar em sua vida. Ela sabia que não queria passar o resto de sua vida cuidando do restaurante, nem ouvindo de todo mundo que ela estava velha demais. Não queria que sua vida continuasse tão infeliz. Sabia que podia ser melhor do que aquilo, que podia se sentar com as meninas populares da faculdade sem deixar suas raízes para trás. Insistiu e conseguiu, e ainda incentivou o irmão Nikko a seguir seu sonho também.

Os personagens são um espetáculo à parte: muito bem construídos e interpretados, são figuras difíceis de esquecer. O pai de Toula, Gus Portokalos (Michael Constantine) é uma figuraça, chora quando a filha começa a estudar fora, exige que o namorado venha pedir permissão pra namorar a filha... Fora a mania de curar qualquer problema de pele com Windex! Hilário! Tia Voula (Andrea Matin) e sua história que tinha uma irmã gêmea num caroço na nuca... Impagável. E o que dizer de Yaya? A avó grega de Toula ainda achava que os turcos eram inimigos e tenta fugir diversas vezes de casa? O mais legal é que a gente sempre encontra alguém na própria família para fazer um comparativo, não é?

Adicionar imagemGus Portokalos e seu inseparável Windex

Não sei se o mesmo acontece com vocês, mas pra mim, apesar de toda essa gente louca na família grega, a família mais estranha pra mim era a de Ian (John Corbett). Casal tipicamente americano de pai advogado bem sucedido e mãe dona-de-casa dondoca, filho único, apenas 2 primos. Talvez eu esteja muito acostumada com a minha própria família muito grande, mas acho muito estranho uma tão reduzida. Além do mais, mostraram a típica sagacidade americana quando se trata de conhecer um país diferente do próprio ou dos europeus mais conhecidos. Confundir Grécia com Guatemala é dose, né?

Lá vem a noiva... e a família toda também!

O filme é uma lição bem humorada de que não devemos nos esquecer de nossas raízes, mas que também não devemos desistir dos nossos sonhos. Podemos evoluir sem apagar nossa identidade. Nem tudo o que é estranho é ruim, pode ser bem divertido e interessante descobrir o que é diferente. E podemos conviver com uma família grande, barulhenta, intrometida e divertida sem ficar malucos. É mais ou menos como nas palavras sábias de Gus, no discurso do casamento: "Portanto, aqui temos 'laranjas' e 'maçãs'. Podemos ser diferentes, mas no fim das contas, somos todos frutas". Opa!!

domingo, 29 de maio de 2011

Casamento grego

Bem que Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbo tentou. Mas não foi páreo para o carisma de uma noiva com o nome tão complicado quanto o do trapalhão. Fotoula Portokalos, Toula para os íntimos, também provou que seu grande casamento grego vale muito mais que quatro casamentos e um funeral!

My big fat greek wedding

EUA, 2002

95 min

Cor

Comédia

Direção: Joel Zwick

Roteiro: Nia Vardalos

Música: Xandy Janko e Chris Wilson

Elenco: Nia Vardalos, John Cobert, Michael Constantine, Lainie Kazam, Andrea Martin, Joey Fantone, Christina Eleusiniotis, Marita Zouravlioff, Stavroula Logothettis, Sarah Osman, Louis Mandylor, Gerry Mendicino, Fiona Reid, Bruce Gray.

sábado, 28 de maio de 2011

O além como você nunca viu antes


Eu não sei se gosto mais de A noiva cadáver pela história original e divertida, pelos seus personagens cativantes, por ser uma animação em stop motion ou por ser um filme superfiel ao estilo inconfundível de Tim Burton. Ah, também tem a dublagem de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, não vamos esquecer. Como se vê, motivos não faltam para que o longa entre para a minha lista de favoritos, daqueles que eu vejo e revejo sem cansar.

O filme começa como uma comédia de erros corriqueira. Forçado por sua família a se casar com a jovem Victoria, de família nobre, o atrapalhado Victor se apaixona verdadeiramente. Mas, depois do desastre que se revela o ensaio para o casamento, o noivo resolve ensaiar seus votos em voz alta no meio da floresta, e uma outra mulher, abandonada às vésperas de subir ao altar, toma para si as juras de amor eterno. O único problema é que... a morte já os havia separado. Victoria, por sua vez, fica desolada, e é obrigada a aceitar o misterioso pretendente que surge do nada. Hum...


E é aí que o roteiro, que já era bom, começa a ficar brilhante. O que era para ser sombrio e sinistro se transforma numa história bem bonitinha e agradável. Logo descobrimos que o mundo dos mortos é bem mais legal que o dos vivos: mais animado, mais colorido, mais cheio de música e de paixão. Afinal, Emily, a noiva cadáver do título, é capaz de tudo para manter Victor ao seu lado, mesmo que sua vontade contrarie a ordem natural do universo. Sensível como poucos vivos o são (no filme, a maioria é interesseira, ambiciosa, egoísta e covarde), ela sofre por perceber que o responsável pelo fim de sua longa espera pela liberdade talvez nunca chegue a amá-la de verdade. Triste, não? 

Mas, apesar de alguns momentos de melancolia, o filme é bem divertido. Tanto nas estranhas criaturas do além (a minhoca que serve como voz da consciência da Emily é só uma delas), quanto nos números musicais (aquele das caveirinhas recepcionando Victor do lado de lá é sensacional). Tudo é feito com um esmero inacreditável. Repararam, por exemplo, que a caveira já idosa que dá conselhos a Emily é corcunda, banguela e míope? É o tipo de cuidado que não só deixa o personagem mais engraçado como revela que os mínimos detalhes fazem uma enorme diferença no conjunto. E adoro a reviravolta da história no final, superbem amarrada e convincente. Mas um dos meus momentos preferidos é a da temida revolução dos mortos. O resultado é lindo e emocionante. Faz até a gente pensar: talvez a morte não seja tão feia quanto parece.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lenda russa - origens da noiva!

A noiva cadáver é inspirado em uma lenda do folclore Russo. Como toda boa lenda, existem várias versões. Especialmente em tempos de internet e sua capacidade de disseminação (e edição) a "jato". Após longas horas  de pesquisa no St. Google, encontrei uma versão bem completa. Pode não ser mais fiel, nem a mais bela, mas com certeza é a mais convincente. 

Segundo um dos usuários do Yahoo Respostas, a lenda nasceu em época em que o anti-semitismo estava espalhado pela Europa, e os seguidores desses ideaia, espalhavam terror entre judeus. Preparavam emboscadas no caminho de seus casamentos, assassinavam noivas de forma macabra. As moças eram retiradas de suas carruagens a caminho da cerimônia, mortas e enterradas ainda com seus vestidos de noiva, para evitar a proliferação de judeus.

Esclarecido o contexto vamos a lenda...

Era uma vez um homem que vivia em uma vila russa e que estava preste a se casar. Ele resolveu fazer uma viagem até a vila onde sua noiva morava acompanhado de um amigo. A viagem levaria cerca de dois dias, logo resilvem levantar acampamento às margens de um rio. 

O noivo, encontra no chão um estranho graveto, com a aparência do osso de um dedo. Os amigos, começaram a fazer brincadeiras e piadas com o graveto. A certa altura o noivo colocou seu anel no "falso dedo", dançou e cantou musicas judias de casamento recriando a cerimônia e divertindo o companheiro deviagem.

De repente o chaou começou a tremer, um buraco se abriu e dele saiu uma noiva. Ou o que fora uma noiva, agora um esqueletoamontoado, com restos de pele e um vestido vermelho e branco. Então minhocas e teias de aranha agarraram o noivo e seu amigo.

Uma vez que os rapazes estavam presos, a noiva então anunciou, que como o jovem havia colocado o anel ems eu dedo, pronunciado os votos de casamento e feito danças cerimoniais, ela agora queria os seus direitos como noiva.

Os amigos conseguiram se libertar e correram para cidade com a moça em seu encalço. Foram procurar o rabino, ávidos por respostas. Após pensar muito o rabino concluiu que os mortos não tem direitos sobre os vivos, e que não poderia celebrar o casamento de uma pessoa morta. Triste com a decisão, a noiva se desfez em uma pilha de ossos.

Comovida, a noiva viva do rapaz, que estava presente na ocasião, prometeu a noiva cadáver viver seus sonhos em seu lugar, e jamais esquece-la. Como a história chegou até nós podemos s deduzir que a promessa foicumprida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A morte nunca foi tão viva

Fingindo de morto???
Casamentos arranjados normalmente são causa de profunda tristeza entre personagens de filmes. Logo, o inusitado amor à primeira vista entre Victor e Victoria (sim, até o nome combina!), em A noiva cadáver, não podia ser mais oportuno e inusitado. Entranto, como em filmes as coisas nunca são simples, fazer votos de casamento na era vitoriana era praticamente um monólogo. E Victor (Johnny Depp) é timido e apaixonado demais pela donzela (Emily Watson) para tal.

Após arruinar o ensaio do casamento, ele resolve ensaiar seus votos na floresta. E usa o que supunha ser um galho para particar a colocação do anel. É aí que o moço desposa sem querer a tal noiva cadáver (Helena Bohan Carter) e vai parar no mundo dos mortos. Pronto, confusão formada, pois a moça estava há tempos à espera de um noivo que a libertasse da condição de solteira. Depois de muita correria, leva a um clímax colorido e divertido quando os mundos se encontram. E a um desfecho inteligente, delicado e até poético!
Victor e Victoria - combinandinho...
No mundo dos vivos, tudo é cinza, monocromático, meio morto mesmo. Já do lado de lá da existência, tudo é cor e música, muito mais vivo que os colegas do andar de cima. Uma metáfora e tanto para as amarras impostas pela sociedade e, às vezes, por nós mesmos. A mensagem: a vida é curta, então curta!

Cheio de humor negro, no melhor estilo Burton, usa e abusa das piadas sobre as condições do pós-vida. Seja as piadas físicas, como esqueletos estilo "playmobil", ou em texto como seu falecido cão fingir de morto. Cortesia dos divertidos personagens do além, em especial o verme que vive na protagonista. 

Droga! Não e dessa vez que saio do caritó!!!
O elenco é, em sua maioria, composto por parceiros de Burton em outras produções, e atores bem conhecidos. É muito curioso reconhecer a atuação de Depp ou de Christopher Lee (que interpreta o padre) na tela. Ficamos tentando entender como aquele boneco fotografado centenas de vezes com uma pose milimetricamente alterada consegue se mover como determinado ator ou outro. Já é dificil acreditar que eles são caparzes de se mover com tanta fluidez. Resultado da caprichada animação em stop-motion (na minha opinião a mais dificil de produzir), que nos faz esquecer completamente que estamos olhando para objetos inanimados. 

Na versão original, a competente tradução das músicas alavaca a história e não deve desagradar nem o espectador mais avesso aos musicais. Eu adoro musicais, logo, o defeito para mim é que as músicas sejam tão poucas.

Você já deve ter percebido, sou suspeita para resenhar não apenas esse longa, mas qualquer produto da parceria Tim Burton e Johnny Depp (se tver Helena Bohan-Carter, então). Admito, o visual sombrio característo das produções do diretor, bem como os temas fantasiosos que ele aborda, estão entre meus favoritos.

Vai dizer que não somos adoráveis???
Felizmente, no caso de A noiva cadáver, minha adoração é mais que justificada. A história é inteligente, divertida e muito bem contada. Além dos fato de nos apresentar de forma nada asustadoras nossos divertidos e agradáveis colegas do outro lado!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia do Orgulho Nerd - 2011

Victor,um nerd animado!
Feliz dia do Orgulho Nerd! Afinal todo cinéfilo também é nerd. Ano passado comemoramos a data com uma semana Star Wars e uma enxurrada de posts. Esse ano a comemoração está mais simples, mas não vai passar em branco.

Sem fugir do filme tema da semana, vamos apresentar outra habilidade dos nerds e geek pelo mundo a fora: produzir. Afinal, nada como criar sua versão do seu produto pop favorito, seja em ilustrações, fotos ou vídeos. Confira uma galeria de imagens feitas pelos fãs de A noiva cadáver.Um vídeo de um fã que aprendeu a tocaruma das músicas compostas por Danny Elfman par o longa apenas ouvindo. E ao final do post informações sobre o dia do Orgulho Nerd!

Como toda imagem "achada" na rede a informação sobre os créditos é escassa ou inexistente. Autores, sinta-se a vontade para reinvindicar suas obras. E parabéns pelo trabalho.

Belos desenhos, outros de gosto duvidoso, cosplayers e até bolos de casamento.


Sobre o dia do Orgulho Nerd 

 A primeira celebração aconteceu em alguns lugares da Espanha e na internet, em 2006. No ano seguinte a comemoração cresceu, alcançando todo o país, e ganhou vários eventos oficiais promovidos por várias instituições. Houve até doação de sangue nerd (será que além de saudáveis os pacientes ficaram mais inteligentes? Doação de sangue, como forma de espalar a nerdice!).

Em 2008 o Dia do Orgulho Nerd foi comemorado também nos Estados Unidos, divulgado por vários blogs e sites. Em 2009 alguns eventos (como este) comemoraram a data em terras brasucas. Em 2010, além das comemorações pelo mundo a fora, uma semana inteira foi dedivada ao Orgulho Nerd no blog DVD, sofá e pipoca.

No dia 25/05 também é comemorado o Dia da Toalha, em homenagen aos fãs da série O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams. Na saga vivida por Arthur Dent a toalha é equipamento especial de qualquer mochileiro, uma vez que é util nas mais diversas situações. Convenhamos, isso também é muito nerd

Segue abaixo eis aqui o manifesto nerd (é claro que temos um!). Aparentemente não é necessário seguir todas as diretrizes para se considerar um nerd, adoramos a diversidade.

Direitos
  • O direito de ser ainda mais nerd.
  • O direito de não sair de casa.
  • O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.
  • O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  • O direito de se associar a outros nerds.
  • O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  • O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  • O direito de não ter que estar "no estilo".
  • O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  • O direito de expressar sua nerdice.
  • O direito de dominar o mundo.
Deveres

  • Ser nerd, não importa o quê.
  • Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  • Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  • Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  • Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  • Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  • Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  • Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  • Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  • Tentar dominar o mundo!

Que a força esteja com vocês!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Curiosidades da noiva cadáver

A noiva cadáver é uma animação em stop-motion. Diferentes das animações tradicionais, que são desenhadas, a técnica de stop-motion consiste, em fotografar os personagens, várias vezes mudificando sua posição a cada fotografia. Quando colocadas em sequencia as imagens passa a sensação de movimento.
Tamanho real dos personagens e cenário.

Foi rodado (ou seria fotografado?) com câmeras fotográficas digitas, vendidas no mercado (Canon SLR câmeras com lentes Nikon), e editado com o programa Final Cut pro, da Apple. Pioneiro em ambas as escolhas.

Os bonecos do filme tinham "esqueletos" de metal maleaveis cobertos por silicones. Já as espressões faciais era obtidas com diferentes cabeças (ou partes dela), que eram trocadas de acordo com a necessidade.

A Noiva Cadáver foi produzido simultaneamente a outro longa do diretor, A Fanttástica Fábrica de Chocolate. Não por acaso, as produções compartilham os  Johnny Depp, Hellena Bohan Carter, e Christopher Lee, que aproveiratam as folgas na Fábrica, para gravar as vozes..
Este é o quinto dos 7 filme que Tim Burton fez em parceria com Johnny Depp. Os outros foram Edward Mãos-de-Tesoura (1990), Ed Wood (1994), A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) e Alice no País das Maravilhas (2010).

Com a esposa Helena Bohan Carter foi a 4ª de seis parcerias. Planeta dos Macacos (2001), Peixe Grande (2003), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) e Alice no País das Maravilhas (2010).

Burton e seus bonequinhos
Christopher Lee trabalhou com o diretor em outras 3 parcerias,   A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Alice no País das Maravilhas (2010).

Já o comporsitor Danny Elfman, fez as trilhas de quase todos os filmes do diretor.

Foi exibido mostra Fanzinema, no Festival do Rio 2005.

É dedicado a memória de Joe Ranft,  um cineasta, roteirista, artista de storyboard, dublador e mágico estadunidense, que trabalhou para a Pixar e para a Disney. Morto em agosto de 2005 seus últimosfilmes foram A noiva cadáver e Carros, lançado em 2006.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Duas visões, uma noiva

Quem dissem que todo filme que figura por aqui é novidade para as blogueiras que vos escrevem? Algumas vezes são velhos conhecidos. A noiva cadáver foi tema de um curioso trabalho de pós-graduação que visava comparar duas visões de um mesmo produto. Considerando nossa cinefilia e nossa adoração pela dobradinha Burton+Depp, a escolha foi a mais acertada.

Confira abaixo textos três anos atrás e depois compare com as resenhas publicadas durante a semana aqui no DVD, sofá e pipoca, e descubra se o projeto funciona. Estamos mesmo nos tornando cinéfilas melhores???

P.S.: Nessa época a Gi já era mais criativa que eu na invenção de títulos. Repare!


A Noiva-Cadáver
Por Fabiane Bastos

Em A Noiva-Cadáver TimBurton, retoma a técnica stop-motion (onde as cenas são fotografadas quadro a quadro), usada em O Estranho mundo de Jack, para contar uma lenda russa passada no século XIX. O desastrado Victor Van Dort, filho de novos ricos, tem seu casamento arranjado com Victória Everglot, filha de uma tradicional, e falida, família aristocrata. Após arruinar, por acidente o ensaio de casamento, Victor acaba desposando por engano uma noiva cadáver.

O visual segue o estilo sombrio dos outros filmes do diretor, que faz uso das cores para criar um contraponto entre o mundo dos vivos e mortos. Enquanto os vivos presos a regras e tradições vagueiam por um mundo monocromático e sem graça, os mortos habitam um mundo alegre colorido, com muita musica, bebida e ligeiramente mais vivo, que os colegas lá de cima.

Recheado de humor-negro, com piadas textuais e principalmente físicas, uma vez que metade dos personagens está em decomposição, o filme ainda traz canções de Danny Elfman. O compositor, parceiro do diretor em varias produções, apresenta músicas divertidas que impulsionam a história.

Burton traz de volta outras parcerias. Jhonny Depp, no seu quinto trabalho com o diretor interpreta Victor. A noiva cadáver do título fica a cargo de Helena Boham Carter esposa do diretor e parceira dele em outros três filmes. Christopher Lee faz seu terceiro trabalho com Burton como o pastor Galswells. Não é coincidência o fato dos três atores estarem presentes em A Fantástica Fábrica de Chocolates, produção paralela do diretor, que aproveitou as folgas nas filmagens para gravar as vozes. O elenco ainda traz Emily Watson, Albert Finney, Richard E. Grant, Joanna Lumley entre outros.





A morte é animada
Por Giselle Almeida

A sinopse de A noiva cadáver pode até enganar o espectador menos atento: jovem rapaz se casa com uma mulher morta. Sinistro? Nem um pouco, quando se trata de um filme de Tim Burton. Antes de tudo, o longa de animação é uma história de amor. Nada tradicional, é verdade, mas incapaz de assustar qualquer criancinha.

O filme conta a história do jovem Victor van Dort, que conhece a noiva, Victoria Everglot, apenas um dia antes de se tornarem marido e mulher. O casamento foi arranjado pela família dos dois: os pais dele, de origem humilde, querem ser aceitos na sociedade; os pais dela, ricos falidos, estão em busca de estabilidade financeira. Os jovens, alheios às conveniências, estão conformados com uma vida de infelicidade em comum. Mas quis o destino que eles se apaixonassem à primeira vista. Tudo correria às mil maravilhas se, no ensaio para a cerimônia, Victor não se atrapalhasse mais do que devia com os votos nupciais. Ele decide ensaiá-los no meio da floresta e acaba, por engano, pedindo em casamento Emily, a noiva cadáver do título.

O mal entendido leva Victor até o mundo dos mortos. Eis aí a grande sacada do filme: ao contrário do mundo dos vivos azulado, frio e monótono o lado de lá é bem mais agradável, colorido e alegre. Os recém-chegados, por exemplo, são recebidos com festa, à base de muita bebida e música. Todos comemoram o fato de Emily finalmente se casar, depois de ficar muito tempo à espera de um novo amor, desde que foi assassinada. Mas o final feliz do casal inusitado não é tão simples assim: Victor ama Victoria... e está vivo! Aí tem início a odisséiado jovem para desfazer a confusão.

Johnny Depp cai como uma luva no papel de Victor e a senhora Burton, Helena Bonham Carter (ambos presenças constantes nos trabalhos do diretor), dávida a Victoria. Christopher Lee, o Saruman de O senhor dos anéis, faz uma participação como o pastor Galswells. Os personagens secundários são muito bem construídos (e divertidos), como a larva que mora dentro de Emily, sempre com um conselho na ponta da língua. Destaque também para a seqüência em que os mortos e os vivos se encontram, bem diferente do que estamos acostumados a ver em filmes de terror.

O fato de ser uma animação não significa que A noiva cadáverrepresente uma ruptura na filmografia do diretor. Tanto na estética quanto na temática, ela retoma os traços mais marcantes de sua obra: o visual sombrio e o gosto pelo bizarro. Afinal, são poucos os que conseguem transformar histórias estranhas em contos de fadas. Burton éespecialista nisso. Foi ele que construiu o frankestein moderno Edward Mãos de Tesoura, sensível como poucos humanos. E foi ele que contou A lenda do cavaleiro sem cabeça com genererosas doses de humor.

A técnica empregada em A noiva cadáver foi a tradicional stop motion, onde os personagens são bonecos de massinha, fotografados quadro a quadro. Na contramão da tendência atual no mercado de animação, que valoriza cada vez mais a simulação do 3-D, Tim Burton preferiu a sensação de realidade que só os cenários e figurinos de verdade proporcionam. Foi ele, aliás, que rascunhou a maioria dos bonecos do filme, desenvolvidos posteriormente pelo espanhol Carlos Grangel. Afinal, ninguém melhor que o próprio Burton para dar vida aos personagens estranhos que povoam sua mente criativa.

domingo, 22 de maio de 2011

A noiva cadáver

Extra! Extra! A noiva mais azul deste mundo (e do outro também) se aconchegou no nosso sofá! Você não pode deixar de acompanhar o casamento mais estranho de todos os tempos!


Corpse bride
2005 - EUA
75min - Cor
animação em stop motion.

Direção: Tim Burton e Mike Johnson

Roteiro: Michael Cohn, Caroline Thompson, Pamela Pettler

Música: Danny Elfman

Elenco: Johnny Depp, Helena Boham-Carter, Emily Watson, Paul Whitehouse, Tracey Ullman, Joanna Lumley, Albert Finney, Richard E. Grant, Christopher Lee.

sábado, 21 de maio de 2011

Felicidades, Muriel!


Diz aí: quantos filmes de solteironas doidas para subir ao altar você já viu na vida? Vários, né? Que bom que a semelhança de todos eles com O casamento de Muriel fica só na aparência. Na verdade, a personagem de Toni Collette quer mesmo é mudar de vida. Desajustada, sem amigos, considerada uma fracassada pelo próprio pai, sem autoestima (nem bom gosto, é verdade), Muriel acha que todos os seus problemas vão desaparecer assim que mudasse de estado civil. Inocente demais? Talvez. Mas atire o primeiro buquê quem não desejou, uma vez na vida, que as coisas melhorassem num passe de mágica. Pois é.
Parece mesmo que ela vive num mundo à parte, onde qualquer tristeza pode ser aliviada com as músicas do ABBA. Onde não há problema roubar o dinheiro da família e simplesmente ir para Sydney começar uma vida nova. Onde criar um noivo fictício para a melhor amiga ou uma mãe em coma para comover a vendedora é natural. Onde experimentar todos os vestidos de noiva da cidade a deixassem mais perto de um casamento de verdade. Para Muriel (ou Mariel, como ela prefere), mentir não é feio nem errado, é questão de sobrevivência. Apenas nesse mundo de fantasia ela é capaz de se olhar no espelho. E só mesmo a incrível Toni Collette para convencer a gente disso.

O filme de P.J. Hogan me surpreendeu. Último trabalho do diretor ainda na Austrália antes de começar sua fase americana com o sucesso O casamento do meu melhor amigo (1997), o longa mantém aquele clima indie que não cabe em Hollywood e dosa bem o humor com o drama das situações por que a protagonista passa. Mesmo melancólico em alguns momentos, é impossível não sorrir diante de tudo isso e torcer por Muriel conquistar o que tanto deseja. 


Seja dando o troco nas amigas interesseiras, tendo um pouco de diversão com o cara que conheceu na locadora ou mesmo no dia do teu tão sonhado casamento, mais falso que uma nota de R$ 3. Quem se importa? Mesmo que por algumas horas, ela conseguiu (vide a cara de besta da noiva no altar, numa das melhores sequências do filme). Já a tentativa de uma solução romântica logo depois disso foi a única coisa que me incomodou. Ficou estranho.

Mas a grande mudança vem mesmo depois de tudo isso, quando ela se dá conta de que ser uma nova pessoa não acontece do dia pra noite. Ela ainda tem todos os problemas do mundo, a família dela continua sendo um bando de imprestáveis, as interesseiras continuam sendo falsas com ela e, bem, ainda falta um marido. Mas agora ela tem Rhonda (Rachel Griffiths, gente, de "Brothers and sisters"!), uma amiga de verdade ao seu lado, na alegria e na tristeza, e o mais importante: confiança. Quem duvida que Muriel chega lá? Eu não.

P.S.: Eu odeio ABBA. Mas gostei do filme mesmo assim.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os musos inspiradores de Muriel

Tá na cara que esse post vai ser dedicado ao grupo sueco ABBA, né? Na verdade, vai ser um post bem breve. Até porque, por mais que você não goste, acho bem improvável que ninguém tenha ouvido falar desse grupo que ficou megafamoso nos anos 80, a era em da contracultura. O que eles tinham de contra? Eles eram suecos e fizeram sucesso no mundo todo, por quase uma década. Sempre com músicas dançantes, com resquícios ainda da década de 70 - a era de ouro da discoteca. Aliás, foi em 1972 que a banda foi formada e seu sucesso se prolongou até o início dos anos 80. ABBA se tornou a banda pop que mais discos vendeu na indústria fonográfica e, mesmo sendo inativa desde 1983, vendem mais de 3 milhões de discos por ano.

O nome do grupo vem das iniciais de cada um dos quatro integrantes: os músicos Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e as vocalistas Agneta Fältskog e Anni-Frid Lyngstad. Esta última é mais conhecida como Frida. Porquê, né? Emplacaram sucessivos sucessos nos Top Ten mundiais, sendo superados apenas pelos Beatles. Várias de suas músicas se tornaram "clássicos" (mesmo que considerado brega), e hits como Dancing Queen, Fernando, Chiquitita e The winner takes it all ainda agitam bailes saudosistas - e quem é mais novo cai na dança também.


O grupo era conhecido pela ousadia e pelo visual moderno. Vai copiar o modelito?

O musical Mamma mia!, feito de músicas do grupo, está em cartaz até hoje e já foi visto por mais de 35 milhões de espectadores em todo o mundo e atualmente encontra-se em exibição permanente em mais de dez cidades; entre elas Las Vegas, Tóquio, Hamburgo, Londres, Dublin, Nova Iorque, Toronto, Bucareste e Seul. Recentemente virou filme com Merryl Streep, Amanda Seyfried, Colin Firth e Pierce Brosnan (!), fez um sucesso danado e jogou o nome do grupo de novo sob os holofotes.
ABBA, no formato BAAB - desculpem, não resisti à piadinha

O que mais me marcou nessa fixação de Muriel pelo ABBA foi quando ela, tentando animar a amiga recém-acidentada, diz: "desde que eu vim para Sydney, não tenho escutado músicas do ABBA, e sabe porquê? Porque minha vida finalmente está tão boa quanto uma música do ABBA". Bom, gosto musical à parte, o que importa é que música realmente tem esse poder, de nos animar quando estamos mal, de incentivar, de nos fazer sonhar. E as canções realmente tem uma levada alto astral. E que atire a primeira pedra quem nunca se jogou na pista ao som de Dancing Queen!Foto mais atual: o tempo passa...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Toni Collette e suas múltiplas caras

Mesmo os bons fisionomistas devem ter um certa dificuldade em identificar Toni Collette em sua filmografia. Camaleônica, a atriz se transforma completamente em cada caracterização exigida para os mais variados personagens de sua longa carreira. Já teve que engordar vários quilos 2 vezes e raspar os cabelos por pelo menos 5 vezes. Como ela mesma diz, ela é "uma atriz, não uma estrela. Assim posso atuar em diferentes personagens e não ser reconhecida. Prefiro assim. Quando você é uma estrela, fica mais difícil conseguir papéis diferentes porque você se torna muito identificável. Sei que consigo muitos papéis que outros atores mais famosos gostariam de atuar. Nesses casos, o estrelato pode atrapalhar seus planos."

Nascida Antonia Collette, filha mais velha de um motorista de caminhão e uma vendedora, já demonstrava suas habilidade de atuação aos 11 anos. Fingiu ter uma crise de apendicite tão bem que foi levada à cirurgia por conta atuação convincente. Aos 16anos, começou a estudar atuação e entregava pizzas para se sustentar. A primeira indicação a prêmios como atriz coadjuvante veio com apenas 1ano e meio de estudo.
Sua primeira aparição nas telonas foi no longa Spottswood (1991), mas seu destaque veio com a gordinha solteirona Muriel de O casamento de Muriel (1994). Por essa atuação, a atriz teve que engordar quase 20kg em apenas 7 semanas. Mas por ele, Toni ganhou reconhecimento nternacional e o prêmio de melhor atriz australiana do ano. A partir de Muriel, sua carreira decola. Fez várias participações em filmes americanos, mas sempre em papéis secundários. Sua primeira oportunidade de protagonizar um longa mais badalado foi com Diana and me (1997), um filme em que ela interpreta uma mulher que tem o mesmo nome e nasceu no mesmo dia que a princesa Diana. O filme teve a estranha coincidência de ser lançado à mesma época do falecimento da princesa, o que obscureceu seu lançamento.


Toni, com o fofíssimo Joel Haley Osment: indicação ao Oscar

Seu primeiro grande sucesso hollywoodiano vem com suspense O sexto sentido (1999), do diretor M. Night Shayamalan. Toni interpreta Lynn, a mãe do garotinho que vê gente morta. Seu desempenho foi tão emocionante que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Após outras participações, vieram filmes mais conhecidos como Um grande garoto(2002), com Hugh Grant e Rachel Weizs; As horas (2002), com Nicole Kidman, até chegarmos ao estrondoso sucesso de Pequena Miss Sunshine (2006). O filme foi rodado com um orçamento bem modesto, e conquistou críticos e público em todo o mundo, com direito a várias indicações ao Oscar. Mas quem não se apaixonaria por aquela família e aquela kombi amarela?


Mãe de miss é tudo igual...

Atualmente a triz tem se dedicado à série United States of Tara (2009), um seriado americano em que uma mulher, Tara (Collette) tem que conviver com múltiplas personalidades - praticamente um combo, várias mulheres em uma só. A tarefa não poderia ter sido oferecida a uma atriz menos talentosa, não é? Partindo para a terceira temporada, apenas nas duas primeiras, Tony já deu vida, a uma adolescente, uma dona de casa antiquada, um homem, uma crinaça, sua própria terapeuta, além da protagonista, Tara. As trasnformações em diferentes pessoas são instantâneas e impressionantes. Por sua atuação na série, Toni ganhou seu primeiro Emmy Awards e o Golden Globe de atriz em comédia ou musical.


Tara e algumas de suas personalidades.

Casada, mãe de 2 filhos, aos 38 anos é uma mulher bem sucedida e uma atriz de talento inegável. Eu, que já era fã desde que vi O sexto sentido, fiquei muito mais fã ainda. Que venham mais filmes, e mais personagens cativantes pra gente se apaixonar ainda mais por Toni Collette!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Você não é terrível, Muriel!

Alguém devia lembrar isso à protagonista do longa desta semana, de vez em sempre, já que sua "adorável" irmã faz questão de iniciar toda e qualquer conversa com Muriel com a sentença: "Você é tão terrível, Muriel!". Por aí já dá para perceber que a vida dessa candidata a noiva não é nenhum mar, ou sequer um buquê, de rosas.

Muriel (Toni Collete, perfeita) não se saiu muito bem na vida. Acima do peso, fora de moda, insegura e constantemente chamada de inútil por seu também "adorável" pai, a moça não consegue emprego, e gasta seus dias no quarto ouvindo músicas do grupo Abba e sonhando com casamento. Seus irmãos, assim como ela são parasitas, e sua mãe tem problemas mentais, dificultando ainda mais a vida de todos.

Depois de ser presa ao usar um vestido que sua mãe roubou (não intencionalmente, a mulher não batia bem), e de ser dispensada pelas "amigas", que a achavam inadequada. Muriel surta, dá um desfalque no pai e vai curtir as férias, das quais as "amigas" a dispensaram. Lá Muriel encontra Rhonda (Rachel Griffiths), uma antiga amiga de escola.

Curtindo a vida adoidado, com Rhonda, Muriel e Abba!!!
Livre como um passarinho, a moça ensina Muriel a seguir com a vida. Contudo, não adianta tirar a garota da cidadezinha se você não consegue tirar a cidadezinha da garota. E nossa protagonista leva a intimidação da cidade pequena com ela para Sidney. Ela acredita que para evoluir tem que se tornar outra pessoa, com direito a mudança de nome e tudo. Mas as mentiras que cria apenas as transformam naquilo que ela mais odiava em sua terra natal.

Nesse meio tempo nós, no sofá, assistimos, a moça se tornar "the dancing queen", conquistar independência financeira, curtir muito e iniciar sua vida amorosa. Este último estranhamente em uma ótima cena cômica que inicia uma parte trágica no filme. Hã???

Feliz feito pinto no lixo!
Com reviralvoltas de deixar qualquer novela mexicana com inveja, tudo bem amarrado e regado a músicas do Abba. Ainda acontecem trágicas doenças, reencontros triunfantes, muito drama familiar e, claro, um casamento. Muriel consegue o noivo dos sonhos de forma nada convencional. É na cena do casamento, com a noiva radiante e um noivo entorpecido, que percebemos um dos erros da moça. Ela queria o glamour de ser noiva, não o romance. Amor então? Quem precisa?

Também me incomodou muito a pesença das "pseudo-amigas" como madrinhas, e a cara de contentamento de Muriel, ao ouvi-las exaltando a amizade e os predicados da moça. #vergonha alheia Muriel! 

É claro, esta é uma comédia romântica, logo, depois de cometer vários erros Muriel percebe que tomara o caminho errado e consegue reparar a maioria. A lição a se aprender? Você não é terrível, mas pode facilmente agir como tal.

Curiosidades e prêmios de Muriel


- Três milhões de dólares. Esse foi o orçamento de O casamento de Muriel.

- Vinte quilos em sete semanas. Foi o que Toni Collette conseguiu engordar para viver Muriel. Na época teve a ajuda de um nutrólogo. Anos mais tarde, a atriz repetiu o feito para o longa Em seu lugar (2005).

- Foi o desejo do diretor e roteirista P.J. Hogan que incluiu músicas do Abba, em O casamento de Muriel. Inicialmente, a autorização para uso das músicas da banda foi negada. A permissão veio após o diretor prometer viajar à Europa para pedir autorização aos membros da banda. A condição para o uso era que os músicos também recebessem pelos lucros do filme. O longa se tornou um sucesso e inspirou o musical da Broadway "Mamma Mia!", que ganhou uma versão para as telas em 2008, com Meryl Streep e Pierce Brosnan.

- Bill Hunter também atuou em Priscilla, a rainha do deserto na mesma época. Os longas foram filmados em diferentes partes da Austrália, e ambos têm músicas do Abba em sua trilha.

- O álbum da família Heslop é recheado de fotos de infância verdadeiras dos atores que compõem os membros da família.

- Tim Simms, noivo fictício de Muriel, ganhou seu nome em referência a dois alimentos, populares da Austrália, os Tim Tams, conhecido como cookies nos Estados Unidos, e Dim Sims, um tipo de carne.

- O casamento de Muriel foi o último filme de Belinda Jarrett.

Premiações

Globo de Ouro
Toni Collete foi indicada a Melhor Atriz - Comédia/Musical

BAFTA
Indicado como Melhor Roteiro Original

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Digging the Dancing Queen

Duvido que voce não vá ficar com a famosa música do Abba ecoando na sua cabeça por pelo menos 3 dias depois de assistir a O casamento de Muriel (Muriel's wedding, 1994). Ela toca no toca-fitas (!!) da protagonista Muriel (Toni Collette, perfeita e bem gordinha) toca vez que ela precisa dar uma alegrada, uma levantada na moral. E essa é uma constante na vida da pobre Muriel...
Sente a decoração do quarto: é ABBA que não acaba mais!

O filme começa mostrando que a vida de Muriel não é um mar de rosas. Típica loser, gordinha, feia, esquisita e mal vestida, Muriel consegue pegar o buquê do casamento de uma de suas amigas. E logo vem a pedrada: ouve da amiga loira, bonita e burra que não era pra ela ter pego o buquê, uma vez que ela não ia se casar nunca mesmo. É para acabar com qualquer resquício de auto-estima, né? E quando você acha que nada podia piorar a situação, eis que a Lei de Murphy se manifesta. Acusada de roubar o vestido novo (e horroroso!) que está usando na festa, ela diz que é inocente. Na verdade, ela ganhou o vestido da mãe.

Aí a gente descobre que o buraco é mais embaixo. Filha mais velha de um candidato a político não muito escrupuloso, ela mora com a mãe doente (sofre de Alzheimer) e mais 3 irmãos que não fazem absolutamente nada pra agradar a Deus. O pai também, em vez de incentivar os filhos a serem alguém melhor, já desistiu da família há tempos. E tem vergonha deles, principalmente de Muriel. Não deve ser nada fácil sobreviver numa família dessas. Então temos uma protagonista gordinha, que nunca namorou ninguém, que é ridicularizada pela família e pelas pseudoamigas, que não tem trabalho nem tem nenhuma vocação para nada. Sua única fixação é casar-se, com qualquer um que seja: o momento em que ela seria noiva sublimaria todos esses momentos ruins de sua vida. É até triste pensar nisso.


Rhonda e Muriel: as rainhas da dança

Então surge Rhonda (Rachel Griffins), uma antiga amiga de colégio. A típica amiga esquisita, que não tá nem aí para o que vão falar dela, o oposto de Muriel. E era justamente isso o que faltava para nossa protagonista dar uma reviravolta na vida. Muda-se com ela para Sydney (após ter roubado uma boa quantia do pai) e lá, longe dos insultos constantes e das amigas falsas, Muriel consegue finalmente viver. Trabalha em uma videolocadora, se veste melhor (um pouco, vai...), tem postura mais confiante. Até um pretendente ela arruma. Para quem não tinha perspectiva de vida, sua vida está indo de vento em popa. Mas um acidente em casa acaba deixando sua amiga paraplégica, e ela se vê às voltas com um dilema: continuar a cuidar da amiga, arrumar um marido ou voltar pra casa pra cuidar da mãe doente?

O destino acaba por resolver a situação. Muriel finalmente arranja um noivo. Louro, alto, sarado, olhos azuis. Não, não era piada. Era negócio. Ele é um promissor nadador, mas estrangeiro. Não poderia competir pela Austrália a não ser que fosse casado com uma australiana. Então, o tão sonhado casamento de Muriel. O noivo lindo, o vestido de princesa, as amigas morrendo de inveja. Tudo o que ela sempre quis. Detalhe: hilária a cena do noivo suando frio, tenso na hora de dizer o 'sim'.


A cara de "onde foi que amarrei meu jegue?" do noivo...

Mas nem tudo são flores, e omarido nem liga pra ela. A doença da mãe só piora e ela não tem ajuda de ninguém, nem dos filhos, nem do marido. A melhor e verdadeira amiga está chateada por ter que voltar a morar com a mãe, já que não podia mais pagar o aluguel nem viver sozinha. Com o suicídio da mãe, Muriel resolve dar um basta definitivo na sua vida de derrotada. Volta pra casa para acertar as contas com a família, devolve o dinheiro que pegou do pai (com o dinheiro que recebeu pelo casamento armado), termina o casamento com o noivo lindo porque eles não se casaram pelos motivos certos, pede para Rhonda voltar a morar com ela em Sidney - o lugar onde ela podia ser ela mesma.

O filme é emocionante do início ao fim. As cenas em que Muriel mostra toda sua estranheza são hilárias e Toni Collette está impagável. O tom pesado do discurso do pai é altamente contrastado com a pureza do olhar da mãe e a indiferença dos irmãos. E isso me cativou. Você pode chorar de tanto rir quanto chorar por sentir o desespero em que a pobre Muriel se encontra. A cena final, das amigas no táxi, se despedindo da cidade é emblemática: dê adeus àquilo que te faz mal e viva a vida. Uma lição e tanto, aprendida de forma sutil, divertida e emocionante. Se você não se emocionar com a história de Muriel, nem sseguir o seu exemplo, então o loser é você. Só não vale copiar o guardarroupa da moça!

domingo, 15 de maio de 2011

O casamento de Muriel

Se estava muito difícil para ela ser escolhida, nós a escolhemos para nossa semana de Mês das Noivas. Acompanhe as loucuras que uma mulher é capaz de fazer para poder realizar o sonho de se casar.

Muriel's wedding
1994-Austrália/França
Cor, 10 6min
Comédia

Diretor: P. J. Hogan

Roteiro:P. J. Hogan

Música: Petter Best

Elenco: Toni Collette, Rachel Griffiths, Bill Hunter, Sophie Lee, Rosalind Hammond, Belinda Jarrett

sábado, 14 de maio de 2011

Quando a esmola é demais...

O filme começa com Adam Pontipee (Howard Kell) chegando à cidade para comprar suprimentos para o inverno e tem também um item no mínimo inusitado em sua lista de compras: uma noiva. Acostumado a ter tudo o que quer, ele não desiste de sua idéia e começa a procurar por toda a cidade. Suas exigências são: precisa ser jovem, bonita e trabalhadora. Então ele encontra Milly (Jane Powell), uma moça que mora com o pastor da cidade e trabalha numa pensão, cozinhando para homens famintos. É uma rotinam muito dura para a moça, mas ela trabalha sem reclamar. Porém, farta de ter que cozinhar para tantos homens famintos e rabugentos todos os dias, Milly aceita a oferta de casamento de Adam (como todo bom homem de negócios, ele vai direto ao assunto, mostra os benefícios de se aceitar a oferta e ela não resiste). Somente ao chegar na casa de Adam e lá fica sabendo da verdadeira situação: ele tem mais seis irmãos morando com ele. Ela, que sonhava em cuidar somente de um homem, teria que cuidar dos sete. Sozinha.


É dura a vida da bailarina...

Então, ela logo percebe que precisa se impor. E ganha o respeito dos cunhados quando passa a lhes dar dicas de como conquistar garotas - tarefa nada fácil para ela, coitada. Com muito esforço, ela consegue transformar brucutus em cavalheiros. Logo os seis irmão ? conseguem chamar a atenção das moças da cidade na festa de primavera e causam inveja aos outros rapazes. Voltam para sua casa nas montanhas apaixonados e desesperados: o inverno os isolaria do resto do mundo até a próxima primavera. Incentivados por Adam, eles resolvem sequestrar as suas amadas e levá-las para sua casa na montanha. Conseguem raptá-las, mas o plano não sai exatamente como eles previram. Assustadas e revoltadas com a ofensa, as moças ficam sob a guarda de Milly na casa principal enquanto ela põe todos pra dormirem no celeiro - inclusive o marido.

Clube da Luluzinha: brucutus aqui não entram.

Então ela descobre que está grávida e as meninas se empolgam em ajudá-la. Chegada a priimavera, nasce o bebê e a cidade inteira resolve invadir a fazenda dos irmãos Pontipee para resgatar as moças. Mas elas já estavam apaixonadas pelos irmãos, e não queriam voltar para a cidade. Depois de alguma confusão, enquanto os homens da cidade tentavam resgatar as moças que não queriam ser resgatadas, as seis moças casam-se com os outros seis irmãos e todos vivem felizes para sempre.


Fábula machista e meio sem-pé-nem-cabeça, mas tão bacaninha...

Se depois de ler essa breve sinopse você não teve interesse de ver o filme, talvez o que eu venha dizer vá mudar sua opinião. O filme é divertidíssimo! Até eu fiquei meio receosa quando descobri que era uma comédia romântica musical, mas me deliciei com as várias cenas de dança e o enredo da história. Além de ter tiradas ótimas (como a que o personagem Adam faz ao comparar o fato de estar apaixonado a ser acometido por sarampo) e um tanto de ingenuidade típica dos filmes produzidos na época, é uma boa fonte de reflexão sobre o papel da mulher na família, na construção de uma civilização; uma olhadela nos primórdios da colonização americana. As cenas são todas muito bem coreografadas, a produção muito rica e bem elaborada. Uma ótima pedida para um sábado preguiçoso. Sem sombra de dúvidas, Sete noivas para Sete irmãos (Seven brides for seven brothers, 1954) é a comprovação da minha teoria: qualquer história, mesmo as mais simples ou batidas, se for bem contada pode render um bom filme.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Musical bobinho, mas simpático


Então... Quando li a sinopse de Sete noivas para sete irmãos não fiquei, assim, muito animada. Sabe como é, um musical no interior dos Estados Unidos sobre... sete noivas e sete irmãos! Achei uma grande bobagem. E, depois de assisti-lo, cheguei à conclusão de que é mesmo. O filme se baseia num fiapo de história, nada é muito crível, as canções não são bem obras-primas, mas o resultado até que é simpático e divertido. Afinal, não é pra isso que servem os musicais?

Tudo bem que Adam (Howard Keel) e Milly (Jane Powell) foram os protagonistas do casamento mais rápido (e sem charme) da História. Eu sei que a sétima arte adora histórias de amor à primeira vista, mas matrimônio instantâneo foi a primeira vez. Mesmo que a moça estivesse doida para dar adeus à solteirice, fica difícil acreditar que alguém se mudaria para um fim de mundo qualquer com um completo estranho sem nenhum questionamento. Ainda mais alguém de personalidade tão forte. Mesmo sendo só o pontapé inicial para o desenvolvimento da trama, esse pedaço era importante e merecia mais atenção. Ficou esquisito.


E sim, eu sei que o longa foi inspirado no conto "O rapto das sabinas", de Stephen Vincent Benet, mas eu só conseguia pensar em Branca de Neve e os sete anões durante boa parte do filme. Não só pela parte musical - o que foi o primeiro número de Milly recém-casada, nas pradarias verdejantes do Oregon, com direito a passarinhos e tudo? - mas na relação dela com o marido e os cunhados. Primeiro, a coitada, crente que ia ter uma lua de mel romântica, descobre de repente que vai dividir o mesmo teto com outros seis marmanjos e percebe que é a única capaz de botar ordem na casa. E aí é um tal de "Comportem-se", "Tomem-banho", "Vistam roupas limpas", "Sejam educados" e afins, igualzinho à animação da Disney. Só faltou a bruxa com a maçã envenenada, juro.

Mas o que me impressionou mesmo foi a postura de Milly. Mesmo vivendo numa casa que era o poço do machismo (lembrem-se: esposa = empregada), ela conseguiu se impor e transformar para melhor a vida daqueles ogros. Até ouvir os conselhos da cunhada eles ouviam. E o mais curioso é que ninguém ousava contrariá-la, nem quando ela os expulsa da própria casa! Isso é que é moral.


O resto da história é tão divertida quanto improvável: depois de transformados em cavalheiros, os irmãos de Adam também se apaixonam perdidamente num piscar de olhos e precisam desesperadamente sequestrar as garotas. Demais, né? Mas lembre-se de que essa baboseira toda é só uma desculpa para alguns números musicais bonitinhos. Meu preferido é do primeiro encontro entre os irmãos Pontipee e suas pretendentes, com uma coreografia complexa e impecável. Só não me perguntem o porquê das camisas nas cores do arco-íris: mais brega impossível. Francamente, Milly.